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A festa dos coadjuvantes
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 4, 2017 às 5:06 am

Há uma semana, falávamos sobre a busca de Alexander Zverev pelo papel de protagonista neste US Open, especialmente após os grandes resultados nos torneios preparatórios e diante de uma chave que oferecia a possibilidade de obter seu primeiro resultado expressivo em Grand Slam. Como todos vimos, Zverev não cumpriu as expectativas e se se despediu precocemente ainda na segunda rodada. Mas se o alemão não conseguiu seu papel principal, outros jovens coadjuvantes roubaram a cena e brilharam durante a primeira semana do Grand Slam americano.

O primeiro jovem a se destacar foi Borna Coric, que foi o próprio algoz de Zverev na segunda fase. O duelo da nova geração na quadra Grandstand foi um dos melhores da chave masculina até aqui e teve uma atuação de gala do croata, que rivaliza com o alemão desde os tempos de juvenil e já venceu os dois encontros entre eles na elite do circuito.

Tal como Zverev, ainda falta a Coric um grande resultado em Slam, já que ele jamais passou da terceira rodada, mas é inegável que o ex-número 33 e atual 61º do ranking já poderia ter ido muito mais longe se não fosse a lesão e cirurgia no joelho direito, realizada em setembro do ano passado. Suas seis vitórias contra top 10, sendo três delas este ano e o título do ATP de Casablanca, dão indício de que o croata de 20 anos pode e merece alçar voos mais altos.

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Em um cenário muito parecido, Daria Kasatkina eliminou Jelena Ostapenko pela terceira rodada da chave feminina e já está nas oitavas de final. Este é o melhor resultado em Grand Slam para a russa de 20 anos e 36ª do ranking, que já chegou a ocupar o 24º lugar. Adversária da veterana Kaia Kanepi nas oitavas, Kasatkina é uma das poucas atletas restantes na chave feminina, que aposta muito mais no jogo sólido do fundo de quadra em vez de bolas mais pesadas e agressivas.

A vitória sobre Ostapenko, atual campeã de Roland Garros, reedita o resultado do último duelo anterior entre elas. As duas jogadoras nascidas em 1997 já haviam se enfrentado na final de Charleston, em abril, quando Kasatkina conquistou seu primeiro título da carreira. Na época, a russa dava sinais de evoluiria mais rápido diante de uma letã que arriscava tudo. Mas a ajuda da veterana Anabel Medina Garrigues, Ostapenko aprendeu a trabalhar melhor os pontos e se desenvolveu no piso em que tinha mais dificuldade para conquistar o Grand Slam parisiense.

 

Denis Shapovalov foi outro que brilhou durante o Grand Slam americano, com direito a mais uma expressiva vitória em sua carreira, ao eliminar o experiente francês Jo-Wilfried Tsonga numa sessão noturna do Arthur Ashe Stadium. A queda precoce de Zverev, aliás, foi um dos fatores que levou a organização do torneio marcar três jogos seguidos do carismático canadense no estádio principal.

A experiência de disputar as partidas contra Kyle Edmund e Pablo Carreño Busta foi engrandecedora para o canhoto de 18 anos que, se ainda não pode ser consider favorito em nenhum desses jogos, pôde entrar numa quadra grande com uma perspectiva diferente daquela de franco-atirador contra um grande nome. Nesses dois jogos e até mesmo diante do cabeça 8 francês, Shapovalov era a atração principal e a razão para que aquelas partidas fossem disputadas no Ashe (basta a diferença na reação do público no vídeo acima). Isso algo que ele precisa se acostumar nesse processo para se tornar uma nova estrela.

