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Conheça os jogadores e regras do Next Gen ATP Finals
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 5, 2018 às 11:50 pm

A segunda edição do Next Gen ATP Finals dá a largada nesta terça-feira em Milão. O evento destinado a jogadores de até 21 anos terá sete jovens destaques da temporada masculina, além de um convidado vindo de uma seletiva italiana. A fase de grupos será disputada até a próxima quinta-feira, com semifinais na sexta e decisão do título no sábado. Nos três primeiros dias de evento, serão quatro jogos por rodada em duas sessões às 11h e às 16h (de Brasília). No Brasil, o evento é transmitido pelo canal Bandsports.

Assim como no ano passado, o torneio irá testar algumas regras diferentes. Destaque para o formato da pontuação, com cinco sets de até quatro games. A disputa também não terá vantagens nos games com 40-iguais, e nem ‘let’ para o saques que tocam na fita. Não há a presença de árbitros de linha, já que todas essas marcações são definidas eletronicamente. Para a edição de 2018, também haverá a possibilidade de revisão por vídeo em lances subjetivos como quique duplo da bola em quadra ou toque dos jogadores na rede.

Disputas serão em cinco sets, definidos em até quatro games.

Disputas serão em cinco sets, definidos em até quatro games.

Outra novidade para o segundo ano do evento é um novo protocolo sobre as funções dos boleiros em quadra. Os jogadores terão espaço para pendurar as toalhas no fundo da quadra, fazendo com que os voluntários apenas recolham e distribuam bolas aos atletas. A discussão voltou à tona recentemente após atitudes ríspidas de Fernando Verdasco e Stefanos Tsitsipas ao exigirem mais rapidez dos boleiros na entrega de toalhas e raquetes e reavivam o debate sobre as atribuições desses auxiliares.

“Eu já fui um pegador de bola. Confiem em mim, o trabalho que eles têm que colocar para ter as coisas em ordem é duas vezes maior que nosso, dos jogadores na quadra. Eu aprecio tudo o que eles têm que passar para nos fazer sentir confortáveis e satisfeitos enquanto fazemos o nosso trabalho. Eles são uma grande ajuda!”, disse Tsitsipas, por meio de seu perfil no Twitter, em pedido de desculpas depois de um incidente uma boleira no ATP 500 da Basileia.

https://twitter.com/TennisTV/status/1056127113386958848

Pelo segundo ano consecutivo, haverá comunicação por rádio entre jogadores e técnicos e um relógio de 25 segundos para determinar o tempo de saque. O público também terá a oportunidade de circular livremente pela arena montada no pavilhão de exposições da Fiera Milano. Normalmente, nos torneios da ATP, existe uma determinação para que os torcedores só possam andar pelas dependências dos estádios durante as viradas de lado.nextgenrules-2018-1920x1080

GRUPO A

  • Stefanos Tsitsipas: Principal cabeça de chave e número 15 do mundo, o grego de 20 anos começou a temporada no 91º lugar do ranking e logo de cara já foi do quali até as quartas em Doha. Tsitsipas disputou duas primeiras finais pela elite do circuito no ATP 500 de Barcelona e no Masters 1000 de Toronto, caindo diante de Rafael Nadal nas duas ocasiões. Já em outubro, o grego conquistou seu primeiro ATP nas quadras duras e cobertas de Estocolmo. Ao longo da temporada de 41 vitórias e 27 derrotas, Tsitsipas se tornou o primeiro jogador de seu país a entrar no top 20, a vencer um torneio ATP, a disputar uma final de Masters e a chegar às oitavas de final em um Grand Slam.
  • Frances Tiafoe: O norte-americano de 20 anos começou o ano no 79º lugar do ranking e aparece atualmente como número 40 do mundo, chegando a ocupar a 38ª posição em agosto. Ele conquistou seu primeiro ATP em fevereiro, nas quadras duras de Delray Beach, onde chegou a derrotar Juan Martin del Potro pelo caminho.
  • Hubert Hurkacz: O polonês de 21 anos saltou da 238ª para a 85ª posição do ranking e chegará a Milão embalado pela conquista do challenger francês de Brest há duas semanas. Ele também triunfou em casa, no saibro de Poznan, em junho, e foi finalista na cidade chinesa de Zhuhai em março. Na elite do circuito, furou os qualis de Roland Garros, Wimbledon e US Open, vencendo dois jogos de Grand Slam. Seu recorde pessoal no ranking foi o 79º lugar, alcançado na semana passada.
  • Jaume Munar: O jovem espanhol de 21 anos treina na Rafa Nadal Academy em Mallorca e iniciou a temporada na 184ª posição e debutou no top 100 em junho. Ele aparece nesta semana no 76º lugar do ranking, marca que é a melhor de sua carreira. Ao longo da atual temporada, Munar venceu nove jogos em nível ATP, com destaque para a semifinal alcançada no saibro de Kitzbuhel. Já nos torneios de nível challenger, conquistou títulos em Caltanissetta e Prostejov.

