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O milionário Tour da América
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 24, 2014 às 8:13 pm

Não tem o charme de Roland Garros, nem a pompa de Wimbledon. O esquema é bermudão e camiseta, mas com grife. Afinal, estamos diante do mais rico circuito de tênis do planeta: a temporada norte-americana de quadras rápidas.

Em apenas sete semanas estarão em jogo mais de US$ 50 milhões. Só o US Open irá distribuir este ano mais de US$ 38 milhões. Se somados os Masters 1000 da ATP, os Intl Series da WTA, além de outras competições um pouco menores, as cifras soam como astronômicas.

Confesso que sou fã da temporada europeia de saibro. As competições passam por lugares charmosos, repletos de histórias e cultura. Até mesmo este finalzinho guarda seu charme, em locais como Hamburgo, ou nas estações de Gstaad e Kitz.

Na América o gigantismo impera. Os centros de tênis são espaçosos, práticos e populares. O público curte o sol, o verão e o tênis de alta qualidade. Não se trata apenas de diversão. Há cultura pelo meio do caminho também com algumas competições em campus universitários. Tudo é muito fácil. Não há nem mesmo problemas para encontrar ingressos. A única exceção talvez seja o US Open. Mas para quem não se importar em curtir as sessões mais procuradas e quiser viver o clima da competição, um ingresso ‘ground’ está de bom tamanho.

Com o calor da América nestes dias, as coisas começam a ferver. Na Europa, o verão é uma festa. O mês de agosto é quase sagrado. Todo mundo sai de férias. Mas para os jogadores, estes melhores dias vieram há pouco. Rafael Nadal jogou pôquer, passeou de barco com a namorada. Novak Djokovic casou-se, curtiu lua de mel. Roger Federer fez o que mais gosta. Ganhar dinheiro. Aproveitou o tempo para estar com a família, mas não deixou de faturar em eventos de patrocinadores. Todos já avisam pelo twitter que estão de volta aos treinamentos. Até mesmo Juan Martin Del Potro deu o ar da graça e postou que já está batendo o seu famoso back hand…sem dores.

No lado feminino, Serena Williams preocupa. Ele defende o título e não ganhou um Slam este ano ainda. Sua preparação não poupou dias de descanso. Curtiu as praias europeias, mas garante estar feliz com a volta aos treinamentos esta semana.

É importante estar bem nestes dias que antecedem o US Open. Estes torneios fazem parte do chamado US Open Series. O circuito existe há cerca de dez anos e premia com bônus os jogadores que liderarem a série de competições..

Esta ‘brincadeira’ milionária é responsável pelos recordes de pay day do esporte. Em 2005, a belga Kim Clijsters liderou o US Open Series e foi também campeã em Nova York. Recebeu um total de US$ 2,2 milhões. Na época foi o maior prêmio da história pago a uma esportista feminina. Em 2007, Federer faturou US$ 2,4 milhões. Sendo US$ 1,4 milhão pelo título e mais US$ 1 milhão de bônus.

Atualmente as milionárias marcas pertencem aos campeões do ano passado, Serena Williams e Rafael Nadal. Ambos embolsaram o maior cheque já pago na história do tênis, no valor de US$ 3,6 milhões. Este ano, o US Open dará US$ 3 milhões para os campeões de simples. Este valor poderá receber um bônus de US$ 1 milhão, se for para o líder, ou a líder, do US Open Series. O cheque seria de US$ 4 milhões. Será que já não é hora de treinar duro?

 

Djokovic no 7. céu e digno lider
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 7, 2014 às 5:51 pm

O 7. título de Grand Slam para Novak Djokovic colocou o tenista sérvio no paraíso. Numa final imprópria para cardíacos, ele foi exigido ao máximo. No quarto set, especialmente, foi levado ao extremo. Como não pensar que vinha de três derrotas em finais desta importância? Dois motivos o levaram a superar todas as dificuldades. Uma: acabar com a sina de vice-campeonatos. Outra: retomar, com toda dignidade, a liderança do ranking mundial. É merecidamente o atual número um do mundo.

Verdade seja dita. Novak Djokovic não teve vida fácil diante de Roger Federer. O tenista suíço tinha a maioria dos corações ao seu lado. Revelou poder de reação ao superar desvantagem de dois games a cinco e levar a decisão para o quinto set. Deixa claro que pode – e acredito que deva mesmo – conquistar ainda mais um troféu de Grand Slam.

Aos 27 anos e às vésperas de se tornar pai, Novak Djokovic atingiu o auge de seu jogo. É claro que sempre se pode melhorar, mas nunca ele atuou com tanta autoridade e eficiência como nesta decisão do All England Club. Esteve no seu melhor.

É por isso que com todo o direito lidera o ranking mundial. Suas últimas derrotas em finais podem ser deixadas na gaveta do passado. Ostenta novamente um jogo incrível, com regularidade de se fazer inveja. Afinal, quem poderia apontar o ‘melhor golpe’ de Djokovic? Difícil… o conjunto da obra revela sua arte.