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Nova geração feminina domina o início de temporada
Por Mario Sérgio Cruz
março 18, 2019 às 9:54 pm

O título de Bianca Andreescu em Indian Wells confirma uma tendência deste início de temporada no circuito feminino. As representantes da nova geração do circuito têm conquistado os principais torneios disputados nos primeiros meses de 2019. Além disso, seis dos treze eventos do circuito já realizados na temporada foram vencidos por jogadoras com até 21 anos.

Considerando o nível de importância e os pontos distribuídos no ranking em cada competição, os três principais eventos deste início de temporada foram o Australian Open (2.000), o Premier Mandatory de Indian Wells (1.000) e o Premier 5 de Dubai (900). Atual número 1 do mundo, Naomi Osaka estava com 21 anos e dois meses quando triunfou em Melbourne e conquistou o segundo Grand Slam de sua carreira. A suíça Belinda Bencic tinha 21 anos e 11 meses em fevereiro, quando foi campeã em Dubai. Já no último domingo, a canadense de 18 anos Bianca Andreescu conquistou seu primeiro título da carreira no deserto da Califórnia.

As três jogadoras também aparecem entre as que mais venceram jogos diante de adeversárias do top 10. Bencic lidera essa estatística, com seis no total, sendo quatro delas contra rivais do top 5. Já Osaka e Andreescu acumulam três vitórias contra top 10 neste início de temporada do circuito. A única jogadora a se igualar a elas é a belga Elise Mertens, atleta de 23 anos e 14ª do ranking, que derrubou três top 10 no caminho para o título em Doha.

As três não foram as únicas jovens jogadoras a conquistar títulos neste começo de temporada. Logo na primeira semana de janeiro, a bielorrussa de 20 anos Aryna Sabalenka foi campeã na cidade chinesa de Shenzhen. Já a norte-americana Sofia Kenin, também de 20 anos, triunfou em Hobart, na Austrália, também no primeiro mês da temporada. Já em fevereiro, foi a vez de a ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska conquistar seu segundo título de WTA da carreira em Hua Hin, na Tailândia.

Além dos títulos, a nova geração também marcou presença em finais de campeonato. A própria Andreescu começou a temporada indo desde o quali até a final em Auckland, torneio em que eliminou Caroline Wozniacki e Venus Williams antes de perder para Julia Goerges no jogo decisivo. A canhota tcheca de 19 anos Marketa Vondrousova, que fez quartas em Indian Wells e eliminou Simona Halep do torneio, disputou uma final nas quadras duras e cobertas de Budapeste. Já a norte-americana Kenin, campeã em Hobart, disputou mais uma final no ano e ficou com o vice em Acapulco.

Saltos no ranking – Todas essas jogadoras tiveram boa evolução no ranking já neste começo de temporada. Osaka saiu do quinto lugar, que ocupava na virada do ano, para o posto de número 1 do mundo. Bencic, que já foi número 7 do mundo em 2016, mas sofreu com lesões que a tiraram até do top 300, vem recuperando espaço. A suíça, que ocupava o 55º lugar em janeiro, já voltou ao top 20.

O salto de Andreescu foi impressionante. A canadense era 152ª colocada quando entrou em quadra pela primeira vez na temporada em Auckland e já aparece no 24º lugar com apenas cinco torneios disputados em 2019. Kenin subiu do 52º para o atual 34º lugar, Yastremska era 58ª colocada e já aparece no 37º posto, já Vondrousova teve uma subida discreta da 67ª para a 59ª posição.

Mais novidades a caminho – A elite do circuito conta com ainda mais caras novas que estão prontas para disputar títulos no restante da temporada. A norte-americana de 17 anos Amanda Anisimova já é 67ª do ranking, enquanto a russa de mesma idade Anastasia Potapova aparece no 72º lugar. As duas já disputaram finais de WTA na temporada passada, duas para Potapova e uma para Anisimova e ainda buscam o primeiro título de suas carreiras. Quem já conseguiu ganhar um torneio foi a sérvia Olga Danilovic, que está com 18 anos e é 115ª do ranking, mas já venceu o WTA de Moscou, em quadras de saibro, no mês de julho de 2018.