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Outra coadjuvante a aprontar no Ashe foi a japonesa de 19 anos Naomi Osaka, que despachou a atual campeã Angelique Kerber. A vitória por 6/3 e 6/1 diante da canhota alemã foi a primeira de Osaka contra uma top 10 e marcou sua volta à maior quadra de tênis do mundo, um ano depois de ter sofrido uma incrível virada contra Madison Keys pela terceira rodada do Slam americano. Havia possibilidade de um duelo de jovens contra Kasatkina, mas a japonesa caiu para Kanepi no último sábado.
Já o russo Andrey Rublev segue vivo na chave e tenta se tornar o mais jovem jogador nas quartas do US Open desde Andy Roddick em 2001. Para isso, precisa vencer David Goffin nesta segunda-feira. O tenista de 19 anos só tinha duas vitórias em chaves principais de Slam antes de chegar a Nova York, onde já obteve três triunfos. Ele também nunca havia derrotado um top 10 em três tentativas e foi superar logo o nono colocado e cabeça 7 búlgaro Grigor Dimitrov, vindo de título do Masters 1000 de Cincinnati.

O crescimento de Rublev no ranking é expressivo. Pouco mais de três meses depois de entrar pela primeira vez no top 100, o russo começa a se estabelecer entre os cinquenta melhores. O atual 53º colocado, que deve subir para o 43º lugar, chegou a ocupar a 49ª posição por uma semana, logo após conquistar seu primeiro título do ATP, no saibro croata de Umag em julho.

Começou o juvenil

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

As chaves juvenis do US Open deram a largada no último domingo, infelizmente com as eliminações precoces de Thaísa Pedretti e Gabriel Décamps. O tênis brasileiro ainda contra com o paranaense Thiago Wild e com o paulista Matheus Pucinelli, que entrou por Special Exempt, após chegar à final do ITF G1 de Quebec na última semana.

A chave masculina é encabeçada pelo argentino Axel Geller, destaque nos torneios na grama, e pelo chinês Yibind Wu. Já o feminino tem como principais nomes a americana Whitney Osuigwe e a ucraniana Marta Kostyuk, respectivas campeãs de Roland Garros e do Australian Open.

Aconteceram dois bons torneios preparatórios nas últimas semanas: Em Maryland, o colombiano Nicolas Mejia e a australiana Jaime Fourlis (que já jogou chave principal de Roland Garros) triunfaram de simples e duplas. Já no Canadá, os títulos ficaram com a já citada Kostyuk no feminino e com o sérvio Marko Miladinovic entre os meninos, ao vencer Pucinelli na decisão.

Kasatkina, enfim, aproveitou o match point
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 10, 2017 às 8:59 pm

“A primeira coisa que eu pensei foi: ‘Venci o match point’ (risos). Eu perdi alguns jogos que tive match point no ano passado, e neste ano, então essa partida foi muito importante para mim”, assim afirmou aliviada a russa Daria Kasatkina na entrevista coletiva após superar Angelique Kerber por 7/6 (7-5) e 6/2 pelas oitavas de final do WTA Premier de Sydney.

Não é por acaso, a jovem de 19 anos e já 26ª do ranking carregava um incômodo histórico de viradas sofridas após não aproveitar os match points que teve. “Eu tive match points em três jogos contra top 10. E hoje eu venci a número 1 do mundo”.

A trajetória começou na edição passada do WTA de Doha, em fevereiro de 2016, quando teve três chances de despachar a então décima colocada Roberta Vinci. No mês de outubro, em Pequim, ela teve a bola do jogo contra a número 5 do ranking Karolina Pliskova. Já na semana passada, atuando em Brisbane, a jovem russa poderia eliminar a sétima do mundo Garbiñe Muguruza, mas novamente não aproveitou a chance.

“Eu estava muito triste depois daqueles jogos. Ficava chorando e tudo mais”, contou a russa que também no ano passado, foi eliminada de Roland Garros e Wimbledon em partidas que perdeu a última parcial por 10/8 para Kiki Bertens e Venus Williams, respectivamente. Ela também perdeu um match point no jogo contra Sloane Stephens em Charleston.

“Mas, depois, analisamos todos estes jogos, e eu sentia que, mais cedo ou mais tarde, eu ia começar a ganhar uma partida assim. Eu esperava que este momento chegasse logo. Por isso, este jogo foi tão importante para mim”, acrescentou a jogadora que é treinada por Vladimir Platenik.