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GRUPO B

  • Alex de Minaur: Segundo favorito no torneio, o australiano de 19 anos e número 31 do mundo é uma das revelações da temporada. De Minaur ocupava apenas o 208º lugar do ranking no dia 1º de janeiro e, em duas semanas, saltou para o 167º lugar depois de uma semifinal em Brisbane e um vice-campeonato em Sydney. A chegada ao top 100 aconteceu em junho, após bons resultados em challengers na grama. Já em agosto, foi finalista do ATP 500 de Washington.
  • Taylor Fritz: O norte-americano de 21 anos chama atenção do circuito desde que foi número 1 do ranking mundial juvenil em 2015 e alcançou uma final de ATP em Memphis no ano seguinte. Depois de lidar com muitas lesões no joelho e resultados aquém do esperado em duas temporadas seguidas, Fritz teve o melhor ano da carreira em 2018 e enfim debutou no top 50 nesta segunda-feira, quando aparece no 47º lugar.
  • Andrey Rublev: O russo de 21 anos e 68º colocado ficou três meses sem jogar, entre abril e julho, por conta de uma lesão nas costas. Como não conseguiu defender o título do ATP 250 de Umag, conquistado no ano passado, caiu do ranking e aparece distante de seu recorde pessoal, que foi a 31ª posição alcançada em fevereiro. Seu resultado de maior destaque na temporada foi a semifinal no ATP 500 de Washington.
  • Liam Caruana: Convidado para a disputa do torneio, Caruana tem 20 anos e é apenas o número 622 do mundo. A melhor marca de sua carreira foi o 375º lugar, obtido em fevereiro. O italiano precisou vencer três jogos durante a seletiva nacional e buscou viradas contra Luca Giacomini e Raul Brancaccio nas rodadas decisivas. Caruana tem um título de future e sete vitórias em challenger na carreira.

PROGRAMAÇÃO: No primeiro dia do torneio, Tsitsipas e Munar abrem o Grupo A às 11h, seguidos pelo duelo entre Rublev e Fritz pelo Grupo B. A rodada continua às 16h30 com Tiafoe e Hurkacz pela primeira chave, enquanto De Minaur será desafiado por Caruana na sequência da programação. A programação da segunda rodada do torneio depende dos resultados do primeiro dia.

https://twitter.com/nextgenfinals/status/1059196543075528704

Top 100 tem só dois com menos de 20 anos
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 28, 2016 às 4:53 pm

O ranking da ATP divulgado nesta segunda-feira é considerado o Year-End pela entidade que comanda o circuito masculino. Isso porque não há mais competições da ATP e nem mesmo de torneios de nível challenger até o final do ano. No máximo, acontecerão alguns futures que afetam jogadores abaixo dos cem melhores. Com isso, já é possível traçar alguns dados da nova geração.

O número de jogadores com menos de 20 anos terminaram a temporada dentro do top 100 foi reduzido de quatro para dois atletas. Os únicos nesta faixa etária ao final de 2016 são Alexander Zverev e Taylor Fritz, ambos com 19 anos. O alemão encerra a segunda temporada seguida entre os cem melhores e saltou do 81º para o 24º lugar, enquanto o americano entrou no top 100 em janeiro e hoje é o 76º colocado.

Dos outros três teenagers/adolescentes que terminaram 2015 no top 100, apenas Borna Coric continua. O croata que completou 20 anos neste mês de novembro teve uma leve queda do 45º para o 48º lugar, mas está sem jogar desde setembro por uma lesão no joelho direito, operado no mesmo mês.

Menos sorte ainda tiveram Hyeon Chung e Thanasi Kokkinakis. O sul-coreano ficou os meses de junho, julho e agosto sem jogar por lesão abdominal e mesmo com dois títulos de challenger no fim do ano, caiu do 51º para o 104º lugar. Já o australiano, que operou o ombro em dezembro de 2015, só disputou uma partida este ano (nas Olimpíadas) e está atualmente sem ranking. Ex-número 69, Kokkinakis era o 78º colocado no fim do ano passado.

