Tag Archives: Natan Rodrigues

Grande semana de Wild e Pedretti
Por Mario Sérgio Cruz
abril 30, 2018 às 10:41 pm

A última semana foi boa para dois nomes da nova geração do tênis brasileiro. Tenistas de 18 anos, o paranaense Thiago Wild e a paulista Thaísa Pedretti obtiveram o segundo título de suas carreiras profissionais, ele em São José do Rio Preto, ela no saibro argentino de Villa del Dique.

Wild passou outros dois jovens brasileiros durante a semana, o paulista Marcelo Zormann e o canhoto gaúcho Rafael Matos, além de também derrotar o experiente Daniel Dutra Silva na semifinal. O paranaense, que não perdeu sets durante a semana, derrotou na final o argentino de 18 anos Camilo Carabelli por 7/6 (7-5) e 6/3.

 Thiago Wild conquistou o segundo título profissional da carreira em São José do Rio Preto (João Pires/Fotojump)


Thiago Wild conquistou o segundo título profissional da carreira em São José do Rio Preto (João Pires/Fotojump)

Os dezoito pontos pelo título serão computados no dia 7 de maio e farão com que Wild tenha o melhor rankig da carreira. O paranaense aparece nesta semana no 606º lugar, mas deve se aproximar da 520ª posição na próxima segunda-feira quando terá apenas um ponto a descontar.

Wild falou ao TenisBrasil durante a última semana. O paranaense sempre foi um jogador vibrante e intenso em quadra desde os tempos de juvenil e falou sobre o trabalho psicológico que faz para transformar isso em coisas positivas. “Faço um trabalho mental com uma psicóloga esportiva. E medito praticamente todo dia para canalizar a energia e conseguir manter bem a concentração. É um problema que eu tenho. Perco a concentração muito rápido”.

Diante da mudança no ranking a partir da próxima temporada, com torneios de nível future parando de oferecer pontos, Wild quer dar um salto já no segundo semestre, priorizando competições maiores e tem uma meta ambiciosa. “Uma meta que eu estipulei no ano passado é terminar entre os 200 do mundo. Acho que é uma coisa palpável até o final do ano. Preciso de alguns resultados bons, como todo mundo que quer subir precisa, mas acho que esse é o objetivo principal”, afirmou o paranaense. “Pretendo jogar só challengers no segundo semestre, justamente para ficar fora desse ranking de transição e não precisar jogá-lo. Acho que é uma coisa bem palpável, porque estou jogando bem, venho crescendo e posso muito bem jogar só challenger a partir do segundo semestre”.

Confira a entrevista completa com Thiago Wild.

O paranaense continuará jogando em solo brasileiro nas próximas três semanas, totalizando quatro futures em território nacional. Seu próximo compromisso será no Clube Paineiras do Morumby, na capital paulista. O torneio em São Paulo ainda atrai bons nomes da nova geração brasileira como Marcelo Zormann, Rafael Matos, João Lucas Reis e Igor Gimenez. A entrada é gratuita durante toda a semana.

Campeões de duplas em Rio Preto, Rafael Matos e Marcelo Zormann jogam em São Paulo nesta semana (João Pires/Fotojump)

Campeões de duplas em Rio Preto, Rafael Matos e Marcelo Zormann jogam em São Paulo nesta semana (João Pires/Fotojump)

Já Thaísa Pedretti encerrou uma sequência de nove jogos no saibro argentino com oito vitórias e apenas uma derrota. Antes do título em Villa Del Dique, a paulista já havia sido semifinalista em Villa Dolores. Na final disputada no último sábado, ela derrotou a chilena Fernanda Brito, principal cabeça de chave do torneio e 364ª do ranking, por 6/0 e 6/4.

A paulista Thaísa Pedretti está em seu último ano como juvenil (Foto: Éric Visintainer)

Pedretti está com o melhor ranking da carreira e entrará no grupo das 500 melhores do mundo (Foto: Éric Visintainer)

Nesta segunda-feira, Pedretti ganhou 21 posições no ranking e aparece com o melhor marca da carreira ao ocupar o 546º lugar. Esse número certamente será superado na próxima segunda-feira, quando os doze pontos pelo título na Argentina forem computados. A jovem de 18 entrará no grupo das 500 melhores jogadoras do mundo pela primeira vez na carreira. Sétima brasileira mais bem colocado no ranking com 53 pontos, Pedretti irá ultrapassar Carolina Alves e Teliana Pereira na semana que vem. Com isso, ela ficará atrás apenas de Beatriz Haddad Maia, Gabriela Cé, Nathaly Kurata e Laura Pigossi.

