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Conheça os jogadores e regras do Next Gen ATP Finals
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 5, 2018 às 11:50 pm

A segunda edição do Next Gen ATP Finals dá a largada nesta terça-feira em Milão. O evento destinado a jogadores de até 21 anos terá sete jovens destaques da temporada masculina, além de um convidado vindo de uma seletiva italiana. A fase de grupos será disputada até a próxima quinta-feira, com semifinais na sexta e decisão do título no sábado. Nos três primeiros dias de evento, serão quatro jogos por rodada em duas sessões às 11h e às 16h (de Brasília). No Brasil, o evento é transmitido pelo canal Bandsports.

Assim como no ano passado, o torneio irá testar algumas regras diferentes. Destaque para o formato da pontuação, com cinco sets de até quatro games. A disputa também não terá vantagens nos games com 40-iguais, e nem ‘let’ para o saques que tocam na fita. Não há a presença de árbitros de linha, já que todas essas marcações são definidas eletronicamente. Para a edição de 2018, também haverá a possibilidade de revisão por vídeo em lances subjetivos como quique duplo da bola em quadra ou toque dos jogadores na rede.

Disputas serão em cinco sets, definidos em até quatro games.

Disputas serão em cinco sets, definidos em até quatro games.

Outra novidade para o segundo ano do evento é um novo protocolo sobre as funções dos boleiros em quadra. Os jogadores terão espaço para pendurar as toalhas no fundo da quadra, fazendo com que os voluntários apenas recolham e distribuam bolas aos atletas. A discussão voltou à tona recentemente após atitudes ríspidas de Fernando Verdasco e Stefanos Tsitsipas ao exigirem mais rapidez dos boleiros na entrega de toalhas e raquetes e reavivam o debate sobre as atribuições desses auxiliares.

“Eu já fui um pegador de bola. Confiem em mim, o trabalho que eles têm que colocar para ter as coisas em ordem é duas vezes maior que nosso, dos jogadores na quadra. Eu aprecio tudo o que eles têm que passar para nos fazer sentir confortáveis e satisfeitos enquanto fazemos o nosso trabalho. Eles são uma grande ajuda!”, disse Tsitsipas, por meio de seu perfil no Twitter, em pedido de desculpas depois de um incidente uma boleira no ATP 500 da Basileia.

https://twitter.com/TennisTV/status/1056127113386958848

Pelo segundo ano consecutivo, haverá comunicação por rádio entre jogadores e técnicos e um relógio de 25 segundos para determinar o tempo de saque. O público também terá a oportunidade de circular livremente pela arena montada no pavilhão de exposições da Fiera Milano. Normalmente, nos torneios da ATP, existe uma determinação para que os torcedores só possam andar pelas dependências dos estádios durante as viradas de lado.nextgenrules-2018-1920x1080

GRUPO A

  • Stefanos Tsitsipas: Principal cabeça de chave e número 15 do mundo, o grego de 20 anos começou a temporada no 91º lugar do ranking e logo de cara já foi do quali até as quartas em Doha. Tsitsipas disputou duas primeiras finais pela elite do circuito no ATP 500 de Barcelona e no Masters 1000 de Toronto, caindo diante de Rafael Nadal nas duas ocasiões. Já em outubro, o grego conquistou seu primeiro ATP nas quadras duras e cobertas de Estocolmo. Ao longo da temporada de 41 vitórias e 27 derrotas, Tsitsipas se tornou o primeiro jogador de seu país a entrar no top 20, a vencer um torneio ATP, a disputar uma final de Masters e a chegar às oitavas de final em um Grand Slam.
  • Frances Tiafoe: O norte-americano de 20 anos começou o ano no 79º lugar do ranking e aparece atualmente como número 40 do mundo, chegando a ocupar a 38ª posição em agosto. Ele conquistou seu primeiro ATP em fevereiro, nas quadras duras de Delray Beach, onde chegou a derrotar Juan Martin del Potro pelo caminho.
  • Hubert Hurkacz: O polonês de 21 anos saltou da 238ª para a 85ª posição do ranking e chegará a Milão embalado pela conquista do challenger francês de Brest há duas semanas. Ele também triunfou em casa, no saibro de Poznan, em junho, e foi finalista na cidade chinesa de Zhuhai em março. Na elite do circuito, furou os qualis de Roland Garros, Wimbledon e US Open, vencendo dois jogos de Grand Slam. Seu recorde pessoal no ranking foi o 79º lugar, alcançado na semana passada.
  • Jaume Munar: O jovem espanhol de 21 anos treina na Rafa Nadal Academy em Mallorca e iniciou a temporada na 184ª posição e debutou no top 100 em junho. Ele aparece nesta semana no 76º lugar do ranking, marca que é a melhor de sua carreira. Ao longo da atual temporada, Munar venceu nove jogos em nível ATP, com destaque para a semifinal alcançada no saibro de Kitzbuhel. Já nos torneios de nível challenger, conquistou títulos em Caltanissetta e Prostejov.

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GRUPO B

  • Alex de Minaur: Segundo favorito no torneio, o australiano de 19 anos e número 31 do mundo é uma das revelações da temporada. De Minaur ocupava apenas o 208º lugar do ranking no dia 1º de janeiro e, em duas semanas, saltou para o 167º lugar depois de uma semifinal em Brisbane e um vice-campeonato em Sydney. A chegada ao top 100 aconteceu em junho, após bons resultados em challengers na grama. Já em agosto, foi finalista do ATP 500 de Washington.
  • Taylor Fritz: O norte-americano de 21 anos chama atenção do circuito desde que foi número 1 do ranking mundial juvenil em 2015 e alcançou uma final de ATP em Memphis no ano seguinte. Depois de lidar com muitas lesões no joelho e resultados aquém do esperado em duas temporadas seguidas, Fritz teve o melhor ano da carreira em 2018 e enfim debutou no top 50 nesta segunda-feira, quando aparece no 47º lugar.
  • Andrey Rublev: O russo de 21 anos e 68º colocado ficou três meses sem jogar, entre abril e julho, por conta de uma lesão nas costas. Como não conseguiu defender o título do ATP 250 de Umag, conquistado no ano passado, caiu do ranking e aparece distante de seu recorde pessoal, que foi a 31ª posição alcançada em fevereiro. Seu resultado de maior destaque na temporada foi a semifinal no ATP 500 de Washington.
  • Liam Caruana: Convidado para a disputa do torneio, Caruana tem 20 anos e é apenas o número 622 do mundo. A melhor marca de sua carreira foi o 375º lugar, obtido em fevereiro. O italiano precisou vencer três jogos durante a seletiva nacional e buscou viradas contra Luca Giacomini e Raul Brancaccio nas rodadas decisivas. Caruana tem um título de future e sete vitórias em challenger na carreira.

