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A volta por cima de Djokovic
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 17, 2018 às 3:00 pm

Demorou – 25 meses -, mas Novak Djokovic conseguiu dar a volta por cima. Reviveu seus melhores momentos, com grande emoção, e celebrou o seu 13. troféu de Grand Slam, ao vencer Kevin Anderson na final de Wimbledon. Só que nem tudo foi tão fácil como o placar da partida contra o sul africano possa ter sugerido. O caminho foi longo e tortuoso.

As primeiras curvas que Djokovic teve de enfrentar surgiram quando tentou voltar desesperadamente ao circuito. Vindo de lesão e cirurgia, o tenista sérvio não se conformava com uma verdade da natureza: a de não conseguir exibir o mesmo nível de performance. Sem entender esta situação entrou em parafuso. Ficou desnorteado, brigou com sua equipe e em quadra andava desanimado, irritado e nervoso.

Para sua própria surpresa, Novak Djokovic viu o seu tênis voltar gradativamente e atingir um bom nível em Wimbledon. Ele mesmo reconheceu na entrevista do campeão que não esperava que isso pudesse acontecer no All England Club. E, por isso, como bem definiu o José Nilton Dalcin, o sérvio voltou a sorrir.

Fica a lição da necessidade de se respeitar os limites. Não há milagres, mas sim muita dedicação e boas orientações para dar a volta por cima e reviver os bons tempos.

 

 

Surpresa: 181 do mundo vai a final de Wimbledon
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 12, 2018 às 9:18 pm

Quando que já vimos isso na história? Uma tenista na posição de 181 do ranking mundial chegar a final do Torneio de Wimbledon. Mesmo assim, não há surpresas na campanha de Serena Williams. Apenas que sua trajetória recoloca em discussão a proteção de ranking para jogadoras que tenham passado pela maternidade. Existe para quem sofre lesão, mas não para casos como a da americana de Vika Azarenka ou mesmo Vera Zvonareva.

Cabe ainda um nova pergunta. Será que campanhas como as de Serena em Wimbledon seriam um fenômeno comum? Ou a norte-americana é sim uma super jogadora e trata-se apenas de um caso isolado? Difícil encontrar uma resposta, mas vimos bons resultados recentes tanto de Azarenka como de Zvonareva.

A simples colocação de Serena entre as 32 cabeças de chave de Wimbledon já causaram diversas reclamações. Mas vejo que isso vem apenas do imediatismo da situação. A eslovaca Dominika Cibulkova perdeu sua condições de pré-classificada no All England Club e esperneou. Mas ela recentemente casou-se e será que num futuro breve não mudaria de opinião?

Na verdade não existe ainda regras para esta situação de maternidade. Mesmo assim, Katrina Adams, a presidente da USTA – a Associação Norte-Americana de Tênis – organizadora do US Open já acenou com a possibilidade de repetir o gesto de Wimbledon.

Com privilégios ou não, Serena Williams parte para o 24. troféu de Grand Slam, sendo o 8. nas quadras do All England Lawn Tennis & Croquet Club. Igualaria o recorde da australiana Margareth Court, com uma vantagem ao meu ver: a norte-americana levantou os títulos já dentro da Era Aberta.

FAKE NEWS – Neste clima de manchetes irônicas, como acima, quem acreditaria em outra como essa: Federer desperdiça match point e é eliminado de Wimbledon.

Será que é justo o ranking da grama?
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 29, 2018 às 3:07 pm

A utilização do ranking da grama para o Torneio de Wimbledon acabou provocando algumas ironias do destino. É claro que, em teoria, pouca diferença faz quem seja o número 1 ou o número 2. Mas beneficiado pelos critérios do All England Club Roger Federer subiu ao posto mais alto do quadro. Só que o sorteio da chave trouxe dos céus adversários em tese mais difíceis para o suíço. Enquanto Rafael Nadal deverá ter um caminho mais tranquilo pela grama do aristocrático clube do subúrbio londrino, o SW-19, pelo menos na primeira semana da competição.

