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Nadal não aceita mais acusações por doping e processa ex-ministra francesa
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 25, 2016 às 4:22 pm

Rafael Nadal mudou sua postura. Como prometido há algumas semanas, ele vai contra atacar quem o acusar de uso de doping. E nesta semana já entrou com processo por difamação contra Roselyne Bachelot, ex-ministra do governo francês. No mês de março, no programa Le Gand 8, ela afirmou que o tenista espanhol joga com auxílio de substâncias proibidas, mas não as identificou.

A intenção de Rafael Nadal é acabar de vez com as insinuações. Ninguém mais poderá soltar no ar acusações, sob o risco de também sofrer um processo. O tenista diz que precisa defender sua integridade e imagem. Jamais irá admitir que uma pessoa pública, como Bachelot, faça injúrias contra os desportistas.

Esta é a primeira vez que Nadal toma uma atitude forte contra as inúmeras acusações que sofre. A França tem sido a origem das principais insinuações. Certa vez o Canal + divulgou um desenho animado, de gosto e fontes duvidosas. Nadal entrava num posto de gasolina e no lugar de abastecer o carro urinava no tanque. O veículo saia em disparada, como se estivesse envenenado.

Na época Nadal ficou irado, mas não tomou qualquer atitude, além de demonstrar toda sua contrariedade nas entrevistas em Roland Garros. Aliás, o Grand Slam francês, desde o escândalo do ciclismo do Tour de France, em que vários ciclistas foram flagrados sendo dopados, assim como qualquer outro evento esportivo em território francês, passou a ser controlado pelo comitê antidopage do governo. Portanto, com expectativas de exames mais rígidos.

Agora às vésperas de Roland Garros, Rafael Nadal entra com processo em Paris contra uma influente política francesa. Mas já tomou todas as precauções para não ser incomodado na sua campanha em busca do 10. campeonato no Grand Slam francês. Avisou que se vier a receber qualquer indenização, todo o dinheiro seguirá direto para uma ONG na própria França. Afirmou também que não vai mais falar sobre este assunto e que qualquer dúvida ou pergunta deverá ser dirigida a seu assessor de imprensa Benito Barbadillo.

Nadal apimenta disputa por Roland Garros
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 18, 2016 às 3:53 pm

Novak Djokovic escorregou, mas ainda não caiu, na minha opinião. Roger Federer também tropeçou, como enfatizou um comentário. Mas na terra batida, o suíço corre por fora. Andy Murray está naquela de pai novo, mas segue jogando um bolão. Já Rafael Nadal com a conquista do título em Monte Carlo colocou lenha na fogueira e reafirma a condição – que nunca deixou de ter – de um dos principais favoritos para Roland Garros.

O cenário dava plenas condições à Novak Djokovic conquistar o seu primeiro título em Paris. Dizem que o circuito estava até chato, aborrecido, com a sequência de vitórias no sérvio. Mas ela veio semana passada em Monte Carlo. Pode parecer que o assunto esteja velho, requentado. Mas vale lembrar alguns detalhes do jogo. Em especial o número de deixadinhas aplicadas por Jiri Vasely. Penso eu –  e quero enfatizar que esta é um opinião muito particular – que o sérvio arriscar-se a uma lesão a esta altura do campeonato, por mais simples que fosse, poderia custar o  sonho de  Roland Garros. Não vale como desculpa, mas vale como reflexão. Afinal, para onde foca os olhos de Djokovic?

Rafa Nadal cumpriu o seu papel. Com desempenho exemplar num momento estratégico. Colocou pimenta nos palpites. Afinal, em Monte Carlo passou pelos mais difíceis testes. Diante de Dominic Thiem soube usar sua maior experiência para superar um desafio que por diversas vezes esteve inferiorizado. Diante de Stan Wawrinka não deu chances ao atual campeão de Roland Garros. E na final com Gael Monfils venceu ao seu estilo…

Não resta dúvida de que a condição de Nadal está restabelecida. Mas vejo que Novak Djokovic não pode ser descartado por uma simples derrota. As próximas semanas deverão acrescentar ingredientes ainda mais condimentados para a sempre charmosa e gostosa temporada europeia de saibro que culmina em Paris.