Dois jovens americanos Frances Tiafoe e Jared Donaldson, entraram no top 100 durante a temporada, mas não sustentaram as posições, enquanto dois jovens russos chegaram à essa faixa já com 20 anos completos, Karen Khachanov e Daniil Medvedev e conseguem fechar a temporada entre os melhores.

Outro parâmetro que a ATP tem usado para medir sua renovação é  a NextGen/Nova Geração, que engloba os jogadores com menos de 21 anos que aparecem entre os 200 melhores do mundo. Nessa lista, são 22 atletas com potencial para ficar entre os cem melhores em pouco tempo, além da inclusão do próprio Kokkinakis.

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Dados: ATP Media Information

Adolescentes venceram 13 challengers

Se o número de jogadores com menos de 20 anos no top 100 diminuiu, os títulos de chalenger se mantiveram. Assim como em 2015, foram treze conquistas para ateltas nesta faixa etária. Para efeito de comparação, foram apenas seis em 2014.

Esses treze títulos foram conquistados por 12 jogadores diferentes, já que o americano de 18 anos Frances Tiafoe venceu dois torneios. Também triunfaram Casper Ruud, Taylor Fritz, Max Purcell, Andrey Rublev, Stefan Kozlov, Michael Mmoh, Reilly Opelka, Quentin Halys, Blake Mott, Karen Khachanov, Maxime Janvier.
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A ATP também levantou o número de títulos de challenger da Nova Geração. Nessa conta, foram doze jogadores conquistando dezessete torneios: Taylor Fritz, Andrey Rublev, Frances Tiafoe (dois títulos), Stefan Kozlov, Quentin Halys, Karen Khachanov, Samarkand, Elias Ymer, Ernesto Escobedo (dois títulos), Hyeon Chung (dois títulos), Daniil Medvedev, Yoshihito Nishioka (dois títulos) e Kyle Edmund (dois títulos).

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CiCi Bellis subindo

CiCi Bellis venceu torneio no Havaí e já 75ª colocada na WTA aos 17 anos

CiCi Bellis venceu torneio no Havaí e já 75ª colocada na WTA aos 17 anos

A WTA adota como Year-End Ranking o do dia 7 de novembro, logo após o Elite Trophy em Zhuhai. Seis atletas com menos de vinte anos apereciam entre as cem melhores daquela lista: Naomi Osaka, Ana Konjuh, Jelena Ostapenko, Belinda Bencic, Daria Kasatkina e Catherine Bellis.

Destaque para o caso de Bellis, que há três semanas tinha acabado de entrar no top 100 e ocupava o 90º lugar. Como ela continuou jogando competições menores, e neste domingo venceu um torneio de US$ 115 mil dólares no Havaí, a jovem jogadora de 17 anos deu novo salto no ranking e vai começar 2017 na 75ª posição.

Décamps campeão

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Gabriel Décamps venceu ITF G1 no México e terá o melhor ranking juvenil da carreira

O paulista de 17 anos e 1,93m Gabriel Décamps teve uma grande semana no México e foi campeão da Yucatan Cup, torneio ITF G1. Com o título, ele somou 150 pontos (e tinha apenas 30 a descartar), que foram suficientes para bater o melhor ranking da carreira e aparecer pela primeira vez entre os 30 melhores juvenis do mundo.

Hoje, Décamps é o 27º de sua categoria e também aparece no sétimo lugar entre os que mais pontuaram na corrida para o ITF Junior Masters de 2017, que será disputado na China.

Durante a semana, o paulistano treinado por William Kyriakos bateu os dois principais nomes do torneio, com destaque para a vitória nas quartas de final sobre o sérvio Miomir Kecmanovic, que havia assumido o primeiro lugar no ranking juvenil há uma semana.

Dados da ATP: Os dados utilizados na primeira parte do post sobre o número de jovens com títulos de challenger e a lista de jogadores com até 21 anos no top 200 são do Media Guide do circuito challenger, que é atualizado semanalmente (durante a temporada) e tem uma série de outras informações interessantes. Vale a pena conferir.

Altos e baixos para os novos americanos
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 31, 2016 às 6:04 pm

Com o término da primeira rodada da chave principal do US Open, alguns dos novos nomes do tênis americano vivem situações. Jared Donaldson anotou uma grande vitória sobre o cabeça 12 David Goffin, Catherine Bellis manteve o embalo após furar o qualificatório, Frances Tiafoe deixou escapar o que seria a maior vitória da carreira contra John Isner e Taylor Fritz não conseguiu completar a reação no duelo de cinco sets contra Jack Sock.

