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Next Gen Finals testa novas regras e tem sorteio constrangedor
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 6, 2017 às 7:07 pm

Novidade no calendário, a edição inaugural do Next Gen ATP Finals começa nesta terça-feira em Milão. A cidade italiana tem contrato para organizar o evento com sete melhores do ranking com até 21 anos e mais um convidado local até 2021. Mas o evento que deveria apenas para promover a nova geração do circuito, movimentar uma semana sem competições e testar regras diferentes para  o esporte já trouxe uma dor de cabeça para a ATP e para a Federação Italiana de Tênis antes mesmo de começar.

O centro da polêmica está na forma pouco convencional que os organizadores optaram para realizar o sorteio das chaves. Cada um dos oito jogadores do precisaria escolher uma modelo e desfilar com ela em uma passarela. Mas o que poderia ser apenas uma proposta descontraída teve uma execução de péssimo gosto, já que era preciso tirar uma peça de roupa das meninas para saber se você estava no Grupo A ou no Grupo B. O constrangimento e o incômodo de alguns participantes com a situação era visível.

Não demorou para que as imagens se espalhassem e a comunidade do tênis reagisse negativamente ao ocorrido. As ex-líderes do ranking  Amelie Mauresmo e Bille Jean King, a jogadora francesa Alizé Cornet, além de Judy Murray que é treinadora além de mãe de Andy e Jamie Murray, foram alguns nomes que se manifestaram contra o deprimente espetáculo. A ideia também não foi bem recebida por muitos dos fãs que assistiram aos vídeos.

https://twitter.com/alizecornet/status/927450010823704577

Por meio de nota, já nesta segunda-feira, a ATP e a Red Bull que é uma das principais patrocinadoras do torneio já tiveram que se explicar: “A ATP e a Red Bull pedem desculpas pelas ofensas causadas durante o sorteio das chaves do Next Gen ATP Finals. A intenção era integrar o evento com o rico legado que Milão possui como uma das capitais da moda em todo o mundo. Entretanto, a execução foi de muito mau gosto e inaceitável. Nós lamentamos muito por isso e asseguramos que nada parecido com isso irá se repetir no futuro”.

Diante da repercussão negativa, um evento que em tese serviria para atrair um público mais jovem acabou falhando feio logo de cara. Cenas como as do último domingo passam longe de quem quer vender a imagem de um produto de elite. Além disso, em uma cidade com tanto apelo turístico e histórico como é Milão, os organizadores perderam a oportunidade de aproximar os jogadores dos fãs ao restringir um raro encontro entre os oito participantes do torneio a um evento fechado que se transformou em um espetáculo deprimente.

Ações de interação entre atletas e o público foram mais pontuais e com poucos nomes envolvidos, como a visita de Hyeon Chung ao estádio San Siro ou o bate-bola entre Denis Shapovalov e Daniil Medvedev em dois dos principais pontos turísticos do centro de Milão, a Piazza del Duomo e a Galeria Vittorio Emanuele, que ficam praticamente lado a lado.

Talvez uma imagem com todos os oito jogadores diante dessas duas construções históricas de Milão (ou na frente do Castello Sforzesco que fica a menos de dez minutos a pé) e a participação do público da cidade e de turistas no sorteio causassem maior impacto e um retorno positivo. Dá para fazer muita coisa legal com esse produto nas mãos e os organizadores terão toda uma edição pela frente e mais outros quatro anos para aprimorar a relação do torneio com seu público no futuro.

Quem joga? – O Grupo A ficou com o russo Andrey Rublev, o canadense Denis Shapovalov, o sul-coreano Hyeon Chung e o italiano convidado Gianluigi Quinzi. Já o Grupo B tem os russos Karen Khachanov e Daniil Medvedev, o croata Borna Coric e o norte-americano Jared Donaldson.