Não nos esqueçamos delas – Embora não estejam repetindo os mesmos resultados que já tiveram, é obrigatório destacar Jelena Ostapenko e Daria Kasatkina, ambas com apenas 21 anos, mas com bastante rodagem em grandes torneios. Campeã de Roland Garros em 2017 e ex-número 5 do mundo, Ostapenko aparece atualmente na 23ª posição e a tem a missão de defender 650 pontos em Miami. Em 2019, a letã venceu apenas quatro jogos e perdeu sete. Já Kasatkina, que começou a temporada no top 10, venceu apenas dois jogos este ano e aparece atualmente no 22º lugar. A falta de bons resultados até fez a jovem jogadora russa encerrar a relação profissional com o treinador belga Philippe Dehaes, com quem trabalhou por dois anos.

Dez jovens que podem surpreender em 2019
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 21, 2018 às 7:39 pm

Pelo segundo ano seguido, o blog apresenta dez jovens tenistas vindos de bons resultados em 2018 e que tentam dar um salto de qualidade para se firmar na elite do circuito durante a próxima temporada, que começa em pouco mais de uma semana. O critério adotado é o mesmo do ano passado, com seis nomes do feminino e quatro do masculino com menos de 20 anos e que estejam fora do top 100 dos rankings da ATP ou da WTA.

Cori Gauff (14 anos, 875ª no ranking, Estados Unidos)

Apontada como uma das principais apostas para o futuro do tênis feminino norte-americano Cori Gauff é a jogadora mais jovem do ranking da WTA, com apenas 14 anos. Vice-líder do ranking mundial juvenil e campeã de Roland Garros na categoria, Gauff já declarou que 2018 foi seu último ano nas competições de base e quer estar entre as cem melhores jogadoras profissionais do mundo já no ano que vem. Admiradora de Serena Williams, ela treina na França, na academia de Patrick Mouratoglou, mesmo técnico da vencedora de 23 títulos de Grand Slam, e sonha poder igualar ou até superar os feitos de Serena no tênis.

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Jogadora mais jovem do ranking, Cori Gauff tem 14 anos e quer ser top 100 já em 2019

Nascida em março de 2004, Gauff só pôde disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Por isso, tem só duas vitórias no circuito aparece no 869º lugar do ranking. O regulamento da WTA impõe um limite de no máximo oito torneios profissionais até que ela complete 15 anos. Entretanto, como terminou a temporada entre as cinco melhores juvenis do mundo, poderá disputar mais quatro torneios contra mulheres adultas.

Whitney Osuigwe (16 anos, 202ª no ranking, Estados Unidos)

Outra jovem promessa norte-americana é Whitney Osuigwe, que tem apenas 16 anos. Ela tem uma trajetória parecida com a de Gauff no circuito, já que foi número 1 do ranking mundial juvenil no ano passado e campeã de Roland Garros. Já dedicada ao circuito profissional em 2018, ela saltou do 1.120º lugar para a atual 202ª posição no ranking da WTA, com direito a um título no ITF de US$ 80 mil em Tyler, no Texas, vencendo Beatriz Haddad Maia na final. Após uma temporada profissional de 23 vitórias e 12 derrotas e do salto no ranking, ela também recebeu um convite para a disputa da chave principal do Australian Open, o primeiro Grand Slam de sua carreira.

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Osuigwe tem apenas 16 anos e já aparece no 202º lugar do ranking

Marta Kostyuk (16 anos, 119ª do ranking, Ucrânia)

Kostyuk saltou 400 posições no ranking em 2018, do 518º para o 118º lugar. Ela já começou o ano já surpreendendo ao furar o qualificatório do Australian Open e chegar à terceira rodada da chave principal, caindo diante da compatriota Elina Svitolina. A campanha em Melbourne com apenas 15 anos fez dela a jogadora mais jovem a chegar à terceira rodada de um Grand Slam desde Mirjana Lucic no US Open de 1997 e a mais nova nesta fase do torneio australiano desde Martina Hingis em 1996. Mesmo disputando poucos torneios profissionais por conta das limitações de calendário impostas pela WTA, ela está muito perto de entrar no top 100 do ranking mundial.

