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Next Gen Finals testa novas regras e tem sorteio constrangedor
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 6, 2017 às 7:07 pm

Novidade no calendário, a edição inaugural do Next Gen ATP Finals começa nesta terça-feira em Milão. A cidade italiana tem contrato para organizar o evento com sete melhores do ranking com até 21 anos e mais um convidado local até 2021. Mas o evento que deveria apenas para promover a nova geração do circuito, movimentar uma semana sem competições e testar regras diferentes para  o esporte já trouxe uma dor de cabeça para a ATP e para a Federação Italiana de Tênis antes mesmo de começar.

O centro da polêmica está na forma pouco convencional que os organizadores optaram para realizar o sorteio das chaves. Cada um dos oito jogadores do precisaria escolher uma modelo e desfilar com ela em uma passarela. Mas o que poderia ser apenas uma proposta descontraída teve uma execução de péssimo gosto, já que era preciso tirar uma peça de roupa das meninas para saber se você estava no Grupo A ou no Grupo B. O constrangimento e o incômodo de alguns participantes com a situação era visível.

Não demorou para que as imagens se espalhassem e a comunidade do tênis reagisse negativamente ao ocorrido. As ex-líderes do ranking  Amelie Mauresmo e Bille Jean King, a jogadora francesa Alizé Cornet, além de Judy Murray que é treinadora além de mãe de Andy e Jamie Murray, foram alguns nomes que se manifestaram contra o deprimente espetáculo. A ideia também não foi bem recebida por muitos dos fãs que assistiram aos vídeos.

https://twitter.com/alizecornet/status/927450010823704577

Por meio de nota, já nesta segunda-feira, a ATP e a Red Bull que é uma das principais patrocinadoras do torneio já tiveram que se explicar: “A ATP e a Red Bull pedem desculpas pelas ofensas causadas durante o sorteio das chaves do Next Gen ATP Finals. A intenção era integrar o evento com o rico legado que Milão possui como uma das capitais da moda em todo o mundo. Entretanto, a execução foi de muito mau gosto e inaceitável. Nós lamentamos muito por isso e asseguramos que nada parecido com isso irá se repetir no futuro”.

Diante da repercussão negativa, um evento que em tese serviria para atrair um público mais jovem acabou falhando feio logo de cara. Cenas como as do último domingo passam longe de quem quer vender a imagem de um produto de elite. Além disso, em uma cidade com tanto apelo turístico e histórico como é Milão, os organizadores perderam a oportunidade de aproximar os jogadores dos fãs ao restringir um raro encontro entre os oito participantes do torneio a um evento fechado que se transformou em um espetáculo deprimente.

Ações de interação entre atletas e o público foram mais pontuais e com poucos nomes envolvidos, como a visita de Hyeon Chung ao estádio San Siro ou o bate-bola entre Denis Shapovalov e Daniil Medvedev em dois dos principais pontos turísticos do centro de Milão, a Piazza del Duomo e a Galeria Vittorio Emanuele, que ficam praticamente lado a lado.

Talvez uma imagem com todos os oito jogadores diante dessas duas construções históricas de Milão (ou na frente do Castello Sforzesco que fica a menos de dez minutos a pé) e a participação do público da cidade e de turistas no sorteio causassem maior impacto e um retorno positivo. Dá para fazer muita coisa legal com esse produto nas mãos e os organizadores terão toda uma edição pela frente e mais outros quatro anos para aprimorar a relação do torneio com seu público no futuro.

Quem joga? – O Grupo A ficou com o russo Andrey Rublev, o canadense Denis Shapovalov, o sul-coreano Hyeon Chung e o italiano convidado Gianluigi Quinzi. Já o Grupo B tem os russos Karen Khachanov e Daniil Medvedev, o croata Borna Coric e o norte-americano Jared Donaldson.