Juvenis na Europa – Alguns juvenis brasileiros estão lutando por pontos no saibro europeu de olho na chave juvenil de Roland Garros. Destaque para Gilbert Klier Júnior, brasiliense de 17 anos, que conseguiu um título e um vice-campeonato de duplas nas últimas semanas, na cidade búlgara de Plovdiv e no saibro francês de Beaulieu Sur Mer. Nos mesmos torneios, fez quartas em simples.

O paulista Igor Gimenez foi semifinalista em Medias, na Romênia, na última semana e tem um tíulo de duplas com Klier na Búlgária. Já o baiano Natan Rodrigues teve dois vice-campeonatos de duplas na França. O primeiro em Istres, ao lado do argentino Roman Burruchaga e o segundo em Beaulieu Sur Mer com Klier. Natan parou nas oitavas dos dois torneios de simples.

Americanas ratificam domínio na Fed Cup Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2017 às 8:12 pm

O amplo domínio do tênis feminino norte-americano na temporada juvenil dos Grand Slam e, consequentemente, no ranking mundial da categoria foi ratificado no último domingo com o título da Fed Cup Júnior. As jogadoras Amanda Anisimova, Whitney Osuigwe e Caty McNally venceram o Mundial disputado no saibro de Budapeste.

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Ainda que Davis e Fed Cup Júnior recebam atletas de até dezesseis anos, o time dos Estados Unidos teve o privilégio de contar com duas jogadoras campeãs juvenis de Grand Slam e colocadas entre as quatro melhores do juvenis do mundo (em ranking com atletas de até 18 anos). Osuigwe venceu Roland Garros, enquanto Anisimova vem de título no US Open. Na final disputada contra o Japão, McNally marcou o primeiro ponto americano ao vencer Naho Sato por 6/3 e 6/2. Na sequência, Osuigwe decretou o título ao derrotar Yuki Naito por 7/5 e 6/3.

Durante a semana, os Estados Unidos passaram por Belarus, Uruguai, Itália, Canadá e Japão. Das 14 partidas disputadas pelas americanas, foram doze vitórias e apenas duas derrotas. Em simples, elas venceram dez jogos e perderam apenas dois, com dezesseis sets vencidos e apenas quatro cedidos às adversárias. Já nas duplas, foram quatro vitórias e apenas um set perdido.

Vice-líder do ranking mundial juvenil com apenas 15 anos, Osuigwe venceu todas as oito partidas que disputou entre simples e duplas, com apenas um set perdido em dezessete realizados. McNally, 27ª colocada, venceu seis jogos de sete possíveis. Já Anisimova, número 4 como juvenil e já 194ª na WTA com apenas 16 anos, só atuou durante a fase de grupos, com uma vitória e uma derrota em simples e uma vitória na dupla.

EUA

História: Dos quatro títulos conquistados pelos Estados Unidos na Fed Cup Júnior, que é realizada desde 1985, três foram conquistados nesta década. O primeiro troféu veio em 2008 com a agora campeã do US Open Sloane Stephens tendo a companhia de Christina McHale, Kristie Ahn. O segundo título veio em 2012 com Louisa Chirico, Taylor Townsend e Gabrielle Andrews. Já a terceira conquista aconteceu há três anos, com Catherine Bellis, Sofia Kenin e Tornado Black.

Davis Júnior  

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

O título da Copa Davis Júnior ficou com a República Tcheca, que voltou a conquistar a competição depois de vinte anos. Os tchecos ainda têm um título de 1988, ainda da antiga Tchecoslováquia. O time campeão é formado por Dalibor Svrcina, 53º do ranking mundial juvenil, Jonas Forejtek, 61º, e Andrew Paulson, 93º.

O título veio após a vitória contra os Estados Unidos na final. Forejtek marcou 6/4 e 7/5 contra William Grant em 1h26 de jogo. Na sequência, Svrcina que tem apenas 15 anos, marcou duplo 6/2 em 1h12 de disputa contra Govind Nanda para consolidar uma conquista que não vinha desde 1997 com Jaroslav Levinsky e Ladislav Chramosta.

Os tchecos tiveram uma semana impecável. Terminaram em primeiro em um grupo com Japão, Peru e Canadá vencendo todas as oito partidas disputadas, com apenas dois sets perdidos. Na semifinal e final também, os confrontos contra Croácia e Estados Unidos foram vencidos também por 2 a 0. Outro destaque na competição, fica para a Argentina, terceira colocada.