Algoz de Goffin, Donaldson está com o melhor ranking da carreira e venceu 15 dos últimos 19 jogos

Algoz de Goffin, Donaldson está com o melhor ranking da carreira e venceu 15 dos últimos 19 jogos

“Aprendi que para jogar contra os melhores, você não pode realmente viver no passado. Passado é passado. Você tem que se concentrar no próximo ponto e sinto que fiz isso muito bem hoje”, disse Donaldson após a vitória por 4/6, 7/5, 6/4 e 6/0 contra Goffin.

“Eu acho que depois do segundo set, senti honestamente como se eu tivesse roubado aquele set”, disse o americano que perdia a parcial por 4/2. “Depois disso, foi uma questão de continuar lutando e manter o saque. Então, quando estava 6/5 para mim, senti que ele talvez tenha me deixado entrar no jogo, porque ele não fez um game tão bom.

“Senti que depois de ganhar o segundo set, o jogo começou a ficar para o meu lado e ganhei confiança, ainda mais vindo de uma quebra abaixo”, completou o jogador de 19 anos e 122º do mundo. Treinado por Taylor Dent, Donaldson está com o melhor ranking da carreira e venceu 14 dos últimos 19 jogos que fez (incluindo chaves de qualificação). Seu próximo rival é o sérvio Viktor Troicki.

Catherine Bellis, apesar de ter apenas 17 anos, já se destaca desde o US Open de 2014

Catherine Bellis, apesar de ter apenas 17 anos, já se destaca desde o US Open de 2014

“O quali foi uma das maiores coisas que eu gostaria de fazer, é um dos melhores momentos para minha carreira. Todo o resto é a cereja do bolo a partir de agora”, revelou Catherine Bellis depois de marcar 6/2 e 6/3 contra a suíça Viktorija Golubic na primeira rodada.

“Eu acho que apenas por jogar três partidas me deixaram muito mais confortável, e sabendo como estariam as quadras e acabou sendo uma grande vantagem para mim. Acho que foi melhor vir do qualificatório em vez de apenas receber o convite”, acrescenta a jovem que agora enfrenta a também americana Shelby Rogers.

Apesar de ter apenas 17 anos, o nome de Bellis já é destaque desde o US Open de 2014, quando recebeu convite e derrubou Dominika Cibulkova na primeira rodada. Ela ocupa o 158º lugar no ranking da WTA, mas vai priorizar o circuito universitário e frequentará Stanfrod.

Taylor Fritz só quer treinar nas próximas semanas e votará a jogar apenas em Tóquio

Taylor Fritz só quer treinar nas próximas semanas e votará a jogar apenas em Tóquio

“Vou tirar algumas semanas apenas para treinar e ficar mais forte”, disse Fritz após perder para Sock por 7/6 (7-3), 7/5, 3/6, 1/6 e 6/4. Antes disso, ele encerra sua participação no US Open disputando o torneio de duplas em Nova York

“Faz muito tempo que eu não tenho um período mais longo de treinamento para ficar mais forte e realmente melhorar o meu jogo”, disse o americano de 18 anos que treinará no Centro de Excelência da USTA em Carson, na Califórnia e só volta a jogar no ATP 500 de Tóquio, que começa em 3 de outubro.

“Eu tive muitos altos e baixos este ano, mas a temporada é melhor do que eu esperava. Tenho que ficar orgulhoso de estar onde eu estou na minha idade”, afirma o atual 53º colocado no ranking mundial.

“É difícil porque eu defini expectativas muito altas para mim e quero fazer melhor do que eu fiz. No final do dia, é preciso dar um passo atrás e olhar o quadro mais amplo. Estou com 18 anos e sou 50 e pouco do mundo. É muito mais do que eu pensava que estaria há um ano.

Tiafoe esteve muito perto de eliminar John Isner na estreia

Tiafoe esteve muito perto de eliminar John Isner na estreia

“Foi a derrota mais difícil da minha carreira, com certeza”, disse Tiafoe após a derrota por 3/6, 4/6, 7/6 (7-5), 6/2 e 7/6 (7-3) diante do cabeça 20 John Isner. O jovem americano esteve a dois pontos da classificação em sets diretos no tiebreak da terceira parcial. “Estou decepcionado por ter errado aquele backhand com 5-5 e a quadra aberta. Tive de lidar com isso”.

