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Federer esbanja confiança para Wimbledon
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 23, 2015 às 6:52 pm

Na febre das medias sociais Roger Federer já atualizou sua foto no perfil.  A 3×4 tem agora como pano de fundo um lindo movimento de voleio do suíço na central de Wimbledon. A mensagem: ele está mais do que pronto para conquistar o 8. título no Grand Slam inglês, depois de ter vencido o 8. troféu na grama de Halle, na Alemanha.

Para o mundo afora, Roger Federer declara o favoritismo para Novak Djokovic, o número um do mundo que não joga desde a frustração em Roland Garros. Mas em uma entrevista para seus compatriotas deixou evidente toda sua confiança para realizar o sonho de mais um Slam, agora já com 33 anos de idade.

No ATP de Halle, Federer cumpriu o papel. Defendeu o título com todas as emoções. Salvou match point na estreia diante de Philipp Kolschreiber e disputou um total de seis tie breaks. Passou pelos aces de Ivo Karlovic e na final, embora não tenha tido um especialista na grama pela frente, jogou de forma convincente.

É claro que o ATP alemão não se compara aos desafios de um Grand Slam. Mas Roger Federer viu tudo com bons olhos. Afirmou que não se poderia ter melhor preparação para Wimbledon do que vencer em Halle. Lembrou até mesmo que, assim como em Londres, a quadra possui teto retrátil e foi usado na final. Um belo simulado, sem dúvida.

Um Grand Slam é sempre um momento especial, onde praticamente todos se superam. Mas acredito que chegou, novamente, a hora para os ‘federistas’. Afinal, se existe um momento para Roger Federer reencontrar-se com um troféu desta categoria é agora no SW-19.

O incrível Stan vence Roland Garros
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 7, 2015 às 6:20 pm

Que triste sina. Mas Novak Djokovic ainda não venceu em Roland Garros. E talvez jamais na centenária história do torneio tenha testemunhado uma homenagem tão grande e emocionante para o vice campeão, com um duradouro aplauso na cerimônia de premiação. Só que o dia pertencia mesmo a Stan Wawrinka. O suíço que jogou de forma incrível neste campeonato e repetiu o alto nível na final deste domingo.

Outra cena de rara emoção e coleguismo aconteceu ainda quando os dois jogadores esperavam ser chamados para a premiação. Wawrinka levantou-se de sua cadeira e foi dar um abraço ao desconsolado Djokovic.

Mesmo com a derrota, Novak Djokovic irá manter com tranquilidade a liderança do ranking, enquanto Wawrinka ocupa um lugar entre os quatro primeiros. O tenista sérvio fez o melhor possível. Superou Rafael Nadal, venceu outro grande desafio diante de Andy Murray, mas na final teve um adversário num momento sublime. O suíço acertou jogadas e jogadas das mais preciosas. Uma delas, colocou sua esquerda para andar com a bolinha passando entre o pau da rede e um palanque num espaço não superior a uns vinte centímetros. Estava mesmo o seu dia.

Para coroar a intensa e merecida vitória, Stan Wawrinka revelou todo o seu estado de espírito ao colocar sua bermuda de cores e gosto duvidosos exposta à frente do balcão… riso geral, numa outra jogada de campeão.

 

Djokovic mantém o sonho em Paris
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 6, 2015 às 1:45 pm

Não sem sustos e muita luta, Novak Djokovic manteve o sonho de, enfim, conquistar Roland Garros e completar sua coleção de troféus do Grand Slam. Tem ainda um desafio e tanto pela frente, um Stan Wawrinka cheio de confiança e que vem ‘limpando as linhas’ em seus últimos jogos.

O tenista sérvio vem fazendo por merecer mais este troféu. Só que justamente agora na reta final o seu favoritismo não parece estar tão forte como nas vésperas da competição. É claro que passou fácil por Rafael Nadal, mas diante de Andy Murray contou com uma vitória em dois tempos. Tive a impressão de que se o jogo não fosse interrompido, talvez o número um do mundo tivesse sucumbido. Por incrível que possa parecer, mas o dono da ‘Djokolife’, linha de produtos para a saúde, sentiu a correria diante do escocês. Em certo momento até apoiou-se na raquete.

Difícil prever o que vai acontecer com Wawrinka. Ele mesmo admitiu estar surpreso com suas atuações em Paris. Mas do jeito que vem jogando, indo para as linhas, pode ganhar de qualquer um, se suas bolas estiverem entrando. Se não for o seu dia pode perder feio. A expectativa, porém, é de um jogo equilibrado.