  • Andrey Rublev: Jogador de melhor ranking no torneio ao ocupar o 37º lugar, Rublev teve uma rápida ascensão no segundo semestre. Ex-número 1 juvenil, o russo de 20 anos entrou no top 100 no final de junho e já saltou para o top 50 no mês seguinte com o tíutlo do ATP de Umag. Outro ganho expressivo de posições veio após a boa campanha no US Open, em que foi até as quartas de final.
  • Denis Shapovalov: O canhoto de 18 anos é provavelmente o nome mais conhecido no Next Gen Finals. Shapovalov levantou a torcida durante o Masters 1000 de Montréal, vencendo nomes como Rafael Nadal e Juan Martin del Potro no caminho até as semifinais. Seu grande momento continuou no US Open, em que chegou às oitavas de final depois de derrubar Jo-Wilfied Tsonga. O promissor canadense começou a temporada no 234º lugar e hoje aparece na 51ª posição.
  • Hyeon Chung: Dono de oito títulos de nível challenger, o sul-coreano de 21 anos teve indas e vindas no top 100 ao longo das últimas três temporadas por conta de lesões no músculo abdominal e no tornozelo esquerdo. Jogando sem dor, chegou ao melhor ranking da carreira em setembro, quando esteve no 44º lugar e termina a temporada na 54ª posição.
  • Gianluigi Quinzi: O canhoto de 21 anos foi número 1 do ranking juvenil em 2013, ano em que foi campeão de Wimbledon na categoria. Convidado após vencer um torneio classificatório entre jovens jogadores italianos no fim de semana, Quinzi tem uma trajetória modesta no tênis profissional com nove títulos de future e apenas 36 vitórias em nível challenger na carreira. Ele só venceu um jogo em chaves principais de ATP e está no 306º lugar do ranking, depois de ter sido o 226º colocado em maio.

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  • Karen Khachanov: Atual 45º do ranking, Khachanov chegou ao 29º lugar em agosto. O russo que se formou como tenista na Espanha e é treinado por Galo Blanco se destacou na temporada de saibro, chegando às quartas em Barcelona e oitavas em Roland Garros, além de ser semifinalista na grama alemã de Halle. Ele já tem um título de ATP, obtido ainda em 2016, em Chengdu.
  • Daniil Medvedev: Finalista do ATP de Chennai na primeira semana da temporada, o russo de 21 anos terminou 2017 no 65º lugar do ranking. Ele se destacou nos torneios da grama, ao chegar às quartas em s-Hertogenbosch e Queen’s, além de ser semifinalista em Eastbourne. Embalado, derrubou o número 3 do mundo Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon, mas se despediu na fase seguinte.
  • Borna Coric: O croata de 20 anos é o participante com mais tempo em evidência, já que entrou no top 100 ainda em outubro de 2014, ano em que conseguiu a primeira de suas seis vitórias contra top 10 ao derrotar Rafael Nadal na Basileia. Ex-número 33 e atual 48º do ranking, Coric comemorou este ano seu primeiro título de ATP no saibro marroquino de Marrakech.
  • Jared Donaldson: Atual 55º do ranking, Donaldson aproveitou as chances que teve nos grandes torneios. Nove de suas 21 vitórias de nível ATP na temporada foram em Masters 1000 e outras três aconteceram em Grand Slam. Assim, o norte-americano de 21 anos conseguiu até ser top 50 no mês de outubro. Seu resultado de maior destaque foi a chegada às quartas em Cincinnati.

A programação desta terça-feira começa às 11h (de Brasília) com o duelo russo entre Khachanov e Medvedev, seguido pelo encontro entre Shapovalov e Chung. A partir das 16h30, Coric enfrenta Donaldson, enquanto Rublev e Quinzi fecham a rodada.

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Novas regras – Diferente do que acontece no circuito, os jogos acontecem em formato FastFour. As disputas serão em cinco sets que são definidos quando um jogador vence quatro games. Em caso de empate por 3/3, será disputado um tiebreak. Além disso, os games serão em formato no-ad, como já acontece no circuito de duplas, com ponto decisivo em caso de 40 iguais.

