Arquivo mensais:dezembro 2013

Ano de 2014 promete mudanças radicais no tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 18, 2013 às 6:01 pm

A contratação de Boris Becker como head coach para o time de Novak Djokovic e a parceria de Stefan Edberg com Roger Federer é muito mais do que uma coincidência. É sim um sintoma. Ter dois grandes sacadores, dois mestres no saque e voleio representa um ideal de mudanças radicais no tênis a ser praticado em 2014.

Afinal, se superar Rafael Nadal do fundo de quadra é difícil ou quase impossível, junto à rede pode acuar o espanhol. O jogo fica mais rápido, muda a característica, diminui o tempo de reação e alcance das jogadas.

Antes que se fale na impossibilidade desta tendência dar certo é importante lembrar que Edberg jogava ao seu estilo diante de Ivan Lendl, Mats Wilander e foi número um do ranking mundial. É claro que também foi surpreendido em Roland Garros por um baixinho de pernas ágeis, como Michael Chang.

Becker também foi o número um. É ainda o tenista mais jovem a conquistar um título de Wimbledon, quando tinha apenas 17 anos. Seu estilo marcou época e também enfrentou grandes adversários de fundo de quadra como Ivan Lendl.

Sua forma de jogar era realmente devastadora como um ‘Panzer’ , veículo blindado de combate, um tanque alemão, como Becker ficou conhecido. Certa vez, quando estudava inglês em Londres, na Bercy Street, aproveitei uma tarde de folga e fui buscar minha credencial de Wimbledon, bem antes do início do torneio. Passeando pelo All England Club vi Becker treinando numas quadras anexas. Estava, se não me falha a memória, com Gunther Bosch. O treinador colocava umas fitas esticadas partindo da área de saque. E seu pupilo tinha de alcançar a ponta, um pouco à frente da área do ‘mata burro’ a tempo de alcançar a devolução adversária. O primeiro voleio não era definitivo, mas abria a quadra para o segundo.

É claro que os tempos são outros. Os golpes de fundo de quadra estão muito mais consistentes. Mas não acredito que dois craques do tênis da atualidade, como Djokovic e Federer fossem contratar nomes como Becker e Edberg sem terem analisado todos estes aspectos.

Enfim, estas contratações prometem agitar o tênis já no início da temporada de 2014. Afinal, a Austrália é o berço de grandes nomes do saque e voleio. E quem sabe não seja o local de renascimento deste estilo. É claro, com suas variações.

 

2014 promete mudanças radicais no tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 18, 2013 às 1:13 pm

A contratação de Boris Becker como head coach para o time de Novak Djokovic e a parceria de Stefan Edberg com Roger Federer é muito mais do que uma coincidência. É sim um sintoma. Ter dois grandes sacadores, dois mestres no saque e voleio representa um ideal de mudanças radicais no tênis a ser praticado em 2014.

Afinal, se superar Rafael Nadal do fundo de quadra é difícil ou quase impossível, junto à rede pode acuar o espanhol. O jogo fica mais rápido, muda a característica, diminui o tempo de reação e alcance das jogadas.

Antes que se fale na impossibilidade desta tendência dar certo é importante lembrar que Edberg jogava ao seu estilo diante de Ivan Lendl, Mats Wilander e foi número um do ranking mundial. É claro que também foi surpreendido em Roland Garros por um baixinho de pernas ágeis, como Michael Chang.

Becker também foi o número um. É ainda o tenista mais jovem a conquistar um título de Wimbledon, quando tinha apenas 17 anos. Seu estilo marcou época e também enfrentou grandes adversários de fundo de quadra como Ivan Lendl.

Sua forma de jogar era realmente devastadora como um ‘Panzer’ , veículo blindado de combate, um tanque alemão, como Becker ficou conhecido. Certa vez, quando estudava inglês em Londres, na Bercy Street, aproveitei uma tarde de folga e fui buscar minha credencial de Wimbledon, bem antes do início do torneio. Passeando pelo All England Club vi Becker treinando numas quadras anexas. Estava, se não me falha a memória, com Gunther Bosch. O treinador colocava umas fitas esticadas partindo da área de saque. E seu pupilo tinha de alcançar a ponta, um pouco à frente da área do ‘mata burro’ a tempo de alcançar a devolução adversária. O primeiro voleio não era definitivo, mas abria a quadra para o segundo.

É claro que os tempos são outros. Os golpes de fundo de quadra estão muito mais consistentes. Mas não acredito que dois craques do tênis da atualidade, como Djokovic e Federer fossem contratar nomes como Becker e Edberg sem terem analisado todos estes aspectos.

Enfim, estas contratações prometem agitar o tênis já no início da temporada de 2014. Afinal, a Austrália é o berço de grandes nomes do saque e voleio. E quem sabe não seja o local de renascimento deste estilo. É claro, com suas variações.