  • Andrey Rublev: Jogador de melhor ranking no torneio ao ocupar o 37º lugar, Rublev teve uma rápida ascensão no segundo semestre. Ex-número 1 juvenil, o russo de 20 anos entrou no top 100 no final de junho e já saltou para o top 50 no mês seguinte com o tíutlo do ATP de Umag. Outro ganho expressivo de posições veio após a boa campanha no US Open, em que foi até as quartas de final.
  • Denis Shapovalov: O canhoto de 18 anos é provavelmente o nome mais conhecido no Next Gen Finals. Shapovalov levantou a torcida durante o Masters 1000 de Montréal, vencendo nomes como Rafael Nadal e Juan Martin del Potro no caminho até as semifinais. Seu grande momento continuou no US Open, em que chegou às oitavas de final depois de derrubar Jo-Wilfied Tsonga. O promissor canadense começou a temporada no 234º lugar e hoje aparece na 51ª posição.
  • Hyeon Chung: Dono de oito títulos de nível challenger, o sul-coreano de 21 anos teve indas e vindas no top 100 ao longo das últimas três temporadas por conta de lesões no músculo abdominal e no tornozelo esquerdo. Jogando sem dor, chegou ao melhor ranking da carreira em setembro, quando esteve no 44º lugar e termina a temporada na 54ª posição.
  • Gianluigi Quinzi: O canhoto de 21 anos foi número 1 do ranking juvenil em 2013, ano em que foi campeão de Wimbledon na categoria. Convidado após vencer um torneio classificatório entre jovens jogadores italianos no fim de semana, Quinzi tem uma trajetória modesta no tênis profissional com nove títulos de future e apenas 36 vitórias em nível challenger na carreira. Ele só venceu um jogo em chaves principais de ATP e está no 306º lugar do ranking, depois de ter sido o 226º colocado em maio.

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  • Karen Khachanov: Atual 45º do ranking, Khachanov chegou ao 29º lugar em agosto. O russo que se formou como tenista na Espanha e é treinado por Galo Blanco se destacou na temporada de saibro, chegando às quartas em Barcelona e oitavas em Roland Garros, além de ser semifinalista na grama alemã de Halle. Ele já tem um título de ATP, obtido ainda em 2016, em Chengdu.
  • Daniil Medvedev: Finalista do ATP de Chennai na primeira semana da temporada, o russo de 21 anos terminou 2017 no 65º lugar do ranking. Ele se destacou nos torneios da grama, ao chegar às quartas em s-Hertogenbosch e Queen’s, além de ser semifinalista em Eastbourne. Embalado, derrubou o número 3 do mundo Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon, mas se despediu na fase seguinte.
  • Borna Coric: O croata de 20 anos é o participante com mais tempo em evidência, já que entrou no top 100 ainda em outubro de 2014, ano em que conseguiu a primeira de suas seis vitórias contra top 10 ao derrotar Rafael Nadal na Basileia. Ex-número 33 e atual 48º do ranking, Coric comemorou este ano seu primeiro título de ATP no saibro marroquino de Marrakech.
  • Jared Donaldson: Atual 55º do ranking, Donaldson aproveitou as chances que teve nos grandes torneios. Nove de suas 21 vitórias de nível ATP na temporada foram em Masters 1000 e outras três aconteceram em Grand Slam. Assim, o norte-americano de 21 anos conseguiu até ser top 50 no mês de outubro. Seu resultado de maior destaque foi a chegada às quartas em Cincinnati.

A programação desta terça-feira começa às 11h (de Brasília) com o duelo russo entre Khachanov e Medvedev, seguido pelo encontro entre Shapovalov e Chung. A partir das 16h30, Coric enfrenta Donaldson, enquanto Rublev e Quinzi fecham a rodada.

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Novas regras – Diferente do que acontece no circuito, os jogos acontecem em formato FastFour. As disputas serão em cinco sets que são definidos quando um jogador vence quatro games. Em caso de empate por 3/3, será disputado um tiebreak. Além disso, os games serão em formato no-ad, como já acontece no circuito de duplas, com ponto decisivo em caso de 40 iguais.

O evento também irá testar uma redução no tempo de aquecimento, com apenas cinco minutos de intervalo entre a chegada dos jogadores à quadra e a disputa do primeiro ponto. Outras novidades são o uso de um relógio de 25 segundos para medir o tempo entre os saques e não marcação do Let. Os jogadores poderão também se comunicar com seus técnicos. Mas isso só será permitido nos intervalos entre os sets caso um atleta deixe a quadra para ir ao vestiário.

Mais polêmicas – Alguns dos testes de regra também geram polêmica. Uma delas é a retirada de todos os juízes de linha do torneio, já que todas as marcações serão revistas eletronicamente e em tempo real. Também chama atenção a autorização para que o público se movimente na arena durante a disputa dos pontos.