O jogador de 18 anos e 125º do ranking ainda teve outra chance de vitória quando sacou para o jogo no último set. “E quando eu saquei para o jogo, eu pensei que o jogo tinha acabado, mas ele fez um ótimo game de devolução. Não encaixei muitos primeiros saques naquele game e provavelmente deveria ter jogado com uma percentagem mais elevada, mas é difícil”.

O que os jovens jogadores disseram em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 2, 2016 às 11:22 am

Cinco dias de Wimbledon já se passaram. O que para um torneio em condições normais representaria metade das terceiras rodadas masculina e feminina já concluídas, a chuvosa edição de 2016 atrasou bastante a programação a ponto de a organização do evento realizar jogos no tradicional Middle Sunday pela quarta vez na história.

Vários jovens jogadores estiveram em quadra nos primeiros dias do britânico e disseram coisas interessantes, que muitas vezes acabam passando batidas no noticiário pela necessidade de destacar tudo o que acontece no torneio. Busquei algumas declarações de Taylor Fritz, Nick Kyrgios, Dominic Thiem, Madison Keys e Eugenie Bouchard sobre as primeiras partidas da semana na grama do All England Club.

Fritz não reclamou da sorte por enfrentar Wawrinka na estreia (Foto: Joel Marklund/AELTC)

Fritz não reclamou da sorte por enfrentar Wawrinka na estreia (Foto: Joel Marklund/AELTC)

Fritz não reclamou da sorte. Logo em sua primeira participação em Wimbledon, deu de cara com Stan Wawrinka, mas o americano de 18 anos preferiu destacar a experiência de enfrentar um grande jogador e não se intimidou por jogar em uma quadra tão grande pela primeira vez.

“É claro que você sempre quer a melhor chave possível, mas eu estava animado por ter a chance de jogar contra um dos melhores do mundo. Quando vi a chave, eu realmente não reclamei. Tentei apenas ser positivo quanto a isso”, disse o americano após a derrota por 7/6 (7-4), 6/1, 6/7 (2-7) e 6/4. “Vejo que eu não posso me dar ao luxo de me descuidar em alguns pontos e games contra esses grandes jogadores. Eles realmente tiram proveito disso e não te deixam voltar para o set depois que você faz alguns erros”.

“Foi muito bom entrar em quadra e sentir a atmosfera. Fiquei muito feliz com o fato de que isso não me incomodou. Eu não estava nervoso”, avaliou o ex-número 1 juvenil. “Isso era algo que me preocupava, mas não foi o caso. Eu estava bastante confortável e foi uma grande experiência”.

Thiem foi eliminado ainda na segunda rodada (Foto: Jed Leicester/AELTC)

Thiem foi eliminado ainda na segunda rodada (Foto: Jed Leicester/AELTC)

O precocemente eliminado Dominic Thiem, número 8 do mundo, citou a perda da quebra de vantagem que tinha no primeiro set e a postura defensiva nos três tiebreaks contra Jiri Vesely como decisivos para sua derrota na segunda rodada. “O maior erro em todo o jogo foi a quebra [sofrida] no primeiro set. Joguei muito na defensiva nos tiebreaks e cometi erros não-forçados. Tive muitos problemas com o saque dele e mesmo quando conseguia devolver a bola em quadra, joguei mal nos ralis”.

Kyrgios comentou sobre o imprevisível estilo de jogo de Dustin Brown, que foi seu adversário nesta sexta-feira pela segunda rodada e teceu muitos elogios ao show-man alemão. “Ele deu um drop-shot por entre as pernas que fez eu me sentir horrível. Tem horas que você literalmente não quer jogar, apenas guardar a raquete”.

“Ele pode bater um backhand saltando que vai parar na lona, ou então conseguir um dos melhores voleios que você já viu. Acho importante ter um cara como ele jogando. É um jogo totalmente diferente do meu, ou do Gael Monfils. É um grande atleta, muito talentoso e ótima pessoa”.

AELTC/Joel Marklund . 01 July 2016

Kyrgios e Brown fizeram duelo de cinco sets e pontos bonitos pela segunda rodada (Foto: Joel Marklund/AELTC)

Nova integrante do top 10 feminino e responsável por quebrar um incômodo jejum do tênis americano, Madison Keys já foi perguntada sobre chances de assumir a liderança do ranking. “Acho que eu posso. Estou aqui, obviamente, para trabalhar a cada dia. Não acho que vai ser fácil e nem que vá acontecer só porque as pessoas estão dizendo que vai”, comentou a jovem de 21 anos.