PROGRAMAÇÃO: No primeiro dia do torneio, Tsitsipas e Munar abrem o Grupo A às 11h, seguidos pelo duelo entre Rublev e Fritz pelo Grupo B. A rodada continua às 16h30 com Tiafoe e Hurkacz pela primeira chave, enquanto De Minaur será desafiado por Caruana na sequência da programação. A programação da segunda rodada do torneio depende dos resultados do primeiro dia.

https://twitter.com/nextgenfinals/status/1059196543075528704

Junior Masters começa nesta quarta. Veja quem joga!
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 23, 2018 às 11:32 pm

A quarta edição do ITF Junior Masters dá a largada na madrugada desta quarta-feira. Serão cinco dias de disputa com os dezesseis melhores juvenis da temporada nas quadras duras do Sichuan International Tennis Center, na cidade chinesa de Chengdu. Os grupos da chave masculina levam os nomes de SHUAI e YONG. Já as chaves femininas se chamam LI e LIANG.

Particularmente, considerando este torneio até mais interessante que o Next Gen ATP Finals no sentido de apresentar o futuro do esporte. São jogos com formato tradicional e com jogadores tendo destaque pela primeira vez, enquanto o evento da ATP em Milão apresenta nomes que já são conhecidos do público que acompanha o circuito com mais afinco. Os problemas do evento da ITF: Ser disputado na China, não ter transmissão de TV e coincidir datas com o WTA Finals.

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GRUPO LIANG

  • Xiyu Wang: Líder do ranking munial juvenil, a canhota Xiyu Wang foi campeã juvenil do US Open e semifinalista em Wimbledon. Já com 18 anos, a chinesa aparece no 194º lugar do ranking da WTA e tem dois títulos profissionais de nível de ITF de US$ 25 mil.
  • Clara Burel: Vice-líder do ranking da ITF, Burel vem de um vice-campeonato nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires. A francesa de 17 anos também foi vice-campeã em dois Grand Slam, na Austrália e nos Estados Unidos. Como profissional, a francesa está no 605º lugar na WTA.
  • Maria Camila Osorio Serrano: A colombiana de 16 anos fará sua segunda participação no Junior Masters. Na temporada passada, ela não passou da fase de grupos em Chengdu. Logo no início de 2018, Osório Serrano venceu 20 jogos seguidos no saibro Sul-Americano e conquistou cinco títulos nos seis primeiros torneios que disputou. Nas últimas semanas, foi semifinalista do US Open e dos Jogos da Juventude e aparece no 723º lugar do ranking profissional.
  • Eleonora Molinaro: A luxemburguesa de 18 anos é a 14ª colocada no ranking da ITF e chegou ao oitavo lugar em junho. Ela venceu quatro títulos na temporada juvenil, com destaque para o Trofeo Bonfiglio em Milão. Vencedora de dois títulos profissionais, Liang é agora a 393ª colocada na WTA.

GRUPO LI

  • Xinyu Wang: A chinesa de 17 anos começou a temporada disputando a chave principal do Australian Open, para onde ganhou convite depois de vencer um playoff asiático. Ela venceu em agosto seu primeiro título profissional em um ITF na Tailândia e ocupa 343º lugar. Como juvenil, foi semifinalista na Austrália e em Wimbledon, onde conquistou dois títulos de duplas.
  • En Shuo Liang: A taiwanesa de 18 anos chegou a ocupar a vice-liderança no ranking da ITF e aparece atualmente na sexta posição. Logo no início da temporada, foi campeã de simples e duplas no Australian Open da categoria. Como profissional, aparece na 283ª colocação e venceu seu primeiro título de ITF.
  • Clara Tauson: Com apenas 15 anos, a dinamarquesa chega embalada pelo título da Osaka Mayor’s Cup, torneio ITF GA disputado na semana passada em solo japonês. Durante a campanha, venceu dois jogos por duplo 6/0 e aplicou sete ‘pneus’ nas adversárias. Tauson também venceu o European Junior Championships e foi finalista do Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre.
  • Leylah Fernandez: Canhota de 16 anos, a canadense se destacou em solo brasileiro ao vencer o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre em março. Fernandez também foi semifinalista em Roland Garros e chegou às quartas no US Open.

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GRUPO SUAI

  • Chun Hsin Tseng: O taiwanês de 17 anos é o número 1 do ranking mundial juvenil e conquistou dois títulos de Grand Slam consecutivos, em Roland Garros e Wimbledon, façanha que não foi obtida desde Gael Monfils em 2004. Tseng também já começa a se destacar entre os profissionais, venceu três torneios de nível future e ocupa o 437º lugar do ranking mundial.
  • Adrian Andreev: Quinto colocado no ranking da ITF, o búlgaro de 17 anos. Seu principal resultado em simples foi o título do Trofeo Bonfiglio, no saibro italiano de Milão em maio. Nas duplas, foi campeão do US Open e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude. Como profissional, venceu um jogo por seu país na Copa Davis e foi convidado para a disputa do ATP 250 de Sófia em fevereiro.
  • Nicolas Mejia: Formado nos Estados Unidos, Mejia treina na renomada IMG Academy e fez sua última temporada como juvenil. Ele alcançou o quarto lugar do ranking em julho e aparece atualmente na oitava posição. O colombiano de 17 anos foi medalhista de prata nas duplas mistas dos Jogos Olímpicos da Juventude. Mejia também protagonizou uma batalha de 4h24 na semifinal do torneio juvenil de Wimbledon, quando foi superado pelo britânico Jack Draper por 7/6 (7-5), 6/7 (6-8) e 19/17.
  • Tao Mu: Convidado para a disputa do ITF Junior Masters, Mu será o representante da casa em Chengdu. O chinês de 18 anos aparece atualmente na 18ª colocação no ranking da ITF. Seu resultado mais expressivo foi uma semifinal alcançada na grama de Wimbledon. Embora seja o jogador com pior ranking entre os participantes, o anfitrião tenta repetir o feito do finlandês Emil Ruusuvuori, que venceu a edição passada quando era o 15º colocado.