Vale o quê? Por conta da limitação dos participantes por idade não seria justo que o torneio distribuísse pontos no ranking. Afinal, quem está acima da idade não teria a oportunidade de jogar o torneio e acabaria prejudicado. O evento, entretanto, distribui boa premiação em dinheiro. Do montante de US$ 1,275 milhão, o campeão pode levar US$ 390 mil se vencer o torneio de forma invicta.

2017-11-06

Transmissão – O canal Bandsports exibe o Next Gen ATP Finals para o Brasil. No site da emissora só constam horários de exibição a partir da próxima quinta-feira, mas já nos guias de programação das operadoras já mostram horários disponíveis a partir desta terça. Vale dar uma conferida no canal no horário das partidas. Assinantes da NET ou ClaroTV também têm acesso ao Bandsports por meio do site e aplicativo NOW. Já os clientes da Sky, Vivo e Algar Telecom podem assistir à programação do canal por login no próprio site da emissora.

Promessas da ATP têm altos e baixos em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 8, 2017 às 12:22 am

As jovens promessas do tênis masculino que estiveram presentes em Wimbledon tiveram altos e baixos na primeira semana do Grand Slam britânico. E se há um nome que simboliza bem essa falta de consistência é o do russo Daniil Medvedev, jogador de 21 anos e 49º do ranking.

Depois de ter feito três boas semanas na temporada de grama, chegando quartas em ‘s-Hertogenbosch e Queen’s e sendo semifinalista em Eastbourne, onde só perdeu para Novak Djokovic, Medvedev confirmou a boa fase ao derrotar Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon. Na entrevista, ele falou sobre como seu jogo se adapta à grama e como ele costuma crescer nos momentos importantes de seus jogos.

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

“Acho que meu jogo funciona muito bem na grama e é meu piso favorito. Tenho um bom saque, que não é muito forte, mas é bastante preciso, o que é mais importante para a grama, porque ele fica mais rápido que na quadra dura ou no saibro”, disse Medvedev. “Tenho um jogo muito reto e que ninguém gosta de enfrentar, porque jogar muitas bolas para cima depois dos meus golpes. E sou bom nos momentos importantes dos jogos”.

Mas o que se viu na rodada seguinte, contra canhoto belga Ruben Bemelmans, foi um espetáculo deprimente. Irritado com uma marcação da árbitra portuguesa Mariana Alves, Medvedev saiu completamente de um jogo em seu melhor momento, quando tinha quebra acima no quinto set, forçado após vencer a terceira e quarta parciais da partida. Depois do incidente, o russo venceu só mais um game e, diante da possibilidade de ser punido ou multado, o russo “se adiantou” à aplicação da pena e deixou algumas moedas em quadra. No dia seguinte, veio a conta: A multa pela má conduta foi de US$ 14 mil.

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Outro russo que passou por altos e baixos foi Karen Khachanov, que vive seu melhor momento aos 21 anos, ocupando o 34º lugar do ranking e vindo de uma semifinal na grama de Halle. Ele cometeu muitos erros não-forçados no duelo com Thiago Monteiro pela segunda rodada e correu risco em todos os sets da partida.

Contra Rafael Nadal nesta sexta-feira, o jovem russo pôde jogar mais solto, e depois de ter poucas chances nos sets iniciais, deixou uma boa impressão na terceira parcial, quando pressionou mais o saque do espanhol e teve até set point. O futuro de Khachanov, que treina em Barcelona e já tem título de ATP, parece bem encaminhado.

Ninguém nas oitavas, por enquanto – Nenhum jogador da chamada #NextGen, jovens de até 21 anos e que estejam entre os 200 melhores, se garantiu nas oitavas da chave masculina, mas Alexander Zverev e Jared Donalson podem chegar lá.

Alexander Zverev ainda não perdeu sets no torneio

Alexander Zverev ainda não perdeu sets em duas rodadas no torneio e é favorito contra Ofner

Cabeça 10 em Wimbledon, Zverev ainda não perdeu sets no torneio, depois de passar pelo russo Evgeny Donskoy e o também promissor norte-americano Frances Tiafoe. O alemão é bem favorito contra o austríaco de 21 anos Sebastian Ofner, que entrará para a hashtag favorita da ATP depois de Wimbledon, já que será top 200 após suas duas primeiras vitórias no Slam britânico.

Já o 67º colocado Donaldson, que tem 20 anos e deverá ter o melhor ranking da carreira depois do torneio, tem a dura missão de enfrentar o cabeça 8 Dominic Thiem. O norte-americano já fez quatro jogos contra top 10 e busca ainda a primeira vitória.