“É por isso que sempre que ouço isso, eu só quero ir para quadra de treino e tentar ficar melhor”, acrescentou Keys. “É uma coisa boa de se ouvir e aumenta a confiança ver que as pessoas pensam isso de mim. Mas, mais do que qualquer coisa, o que apenas realmente vai me faz chegar lá é continuar trabalhando e manter minha cabeça um pouco para baixo ainda”.

AELTC/Jon Buckle . 27 June 2016

Keys já é perguntada sobre chances de ser número 1 (Foto Jon Buckle/AELTC)

Eugenie Bouchard, 22, já foi finalista em Wimbledon e tem um fã clube em cada canto do sistema solar. Mas na segunda rodada, passou pelo teste de jogar como “visitante” diante do público britânico que empurrou bastante a anfitriã Johanna Konta. “Ela é a favorita da casa, então eu não esperava nada diferente. Ainda assim era uma grande atmosfera para jogar, mesmo com toda a torcida contra mim. Eu vejo isso como um desafio e aproveitei a atmosfera, não importa qual seja, porque os fãs estão curtindo o tênis e é isso o que importa”.

Juvenil vai começar – A chave juvenil de Wimbledon dá a largada neste sábado. Os paulistas Gabriel Décamps e Felipe Meligeni Alves serão os dois representantes brasileiros na competição. Houve apenas uma grande torneio preparatório na grama, disputado na semana passada, em Roehampton.

No masculino, o canhoto canadense Denis Shapovalov derrotou o japonês Yosuke Watanuki na decisão -não esperava ver o Watanuki tão bem na grama, aliás- e o americano Ulises Blanch teve uma grande semana com semi de simples e título de duplas ao lado de Vasil Kirkov. No feminino, final russa e título de Anastasia Potapova diante da cabeça 1 Olesya Pervushina.

Grande semana de Orlando Luz – O jovem gaúcho fez sua melhor semana do ano ao furar o quali e conquistar o future de US$ 25 mil de Pardubice, na República Tcheca. Foi o primeiro título profissional de simples na terceira vez em que disputou uma final.

Orlando chegou a vencer adversários com mais de 300 posições à frente dele no ranking nesta semana. Três desses rivais, inclusive, têm ranking melhor que o alemão Peter Torebko, adversário da final deste sábado. Os 27 pontos conquistados garantem um salto de mais de cem posições e o aproximam do melhor ranking. Ele agora segue para o saibro italiano de Nápoles.

Cinco ‘adolescentes’ já venceram challengers este ano
Por Mario Sérgio Cruz
maio 16, 2016 às 7:28 pm

Ainda estamos em maio e cinco nomes da nova geração do tênis masculino já conquistaram títulos em challenger antes de completarem 20 anos de idade. Depois de Taylor Fritz, Andrey Rublev, Blake Mott e Quentin Halys, o russo Karen Khachanov se juntou ao grupo de jovens vencedores ao ficar com o troféu em Samarkland no último sábado.

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano (Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano
(Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Aqui cabe uma observação sobre o termo. Os americanos e demais países de língua inglesa usam teenager, para designar o jovem com menos de 20 anos. Como o tênis não trabalha com categorias “Sub-20″, a palavra que transmite melhor essa ideia quando traduzimos para o português, é “adolescente”, embora o termo seja usado com mais frequência por aqui para falar de quem tem menos de 18 anos.

Um exemplo de como a há uma geração muito boa por vir é um breve quadro comparativo com as últimas temporadas. Em 2014, apenas seis jogadores com menos de 20 anos venceram torneios de nível challenger. Já no ano passado, foram treze conquistas de atletas da mesma faixa etária (sendo oito títulos para quem tinha até 18 anos). Antes da metade do ano, os jovens já repetiram quase 40% dos ótimos números de 2015.

Entre os jovens vencedores deste início de temporada, os nomes de Taylor Fritz e Andrey Rublev são certamente os mais conhecidos. Ambos são ex-líderes do ranking mundial juvenil e foram campeões de Grand Slam na categoria de acesso. Em 2016, o americano venceu o challenger de Happy Valley, na Austrália, e o russo triunfou na cidade francesa de Quimper.

Para Fritz, até mesmo os challengers já são parte do passado, apesar da pouca idade. O atual 72º do mundo entrou no top 100 em fevereiro e foi finalista do ATP de Memphis. Ele já tem nove vitórias em ATP na carreira (sendo oito este ano) e monta um calendário já priorizando os grandes torneios. Por sua vez, Rublev subiu bastante graças aos treze(!) convites para chaves de ATP que já recebeu em apenas dois anos de circuito, mas ocupa ainda o 149º lugar. O jovem russo venceu dez partidas em ATP, mas só uma este ano.