O evento também irá testar uma redução no tempo de aquecimento, com apenas cinco minutos de intervalo entre a chegada dos jogadores à quadra e a disputa do primeiro ponto. Outras novidades são o uso de um relógio de 25 segundos para medir o tempo entre os saques e não marcação do Let. Os jogadores poderão também se comunicar com seus técnicos. Mas isso só será permitido nos intervalos entre os sets caso um atleta deixe a quadra para ir ao vestiário.

Mais polêmicas – Alguns dos testes de regra também geram polêmica. Uma delas é a retirada de todos os juízes de linha do torneio, já que todas as marcações serão revistas eletronicamente e em tempo real. Também chama atenção a autorização para que o público se movimente na arena durante a disputa dos pontos.

Vale o quê? Por conta da limitação dos participantes por idade não seria justo que o torneio distribuísse pontos no ranking. Afinal, quem está acima da idade não teria a oportunidade de jogar o torneio e acabaria prejudicado. O evento, entretanto, distribui boa premiação em dinheiro. Do montante de US$ 1,275 milhão, o campeão pode levar US$ 390 mil se vencer o torneio de forma invicta.

2017-11-06

Transmissão – O canal Bandsports exibe o Next Gen ATP Finals para o Brasil. No site da emissora só constam horários de exibição a partir da próxima quinta-feira, mas já nos guias de programação das operadoras já mostram horários disponíveis a partir desta terça. Vale dar uma conferida no canal no horário das partidas. Assinantes da NET ou ClaroTV também têm acesso ao Bandsports por meio do site e aplicativo NOW. Já os clientes da Sky, Vivo e Algar Telecom podem assistir à programação do canal por login no próprio site da emissora.

A festa dos coadjuvantes
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 4, 2017 às 5:06 am

Há uma semana, falávamos sobre a busca de Alexander Zverev pelo papel de protagonista neste US Open, especialmente após os grandes resultados nos torneios preparatórios e diante de uma chave que oferecia a possibilidade de obter seu primeiro resultado expressivo em Grand Slam. Como todos vimos, Zverev não cumpriu as expectativas e se se despediu precocemente ainda na segunda rodada. Mas se o alemão não conseguiu seu papel principal, outros jovens coadjuvantes roubaram a cena e brilharam durante a primeira semana do Grand Slam americano.

O primeiro jovem a se destacar foi Borna Coric, que foi o próprio algoz de Zverev na segunda fase. O duelo da nova geração na quadra Grandstand foi um dos melhores da chave masculina até aqui e teve uma atuação de gala do croata, que rivaliza com o alemão desde os tempos de juvenil e já venceu os dois encontros entre eles na elite do circuito.

https://twitter.com/borna_coric/status/903224202605494272

Tal como Zverev, ainda falta a Coric um grande resultado em Slam, já que ele jamais passou da terceira rodada, mas é inegável que o ex-número 33 e atual 61º do ranking já poderia ter ido muito mais longe se não fosse a lesão e cirurgia no joelho direito, realizada em setembro do ano passado. Suas seis vitórias contra top 10, sendo três delas este ano e o título do ATP de Casablanca, dão indício de que o croata de 20 anos pode e merece alçar voos mais altos.

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Em um cenário muito parecido, Daria Kasatkina eliminou Jelena Ostapenko pela terceira rodada da chave feminina e já está nas oitavas de final. Este é o melhor resultado em Grand Slam para a russa de 20 anos e 36ª do ranking, que já chegou a ocupar o 24º lugar. Adversária da veterana Kaia Kanepi nas oitavas, Kasatkina é uma das poucas atletas restantes na chave feminina, que aposta muito mais no jogo sólido do fundo de quadra em vez de bolas mais pesadas e agressivas.

A vitória sobre Ostapenko, atual campeã de Roland Garros, reedita o resultado do último duelo anterior entre elas. As duas jogadoras nascidas em 1997 já haviam se enfrentado na final de Charleston, em abril, quando Kasatkina conquistou seu primeiro título da carreira. Na época, a russa dava sinais de evoluiria mais rápido diante de uma letã que arriscava tudo. Mas a ajuda da veterana Anabel Medina Garrigues, Ostapenko aprendeu a trabalhar melhor os pontos e se desenvolveu no piso em que tinha mais dificuldade para conquistar o Grand Slam parisiense.