Como se sabe, os torneios do Grand Slam são regidos pela ITF, a Federação Internacional de Tênis, e portanto não precisam seguir a lista de classificação da ATP ou WTA. Mas seria tudo mais fácil, sem polêmicas, se seguissem os rankings masculino e feminino, sem arranjos.

Desde que foi criado este ranking da grama, ele gera discussões e até boicotes. Vários tenistas espanhóis, por exemplo, se sentindo prejudicados desistiram de jogar no All England Club. Mas foram engolidos pelo gigantismo de Wimbledon e poucos disas depois, ninguém mais lembrava que existiu uma desistência coletiva dos ibéricos.

O mais incoerente, ao meu modo de ver, é que os critérios do ranking da grama são usados apenas em alguns casos. Rafael Nadal, por exemplo, caiu nas quartas de final de Wimbledon no ano passado. E em 2016 sequer disputou o Grand Slam inglês por causa de lesão.

Vale explicar que o ranking da grama acrescenta 100% de pontos aos resultados obtidos em torneios disputados nesta superfície nos últimos 12 meses e 75% às competições do ano anterior.

No lado feminino, este ranking da grama jamais foi utilizado e não faz parte dos critérios de definição das cabeças de chave. Mas, desta vez, o All England colocou Serena Williams como 25a. Fica a pergunta: por que não 32, 15 ou 1?

Colega de profissão, Vera Zvonareva, que já foi vice-líder do ranking da WTA, disputou o qualifying e passou para ter o direito de voltar a jogar a chave principal do Torneio de Wimbledon.

Nada contra criar uma espécie de ranking protegido para as tenistas que tiveram filhos. Apenas seria coerente estabelecer uma regra. É o que está pensando a toda poderosa associação de tênis dos Estados Unidos, a USTA, como já adiantou a presidente Katrina Adams.

Enfim, agora com a chave definida, os jogos marcados, o melhor é recorrer mesmo a aquela velha máxima e “que vença o melhor”.

 

Rafael Nadal: uma lição de vida
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 11, 2018 às 3:01 pm

Se ao acordar numa segunda feira pela manhã e sentir que está precisando de uma dose extra de motivação mire-se no exemplo de Rafael Nadal. Aos 32 anos, o tenista espanhol deixa uma lição: a de que não há limites para o desenvolvimento e aprendizado. Afinal, chegou ao 11. título de Roland Garros ainda melhor do que em outros anos, fruto de sua paixão pelo esporte e força para o trabalho.

A própria ATP, antes mesmo da final de Paris, divulgou uma análise sobre o desenvolvimento técnico de Nadal. Enumerou uma série de novas alternativas ao seu já repleto repertório de golpes. E não há como negar que o tenista espanhol avançou no seu jogo.

Além dessa lição do espanhol, o torneio de Roland Garros deste ano confirmou o talento da nova geração de tenistas. Não há dúvidas de que os jogadores que estão chegando irão substituir a altura nomes como Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic, Andy Murray entre outros. Mas tudo dentro de seu tempo.

Só que o esforço para Nadal manter-se à frente desta geração, como fez na final diante de Dominic Thiem, poderá levá-lo a tomar uma decisão drástica e poupar-se na temporada de grama. Acho difícil que isso possa acontecer. Mas nada como um dia atrás do outro para o espanhol pensar melhor no assunto.

Coroação – Costumo dizer (não sem receber muitas críticas) que uma tenista alcançar a liderança do ranking mundial, sem jamais ter vencido um Grand Slam é como ter uma ‘rainha sem coroa’.

Mas este ano pudemos ver a coroação de duas tenistas. Primeiro a dinamarquesa Caroline Wozniacki, no Aberto da Austrália, e agora a romena Simona Halep, em Roland Garros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Halep brilha nas semifinais de Roland Garros
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 7, 2018 às 4:20 pm

Se repetir a atuação das semifinais diante de Garbine Muguruza, a romena Simona Halep poderá, enfim, celebrar um título de Grand Slam. Com a vitória sobre a espanhola, ela já garantiu a liderança do ranking mundial, mas, certamente, este fato passa a ser secundário, pois seu grande objetivo é erguer o troféu de campeã no sábado, em Paris.