GRUPO YONG

  • Hugo Gaston: O francês de 18 anos vem embalado pela conquista da medalha de ouro na chave nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. O vice-líder do ranking mundial juvenil também tem foi campeão de duplas no Australian Open, onde também fez quartas em simples. No início de sua carreira profissional, Gaston venceu um future de duplas no saibro francês de Grasse.
  • Sebastian Baez: Promessa do tênis argentino, Baez fará sua segunda participação seguida no Junior Masters e ficou em quarto lugar na edição passada. O argentino de 17 anos se destacou no começo da temporada com títulos do Banana Bowl e do Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre e chegou a vencer 15 jogos seguidos no Brasil antes de cair para Gilbert Klier na Copa Paineiras em São Paulo. Nos Grand Slam, destaque para o vice-campeonato em Roland Garros, já no início da carreira profissional, acumula três semfinais de future.
  • Lorenzo Musetti: Finalista da chave juvenil do US Open, em que perdeu para o paranaense Thiago Wild, Musetti aparece atualmente no sétimo lugar do ranking da ITF. O italiano de apenas 16 anos também chegou às quartas de final na grama de Wimbledon e ainda tem duas temporadas como juvenil pela frente. Ele só disputou dois torneios como profissional.
  • Brandon Nakashima: O norte-americano de 17 anos atingiu o décimo lugar do ranking juvenil em setembro e hoje aparece na 13ª posição. Nakashima chegou embalado a Wimbledon depois de ter vencido um ITF G1 na grama de Roehampton na semana anterior, mas não conseguiu confirmar a boa fase e não passou da segunda rodada do Grand Slam britânico.

BRASILEIROS MIRAM O PROFISSIONAL – Dois jogadores brasileiros aparecem atualmente entre os dez melhores juvenis do mundo, o paranaense Thiago Wild e o brasiliense Gilbert Klier Júnior. Embora tivessem condições de classificação para o evento, ambos já estão com 18 anos e priorizam as competições profissionais. Wild joga uma série de challengers no saibro sul-americano, enquanto Klier tenta qualis de future em solo nacional.

HISTÓRIA DO TORNEIO – O russo Andrey Rublev e a chinesa Xu Shilin foram campeões da edição inaugural em 2015. No ano seguinte, os títulos ficaram com o sul-coreano Seong Chan Hong e com a russa Anna Blinkova. Já em 2017, o finlandês Emil Ruusuvuori e a ucraniana Marta Kostyuk conquistaram a competição.

Andrey Rublev venceu a edição inaugural do torneio em 2015

Andrey Rublev venceu a edição inaugural do torneio em 2015

Rublev já 76º do mundo na ATP aos 21 anos e chegou ao 31º lugar em fevereiro, Hong também está com 21 anos e ocupou o 343º lugar, mas aparece atualmente apenas na 655ª posição. Já Ruusuvuori é o 318º do mundo aos 19 anos e está com o melhor ranking da carreira.

No feminino, destaque para a atual campeã Kostyuk, que chegou à terceira rodada do Australian Open e já é 121ª do mundo. Blinkova alcançou o top 100 na última segunda-feira, ao ocupar o 97º lugar. Por sua vez, Shilin é a 255ª colocada na WTA aos 20 anos.

TRANSMISSÃO – Nos dois primeiros anos, a ITF disponibilizava transmissão ao vivo pelo YouTube. A estratégia deve ser retomada a partir da fase final do torneio no fim de semana. Em 2017, foi feita uma parceria com o Olympic Channel, mas o site não anunciou transmissões para este ano. Já o placar ao vivo está disponível neste link.

Jogos da Juventude: Por onde andam os medalhistas?
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 12, 2018 às 9:19 pm

As finais do tênis nos Jogos Olímpicos da Juventude estão marcadas para este fim de semana em Buenos Aires. No sábado, o público argentino terá a oportunidade de torcer pelo anfitrião Facundo Diaz Acosta, que disputa o título contra o francês Hugo Gaston. O jogo está marcado para às 9h45 (de Brasília), com transmissão do site da ITF e do Olympic Channel. A França também tem representação na final feminina, que acontece no domingo, com Clara Burel enfrentando a eslovena Kaja Juvan. A disputa do bronze será neste sábado entre a colombiana Maria Camila Osorio Serrano e a chinesa Xinyu Wang.

Nesta sexta-feira, o tênis brasileiro pôde comemorar a medalha de bronze de Gilbert Klier Júnior. Único representante nacional na competição, o brasiliense de 18 anos ficou em terceiro lugar na chave masculina de simples. Ele vencia a disputa pelo bronze contra o búlgaro Adrian Andreev por 6/4 e 3/1 quando o rival abandonou por lesão nas costas. A medalha de Klier é a terceira da história do país em competições olímpicas no tênis. As duas anteriores vieram na edição passada das Olimpíadas dos jovens, no ano de 2014 na cidade chinesa de Nanjing. Na ocasião, o gaúcho Orlando Luz foi medalhista de prata em simples e ouro nas duplas, em parceria com o paulista Marcelo Zormann.

As duas edições anteriores dos Jogos Olímpicos da Juventude foram realizadas na Ásia, primeiro em Cingapura no ano de 2010 e depois em Nanjing. Entre seus medalhistas de simples, alguns tenistas já confirmaram a condição de jovens promessas, outros ainda seguem em busca de um lugar na elite do tênis mundial, enquanto outros se perderam pelo caminho. Veja como cada um está na atualidade.

NANJING 2014

Masculino
– Ouro: Kamil Majchrzak (POL)
– Prata: Orlando Luz (BRA)
– Bronze: Andrey Rublev (RUS)

Entre os medalhistas de 2014, Rublev é quem mais se destaca na atualidade, embora Orlandinho e Majchrzak vivam o melhor momento de suas carreiras.