Kostyuk mudou a mentalidade como tenista depois de se tornar profissional (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Marta Kostyuk chegou à terceira rodada do Australian Open e está perto do top 100 (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Xiyu Wang (17 anos, 211ª do ranking, China) 

A canhota Xiyu Wang foi campeã juvenil do US Open, semifinalista em Wimbledon e chegou a liderar o ranking mundial da categoria. Entre as profissionais, a chinesa de 17 anos chegou ao 180º lugar na WTA e venceu dois títulos profissionais de nível de ITF de US$ 25 mil, mas acabou sofrendo uma lesão em uma das costelas, que encerrou sua temporada ainda em outubro. Wang  também chegou a vencer um jogo no Premier de Wuhan, onde levou a favorita russa Daria Kasatkina ao tiebreak do terceiro set na rodada seguinte. Como o calendário da elite do circuito feminino conta com muitos torneios na China, é possível que a promissora atleta local seja beneficiada por convites, a começar pelo torneio de Shenzhen na primeira semana da temporada.

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Canhota chinesa de 17 anos chegou ao top 200 da WTA, mas sofreu lesão no fim do ano

Kaja Juvan (18 anos, 175ª do ranking, Eslovênia)

Na única competição em que disputou como juvenil em 2018, Kaja Juvan conquistou as medalhas de ouro em simples e duplas nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires. A eslovena de 18 anos fez uma temporada inteiramente dedicada ao circuito profissional e conseguiu quatro títulos e dois vice-campeonatos em torneios ITF de US$ 25 mil, que a fizeram saltar do 555º para o atual 175º lugar no ranking da WTA, a uma posição da melhor marca de sua carreira, obtida no início de novembro.

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Juvan foi campeã de simples e duplas nos Jogos da Juventude e saltou quase 400 posições entre as profissionais

Olga Danilovic (17 anos, 108ª do ranking, Sérvia)

Jogadora de melhor ranking na lista de possíveis surpresas para a próxima temporada, Olga Danilovic já fez história em 2018 ao ser tornar a primeira jogadora nascida em 2001, e portanto no século XXI e no terceiro milênio, a conquistar um título na elite do circuito. A sérvia de 17 anos conquistou em julho o WTA International de Moscou em uma final da nova geração contra a russa de mesma idade Anastasia Potapova. Danilovic era lucky-loser no torneio e precisou disputar sete jogos em uma semana para ser campeã. A jovem sérvia começou a temporada no 465º lugar do ranking e até entrou no top 100, chegando a ocupar o 96º posto, mas aparece atualmente na 108ª colocação. Antes treinada pelo espanhol Alex Corretja, ela trabalhará na próxima temporada com seu compatriota Petar Popovic.

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

Felix Auger-Aliassime  (18 anos, 109ª do ranking, Canadá) 

Considerado uma das grandes promessas do tênis mundial, o canadense Felix Auger-Aliassime já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito. Ele já estava na lista do blog no ano passado, depois de saltar do 601º para o 162º lugar do ranking e conquistar dois challengers em 2017.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100 

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, está bem perto de entrar no top 100

Na última temporada, Auger-Aliassime deu continuidade à sua franca evolução no circuito. O promissor atleta canadense venceu mais dois títulos de challenger e seus seis primeiros jogos em chaves principais de ATP, uma delas sobre o top 20 francês Lucas Pouille no Masters 1000 de Toronto. Ele também disputou o primeiro Grand Slam da carreira no US Open, onde passou por um qualificatório de três rodadas, mas precisou abandonar o duelo contra Denis Shapovalov por arritmia cardíaca. Cada vez mais perto de entrar no top 100, o canadense estabelece como meta estar entre os 50 melhores e fazer uma temporada majoritariamente voltada para os torneios de nível ATP.

Miomir Kecmanovic (19 anos, 132º do ranking, Sérvia)

Ex-líder do ranking mundial juvenil, Miomir Kecmanovic é outro que também estava na lista do ano passado. Depois de saltar do 806º para o 208º lugar na ATP em 2017, ele continuou subindo e aparece atualmente com o melhor ranking da carreira na 132ª posição. Em 2018, o sérvio venceu 38 partidas em torneios de nível challenger e terminou o ano jogando duas finais seguidas na China, com um título em Shenzhen e um vice-campeonato em Liuzhou.

Rudolf Molleker (18 anos, 198º do ranking, Alemanha)

Molleker já chama atenção do circuito desde julho do ano passado, quando furou o quali para o ATP 500 de Hamburgo com apenas 16 anos. Em 2018, o jovem alemão conquistou suas primeiras vitórias em chaves principais de ATP, diante de Jan-Lennard Struff na grama de Stuttgart e contra David Ferrer no saibro de Hamburgo. Ele também conquistou seu primeiro challenger no saibro de Heilbronn e saltou do 597º para o atual 198º lugar do ranking mundial ao longo do ano.