 

Denis Shapovalov foi outro que brilhou durante o Grand Slam americano, com direito a mais uma expressiva vitória em sua carreira, ao eliminar o experiente francês Jo-Wilfried Tsonga numa sessão noturna do Arthur Ashe Stadium. A queda precoce de Zverev, aliás, foi um dos fatores que levou a organização do torneio marcar três jogos seguidos do carismático canadense no estádio principal.

A experiência de disputar as partidas contra Kyle Edmund e Pablo Carreño Busta foi engrandecedora para o canhoto de 18 anos que, se ainda não pode ser consider favorito em nenhum desses jogos, pôde entrar numa quadra grande com uma perspectiva diferente daquela de franco-atirador contra um grande nome. Nesses dois jogos e até mesmo diante do cabeça 8 francês, Shapovalov era a atração principal e a razão para que aquelas partidas fossem disputadas no Ashe (basta a diferença na reação do público no vídeo acima). Isso algo que ele precisa se acostumar nesse processo para se tornar uma nova estrela.

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Outra coadjuvante a aprontar no Ashe foi a japonesa de 19 anos Naomi Osaka, que despachou a atual campeã Angelique Kerber. A vitória por 6/3 e 6/1 diante da canhota alemã foi a primeira de Osaka contra uma top 10 e marcou sua volta à maior quadra de tênis do mundo, um ano depois de ter sofrido uma incrível virada contra Madison Keys pela terceira rodada do Slam americano. Havia possibilidade de um duelo de jovens contra Kasatkina, mas a japonesa caiu para Kanepi no último sábado.
Já o russo Andrey Rublev segue vivo na chave e tenta se tornar o mais jovem jogador nas quartas do US Open desde Andy Roddick em 2001. Para isso, precisa vencer David Goffin nesta segunda-feira. O tenista de 19 anos só tinha duas vitórias em chaves principais de Slam antes de chegar a Nova York, onde já obteve três triunfos. Ele também nunca havia derrotado um top 10 em três tentativas e foi superar logo o nono colocado e cabeça 7 búlgaro Grigor Dimitrov, vindo de título do Masters 1000 de Cincinnati.

O crescimento de Rublev no ranking é expressivo. Pouco mais de três meses depois de entrar pela primeira vez no top 100, o russo começa a se estabelecer entre os cinquenta melhores. O atual 53º colocado, que deve subir para o 43º lugar, chegou a ocupar a 49ª posição por uma semana, logo após conquistar seu primeiro título do ATP, no saibro croata de Umag em julho.

Começou o juvenil

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

As chaves juvenis do US Open deram a largada no último domingo, infelizmente com as eliminações precoces de Thaísa Pedretti e Gabriel Décamps. O tênis brasileiro ainda contra com o paranaense Thiago Wild e com o paulista Matheus Pucinelli, que entrou por Special Exempt, após chegar à final do ITF G1 de Quebec na última semana.

A chave masculina é encabeçada pelo argentino Axel Geller, destaque nos torneios na grama, e pelo chinês Yibind Wu. Já o feminino tem como principais nomes a americana Whitney Osuigwe e a ucraniana Marta Kostyuk, respectivas campeãs de Roland Garros e do Australian Open.

Aconteceram dois bons torneios preparatórios nas últimas semanas: Em Maryland, o colombiano Nicolas Mejia e a australiana Jaime Fourlis (que já jogou chave principal de Roland Garros) triunfaram de simples e duplas. Já no Canadá, os títulos ficaram com a já citada Kostyuk no feminino e com o sérvio Marko Miladinovic entre os meninos, ao vencer Pucinelli na decisão.

Com ’empurrãozão’, Rublev é top 100
Por Mario Sérgio Cruz
junho 26, 2017 às 10:46 pm

O top 100 do ranking masculino tem uma novidade nesta segunda-feira. O russo Andrey Rublev aparece com a melhor marca da carreira aos 19 anos, ocupando o 92º do lugar após a boa campanha até as quartas de final no ATP 500 de Halle.