Aproveitando-se de um dia ruim de Kerber, que não encontrou um bom ritmo no jogo e cometeu seis duplas-faltas e 41 erros, Kasatkina venceu os oito primeiros pontos da partida e liderou o set inicial por 4/1, quando ainda perdeu dois break points. A russa ainda teria um set point no saque da adversária, mas só definiria a parcial após um erro de devolução da alemã no tiebreak. Já no segundo set, a jovem de 19 anos minou o saque da líder do ranking e ainda contou com a sorte para conseguir a última de suas três quebras na parcial.

Ciente de que ainda restam três rodadas para o fim do torneio, Kasatkina foi moderada na comemoração da vitória sobre a número 1 do mundo. É só o meio do torneio. Se eu ficar em choque ou feliz demais, as coisas podem piorar. Então, estou calma, feliz porque ganhei hoje e já pensando nas quartas de final.

A promessa russa deverá ser cabeça de chave 23 no Australian Open, por conta das desistências de Madison Keys, Petra Kvitova e Victoria Azarenka. Isso a impedirá de cruzar o caminho de praticamente todas as top 10 antes das oitavas de final, exceção feita à britânica Johanna Konta, que aliás, será sua próxima adversária em Sydney.

“Ela tem um bom saque, um bom backhand e não tem tantos pontos fracos. Será bom jogo e, novamente, contra uma top 10. Fico feliz, porque é bom começar a temporada jogando contra as melhores para que você possa ver qual é o seu nível, além de ser uma boa preparação para o Australian Open”.

As vitórias de jovens jogadoras sobre as líderes do ranking têm se tornado cada vez mais raras nos últimos anos. As estrelas do circuito têm prolongado suas carreiras e atuado em alto nível por mais tempo, fazendo com que as promessas demorem um pouco mais para explodirem no circuito. Desde 2009, foram apenas seis atletas com menos de 20 anos que derrubaram uma número 1 do mundo. 2017-01-10 (2)

Logo após a vitória mais importante da carreira, Kasatkina respondeu à inevitável pergunta sobre como se sentia após vencer a melhor jogadora do mundo e destacou o quanto isso pode trazer de confiança para o restante da temporada, em especial para o Australian Open na semana que vem.

“É difícil explicar [como eu me sinto] porque eu acabei de derrotar a número 1 do mundo e isso não acontece todo dia”, disse ainda dentro de quadra. “Este é o segundo torneio seguido que eu enfrento uma das melhores jogadoras do mundo [lembrando da partida contra Muguruza em Brisbane]. Na minha estreia aqui eu já havia jogado muito bem e venci um jogo de três sets (contra a húngara Timea Babos) e agora fiz uma partida incrível e venci a número 1 do mundo, então isso dá bastante confiança”.

Com mais calma, a jovem russa falou à WTA sobre a experiência que adquiriu enfrentando adversárias de peso durante o ano passado e que intensificou a pré-temporada para dar o próximo passo. “Trabalhei duro na pré-temporada, foram sete ou oito semanas de preparação, mas é claro que tudo isso compensou. Estou me sentindo melhor, em melhor forma e mais confiante. Isso me ajudou muito”.

“Nessas partidas você pode ficar nervosa às vezes, especialmente se estiver enfrentando uma adversária muito boa, e em um dia muito quente”, avaliou a jovem russa que já tinha vitória contra top 10 sobre Venus Williams, há pouco mais de um ano, na edição de 2016 do WTA de Auckland. “Ganhei experiência no ano passado e no começo deste ano e sabia o que fazer para jogar nesse tempo e o que fazer quando estava nervosa”.

Keys lidera nova geração no Rio e luta por medalha
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 5, 2016 às 9:15 pm

Expoentes da nomes da nova geração do tênis mundial estão no Rio de Janeiro para o Torneio Olímpico de Tênis, que começa neste sábado. Todos disputam as Olimpíadas pela primeira vez. Se a maioria aparece longe da briga por medalhas, Madison Keys é exceção e tem boas chances de ficar nos primeiros lugares.