Entre outros nomes da nova geração: O russo Andrey Rublev foi à segunda rodada, enquanto Borna Coric, Thanasi Kokkinakis, Stefanos Tsitsipas e o convidado canadense Denis Shapovalov caíram ainda na estreia.

Juvenil larga neste sábado – As chaves principais do torneio juvenil de Wimbledon dão a largada neste sábado. O Brasil está representado pelo paranaense Thiago Wild, o pernambuacano vindo do quali João Lucas Reis e a paulista Thaísa Pedretti. Única a entrar em quadra já no primeiro dia, Pedretti enfrentará a convidada britânica Anna Loughlan.

O principal cabeça de chave do masculino é o francês Corentin Moutet. O canhoto de 18 anos já 341º da ATP e as únicas competições juvenis que disputou na temporada foram os dois primeiros Grand Slam e o ITF G1 de Roehampton, onde perdeu ainda na estreia do único evento que disputou na grama. Seu primeiro compromisso será contra o argentino Sebastian Baez.

 

Por falar na Argentina, Axel Geller surpreendeu na última semana em Roehampton ficando com o título do principal evento preparatório para o Grand Slam britânico ao vencer o norte-americano Sam Riffice na final. Já o húngaro Zsombor Piros, cabeça 3 em Wimbledon, foi o favorito com melhor desempenho, chegando às quartas.

No feminino, a chave é encabeçada por duas americanas que já venceram Grand Slam juvenil. A campeã do US Open Kayla Day é principal favorita e estreia contra a suíça Lulu Sun. Já a vencedora de Roland Garros Whitney Osuigwe é a segunda cabeça de chave e pega a britânica Gemma Heath. Quem ganhou Roehampton foi a americana Claire Liu, finalista em Roland Garros e cabeça 3 em Wimbledon.

Competições no Paraná – O sábado também será de finais da 31ª edição da Londrina Junior Cup, torneio ITF G4 disputado nas quadras de saibro do Londrina Country Club. A partir das 10h30 acontecem as decisões de simples. No masculino, o paulista Matheus Ferreira Leite encara o português Daniel Rodrigues. Já a final feminina terá um duelo nacional entre a paulista Ana Paula Melilo e a mineira Marina Figueiredo.

Na semana que vem, acontece mais um torneio no saibro paranaense. As quadras do Clube Curitibano recebem o ITF Juniors de Curitiba, torneio nível G5. O quali masculino já começa neste sábado.

Campeã juvenil do Australian Open tem apenas 14 anos
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 30, 2017 às 9:40 pm
O húngaro Zsombot Piros e a ucraniana Marta Kostyuk foram campeões juvenis em Melbourne (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

O húngaro Zsombot Piros e a ucraniana Marta Kostyuk foram campeões juvenis em Melbourne (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

O término da chave juvenil do Australian Open coroou uma de suas campeãs mais precoces. A ucraniana Marta Kostyuk conquistou o título aos 14 anos e sete meses depois da vitória por 7/5, 1/6 e 6/4 sobre a cabeça 1 suíça de 17 anos Rebeka Masarova no último sábado.

Por muito pouco, a jogadora é nascida em 28 de junho de 2002 não se tornou a mais jovem campeã da história do torneio. O feito cabe à russa Anastasia Pavyluchenkova, que tinha 14 anos, seis meses e 27 dias quando foi campeã juvenil em Melbourne em 2006. A russa, aliás, é uma das raras bicampeãs de um Grand Slam juvenil já que voltaria a vencer o torneio no ano seguinte.

Kostyuk teve um desempenho impressionante em competições de base. Em 2015, ela venceu a categoria 14 anos do Eddie Herr e do Orange Bowl. Já no ano passado, ela fez parte da equipe ucraniana campeã do World Junior Tennis (mundial de 14 anos por equipes na cidade tcheca de Prostejov) e já chegou às quartas da categoria principal do Eddie Herr e Orange Bowl, o que a levaram para a Austrália já em boa situação no ranking.

Fora de quadra, a jovem ucraniana tem a carreira agenciada por Ivan Ljubicic, ex-número 3 do mundo e que atua na equipe técnica de Roger Federer, outro campeão do fim de semana em Melbourne.”Eu finalmente conheci o Roger hoje” disse, sorrindo na entrevista coletiva. “Ele me cumprimentou. E tirei uma foto com ele, então fiquei muito animada”, acrescentou a jogadora que é treinada pela mãe e divide sua base entre Kiev e a cidade francesa de Cannes.