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As vitórias sobre o espanhol Albert Ramos e o compatriota Mikhail Youzhny renderam um salto de 14 posições e o debute na lista dos cem melhores do mundo. Convidado no torneio, Rublev caiu para o também russo Karen Khachanov, que é dois anos mais velho e também garantiu seu melhor ranking ao chegar ao 34º posto.

Se a arrancada de Rublev no ranking foi tardia para a vaga direta em Wimbledon, ao menos a campanha na grama alemã serve como embalo para o russo que já estreou no quali para o Grand Slam britânico nesta segunda-feira com vitória por duplo 6/3 sobre o português João Domingues. Seu próximo rival é o irlandês James McGee.

Empurrãozão – Entre o final de 2014, ano em que foi campeão juvenil de Roland Garros, e a boa campanha em Halle na semana passada, Rublev já recebeu 16 convites para chaves principais de ATP, dos quais quatro foram para Masters 1000.

Das dezesseis vitórias em nível ATP que ele possui na carreira, dez vieram em torneios em que ele entrou como convidado. É inegável que o russo teve um “empurrãozão” e bem mais oportunidades que outros jogadores de sua geração, mas temos que destacar também que ele aproveitou boa parte das chances que teve.

Contestado – Rublev já teve alguns problemas de comportamento em quadra. Um dos que puxaram a orelha do russo foi o veterano Fernando Verdasco, depois de uma derrota para o jovem no ATP de Barcelona em 2015. O experiente espanhol afirmou: “Estou surpreso com o quão rude ele é para alguém de 17 anos. Ele não mostra nenhum respeito pelos adversários”.

À época próprio Rublev rebateu as acusacões: “Eu fico completamente louco quando comemoro alguns pontos, mas se o Cristiano Ronaldo faz isso, por que eu não posso fazer?”, disse o russo. “Não deve ser fácil enfrentar um jovem como eu e perder”.

Outro que já reclamou do mau comportamento em quadra do russo foi o argentino Renzo Olivo, por meio das redes sociais.

 

Por ora, não houve nenhuma denúncia ou punição formal contra Rublev, o que pode sinalizar que a má conduta em quadra tenha ficado no passado.

Boy Band – Mas se há um passado a realmente ser condenado do Rublev não é de suas explosões em quadra quando era recém-saído do juvenil. A boy band russa é muito pior.

Sensação canadense – Na semana anterior, quem se destacou foi o canadense Felix Auger-Aliassime com o título do challenger de Lyon. O jovem de apenas 16 anos saltou para o 231º lugar com a conquista (e já ganhou mais duas posições nesta semana).

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Com isso, Aliassime se tornou o quarto jogador desde 2000 a conseguir um lugar entre os 250 melhores com 16 anos, juntando-se a Rafael Nadal, Richard Gasquet e Juan Martin del Potro. Delpo, aliás, havia sido o último a conseguir tal feito, em 2005. O canadense também é o sétimo mais jovem vencedor de um torneio de nível challenger.

Cinco ‘adolescentes’ já venceram challengers este ano
Por Mario Sérgio Cruz
maio 16, 2016 às 7:28 pm

Ainda estamos em maio e cinco nomes da nova geração do tênis masculino já conquistaram títulos em challenger antes de completarem 20 anos de idade. Depois de Taylor Fritz, Andrey Rublev, Blake Mott e Quentin Halys, o russo Karen Khachanov se juntou ao grupo de jovens vencedores ao ficar com o troféu em Samarkland no último sábado.

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano (Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano
(Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Aqui cabe uma observação sobre o termo. Os americanos e demais países de língua inglesa usam teenager, para designar o jovem com menos de 20 anos. Como o tênis não trabalha com categorias “Sub-20″, a palavra que transmite melhor essa ideia quando traduzimos para o português, é “adolescente”, embora o termo seja usado com mais frequência por aqui para falar de quem tem menos de 18 anos.