Entre os medalhistas de 2014, Rublev é quem mais se destaca na atualidade, embora Orlandinho e Majchrzak vivam o melhor momento de suas carreiras. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Bronze na China, Rublev conseguiu se estabelecer primeiro entre os grandes jogadores. Atualmente com 20 anos, o jovem russo aparece no 73º lugar do ranking mundial e chegou a ocupar a 31ª posição. Ele já tem aum título de ATP 250, conquistado no saibro croata de Umag no ano passado, além de ter chegado às quartas de final do US Open de 2017.

Medalhista de Prata, o gaúcho Orlando Luz está com 20 anos. Há uma semana, o ex-líder do ranking mundial juvenil atingiu sua melhor marca como profissional, na 385ª posição. Treinando na Espanha desde o início do ano, Orlandinho aparecia apenas no 725º lugar em janeiro e já disputou três finais de future na temporada, com dois títulos. Já o polonês Kamil Majchrzak, campeão em 2014, está com 22 anos e ocupa o 178º lugar do ranking mundial, melhor marca de sua carreira, e já atingiu duas finais de challenger.

Vale destacar também a situação de Marcelo Zormann, hoje com 22 anos. Voltando a 2014, ele e Orlando Luz chegavam à China vindos do título juvenil de duplas em Wimbledon e conquistaram outro título de expressão. A final disputada em Nanjing foi contra dois russos que atualmente se destacam no circuito, o já citado Rublev e o atual 27º do ranking Karen Khachanov. Zormann tem três títulos de future, venceu quatro jogos de challenger na carreira e alcançou o 467º lugar do ranking. Atualmente na 889ª posição, o paulista de Lins decidiu fazer uma pausa na carreira para tentar superar a depressão e falou abertamente sobre seu momento pessoal em recente entrevista ao TenisBrasil.

Feminino
– Ouro: Xu Shilin (CHN)
– Prata: Iryna Shymanovich (BLR)
– Bronze: Akvile Parazinskaite (LTU)

Nenhuma das medalhistas em 2014 chegou ao top 100 da WTA e a lituana Akvile Parazinskaite já não joga mais profissionalmente

Nenhuma das medalhistas em 2014 chegou ao top 100 da WTA e a lituana Akvile Parazinskaite já não joga mais profissionalmente. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Nenhuma das três medalhistas da chave feminina em Nanjing chegou ao top 100 no ranking da WTA. A lituana Akvile Parazinskaite, que ficou em terceiro lugar na cidade chinesa, não joga profissionalmente desde 2016, está sem ranking e teve como a melhor marca da carreira o 623º lugar.

Campeã em casa há quatro anos, a chinesa Xu Shilin chegou a liderar o ranking mundial juvenil e quase alcançou o top 200 entre as profissionais. Seu recorde pessoal foi o 202º lugar, alcançado em julho de 2016 e ela atualmente ocupa a 294ª colocação aos 20 anos. Vice em Nanjing, a bielorrussa Iryna Shymanovich está com 21 anos, ocupa o 490ª lugar na WTA e o melhor ranking de sua carreira foi o 367º lugar, alcançado ainda em 2014.

Se por um lado, nenhuma das medalhistas conseguiu vingar no circuito, a chave do torneio olímpico de Nanjing contou com duas jogadoras com evidente destaque na atualidade. A letã Jelena Ostapenko, que foi campeã de Roland Garros no ano passado e está no 18º lugar no ranking e a atual 14ª colocada russa Daria Kasatkina. A tcheca Marketa Vondrousova, atual 68ª do mundo, e a norte-americana Sofia Kenin, 50ª, também atuaram naquela competição.

CINGAPURA 2010

Feminino
– Ouro: Daria Gavrilova (RUS)
– Prata: Saisai Zheng (CHN)
– Bronze: Jana Cepelova (SVK)

Zheng está com seu melhor ranking, Gavrilova chegou ao top 20 no ano passado e Cepelova já foi top 50 e tem vitória sobre Serena Williams no currículo

Zheng está com seu melhor ranking, Gavrilova chegou ao top 20 no ano passado e Cepelova já foi top 50 e tem vitória sobre Serena Williams no currículo. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

O pódio feminino da edição inaugural das Olimpíadas dos Jovens é o que mais confirmou as expectativas entre suas medalhistas, a começar pela campeã Daria Gavrilova. Atualmente com 24 anos e no 34º lugar do ranking, a jogadora nascida em Moscou ainda defendia a Rússia antes de assumir a nacionalidade australiana em 2015. Gavrilova conquistou o título do WTA Premier de New Haven em agosto do ano passado e chegou a figurar entre as 20 melhores tenistas do mundo.

Vice-campeã em Cingapura, Saisai Zheng vive o melhor momento da carreira aos 24 anos ao ocupar o 58º lugar do ranking. A chinesa alcançou pela primeira vez ao top 60 ainda em 2016, mas conviveu com problemas físicos. Ela ficou seis meses sem jogar por lesão no joelho direito e até saiu do top 100, mas vem recuperando posições desde julho, quando foi finalista do WTA de Nanchang.

Já a eslovaca Jana Cepelova está com 25 anos, chegou a ser top 50 e atualmente ocupa o 273º lugar do ranking. Ela tem uma expressiva vitória sobre Serena Williams, obtida na campanha até o vice-campeonato do Premier de Charleston, em 2014. A chave em Cingapura ainda tinha nomes como Elina Svitolina e Moninca Puig.

Masculino
– Ouro: Juan Sebastian Gomez (COL)
– Prata: Yuki Bhambri (IND)
– Bronze: Damir Dzumhur (BIH)

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez aparece atualmente apenas no 1.572º lugar do ranking da ATP

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez aparece atualmente apenas no 1.572º lugar do ranking da ATP. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez chegou a liderar o ranking mundial juvenil em 2010, ano em que completou 18 anos. Atualmente, ocupa a modesta posição de número 1.572 no ranking da ATP com somente dois pontos conquistados. Em sua carreira profissional, possui apenas um título de future em simples e mais sete de duplas e seu recorde pessoal no ranking foi o 496º lugar, alcançado em 2015.