Histórico – A Ucrânia agora tem quatro títulos juvenis de Grand Slam em simples. O primeiro foi de Andrei Medvedev, no ano de 1991 em Roland Garros. Depois, triunfaram Kateryna Bondarenko em Wimbledon-2004 e Elina Svitolina em Roland Garros-2010.

O título masculino do Australian Open juvenil ficou com o húngaro  Zsombor Piros, que venceu a final contra o israelense Yshai Oliel por 4/6, 6/4 e 6/3. Piros repete o feito de Aniko Kapros, campeão em Melbourne no ano 2000. Outros três húngaros foram campeões juvenis de Grand Slam: Agnes Szavay em Roland Garros-2005, Marton Fucsovics em Wimbledon-2010 e Dalma Galfi no US Open de 2015.

Entrevistas – A quem interessar, o Australian Open disponibiliza as transcrições completas das entrevistas coletivas de Kostyuk e Piros após as finais do último sábado.

Les Petits As – Há pouco mais de um ano, Kostyuk estava na cidade francesa de Tarbes e foi campeã do tradicional torneio Les Petis As, que é considerado um mundial da categoria 14 anos. Promovido pela fornecedora de material esportivo Lacoste, o evento teve sua 35ª edição também na última semana de janeiro. Este ano, os títulos ficaram com a russa Maria Timofeeva e o italiano Luca Nardi.

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O italiano Luca Nardi e a russa Maria Timofeeva venceram um importante torneio de 14 anos na França

O Brasil teve o catarinense Pedro Boscardin Dias na chave masculina. Ele venceu o francês Sean Cenin por 6/2 e 7/5 na estreia e depois perdeu para o cabeça 5 norte-americano Toby Kodat na segunda rodada por 6/3 e 6/1.

Nos últimos anos, o Les Petits As antecipou algumas jogadoras que viriam ganhar um Grand Slam juvenil, já que além da própria Kostyuk, vale citar a russa Anastasia Potapova (vencedora do torneio em 2015 e campeã júnior de Wimbledon ano passado) e jogadoras que entrariam no top 100, casos de Jelena Ostapenko e Catherine Bellis (que triunfaram na França em 2011 e 2013, respectivamente).

O quadro de campeões do torneio francês tem nomes como Rafael Nadal, Richard Gasquet, Martina Hingis, Kim Clijsters e Timea Bacsinszky. A lista de grandes nomes que passaram pelo evento também inclui Roger Federer, Juan Martin del Potro, Novak Djokovic, Andy Murray, Agnieszka Radwanska, Caroline Wozniacki, Angelique Kerber e Justine Henin.

As corridas – Ao término do primeiro mês de competições no circuito da ATP, o russo de 20 anos Daniil Medvedev lidera a corrida para a edição inaugural do Next Gen ATP Finals, que será disputado entre os dias 7 e 11 de novembro na cidade italiana de Milão. Atual 63º do mundo, Medvedev recebeu 150 pontos quando foi finalista do ATP de Chennai e outros 10 por ter entrado diretamente na chave do Australian Open, onde perdeu na estreia.

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O segundo colocado nesta lista é o sul-coreano Hyeon Chung que havia vencido um jogo em Chennai (onde veio do quali) e outro no Australian Open. Já na última semana, ele foi campeão do challenger de Maui, no Havaí. Com apenas 20 anos, o atual 73º do mundo já acumula oito títulos de challenger.

Os nomes de Andrey Rublev, Alexander Zverev, Ernesto Escobedo, Noah Rubin, Alex De Minaur e Frances Tiafoe completam o top 8 após quatro semanas de competições. O evento terá os sete melhores jogadores de até 21 anos e um convidado. Confira o ranking completo neste link.

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Já a corrida para o ITF Junior Masters ainda é fortemente influenciada pelos resultados do fim do ano passado. Exemplo disso é a liderança do sérvio Miomir Kecmanovic, destaque nos torneios americanos de novembro e dezembro. Ainda assim, Piros já é o terceiro colocado e Kostyuk assumiu a ponta da lista feminina. A terceira edição do torneio com os oito melhores juvenis do mundo acontecerá em outubro, na cidade chinesa de Chengdu.