De volta ao top 10, Keys tem chave boa na luta por medalhas.

De volta ao top 10, Keys (à direita) tem chave boa na luta por medalhas. (Foro: ITF)

De volta ao top 10 depois do vice-campeonato no WTA Premier de Montréal, Keys entrou como cabeça 7 no Rio, já que Victoria Azarenka e Simona Halep estarão ausentes. A americana de 21 anos estreia contra a montenegrina Danka Kovinic à 11h (de Brasília) deste sábado, mas ainda assim pretende desfilar na Cerimônia de Abertura no Maracanã. Para segunda fase, ela pode ter pela frente a ucraniana Lesia Tsurenko ou a francesa Kristina Mladenovic.

O bom saque e a potência nos golpes da americana a deixam na posição de favorita em possíveis oitavas contra Carla Suárez Navarro, ou mesmo na troca de pancadas de fundo com Ana Ivanovic. Já na reta final da disputa por medalhas, Agnieszka Radwanska é o nome mais forte para as quartas e Angelique Kerber em possível semi.

Entre as jovens que podem se destacar no Rio também está Jelena Ostapenko, letã de 19 anos e 41ª do mundo que desafia Samantha Stosur na estreia e aparece como possível rival de Kerber nas oitavas. Já a russa de 19 anos Daria Kasatkina, 27ª colocada, é favorita na estreia contra a tunisiana Ons Jabeur e pode enfrentar Radwanska já na segunda rodada.

A estreia de Serena Williams também promete um jogo difícil. A melhor tenista do mundo será desafiada pela australiana de 22 anos Daria Gavrilova, 46ª do ranking e que já acumula seis vitórias contra top 10. Outro destaque fica para o duelo entre Eugenie Bouchard e Sloane Stephens neste sábado, na quadra 3, que definirá a adversária de Kerber na segunda fase.

Desfalques e retorno no torneio masculino

Thanasi Kokkinakis volta às quadras depois de dez meses parado por lesão no ombro direito (Foto Paul Zimmer/ITF)

Thanasi Kokkinakis volta às quadras depois de dez meses parado por lesão no ombro direito (Foto Paul Zimmer/ITF)

Com as ausências de Nick Kyrgios, Dominic Thiem, Alexander Zverev e Taylor Fritz, a nova geração masculina conta com Kyle Edmund, Borna Coric e Thanasi Kokkinakis no Torneio Olímpico de Tênis.

Entre os três, Edmund é quem tem um começo de torneio menos ingrato. O britânico de 21 anos e 83º do ranking estreia contra o australiano Jordan Thompson por volta de 12h30 (de Brasília) neste sábado na quadra 8, e pode enfrentar Jack Sock ou Taro Daniel na segunda fase, antes de ter Novak Djokovic ou Juan Martin Del Potro pela frente.

Borna Coric, 51º do ranking aos 19 anos, encara o cabeça 15 francês Gilles Simon, por volta de 15h30 (de Brasília) na quadra 1. Jogo duríssimo, mas “ganhável” e depois seria favorito contra Brian Baker ou Yuichi Sugita. Em possíveis oitavas, Rafael Nadal é o principal concorrente.

Já Kokkinakis volta a competir depois de dez meses parado para operar o ombro direito e enfentará o português Gastão Elias, que provavelmente passará tranquilo pela estreia no Rio.