Halep já viveu esta situação por duas vezes. Em 2014 perdeu a final para Maria Sharapova e no ano passado foi surpreendida pela letã Jelena Ostapenko. Desta vez parece estar bem preparada, especialmente, no aspecto mental para suportar a pressão e voltar a jogar bem.

Além da boa vitória sobre Mururuza, Simona Halep obteve um resultado importante nas quartas de final. Ao virar o jogo contra Angelique Kerber ganhou a confiança necessária para chegar forte a decisão de 2018.

A intensidade em quadra foi o ponto alto do jogo da romena. Soube enfrentar situações difíceis e com excelente preparo físico devolveu bolas decisivas.

Em quadra, Simona Halep vai precisar, mais uma vez, dar tudo que tem para superar a adversária deste sábado. Vai enfrentar uma campeã de Grand Slam, a vencedora do US Open do ano passado, Sloane Stephens, que teve uma vitória categórica sobre Madison Keys, na outra semifinal.

Halep até busca tirar um pouco da pressão de seus ombros ao declarar que não pensa muito no fato de jamais ter vencido um Slam. Mas não há como fugir disso e concorda que erguer o troféu de Roland Garros seria o grande sonho de sua vida.

Roland Garros chega ao momentos decisivos
Por Chiquinho Leite Moreira
junho 4, 2018 às 6:56 pm

A lamentar apenas a desistência de Serena Williams. Seria um verdadeiro blockbuster  (como gostam de chamar os norte-americanos) o seu duelo com Maria Sharapova. Mas, ainda assim, Roland Garros chega a semana decisiva com a participação de grandes astros. Muito a agradecer a tradição dos Grand Slams de manter jogos em melhor de cinco sets para o masculino. Caso contrário, poderíamos estar lamentando a eliminação do cabeça de chave número 2, Alexander Zverev.

Chegam às quartas de final do French Open cinco jogadores no grupo dos top ten: Rafael Nadal, (1), Zverev (3), Marin Cilic (4), Juan Martin del Potro (6) e Dominic Thiem (8). Sem contar ainda com o ex-campeão e ex-líder do ranking Novak Djokovic. Aliás, o tenista sérvio vem justamente se reencontrando com seu melhor jogo justamente em Paris. É claro que ainda está distante dos seus bons tempos de número 1, mas vai ter um bom encontro nas quartas de final. Seu adversário é o surpreendente italiano Marco Cecchinato. Ele tem o ranking mais baixo dos jogadores que ainda estão na competição. Ocupa a 72a. colocação na lista da ATP. Um destaque também merece o argentino Diego Schawrtzman, que com a tradicional garra argentina segue em Paris.

O feminino também vai viver dias interessantes. A rodada desta terça-feira terá Sloane Stephens, de 25 anos e número dez do ranking, contra Daria Kasatkina. Em outro duelo Yulia Putitseva pode fazer história e transformar-se na primeira tenista do Cazaquistão a alcançar as semifinais de Roland Garros. Mas para isso terá de derrotar Madison Keys. O torneio ainda promete muitas emoções.

 

O privilégio de ser contemporâneo de Nadal
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 29, 2018 às 6:43 pm

Não há mais elogios a se fazer para o brilhantismo de Rafael Nadal. Seria redundante reescrever todas suas conquistas, recordes etc e tal. Prefiro destacar que temos o privilégio de sermos contemporâneo de uma geração de tenistas como o espanhol, como Roger Federer e ainda Novak Djokovic.

