Arquivo mensais:dezembro 2015

Um bom ano Olímpico para o tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 21, 2015 às 1:56 pm

A tentativa da ATP em esvaziar o Torneio Olímpico de Tênis tirando os pontos no ranking da competição não funcionou, pelo menos até agora. Os principais astros da modalidade deram de ombros para esta decisão. E imbuídos do mais puro espírito olímpico caminharam em sentido contrário à estratégia da associação de classe.

As últimas notícias dão conta de um enorme interesse na competição que irá se realizar no lindo complexo de tênis do Rio. A mais recente informação veio do espanhol Rafael Nadal. Em franca recuperação no circuito profissional, ele não só confirmou sua participação no torneio olímpico em simples, como também em duplas. E acrescentou uma boa novidade: quer formar dupla mista com Garbine Muguruza.

Roger Federer também foi além. Não concordou com as recomendações do técnico suíço da Davis, Severin Luthi, que, em razão da idade, queria ver o ex-número um do mundo, apenas nas competições de simples e duplas, com Stan Wawrinka. E para felicidade geral da nação, ele confirmou o convite feito por Martina Hingis para que formem dupla mista.

Não tenho informações concretas sobre o interesse de Novak Djokovic em jogar a chave de duplas mistas. Mas não há dúvidas de que o atual número um do mundo estará no Rio com toda força e favoritismo para disputar a medalha de ouro.

A decisão em não contar pontos na Olimpíada, se confirmada, só irá mesmo afetar tenistas de ranking intermediário. São jogadores que precisam ver seus interesses próprios. Afinal, teriam de disputar um torneio sem compensações financeiras, muitas vezes defendendo federações que jamais tiveram qualquer apoio. E não somar pontos seria mesmo um desastre. Enfim, li um comentário dos mais válidos: ” A ATP só volta seu olhos para os grandes nomes e mais uma vez deixa jogadores de ranking intermediário em situação delicada, difícil e constrangedora”.

 

ATP está certa em tirar os pontos da Olimpíada?
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 3, 2015 às 5:52 pm

Os grandes nomes do tênis, como Novak Djokovic, Andy Murray, Roger Federer, Rafael Nadal acredito que virão pela honra e glória dos Jogos Olímpicos. Mas não há dúvidas de que a decisão da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) em tirar a pontuação no ranking irá prejudicar a competição.

A decisão, na verdade, ainda não é oficial. Nasceu de um pedido insólito da ATP. A associação quer da ITF uma compensação financeira aos Masters 1000 de Toronto, no Canadá, e de Cincinnati, Estados Unidos, que estarão colados ao torneio olímpico e, por isso, podem sofrer prejuízos.

A ITF sequer paga prêmios em dinheiro na Olimpíada. Foge ao espírito. E não cogita dar qualquer compensação aos eventos do Canadá, na semana anterior ao torneio no Rio, e Cincy, na seguinte.

O campeão no torneio olímpico do Rio receberia 750 pontos para o ranking. Nada, que possa ser tão significativo para Djokovic, Murray, Federer ou Nadal acostumados às finais de eventos de maior peso, como um Grand Slam, que dá dois mil pontos ao vencedor.

Jogadores integrantes do meio da chave, ranking intermediário, podem sim chorar a perda de pontos no torneio olímpico. Estes deverão investir em competições como Toronto e Cincy que podem sim sofrer ausências de alguns dos principais nomes do tênis.

Aliás, muita gente pode ficar aborrecida, mas a grande maioria dos tenistas não curte a Olimpíada. Para eles é mais importante ganhar um Grand Slam, ou mesmo um Masters 1000. Além disso, aqueles que não ostentam fortunas como os líderes precisam pagar suas contas e jogar sem premiação em dinheiro no Rio não seria um bom negócio. Existe apenas uma outra opção para esta semana, o Aberto Mexicano, em Los Cabos.

Brigas entre a ATP e a ITF vem de longa data. Certa vez, na tentativa de valorizar seus eventos, a Associação dos Tenistas dava maior peso às suas competições. Os Grand Slams disputados em chave de 128 e em jogos de cinco sets foram praticamente equiparados, ou melhor, quase rebaixados. A Federação Internacional reagiu com a proposta de criar um ranking próprio. Quem sabe agora, esta possibilidade não ganhe força para solucionar este impasse.

Curiosamente a WTA não se manifestou e, à princípio, manterá a pontuação no ranking feminino.