Um exemplo de como a há uma geração muito boa por vir é um breve quadro comparativo com as últimas temporadas. Em 2014, apenas seis jogadores com menos de 20 anos venceram torneios de nível challenger. Já no ano passado, foram treze conquistas de atletas da mesma faixa etária (sendo oito títulos para quem tinha até 18 anos). Antes da metade do ano, os jovens já repetiram quase 40% dos ótimos números de 2015.

Entre os jovens vencedores deste início de temporada, os nomes de Taylor Fritz e Andrey Rublev são certamente os mais conhecidos. Ambos são ex-líderes do ranking mundial juvenil e foram campeões de Grand Slam na categoria de acesso. Em 2016, o americano venceu o challenger de Happy Valley, na Austrália, e o russo triunfou na cidade francesa de Quimper.

Para Fritz, até mesmo os challengers já são parte do passado, apesar da pouca idade. O atual 72º do mundo entrou no top 100 em fevereiro e foi finalista do ATP de Memphis. Ele já tem nove vitórias em ATP na carreira (sendo oito este ano) e monta um calendário já priorizando os grandes torneios. Por sua vez, Rublev subiu bastante graças aos treze(!) convites para chaves de ATP que já recebeu em apenas dois anos de circuito, mas ocupa ainda o 149º lugar. O jovem russo venceu dez partidas em ATP, mas só uma este ano.

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Quentin Halys foi campeão há duas semanas em Tallahassee, nos Estados Unidos. O atual 154º colocado aos 19 anos chamou a atenção pela primeira vez em janeiro, quando fez uma boa apresentação contra Novak Djokovic no Australian Open. A promessa francesa está com seu melhor ranking na carreira e foi convidado para a chave principal de Roland Garros.

Karen Khachanov é um grandalhão de 1,98m aos 19 anos. Natural de Moscou, o russo treina em Barcelona com Galo Blanco e, por isso, ganhou convite para o quali do ATP 500 espanhol. Ele aproveitou a chance e foi até às oitavas, derrotando o top 20 Roberto Bautista Agut. O russo, que foi medalhista de prata na chave de duplas dos Jogos Olímpicos da Juventude, concilia a circuito com faculdade de Educação Física. Ele aparece com o melhor ranking ao ocupar o 109º lugar e tentará o quali em Paris.

Mott é o jogador menos conhecido entre os jovens vencedores, já que não teve resultados expressivos como juvenil e ainda está no 336º lugar da ATP. Ele chegou a engatar uma sequência de nove vitórias seguidas ao ser campeão em Launceston e depois ser vice no future de Port Pirie, ambos em seu país de origem. Por ter vencido um challenger quando era 721º do mundo, é o quinto atleta de ranking mais baixo a ganhar um torneio neste nível desde 2000.

Fortes torneios juvenis na Itália – Na semana passada, falamos sobre o início da série de principais competições juvenis no saibro europeu. O tradicional evento G1 Città Di Santa Croce, na Itália, teve título masculino para o cabeça 4 australiano Alexei Popyrin, com os americanos Brandon Holt e Vasil Kyrkov nas duplas. A chave feminina teve surpresas com as eliminações precoces das favoritas Katie Swan e Charlotte Robillard-Millette e título da espanhola Eva Guerrero Alvarez, que bateu a cabeça 6 britânica Emily Appleton na decisão.

O torneio desta semana é o 57º Trofeo Bonfiglio, em Milão, que será a principal competição preparatória para Roland Garros. São seis top 10 no masculino e outras duas no evento feminino. Os brasileiros Gabriel Décamps e Felipe Meligeni Alves estão na chave principal da competição de nível GA com 250 pontos para o vencedor, além de um bônus na pontuação a partir de oitavas de final.

Zormann vence future – Uma boa notícia para a nova geração do tênis brasileiro foi o primeiro título do ano de Marcelo Zormann. O jovem paulista de 19 anos foi campeão de simples e duplas (ao lado de João Sorgi) no saibro argentino de Villa Del Dique. Ele já tem três títulos de future em cinco em duplas.