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Quentin Halys foi campeão há duas semanas em Tallahassee, nos Estados Unidos. O atual 154º colocado aos 19 anos chamou a atenção pela primeira vez em janeiro, quando fez uma boa apresentação contra Novak Djokovic no Australian Open. A promessa francesa está com seu melhor ranking na carreira e foi convidado para a chave principal de Roland Garros.

Karen Khachanov é um grandalhão de 1,98m aos 19 anos. Natural de Moscou, o russo treina em Barcelona com Galo Blanco e, por isso, ganhou convite para o quali do ATP 500 espanhol. Ele aproveitou a chance e foi até às oitavas, derrotando o top 20 Roberto Bautista Agut. O russo, que foi medalhista de prata na chave de duplas dos Jogos Olímpicos da Juventude, concilia a circuito com faculdade de Educação Física. Ele aparece com o melhor ranking ao ocupar o 109º lugar e tentará o quali em Paris.

Mott é o jogador menos conhecido entre os jovens vencedores, já que não teve resultados expressivos como juvenil e ainda está no 336º lugar da ATP. Ele chegou a engatar uma sequência de nove vitórias seguidas ao ser campeão em Launceston e depois ser vice no future de Port Pirie, ambos em seu país de origem. Por ter vencido um challenger quando era 721º do mundo, é o quinto atleta de ranking mais baixo a ganhar um torneio neste nível desde 2000.

Fortes torneios juvenis na Itália – Na semana passada, falamos sobre o início da série de principais competições juvenis no saibro europeu. O tradicional evento G1 Città Di Santa Croce, na Itália, teve título masculino para o cabeça 4 australiano Alexei Popyrin, com os americanos Brandon Holt e Vasil Kyrkov nas duplas. A chave feminina teve surpresas com as eliminações precoces das favoritas Katie Swan e Charlotte Robillard-Millette e título da espanhola Eva Guerrero Alvarez, que bateu a cabeça 6 britânica Emily Appleton na decisão.

O torneio desta semana é o 57º Trofeo Bonfiglio, em Milão, que será a principal competição preparatória para Roland Garros. São seis top 10 no masculino e outras duas no evento feminino. Os brasileiros Gabriel Décamps e Felipe Meligeni Alves estão na chave principal da competição de nível GA com 250 pontos para o vencedor, além de um bônus na pontuação a partir de oitavas de final.

Zormann vence future – Uma boa notícia para a nova geração do tênis brasileiro foi o primeiro título do ano de Marcelo Zormann. O jovem paulista de 19 anos foi campeão de simples e duplas (ao lado de João Sorgi) no saibro argentino de Villa Del Dique. Ele já tem três títulos de future em cinco em duplas.

Perigosas comparações
Por Mario Sérgio Cruz
abril 11, 2016 às 5:55 pm

Uma cena comum neste início de temporada masculina tem sido os duelos entre jovens promessas. Aconteceram nos três primeiros Masters 1000 de 2016 e também no ATP de Houston na semana passada. Neste cenário são feitas comparações com Orlando Luz, um jogador que rivalizava com muitos deles durante o circuito juvenil e chegou a liderar o ranking mundial da categoria. Comparar é um processo natural, mas perigoso.

A participação de Orlandinho no 2º ITF Junior Masters durante a última semana deu margem a alguns questionamentos. O gaúcho, que completou 18 anos em fevereiro, não disputava competições juvenis desde o US Open e venceu umas das três partidas que fez no evento, terminando em sétimo lugar.

Orlandinho optou por disputar Masters Juvenil pela segunda vez. (Foto: Susan Mullane/ITF)

Orlandinho optou por disputar Junior Masters pela segunda vez. (Foto: Susan Mullane/ITF)

Eu gosto da proposta do Masters, principalmente por aquilo que o torneio oferece aos jogadores. A ITF e os organizadores entendem que é um momento na carreira deles que pontos no ranking juvenil não são mais interessantes. Então, a premiação é oferecida em garantias de viagens (torneio juvenil não pode pagar em dinheiro) e prioridade de escolha em convites para torneios de alto nível. Campeão do ano passado, o russo Andrey Rublev já disputou 16 torneios ATP, sendo 13 por meio de convites diretamente para chaves principais.