TCH

Brasil termina em 11º lugar

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Depois de ter começado bem na Davis Cup Júnior, o Brasil terminou a competição entre dezesseis países apenas na 11ª posição. O time brasileiro contou com o baiano Natan Rodrigues, o paulista Matheus Alves e o mineiro João Ferreira, comandados pelo capitão Roland Santos. Entretanto, apenas Alves e Ferreira entraram em quadra. Natan Rodrigues não jogou durante a semana, enquanto o paulista Matheus Pucinelli, 65º do ranking mundial da ITF, não fez parte do time.

Nas duas primeiras rodadas da fase de grupos, o Brasil havia superado Taiwan por 2 a 1 e a Bélgica por 3 a 0. Isso fez com que a equipe entrasse na última rodada na primeira posição de seu grupo e com chances de ficar entre os semifinalistas. Porém, a derrota para a Croácia por 3 a 0 derrubou o time brasileiro para o terceiro lugar no grupo e colocou o time nacional na disputa entre o 9º e o 12º lugar. Por conta da chuva no início da semana, os duelos contra Bélgica e Croácia aconteceram no mesmo dia.

davis junior

No sábado, o Brasil perdeu um duelo sul-americano para o Peru. Ferreira perdeu por 6/3 e 6/2 para Sebastian Rodriguez, enquanto Alves venceu Mateo Verau por 6/3 e 6/1. Nas duplas, os peruanos venceram por 0/6, 7/6 (10-8) e 10-6. Já no domingo, a disputa foi contra a China. Ferreira perdeu por 6/3 e 7/5 para Xiaofei Wang, ao passo que Mateus Alves derrotou Xinmu Zhou por 6/1 e 6/2. Nas duplas os chineses desistiram, dando vitória do confronto para o Brasil.

Durante a semana, o Brasil disputou dez partidas de simples, com cinco vitórias e cinco derrotas. E mais quatro partidas de duplas, também com 50% de aproveitamento. Alves venceu três jogos de simples, enquanto Ferreira venceu outros dois.

Brasil

“Encerramos nossa participação aqui na Hungria com a sensação de ter chegado tão perto de estar pelo menos entre os 4 finalistas, mas isto Infelizmente não foi possível. O que me conforta é saber que nossos garotos estão em iguais condições de seguir em uma carreira de sucesso. Esta competição reúne os melhores juvenis do mundo até 16 anos e enfrentamos nossos adversários em condições de igualdade”, afirmou o técnico Roland Santos.

Grande semana para Bia e Stefani – A semana passada foi promissora para dois nomes do tênis feminino brasileiro. Beatriz Haddad Maia teve seu melhor resultado na elite do circuito e disputou sua primeira final de WTA em Seul. Foram quatro vitórias na capital sul-corena, sobre Katarina Zavatska, Irina-Camelia Begu, Sara Sorribes Tormo e Richel Hogenkamp. A derrota só viria diante da top 10 e campeã de Roland Garros Jelena Ostapenko.

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul (Foto: Korea Open)

Bia teve suas chances na final. Venceu o primeiro set ao contar 33 erros da letã e aprovetiou a oportunidade depois de a rival cometer uma dupla-falta quando o tiebreak estava empatado por 5-5. Mas um dos maiores problemas de enfrentar Ostapenko é que uma hora ela encontra o ritmo e para de errar. Foram só nove pontos dados de graça no segundo set e seis quebras nos últimos oito games de saque da brasileira. Ostapenko soube fazer sua condição de favorita e colocou pressão sempre que a paulista conseguia voltar para o jogo.

A grande campanha em Seul coloca Bia no inédito 58º lugar do ranking mundial. Melhor marca da carreira da jovem paulista de 21 anos. Bia é a quinta melhor brasileira na história do ranking, ficando atrás apenas de Maria Esther Bueno, Niege Dias, Teliana Pereira e Patrícia Medrado e pode se tornar a quinta top 50 na história do país. Ela agora segue para o quali de Pequim antes dos WTA de Tianjin e Luxemburgo.

Outro bom resultado para o Brasil veio com a paulista Luisa Stefani, que furou o quali e ainda avançou uma rodada no ITF de US$ 100 mil de Tampico, no México. Stefani só parou na favorita americana Louisa Chirico, então 163ª colocada e que foi top 60 no ano passado. Com vinte pontos somados, Stefani saltou mais de duzentas posições no ranking, saindo do 809º para o 605º lugar, melhor marca de sua carreira.