Kyrgios encontra a regularidade
Por Mario Sérgio Cruz
abril 4, 2016 às 6:55 pm

Esta segunda-feira representa um marco na carreira de um dos principais nomes da nova geração do tênis masculino. Aos 20 anos, Nick Kyrgios entra pela primeira vez no grupo dos 20 melhores do mundo, sendo o mais jovem desta faixa de ranking. A chegada ao melhor momento da carreira vem logo depois de sua melhor campanha em Masters 1000, uma semifinal em Miami

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Kyrgios consegue ser mais regular, manter sequências de bons resultados em torneios diferentes, além de “apagar” mais rápido as chances perdidas em seus jogos. E mesmo quando velho e problemático Kyrgios deu às caras, e aconteceu na vitória contra o russo Andrey Kuznetsov, o descontrole foi breve e não o tirou do jogo. Tudo isso vem à tona quando o ranking atualiza.

Em Miami, Kyrgios foi beneficiado por eliminações precoces de Rafael Nadal, Stan Wawrinka e John Isner. Quando a chave ficou aberta à sua frente, o australiano aproveitou a oportunidade da melhor maneira possível, ao vencer três partidas em que era favorito em sets diretos. Contra Milos Raonic, nas quartas, quebrou logo na abertura da partida e atacou um segundo saque no tiebreak do segundo set. Acabou sendo o suficiente, porque soube fechar a porta.

Voltando a fevereiro, quando conquistou seu primeiro ATP em Marselha, Kyrgios mostrou solidez nas rodadas finais contra outros favoritos. Nas rodadas finais, ele encarou dois top 10, Richard Gasquet e Tomas Berdych, além do campeão de Grand Slam Marin Cilic no jogo decisivo. Em três dias, o australiano sequer teve o serviço quebrado, venceu as partidas em sets diretos e ainda acumulou 49 aces. A série de vitórias também foi a primeira de um jogador com 20 ou menos anos sobre dois top 10 desde 2009, quando Juan Martin Del Potro bateu Rafael Nadal e Roger Federer no US Open.

Só nos três primeiros meses de 2016, o australiano já acumula 14 vitórias em ATP e apenas quatro derrotas. O único torneio em que perdeu na estreia foi em Indian Wells, quando estava voltando de lesão nas costas e um problema de sáude que o tirou da Copa Davis. Ele já tem quatro vitórias a mais que no ano de 2014 (quando entrou no top 100) e apenas dez a menos que em toda a temporada passada. Para efeito de comparação, ele só chegou a 14 triunfos em 2015 durante Roland Garros.

A perspectiva para os próximos meses é bastante animadora, embora o saibro não seja seu melhor piso. Kyrgios está a 1075 pontos do top 10, não tem resultados a defender em abril e tem só 270 a serem descontados em maio, mês que tem mais de 2 mil em disputa. Outra vantagem vai ser entrar como cabeça de chave nos principais torneios e fugir de encontros com favoritos em rodadas iniciais, o que não acontecia no ano passado.

Além de ser o 20º melhor do mundo, o australiano é o 12º melhor da temporada a apenas 10 pontos do 11º Tomas Berdych e 150 pontos distante do oitavo melhor da temporada. Dá para sonhar…

Naomi+Osaka+Miami+Open+Day+5+YPjqrP1JYmSl

Promessa japonesa no top 100 feminino – No ranking feminino, destaque para a entrada de Naomi Osaka no top 100. A japonesa de 18 anos foge aos padrões de outras jogadoras de seu país, tradicionalmente mais baixas e mais magras. Osaka tem 1,80m e se destaca pelo físico. Ela saltou do 104º para o 95º lugar depois de ter chegado à terceira rodada em Miami, aproveitando o convite dos organizadores.

Osaka tem o saque como principal golpe e chegou a derrotar Sara Errani na Flórida. Ela já está no radar de quem acompanha a nova geração desde julho de 2014, quando tinha apenas 16 anos e derrotou Samantha Stosur em Stanford. Na ocasião, a japonesa já atingia velocidades próximas a 190 km/h com seu primeiro serviço.

Outro destaque fica para a russa de 18 anos Daria Kasatkina, que bateu o melhor ranking da carreira ao alcançar o 35º lugar. Em Miami, ela equilibrou as ações com Simona Halep e seu backhand com salto, inspirado em Marat Safin, ainda vai tirar muitas favoritas do sério.