A torcida por Djokovic tem lá seus motivos. Nos tempos em que andava mais pelo circuito ouvia muitas reclamações ao comportamento do sérvio. Sempre no mesmo tom. De que em público é uma pessoa, mas na intimidade muito exigente, aborrecido etc e tal. Bem como o que interessa é sua vida pública, então prefiro curtir suas simpáticas entrevistas, suas brincadeiras e ações. Como a de correr com todos os pegadores de bola pelas alamedas de Roland Garros numa manhã de exercício de aquecimento.

Serena dá entrevista fantasma
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 5, 2015 às 4:47 pm

É conhecida a figura do ‘ghost writer’, quando um especialista escreve em nome de outro. Mas ‘ghost interviewer’ confesso que é um fato raro. Mas foi isso o que aconteceu com Serena Williams, em Paris. Depois de seu jogo das semifinais diante de Timea Bacsinsky e do polêmico comportamento da americana, ela decidiu não conceder a tradicional entrevista coletiva. Só que agora na véspera da final inovou. Distribuiu uma comunicado com perguntas e respostas que ninguém sabe que as fez. Um papel sem identificação, sem autoria, sem o selo de Roland Garros ou mesmo da ITF.

Aliás pelo nível das perguntas e esperadas respostas nem seria necessário realizar-se esta entrevista fantasma. Mas a informação dada é que Serena começou a sentir-se mal ‘por volta da terceira ou quarta rodada’. Ora, se nem ela sabe quando o problema começou, não seria mesmo nesta entrevista que isto ficaria claro. Não é mesmo?

O comunicado, vamos dizer assim, informa que ela sentiu uma ‘forma de gripe’ e precisa descansar e manter-se hidratada. Disse que no jogo contra Baczinsky, a situação estava a beira de um colapso. Nesta sexta-feira conta que nem treinou.

A vida contou-me histórias parecidas. Uma delas é realmente das antigas. Na Copa do Mundo da Argentina estava estreando nas coberturas internacionais. E num certo momento conturbado da Seleção Brasileira, de repente, o técnico Cláudio Coutinho sumiu. Teve de se ausentar, mas deixou num gravador uma ‘entrevista’. A cena era hilária. Uma multidão de repórteres ouvindo um reprodutor da fita cassete nas mãos do assessor de comunicação da CBF. Todo mundo fazendo anotações para depois escrever a reportagem.

Quando cheguei ao centro de imprensa senti-me inseguro. Ora, como escrever uma entrevista sem que realmente tenha participado? Não poderia retrucar, observar a reação do entrevistado, enfim, ‘matéria fria’. Só que precisava mandar as informações para o jornal. A salvação veio do genial Nelson Motta, que no mundial de 98 escrevia para O Globo. Ele gritou para todo mundo ouvir…. esta é uma reportagem cibernética. Para mim soou como uma Eureka.

 

RG na semana dos grandes desafios
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 1, 2015 às 5:56 pm

A eletrizante atmosfera dos primeiros dias, com alamedas lotadas e bons jogos espalhados por todos os cantos, dá lugar agora aos grandes duelos, nas chamadas ‘show courts’. Particularmente gosto muito da primeira semana. Mas não dá para reclamar das emoções reservadas para os dias mais decisivos.

O mais esperado encontro da competição, desde o sorteio da chave, vai mesmo acontecer. Novak Djokovic e Rafael Nadal jogam nas quartas de final. Se até agora, o sérvio caminhou tranquilo, sem sequer ceder sets, o espanhol melhora a cada jogo. Só isso já é o suficiente. Ir além seria antecipar-se aos fatos.

No mesmo lado da chave Andy Murray vai para ‘o teste’ no saibro. Ganhou na temporada dois títulos na terra batida, mas só agora verá o que é enfrentar um espanhol chamado David Ferrer.

A esperança de surpresas ronda cada vez mais a cabeça dos japoneses. O ‘catimbeiro’  Key Nishikori enfrentará um clima festivo com a torcida francesa incentivando Jo-Wilfried Tsonga. Enquanto a Suzanne Lenglen terá os suíços Roger Federer e Stan Wawrinka em busca de uma vaga nas semifinais.

No lado feminino, Serena Williams deixa a impressão de que é vulnerável. Parece que vai perder, mas na hora em que precisa vence. Terá pela frente Sara Errani… nada a declarar.

Maria Sharapova perdeu. Mas quando ela entra em quadra tudo pode acontecer. Faz jogos difíceis parecerem fáceis. E jogos fáceis transformarem-se num pesadelo. Diante de Lucie Safarova não foi além. Esforçou-se ao máximo, mas não foi o suficiente.

A boa notícia é a volta de Ana Ivanovic nas quartas de final de Roland Garros. Torneio que ela ganhou em 2008 e depois disso nunca mais esteve na segunda semana de Paris. Terá pela frente uma das novas estrelas: a perigosa, mas ainda inexperiente, Elina Svitolina. Outra da nova geração que pode brilhar é Garbine Muguruza.