O indiano Yuki Bhambri é o atual 97º do mundo e chegou à 83ª posição em abril deste ano. Já o bósnio Damir Dzumhur é quem conseguiu se manter na elite do circuito. O jogador de 26 anos já tem três títulos de ATP, aparece atualmente no 39º lugar do ranking e tem como recorde pessoal a 23ª colocação, alcançada em julho último.

Next Gen Finals testa novas regras e tem sorteio constrangedor
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 6, 2017 às 7:07 pm

Novidade no calendário, a edição inaugural do Next Gen ATP Finals começa nesta terça-feira em Milão. A cidade italiana tem contrato para organizar o evento com sete melhores do ranking com até 21 anos e mais um convidado local até 2021. Mas o evento que deveria apenas para promover a nova geração do circuito, movimentar uma semana sem competições e testar regras diferentes para  o esporte já trouxe uma dor de cabeça para a ATP e para a Federação Italiana de Tênis antes mesmo de começar.

O centro da polêmica está na forma pouco convencional que os organizadores optaram para realizar o sorteio das chaves. Cada um dos oito jogadores do precisaria escolher uma modelo e desfilar com ela em uma passarela. Mas o que poderia ser apenas uma proposta descontraída teve uma execução de péssimo gosto, já que era preciso tirar uma peça de roupa das meninas para saber se você estava no Grupo A ou no Grupo B. O constrangimento e o incômodo de alguns participantes com a situação era visível.

Não demorou para que as imagens se espalhassem e a comunidade do tênis reagisse negativamente ao ocorrido. As ex-líderes do ranking  Amelie Mauresmo e Bille Jean King, a jogadora francesa Alizé Cornet, além de Judy Murray que é treinadora além de mãe de Andy e Jamie Murray, foram alguns nomes que se manifestaram contra o deprimente espetáculo. A ideia também não foi bem recebida por muitos dos fãs que assistiram aos vídeos.

https://twitter.com/alizecornet/status/927450010823704577

Por meio de nota, já nesta segunda-feira, a ATP e a Red Bull que é uma das principais patrocinadoras do torneio já tiveram que se explicar: “A ATP e a Red Bull pedem desculpas pelas ofensas causadas durante o sorteio das chaves do Next Gen ATP Finals. A intenção era integrar o evento com o rico legado que Milão possui como uma das capitais da moda em todo o mundo. Entretanto, a execução foi de muito mau gosto e inaceitável. Nós lamentamos muito por isso e asseguramos que nada parecido com isso irá se repetir no futuro”.

Diante da repercussão negativa, um evento que em tese serviria para atrair um público mais jovem acabou falhando feio logo de cara. Cenas como as do último domingo passam longe de quem quer vender a imagem de um produto de elite. Além disso, em uma cidade com tanto apelo turístico e histórico como é Milão, os organizadores perderam a oportunidade de aproximar os jogadores dos fãs ao restringir um raro encontro entre os oito participantes do torneio a um evento fechado que se transformou em um espetáculo deprimente.

Ações de interação entre atletas e o público foram mais pontuais e com poucos nomes envolvidos, como a visita de Hyeon Chung ao estádio San Siro ou o bate-bola entre Denis Shapovalov e Daniil Medvedev em dois dos principais pontos turísticos do centro de Milão, a Piazza del Duomo e a Galeria Vittorio Emanuele, que ficam praticamente lado a lado.

Talvez uma imagem com todos os oito jogadores diante dessas duas construções históricas de Milão (ou na frente do Castello Sforzesco que fica a menos de dez minutos a pé) e a participação do público da cidade e de turistas no sorteio causassem maior impacto e um retorno positivo. Dá para fazer muita coisa legal com esse produto nas mãos e os organizadores terão toda uma edição pela frente e mais outros quatro anos para aprimorar a relação do torneio com seu público no futuro.

Quem joga? – O Grupo A ficou com o russo Andrey Rublev, o canadense Denis Shapovalov, o sul-coreano Hyeon Chung e o italiano convidado Gianluigi Quinzi. Já o Grupo B tem os russos Karen Khachanov e Daniil Medvedev, o croata Borna Coric e o norte-americano Jared Donaldson.

  • Andrey Rublev: Jogador de melhor ranking no torneio ao ocupar o 37º lugar, Rublev teve uma rápida ascensão no segundo semestre. Ex-número 1 juvenil, o russo de 20 anos entrou no top 100 no final de junho e já saltou para o top 50 no mês seguinte com o tíutlo do ATP de Umag. Outro ganho expressivo de posições veio após a boa campanha no US Open, em que foi até as quartas de final.
  • Denis Shapovalov: O canhoto de 18 anos é provavelmente o nome mais conhecido no Next Gen Finals. Shapovalov levantou a torcida durante o Masters 1000 de Montréal, vencendo nomes como Rafael Nadal e Juan Martin del Potro no caminho até as semifinais. Seu grande momento continuou no US Open, em que chegou às oitavas de final depois de derrubar Jo-Wilfied Tsonga. O promissor canadense começou a temporada no 234º lugar e hoje aparece na 51ª posição.
  • Hyeon Chung: Dono de oito títulos de nível challenger, o sul-coreano de 21 anos teve indas e vindas no top 100 ao longo das últimas três temporadas por conta de lesões no músculo abdominal e no tornozelo esquerdo. Jogando sem dor, chegou ao melhor ranking da carreira em setembro, quando esteve no 44º lugar e termina a temporada na 54ª posição.
  • Gianluigi Quinzi: O canhoto de 21 anos foi número 1 do ranking juvenil em 2013, ano em que foi campeão de Wimbledon na categoria. Convidado após vencer um torneio classificatório entre jovens jogadores italianos no fim de semana, Quinzi tem uma trajetória modesta no tênis profissional com nove títulos de future e apenas 36 vitórias em nível challenger na carreira. Ele só venceu um jogo em chaves principais de ATP e está no 306º lugar do ranking, depois de ter sido o 226º colocado em maio.