Oops… e o Djokovic ‘escorregou’ no saibro
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 13, 2016 às 6:18 pm

No post anterior, o título destacava:  Djokovic não quer ‘escorregar’ no saibro. E justamente no primeiro grande torneio da famosa terra batida, o número um do mundo caiu, logo na estreia. Independente de seu adversário ter jogado o fino do tênis, o resultado soa como uma advertência para quem sonha com Roland Garros.

Os fatos me revelam que o saibro é a superfície mais exigente do tênis. É claro que a grama tem suas peculiaridades, o cimento sua praticidade. Só que na terra batida um bom saque não resolve o problema, ajuda sim, mas não vejo como decisivo. Os golpes de fundo – tão aperfeiçoados hoje em dia – são fundamentais. E existe grande espaço para todas as outras jogadas, o slice, os voleios, as deixadinhas, ou largadinhas, que os franceses definem carinhosamente de ‘amortir’, ou seja amortizar.

O saibro é tão fundamental para formação da base do jogo de tênis que tenistas talentosos buscaram a Espanha para aperfeiçoamento. Isto aconteceu com o russo Marat Safin e também com o escocês Andy Murray. Nos últimos tempos, os americanos, passando por uma entressafra, aderiram a terra batida para tornar seus novos valores mais completos.

Novak Djokovic é um jogador completo. É difícil destacar qualquer um de seus golpes. Tem todos de uma forma bem linear. Também sabe como poucos a arte de deslizar no saibro. Portanto, pode plenamente recuperar-se deste choque inicial na temporada europeia.

A seu lado na busca do inédito título de Roland Garros existe o fato de no Grand Slam as partidas serem jogadas em melhor de cinco sets. Neste caso, as surpresas são mais difíceis. Mas como disse no post anterior justamente nas primeiras rodadas os favoritos estão mais vulneráveis.

Ficar o alerta para Djokovic. Mas não há dúvidas de que seguirá como forte favorito para Roland Garros 2016.

 

Djokovic não quer ‘escorregar’ no saibro
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 5, 2016 às 6:23 pm

Com um início de temporada dos mais brilhantes, Novak Djokovic quer pisar firme no saibro. É uma superfície peculiar. Pune os ‘ escorregões ‘, mas premia a arte de deslizar sobre suas quadras. Número um do mundo de forma incontestável, ele já avisou que espera coroar a temporada europeia de terra batida com o sonhado título de Roland Garros.

Difícil dizer se não é muito cedo para o tenista sérvio já se colocar sob pressão. Mas, na realidade, não haveria mesmo como fugir dessa sina. Afinal, depois de erguer 11 troféus de Grand Slam não ter a Copa dos Mosqueteiros na prateleira de sua casa, deve mesmo dar um grande vazio.

A triste sina de um Grand Slam inalcançável perseguiu outros grandes astros do tênis. Pete Sampras nunca venceu em Paris e Ivan Lendl jamais conquistou Wimbledon. Não que não tivessem feito por merecer. Mas, sempre, uma coisa ou outra atrapalhava os planos.

E não existe uma fórmula mágica para se conquistar um torneio específico. Sampras foi considerado pela ATP como o maior jogador de todos os tempos. Para vencer em Roland Garros, ele tentou de tudo. Em certo ano disputou todos os eventos do saibro. Chegou a Paris exausto. Em outro jogou pouco. E também perdeu.

O fato de Sampras também não ter uma réplica da Copa dos Mosqueteiros na sua mansão em Los Angeles pegou em cheio um de seus grandes fás: o saudoso Armando Nogueira. O americano iria jogar com o paraguaio Ramon Delgado. Já era final de tarde, quase noite. Armando falou que iria deixar para ver Sampras outro dia. Avisei que havia visto o paraguaio jogando em Atlanta, quando estava sendo treinado por Raul Viver, e poderia dar trabalho. Mas, o saudoso companheiro tinha um compromisso …. é lógico…. No dia seguinte logo se confortou ao dizer-me. “Você bem que avisou”. Respondi…. não dá para ganhar sempre (seja lá como cá).

Nenhum dos grandes está livre de surpresas em rodadas preliminares. Nem mesmo existe uma preparação infalível. Ora, se Novak Djokovic vai escorregar ou deslizar no saibro europeu depende apenas de seu destino… Esta é sua sina.