 

A união
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 17, 2013 às 7:41 pm

Não temos mais um Gustavo Kuerten, nem mesmo uma Maria Esther Bueno. Mas encontramos hoje em dia um ingrediente dos mais importantes e que pode ajudar em muito o tênis brasileiro: a união. Não há porque contestar que ela faz a força, pois isso está provado ao longo da história do próprio tênis.

Começo relembrando a força dos suecos. Nos bons tempos os Vikings navegavam juntos em busca de conquistas e repetiram o feito nas quadras ao redor do mundo. No final dos anos 80 e início dos 90 estavam sempre juntos. Era comum vê-los jantando na mesma mesa. De um lado Mats Wilander, de outro Stefan Edberg, ao lado Anders Jarryd, Magnus Larson e por aí vai. Com o maior destaque de alguns, especialmente Wilander, ficou difícil acomodarem-se todos no mesmo ambiente. Mas enquanto as vaidades assim permitiram, os suecos eram conhecidos como a mais forte escola do tênis.

O fenômeno repetiu-se com o tênis argentino. Nos dias mais duros da crise, a ‘fome’ os uniu. Um ajudando o outro, dividindo quartos de hotel e compartilhando benefícios. Se um deles garantia lugar na chave principal, lá iam todos os outros também em busca de um lugar ao sol. A referência já estava dada pelo primeiro.

Esta união ajuda em diversos aspectos. Além da motivação mútua, não há como negar que esta amizade traz benefícios no aprimoramento técnico. Se um ajudar o outro nos treinamentos, estiver ao seu lado na arquibancada durante os jogos, tudo fica mais fácil. A confiança é a chave do negócio.

Esta característica nota-se de diversas formas. Para os suecos os jantares ao estilo reunião de motivação. Aos argentinos as viagens compartilhadas, ao estilo economizar para jogar mais, em mais torneios.

Para os brasileiros esta união ficou evidenciada no Prêmio Tênis 2013 realizado na Costa do Sauipe, litoral da Bahia. Todos os jogadores, sem exceção, fizeram festa juntos. Quem subiu ao palco para cantar o tocar fez tanto sucesso como os que ficaram na plateia cantando e dançando. Esta união não se evidenciou apenas entre as estrelas, como Thomaz Bellucci, André Sá, Bruno Soares, Marcelo Melo, Rogerinho Dutra, enfim, todos os premiados. Mas também tomou conta de toda a base da nação do tênis, ou seja, os participantes das diversas modalidades, veteranos, seniors, cadeirantes. Foi incrível ver a empolgação de muitos com a final entre dois tenistas com mais de 80 anos. Divertiram-se e jogaram em quadra, num verdadeiro espetáculo, cujo o maior vencedor foi o tênis.

Esta turma do tênis espera realizar sonhos em 2014. A torcida fica para que os duplistas alcancem o buscado título de um Grand Slam. Nesta linha de pensamento, Bellucci também tem a ganhar e pode reencontrar-se com seu bom tênis. Atrás dele pode vir Guilherme Clezar, Tiago Fernandes, Tiago Monteiro e quem mais estiver unido a este grupo.

Federer aposta num Slam em 2014. Alguém duvida?
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 5, 2013 às 6:25 pm

Apesar da certa dúvida de alguns, como até mesmo Novak Djokovic, Roger Federer está focado na conquista de mais um título de Grand Slam em 2014. Os olhares desconfiados não assustam, nem perturbam o tenista suíço. Fontes seguras informam que o final desta temporada deu um novo fôlego ao recordista de troféus de Slams.

Para alcançar seu objetivo, Federer teve de adequar sua rotina ao seu tempo. Depois dos 30 percebeu que não dá para estar em todos os cantos e seguir em forma. Abriu mão das tradicionais e rentáveis exibições no ‘offseason’ e parou em Dubai. Os Emirados Árabes têm lá seus costumes, mas reunem condições favoráveis a necessária concentração de uma boa pré-temporada.

Na tranquilidade e no seu jeito, Federer resolveu retomar os testes com uma raquete maior. Está treinando com uma de cabeça de 98 polegadas, contra a de 90 que se acostumou a usar e obteve tanto sucesso. O primeiro teste com o novo equipamento esteve prejudicado por uma lesão. Pouco se fala de problemas físicos dele, mas uma contusão nas costas tirou de Federer suas melhores condições.Não se tratava de um bom momento para experimentar mudanças. Agora a situação é outra.

O estilo Federer também pede compreensões. Rompeu com Paul Annacone, depois do US Open e confessou estar contente com seu atual time. Não será surpresa se seguir sem técnico na temporada de 2014.

Antes de pensar em ‘pendurar a raquete’ Federer teve momentos de reflexões e, por isso, garante que não se trata de um sonho seguir em quadra. Para ele, mesmo fora de sua melhor condição, conquistou resultados importantes. Venceu vários adversário entre os dez do ranking e acredita que pode ir bem mais longe, se estiver bem preparado.

Não há como duvidar de Roger Federer. O primeiro Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália, em quadras rápidas e vários jogos podendo ser disputados em teto fechado darão ao suíço condições ideais para mostrar o seu ainda genial tênis.