Quando a gente vê Fritz ou Zverev no top 100, Tiafoe vencer jogo de Masters 1000 ou Tommy Paul furar quali de ATP, fica a sensação no público de que Orlando teria “ficado para trás”. Mas essa comparação não leva em consideração uma série de variáveis. Por melhores que sejam suas condições aqui no Brasil – e estamos falando de um garoto que está em um excelente centro de treinamento e que tem um contrato com a Nike desde os 16 anos – as situações de um americano ou europeu são ainda mais favoráveis para que atinjam o alto nível mais cedo. Tem o lado econômico e o fato de poderem ser mais testados em competições. O mais importante é que o próprio Orlando Luz está ciente disso e já deu declarações anteriores nesse ponto.

É muito difícil comparar esse estágio de desenvolvimento com o de um sul-americano. Thiago Monteiro foi número 2 no juvenil e começa colher os frutos só agora aos 21 anos, poderia ser um espelho, mas ele não recebeu a mesma cobrança durante a transição ao profissionalismo. Saindo do Brasil, temos o exemplo do chileno Garin, que ganhou o juvenil de Roland Garros há alguns anos e ele ainda rema nos torneios future e challenger. Os novos argentinos têm um desenvolvimento até mais rápido que brasileiros, mas também se metem no top 100 na casa dos 24 anos. É preciso de tempo.

Impressões do Masters

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Hong e Blinkova venceram o Junior Masters (Foto: Susan Mullane/ITF)

Durante o Masters, pude ver uma das três partidas de Orlando Luz e justamente a mais peculiar. Na derrota por 6/4 e 6/1 para o americano William Blumberg, o jogo começou no sábado no estádio principal, foi interrompido por chuva, e terminou no domingo na Quadra 1, que me pareceu mais rápida.

Na primeira parte do jogo, vi Orlandinho fazer quatro bons games de saque -cedeu só dois pontos no serviço até o 4/4- mas tomou uma quebra pouco antes da interrupção. Chamou atenção também seu posicionamento para devolver saques no lado da vantagem, ficando à esquerda do corredor de duplas para tentar responder saques abertos com forehand. Já na segunda parcial, em condições de quadra bem diferentes, o gaúcho teve bem mais dificuldade de lidar com o saque do adversário.

O título masculino ficou com o sul-coreano Seong Chan Hong, com vitória por 7/5 e 6/3 contra o norueguês Casper Ruud. Acompanhei duas de suas partidas e me pareceu um tenista muito sólido do fundo de quadra (um pouco parecido com Hyeon Chung, mesmo sem a mesma estrutura física, e seu modelo é Kei Nishikori) e com bom jogo de transição e contra-ataque, que funcionaram muito contra o agressivo chileno Marcelo Barrios Vera na semi. Hong está fazendo um ano muito bom já no profissional. Venceu três futures seguidos na Turquia e tem 20 vitórias e apenas uma derrota na temporada, sem contar as três vitórias no juvenil.

Quem venceu o feminino foi a russa Anna Blinkova, com 6/4, 6/7 (1-7) e 7/6 (7-4) contra a britânica Katie Swan. A russa chegou a sacar para o jogo no segundo set e viu a adversária -a meu ver, favorita- ter a mesma chance na última parcial. Resultado importante para Blinkova, que havia sofrido uma derrota muito dura na final de Wimbledon no ano passado para outra russa, Sofya Zhuk.

Rendez Vous

No Rendez Vous à Roland Garros, em São Paulo, Lucas Koelle confirmou seu favoritismo. Próximo do top 50 no ranking mundial juvenil, ele já havia ficado perto da vaga direta em Paris. Já Marcelle Cirino, campeã do feminino, teve como destaque a virada incrível na semifinal contra Georgia Gulin, em que reverteu 6/3 e 5/1 para salvar três match points e vencer onze games seguidos. Impressionante reação para a jogadora de 17 anos e que executa um raro backhand de uma mão.

Pelo mundo

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O destaque da nova geração da semana foi o vice-campeonato de Borna Coric no ATP de Marrakech. Nos challengers, Stefan Kozlov foi vice em Guadalupe com Taylor Fritz, e Yoshihito Nishioka nas semifinais, mas o título ficou com o veterano Malek Jaziri. Já pelo circuito future, o japonês Yosuke Watanuki (campeão da Copa Gerdau) venceu o segundo torneio seguido em seu país. Dois títulos profissionais também tem agora o canhoto canadense de 16 anos Denis Shapovalov, após vencer o future de Memphis.