Semana de novidades no circuito e nas paralimpíadas
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 14, 2016 às 10:38 pm

Enquanto o US Open estava em reta final, o circuito teve novidades como dois campeões inéditos em torneios de nível challenger. Ao mesmo tempo, a nova geração do tênis paralímpico consegue dois bons resultados nos Jogos do Rio. Já uma das principais promessas do tênis americano anunciou sua continuidade no circuito.

Noruguês de 17 anos Casper Ruud foi campeão logo no primeiro challenger que disputou

Noruguês de 17 anos Casper Ruud foi campeão logo no primeiro challenger que disputou (Foto: Copa Sevilla 2016)

No saibro espanhol de Sevilla, o noruguês de 17 anos Casper Ruud foi campeão do challenger de 42,5 mil euros disputado na semana passada, com vitória sobre o japonês Taro Daniel na decisão. O fato mais expressivo é que este foi o primeiro challenger do qual ele participou. Ex-líder do ranking juvenil, Ruud aparece no 274º lugar após a maior conquista da carreira.

Ruud que foi finalista do ITF Junior Masters em abril faz uma boa temporada no profissional. Ele já venceu dois futures e disputou outras duas finais, antes do título inédito em Sevilla. O tênis está no DNA da família Ruud. O pai, Christian, foi 39º do ranking e venceu 12 challengers na carreira.

O russo de 20 anos Daniil Medvedev conquistou seu principal título na França

O russo de 20 anos Daniil Medvedev conquistou seu principal título na França (Foto: Trophée des Alpilles)

Outro que venceu seu primeiro challenger na semana passada foi o russo de 20 anos Daniil Medvedev. Ele foi campeão na cidade francesa de St. Remy ao derrotar o belga Joris De Loore na final. O título rendeu treze posições a Medvedev, que aparece com o melhor ranking da carreira ao atingir o 143º lugar. Ele já venceu dois jogos de ATP e havia disputado uma final de challenger em Portoroz, na Eslovênia, em agosto.

CiCi profissional

CiCi Bellis adiou a ida à universidade e seguirá no circuito profissional (Foto: Coupe Banque Nationale)

CiCi Bellis adiou a ida à universidade e seguirá no circuito profissional
(Foto: Coupe Banque Nationale)

Como era esperado após uma boa participação no US Open, a jovem de 17 anos Catherine ‘CiCi’ Bellis adiou sua ida à universidade de Stanford e vai seguir carreira como tenista profissional. Foram cinco vitórias em Nova York, três no quali e duas na chave principal e inédita 120ª posição no ranking da WTA.

“Acho que eu ainda posso ir para a faculdade depois que parar de jogar, por isso não pesa tanto para mim decidir isso agora. Eu quero jogar por muito tempo e eu acho que meu jogo e meu corpo estão prontos para isso agora”, revelou a jovem jogadora que já assinou com a agência IMG para gerenciar sua carreira e foi disputar o WTA de Québec, onde já está nas quartas.

Renovação paralímpica

O britânico  Alfie Hewett está na final das Paralimpíadas com apenas 18 anos (Foto: ITF)

O britânico Alfie Hewett está na final das Paralimpíadas com apenas 18 anos (Foto: ITF)

O tênis em cadeira de rodas é uma modalidade longeva, tanto que o atual número 1 do mundo, o Stephane Houdet está com 45 anos. Ainda assim, a nova geração tem garantido bons resultados. O ponto alto é a presença de Alfie Hewett na final de simples, jogador que tem apenas 18 anos e já foi campeão de duplas em Wimbledon ao lado do também finalista paralímpico Gordon Reid de 24 anos.

No feminino, prevalece o domínio holandês. Se a lendária Esther Vergeer já parou de jogar e a experiente Jiske Griffioen está na liderança do ranking aos 31 anos, a hegemonia pode ser mantida em Tóquio. Destaque para jovem de 19 anos Diede de Groot, que foi semifinalista no Rio e terminou em quarto lugar. Já a canhota Aniek van Koot disptará sua segunda final olímpica aos 26 anos.

* Estive de folga no término do US Open e o assunto das finais do torneio juvenil ficaria velho para o blog, mas temos os registros de simples e duplas no site. Destaque para a conquista de Felipe Meligeni Alves nas duplas ao lado do boliviano Juan Carlos Aguilar. Este foi o 33º título de Grand Slam do tênis brasileiro e quarto em chaves juvenis.