Sem menosprezar grandes astros do passado, o que vemos atualmente no tênis é uma história escrita com letras maiúsculas. Alguém ganhar onze títulos de Monte Carlo e de Barcelona e chegar a Roland Garros como favorito para a 11a. Taça dos Mosqueteiros é algo inimaginável até mesmo nos tempos de Bjorn Borg. Não que o sueco possa se comparar em número de conquistas com Nadal ou Federer, até mesmo com Djokovic, mas ele chegou ao tênis como algo revolucionário, marcante e carismático.

A final de Barcelona nos traz também boas notícias. A classificação do jovem Stefano Tsitsipas para a decisão do título de um ATP 500 mantém a perspectiva de que a nova geração chega com força de manter o tênis em altíssimo nível competitivo.

E um detalhe curioso do chamado Next Gen é que a grande maioria destes jogadores de uma forma ou de outra são originários dos países da antiga Cortina de Ferro. Tsitsipas nasceu em Atenas, na Grécia, mas sua mãe, Yuliya Salnikova é russa. História igual tem o canadense Denis Shapovalov, com mãe, Tessa Shapovalova, também russa. Sem contar ainda com o alemão Alexander Zverev, ou Karen Khachanov e Andrey Rublev.

Enfim, a tão agradável temporada europeia de quadras de saibro ainda tem muitas histórias a nos contar.

Davis reflete nossa realidade
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 9, 2018 às 3:10 pm

Desta vez, a equipe brasileira da Copa Davis nem sequer chegou ao playoff do Grupo Mundial. É a pior campanha desde os tempos do boicote. Mas antes de se fazer a caça as bruxas, a realidade é que este resultado diante da Colômbia nos leva a refletir sobre o atual nível do tênis brasileiro. Estamos sem nenhum jogador no masculino entre os cem primeiros da ATP, ou seja, para termos representantes nos Grand Slams, muito provavelmente iremos depender dos qualifyings.

É claro que numa situação dessas não se pode preterir de seus melhores tenistas. Mas também não sei se o resultado seria diferente com Rogerinho Dutra Silva e Thomaz Bellucci na equipe. Sinceramente não gosto e nem mesmo vejo como saudável para o tênis brasileiro viver esta situação. O capitão João Zwetsch precisa aparar as arestas e manter um bom clima entre todos os tenistas do País. E para não dizer que não falei das flores fica difícil entender o motivo pelo qual Guilherme Clezar jogou no primeiro dia e João Sorgi pegou a batata quente no último. Nada, porém, vai mudar o resultado e o momento é de reflexão.

Pelo que vi a CBT não nega apoio à equipe. Pelas imagens da TV, o banco brasileiro estava repleto. Tinha gente suficiente para cuidar de tudo. O que será que falta?

Um bom exemplo foi dado pelo duplista Marcelo Melo. No alto de sua liderança no ranking mundial, ele não colocou obstáculos para viajar a Barranquilla, jogando no cimento, no início da temporada do saibro. Ao lado de Marcelo Demoliner conquistou um ponto importante e super difícil, pois a dupla formada por Sebastian Cabal e Roberto Farah é, sem dúvida, uma das melhores do tour.

Outro exemplo veio lá de cima. Incrível o empenho e dedicação de David Ferrer, com 36 anos, lutando por quase cinco horas para levar a Espanha às semifinais do Grupo Mundial. Sem contar com a intensa participação de Rafael Nadal dentro e fora da quadra.

 

Derrotas levam Federer a recuar ao plano original
Por Chiquinho Leite Moreira
março 25, 2018 às 2:41 pm

Bastaram duas derrotas consecutivas para Roger Federer dar-se conta e lembrar que está com 36 anos. E certo de uma verdade no esporte de alto nível, de que descansar também é treino, o tenista suíço decidiu voltar ao plano original, estabelecido no início da temporada, e poupar-se na exigente temporada europeia de quadras de saibro, que culmina com Roland Garros.

Não há como deixar de reconhecer que Federer vivia um período de euforia. Afinal, tudo estava correndo tão bem que chegou ao ponto de pedir wild card em Roterdã. Precisava de uma semifinal na Holanda para recuperar a liderança do ranking, mas saiu como campeão.