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  • Karen Khachanov: Atual 45º do ranking, Khachanov chegou ao 29º lugar em agosto. O russo que se formou como tenista na Espanha e é treinado por Galo Blanco se destacou na temporada de saibro, chegando às quartas em Barcelona e oitavas em Roland Garros, além de ser semifinalista na grama alemã de Halle. Ele já tem um título de ATP, obtido ainda em 2016, em Chengdu.
  • Daniil Medvedev: Finalista do ATP de Chennai na primeira semana da temporada, o russo de 21 anos terminou 2017 no 65º lugar do ranking. Ele se destacou nos torneios da grama, ao chegar às quartas em s-Hertogenbosch e Queen’s, além de ser semifinalista em Eastbourne. Embalado, derrubou o número 3 do mundo Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon, mas se despediu na fase seguinte.
  • Borna Coric: O croata de 20 anos é o participante com mais tempo em evidência, já que entrou no top 100 ainda em outubro de 2014, ano em que conseguiu a primeira de suas seis vitórias contra top 10 ao derrotar Rafael Nadal na Basileia. Ex-número 33 e atual 48º do ranking, Coric comemorou este ano seu primeiro título de ATP no saibro marroquino de Marrakech.
  • Jared Donaldson: Atual 55º do ranking, Donaldson aproveitou as chances que teve nos grandes torneios. Nove de suas 21 vitórias de nível ATP na temporada foram em Masters 1000 e outras três aconteceram em Grand Slam. Assim, o norte-americano de 21 anos conseguiu até ser top 50 no mês de outubro. Seu resultado de maior destaque foi a chegada às quartas em Cincinnati.

A programação desta terça-feira começa às 11h (de Brasília) com o duelo russo entre Khachanov e Medvedev, seguido pelo encontro entre Shapovalov e Chung. A partir das 16h30, Coric enfrenta Donaldson, enquanto Rublev e Quinzi fecham a rodada.

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Novas regras – Diferente do que acontece no circuito, os jogos acontecem em formato FastFour. As disputas serão em cinco sets que são definidos quando um jogador vence quatro games. Em caso de empate por 3/3, será disputado um tiebreak. Além disso, os games serão em formato no-ad, como já acontece no circuito de duplas, com ponto decisivo em caso de 40 iguais.

O evento também irá testar uma redução no tempo de aquecimento, com apenas cinco minutos de intervalo entre a chegada dos jogadores à quadra e a disputa do primeiro ponto. Outras novidades são o uso de um relógio de 25 segundos para medir o tempo entre os saques e não marcação do Let. Os jogadores poderão também se comunicar com seus técnicos. Mas isso só será permitido nos intervalos entre os sets caso um atleta deixe a quadra para ir ao vestiário.

Mais polêmicas – Alguns dos testes de regra também geram polêmica. Uma delas é a retirada de todos os juízes de linha do torneio, já que todas as marcações serão revistas eletronicamente e em tempo real. Também chama atenção a autorização para que o público se movimente na arena durante a disputa dos pontos.

Vale o quê? Por conta da limitação dos participantes por idade não seria justo que o torneio distribuísse pontos no ranking. Afinal, quem está acima da idade não teria a oportunidade de jogar o torneio e acabaria prejudicado. O evento, entretanto, distribui boa premiação em dinheiro. Do montante de US$ 1,275 milhão, o campeão pode levar US$ 390 mil se vencer o torneio de forma invicta.

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Transmissão – O canal Bandsports exibe o Next Gen ATP Finals para o Brasil. No site da emissora só constam horários de exibição a partir da próxima quinta-feira, mas já nos guias de programação das operadoras já mostram horários disponíveis a partir desta terça. Vale dar uma conferida no canal no horário das partidas. Assinantes da NET ou ClaroTV também têm acesso ao Bandsports por meio do site e aplicativo NOW. Já os clientes da Sky, Vivo e Algar Telecom podem assistir à programação do canal por login no próprio site da emissora.

A festa dos coadjuvantes
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 4, 2017 às 5:06 am

Há uma semana, falávamos sobre a busca de Alexander Zverev pelo papel de protagonista neste US Open, especialmente após os grandes resultados nos torneios preparatórios e diante de uma chave que oferecia a possibilidade de obter seu primeiro resultado expressivo em Grand Slam. Como todos vimos, Zverev não cumpriu as expectativas e se se despediu precocemente ainda na segunda rodada. Mas se o alemão não conseguiu seu papel principal, outros jovens coadjuvantes roubaram a cena e brilharam durante a primeira semana do Grand Slam americano.

O primeiro jovem a se destacar foi Borna Coric, que foi o próprio algoz de Zverev na segunda fase. O duelo da nova geração na quadra Grandstand foi um dos melhores da chave masculina até aqui e teve uma atuação de gala do croata, que rivaliza com o alemão desde os tempos de juvenil e já venceu os dois encontros entre eles na elite do circuito.

https://twitter.com/borna_coric/status/903224202605494272

Tal como Zverev, ainda falta a Coric um grande resultado em Slam, já que ele jamais passou da terceira rodada, mas é inegável que o ex-número 33 e atual 61º do ranking já poderia ter ido muito mais longe se não fosse a lesão e cirurgia no joelho direito, realizada em setembro do ano passado. Suas seis vitórias contra top 10, sendo três delas este ano e o título do ATP de Casablanca, dão indício de que o croata de 20 anos pode e merece alçar voos mais altos.

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Kasatkina venceu o duelo da nova geração contra Ostapenko

Em um cenário muito parecido, Daria Kasatkina eliminou Jelena Ostapenko pela terceira rodada da chave feminina e já está nas oitavas de final. Este é o melhor resultado em Grand Slam para a russa de 20 anos e 36ª do ranking, que já chegou a ocupar o 24º lugar. Adversária da veterana Kaia Kanepi nas oitavas, Kasatkina é uma das poucas atletas restantes na chave feminina, que aposta muito mais no jogo sólido do fundo de quadra em vez de bolas mais pesadas e agressivas.

A vitória sobre Ostapenko, atual campeã de Roland Garros, reedita o resultado do último duelo anterior entre elas. As duas jogadoras nascidas em 1997 já haviam se enfrentado na final de Charleston, em abril, quando Kasatkina conquistou seu primeiro título da carreira. Na época, a russa dava sinais de evoluiria mais rápido diante de uma letã que arriscava tudo. Mas a ajuda da veterana Anabel Medina Garrigues, Ostapenko aprendeu a trabalhar melhor os pontos e se desenvolveu no piso em que tinha mais dificuldade para conquistar o Grand Slam parisiense.

 

Denis Shapovalov foi outro que brilhou durante o Grand Slam americano, com direito a mais uma expressiva vitória em sua carreira, ao eliminar o experiente francês Jo-Wilfried Tsonga numa sessão noturna do Arthur Ashe Stadium. A queda precoce de Zverev, aliás, foi um dos fatores que levou a organização do torneio marcar três jogos seguidos do carismático canadense no estádio principal.

A experiência de disputar as partidas contra Kyle Edmund e Pablo Carreño Busta foi engrandecedora para o canhoto de 18 anos que, se ainda não pode ser consider favorito em nenhum desses jogos, pôde entrar numa quadra grande com uma perspectiva diferente daquela de franco-atirador contra um grande nome. Nesses dois jogos e até mesmo diante do cabeça 8 francês, Shapovalov era a atração principal e a razão para que aquelas partidas fossem disputadas no Ashe (basta a diferença na reação do público no vídeo acima). Isso algo que ele precisa se acostumar nesse processo para se tornar uma nova estrela.

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Osaka voltou ao Ashe um ano depois de frustrante derrota para Keys

Outra coadjuvante a aprontar no Ashe foi a japonesa de 19 anos Naomi Osaka, que despachou a atual campeã Angelique Kerber. A vitória por 6/3 e 6/1 diante da canhota alemã foi a primeira de Osaka contra uma top 10 e marcou sua volta à maior quadra de tênis do mundo, um ano depois de ter sofrido uma incrível virada contra Madison Keys pela terceira rodada do Slam americano. Havia possibilidade de um duelo de jovens contra Kasatkina, mas a japonesa caiu para Kanepi no último sábado.
Já o russo Andrey Rublev segue vivo na chave e tenta se tornar o mais jovem jogador nas quartas do US Open desde Andy Roddick em 2001. Para isso, precisa vencer David Goffin nesta segunda-feira. O tenista de 19 anos só tinha duas vitórias em chaves principais de Slam antes de chegar a Nova York, onde já obteve três triunfos. Ele também nunca havia derrotado um top 10 em três tentativas e foi superar logo o nono colocado e cabeça 7 búlgaro Grigor Dimitrov, vindo de título do Masters 1000 de Cincinnati.

O crescimento de Rublev no ranking é expressivo. Pouco mais de três meses depois de entrar pela primeira vez no top 100, o russo começa a se estabelecer entre os cinquenta melhores. O atual 53º colocado, que deve subir para o 43º lugar, chegou a ocupar a 49ª posição por uma semana, logo após conquistar seu primeiro título do ATP, no saibro croata de Umag em julho.

Começou o juvenil

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

Marta Kostyuk e Marko Miladinovic venceram forte torneio canadense na última semana

As chaves juvenis do US Open deram a largada no último domingo, infelizmente com as eliminações precoces de Thaísa Pedretti e Gabriel Décamps. O tênis brasileiro ainda contra com o paranaense Thiago Wild e com o paulista Matheus Pucinelli, que entrou por Special Exempt, após chegar à final do ITF G1 de Quebec na última semana.

A chave masculina é encabeçada pelo argentino Axel Geller, destaque nos torneios na grama, e pelo chinês Yibind Wu. Já o feminino tem como principais nomes a americana Whitney Osuigwe e a ucraniana Marta Kostyuk, respectivas campeãs de Roland Garros e do Australian Open.

Aconteceram dois bons torneios preparatórios nas últimas semanas: Em Maryland, o colombiano Nicolas Mejia e a australiana Jaime Fourlis (que já jogou chave principal de Roland Garros) triunfaram de simples e duplas. Já no Canadá, os títulos ficaram com a já citada Kostyuk no feminino e com o sérvio Marko Miladinovic entre os meninos, ao vencer Pucinelli na decisão.

Com ’empurrãozão’, Rublev é top 100
Por Mario Sérgio Cruz
junho 26, 2017 às 10:46 pm

O top 100 do ranking masculino tem uma novidade nesta segunda-feira. O russo Andrey Rublev aparece com a melhor marca da carreira aos 19 anos, ocupando o 92º do lugar após a boa campanha até as quartas de final no ATP 500 de Halle.

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As vitórias sobre o espanhol Albert Ramos e o compatriota Mikhail Youzhny renderam um salto de 14 posições e o debute na lista dos cem melhores do mundo. Convidado no torneio, Rublev caiu para o também russo Karen Khachanov, que é dois anos mais velho e também garantiu seu melhor ranking ao chegar ao 34º posto.

Se a arrancada de Rublev no ranking foi tardia para a vaga direta em Wimbledon, ao menos a campanha na grama alemã serve como embalo para o russo que já estreou no quali para o Grand Slam britânico nesta segunda-feira com vitória por duplo 6/3 sobre o português João Domingues. Seu próximo rival é o irlandês James McGee.

Empurrãozão – Entre o final de 2014, ano em que foi campeão juvenil de Roland Garros, e a boa campanha em Halle na semana passada, Rublev já recebeu 16 convites para chaves principais de ATP, dos quais quatro foram para Masters 1000.

Das dezesseis vitórias em nível ATP que ele possui na carreira, dez vieram em torneios em que ele entrou como convidado. É inegável que o russo teve um “empurrãozão” e bem mais oportunidades que outros jogadores de sua geração, mas temos que destacar também que ele aproveitou boa parte das chances que teve.

Contestado – Rublev já teve alguns problemas de comportamento em quadra. Um dos que puxaram a orelha do russo foi o veterano Fernando Verdasco, depois de uma derrota para o jovem no ATP de Barcelona em 2015. O experiente espanhol afirmou: “Estou surpreso com o quão rude ele é para alguém de 17 anos. Ele não mostra nenhum respeito pelos adversários”.