Na final de Indian Wells, a derrota não doeu tanto. É que chegou a ter três match points, diante de Juan Martin Del Potro. Mas já havia recebido um sinal dos céus durante as semifinais na Califórnia. Diante de Borna Coric sofreu bem mais do que imaginava para vencer o jogo. Mas Federer baseou-se num princípio básico dos grandes tenistas. Tem dias que dá para ganhar, mesmo não jogando bem. Só que o alarme tocou alto na estreia de Miami. Diante de Thanasi Kokkinakis começou o jogo com fôlego. Aos poucos caiu de rendimento e diante de um adversário de impressionante potencial sucumbiu no tie break do terceiro set.

O resultado o fez ver a vida de uma forma realista. A euforia de Roterdã deu lugar a um plano mais consciente. Viu que precisa de tempo não só para recuperar-se, descansar e treinar, mas também passear com a família. As crianças se tornam adultas num piscar de olhos e não há como recuperar este tempo..

Não há dúvidas de que Federer vislumbrou um bom momento para buscar o segundo Troféu dos Mosqueteiros, em Roland Garros. Ele próprio declarou esta sua vontade e possibilidade. Seu jogo andava tão bem que o sonho poderia sim tornar-se realidade. Só que agora, uma ducha de água fria o fez repensar seus planos.

Curiosamente, o diretor do torneio de Roland Garros, o ex-tenista francês Guy Forget anunciou recentemente que via sim grandes perspectivas para Federer este ano em Paris. Por isso, não seria surpresa para mim, se ele deixar guardado um wild card que seria usado como curinga. O French Open fecha as inscrições cerca de 40 dias antes do início da competição. Neste período, Federer poderia recuperar o ânimo e jogar na mais famosa terra batida do planeta.

 

 

Federer sonha com o bi em Roland Garros
Por Chiquinho Leite Moreira
março 6, 2018 às 4:48 pm

O sonho de Roger Federer em conquistar o título de Roland Garros, novamente, foi revelado numa entrevista em Mônaco, durante a entrega do Laureaus Sports Awards. O assunto não ganhou a esperada repercussão. Mas faz todo o sentido. E o tenista suíço pode disputar o segundo Grand Slam da temporada, pela primeira vez desde 2015.

Federer não foi a Paris em 2016, pois ainda recuperava-se de cirurgia. Também não jogou ano passado, para poupar-se fisicamente. Agora, porém, a situação é bem diferente. E estrategicamente importante para ele manter a liderança do ranking mundial por muito mais tempo.

Para seguir como número um, Roger Federer precisa chegar as semifinais de Indian Wells. Embora defenda o título conquistado ano passado, estará beneficiado pela desistência de Rafael Nadal para os dois próximo Masters 1000.

Este cenário pode seguir por mais algumas semanas, ou meses. Como no ano passado Federer poupou-se e não disputou a temporada europeia de quadras de saibro, tudo o que fizer neste período será lucro. Já Nadal tem muitos pontos a defender. É claro que o espanhol pode sim repetir os títulos em Monte Carlo, Madri, Barcelona e Roland Garros, mas os pontos extras somados pelo suíço podem ser decisivos.

Não vejo como provável a participação de Federer em muitos torneios da temporada europeia de saibro. Deve escolher um ou outro, apenas como preparatório para Roland Garros. Possivelmente Madri, onde as condições de jogo são mais rápidas, mas não seria surpresa se for a Monte Carlo, em clima e quadras mais parecidas com as de Paris.

Federer tem um título em Roland Garros, em 2009. Na época fez a final com Robin Soderling, jogador que eliminou Rafael Nadal da competição. E se tanto o suíço, como o espanhol se mantiverem nas atuais posições, os dois só poderiam se encontrar numa eventual final em Paris. Bem, se o Federer tem um sonho… fica este outro de uma decisão entre estes dois fenomenais tenistas.