À época próprio Rublev rebateu as acusacões: “Eu fico completamente louco quando comemoro alguns pontos, mas se o Cristiano Ronaldo faz isso, por que eu não posso fazer?”, disse o russo. “Não deve ser fácil enfrentar um jovem como eu e perder”.

Outro que já reclamou do mau comportamento em quadra do russo foi o argentino Renzo Olivo, por meio das redes sociais.

 

Por ora, não houve nenhuma denúncia ou punição formal contra Rublev, o que pode sinalizar que a má conduta em quadra tenha ficado no passado.

Boy Band – Mas se há um passado a realmente ser condenado do Rublev não é de suas explosões em quadra quando era recém-saído do juvenil. A boy band russa é muito pior.

Sensação canadense – Na semana anterior, quem se destacou foi o canadense Felix Auger-Aliassime com o título do challenger de Lyon. O jovem de apenas 16 anos saltou para o 231º lugar com a conquista (e já ganhou mais duas posições nesta semana).

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Com isso, Aliassime se tornou o quarto jogador desde 2000 a conseguir um lugar entre os 250 melhores com 16 anos, juntando-se a Rafael Nadal, Richard Gasquet e Juan Martin del Potro. Delpo, aliás, havia sido o último a conseguir tal feito, em 2005. O canadense também é o sétimo mais jovem vencedor de um torneio de nível challenger.

Cinco ‘adolescentes’ já venceram challengers este ano
Por Mario Sérgio Cruz
maio 16, 2016 às 7:28 pm

Ainda estamos em maio e cinco nomes da nova geração do tênis masculino já conquistaram títulos em challenger antes de completarem 20 anos de idade. Depois de Taylor Fritz, Andrey Rublev, Blake Mott e Quentin Halys, o russo Karen Khachanov se juntou ao grupo de jovens vencedores ao ficar com o troféu em Samarkland no último sábado.

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano (Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano
(Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Aqui cabe uma observação sobre o termo. Os americanos e demais países de língua inglesa usam teenager, para designar o jovem com menos de 20 anos. Como o tênis não trabalha com categorias “Sub-20″, a palavra que transmite melhor essa ideia quando traduzimos para o português, é “adolescente”, embora o termo seja usado com mais frequência por aqui para falar de quem tem menos de 18 anos.

Um exemplo de como a há uma geração muito boa por vir é um breve quadro comparativo com as últimas temporadas. Em 2014, apenas seis jogadores com menos de 20 anos venceram torneios de nível challenger. Já no ano passado, foram treze conquistas de atletas da mesma faixa etária (sendo oito títulos para quem tinha até 18 anos). Antes da metade do ano, os jovens já repetiram quase 40% dos ótimos números de 2015.

Entre os jovens vencedores deste início de temporada, os nomes de Taylor Fritz e Andrey Rublev são certamente os mais conhecidos. Ambos são ex-líderes do ranking mundial juvenil e foram campeões de Grand Slam na categoria de acesso. Em 2016, o americano venceu o challenger de Happy Valley, na Austrália, e o russo triunfou na cidade francesa de Quimper.

Para Fritz, até mesmo os challengers já são parte do passado, apesar da pouca idade. O atual 72º do mundo entrou no top 100 em fevereiro e foi finalista do ATP de Memphis. Ele já tem nove vitórias em ATP na carreira (sendo oito este ano) e monta um calendário já priorizando os grandes torneios. Por sua vez, Rublev subiu bastante graças aos treze(!) convites para chaves de ATP que já recebeu em apenas dois anos de circuito, mas ocupa ainda o 149º lugar. O jovem russo venceu dez partidas em ATP, mas só uma este ano.

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Quentin Halys foi campeão há duas semanas em Tallahassee, nos Estados Unidos. O atual 154º colocado aos 19 anos chamou a atenção pela primeira vez em janeiro, quando fez uma boa apresentação contra Novak Djokovic no Australian Open. A promessa francesa está com seu melhor ranking na carreira e foi convidado para a chave principal de Roland Garros.

Karen Khachanov é um grandalhão de 1,98m aos 19 anos. Natural de Moscou, o russo treina em Barcelona com Galo Blanco e, por isso, ganhou convite para o quali do ATP 500 espanhol. Ele aproveitou a chance e foi até às oitavas, derrotando o top 20 Roberto Bautista Agut. O russo, que foi medalhista de prata na chave de duplas dos Jogos Olímpicos da Juventude, concilia a circuito com faculdade de Educação Física. Ele aparece com o melhor ranking ao ocupar o 109º lugar e tentará o quali em Paris.

Mott é o jogador menos conhecido entre os jovens vencedores, já que não teve resultados expressivos como juvenil e ainda está no 336º lugar da ATP. Ele chegou a engatar uma sequência de nove vitórias seguidas ao ser campeão em Launceston e depois ser vice no future de Port Pirie, ambos em seu país de origem. Por ter vencido um challenger quando era 721º do mundo, é o quinto atleta de ranking mais baixo a ganhar um torneio neste nível desde 2000.

Fortes torneios juvenis na Itália – Na semana passada, falamos sobre o início da série de principais competições juvenis no saibro europeu. O tradicional evento G1 Città Di Santa Croce, na Itália, teve título masculino para o cabeça 4 australiano Alexei Popyrin, com os americanos Brandon Holt e Vasil Kyrkov nas duplas. A chave feminina teve surpresas com as eliminações precoces das favoritas Katie Swan e Charlotte Robillard-Millette e título da espanhola Eva Guerrero Alvarez, que bateu a cabeça 6 britânica Emily Appleton na decisão.

O torneio desta semana é o 57º Trofeo Bonfiglio, em Milão, que será a principal competição preparatória para Roland Garros. São seis top 10 no masculino e outras duas no evento feminino. Os brasileiros Gabriel Décamps e Felipe Meligeni Alves estão na chave principal da competição de nível GA com 250 pontos para o vencedor, além de um bônus na pontuação a partir de oitavas de final.

Zormann vence future – Uma boa notícia para a nova geração do tênis brasileiro foi o primeiro título do ano de Marcelo Zormann. O jovem paulista de 19 anos foi campeão de simples e duplas (ao lado de João Sorgi) no saibro argentino de Villa Del Dique. Ele já tem três títulos de future em cinco em duplas.