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Rudolf Molleker venceu seus dois primeiros jogos de ATP em 2018

Alexei Popyrin (19 anos, 152º do ranking, Austrália) 

Promessa do tênis australiano, Alexei Popyrin chegou a ser número 2 do ranking mundial juvenil e campeão de Roland Garros na categoria em 2017. O jogador de 1,96m subiu do 719º para o 148º do ranking da ATP em 2018, com direito a um título de challenger na cidade chinesa de Jinan. Já na reta final de 2018, o jovem australiano furou o quali do ATP 500 da Basileia e chegou a vencer um jogo na chave principal, marcando sua primeira vitória na elite do circuito, antes de cair diante de Alexander Zverev nas oitavas de final.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, alguns nomes já mais consolidados têm boas chances de dar um novo salto. Um dos destaques é o francês Ugo Humbert, que conquistou três títulos de challenger em 2018 e saltou do 374º para o 84º lugar do ranking mundial, obtendo a segunda maior ascensão entre os atletas do atual top 100 no ranking da ATP em 2018.

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

Francês Ugo Humbert venceu três challengers em 2018 e já está no top 100

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska já tem título de WTA no currículo. Com 17 anos, a russa Anastasia Potapova (93ª) e a norte-americana Amanda Anisimova (97ª) disputaram finais de primeira linha no circuito em 2018. Já a também americana Sofia Kenin (20 anos, 52ª) se destacou durante a final da Fed Cup contra a República Tcheca.

PRESTANDO CONTAS: Como o blog fez um post parecido no ano passado, é mais do que justo prestar contas das apostas feitas em dezembro de 2017 a respeito da temporada.

Amanda Anisimova, de 17 anos, saltou do 192º para o 96º lugar, venceu um jogo contra a top 10 Petra Kvitova em Indian Wells e disputou a final do WTA de Hiroshima. Dayana Yastremska também se destacou. A ucraniana de 18 anos conquistou seu primeiro WTA em Hong Kong, foi semifinalista em Luxemburgo, onde chegou a derrotar Garbiñe Muguruza. Sua evolução no ranking foi do 189º para o 58º lugar. Já a chinesa de 17 anos Xinyu Wang subiu da 767ª para a 305ª colocação entre as profissionais, além de ter ocupado a vice-liderança no ranking mundial juvenil da ITF.

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

Dayana Yastremska termina o ano com título de WTA e perto do top 50

A canadense de 18 anos Bianca Andreescu subiu do 189º para o 152º lugar do ranking, mas não chegou a superar a 143ª posição, alcançada em agosto de 2017. A australiana de 18 anos Destanee Aiava caiu bastante no ranking, e foi do 150º para o atual 251º lugar. A norte-americana de 19 anos Kayla Day foi outra que perdeu espaço. Depois de ocupar o 122º lugar do ranking em junho do ano passado, ela aparece atualmente na 318ª posição.

No masculino, o francês de 19 anos Corentin Moutet venceu seus três primeiros jogos de ATP e alcançou o 105º lugar do ranking, mas terminou o ano na 149ª posição, apenas sete postos acima do que ocupava em 2017. Já o espanhol Nicola Kuhn, que ocupava a 241ª posição no fim do ano passado, chegou a ser 196º do mundo em abril, mas aparece atualmente apenas no 269º lugar do ranking mundial.

Dez jovens que podem surpreender em 2018
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2017 às 7:10 pm

A temporada 2018 do tênis começa em menos de duas semanas e muitos expoentes da nova geração estão dispostos a dar um salto de qualidade e se firmar na elite do circuito. Hoje apresento no blog dez nomes com menos de 20 anos e fora do top 100 da ATP ou da WTA. São tenistas que já vem de bons resultados em seu primeiro ou segundo ano como profissionais e começam a aparecer nas chaves de grandes torneios e que terão presença cada vez mais constante nas principais competições do circuito.

Amanda Anisimova: A americana de apenas 16 anos subiu do 761º para o 192º lugar do ranking em 2017, chegando a ocupar a 183ª posição em 28 de agosto. Ela encerrou a carreira juvenil com 15 vitórias e apenas uma derrota durante a temporada, com destaque para o título do US Open da categoria.

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Já como profissional, foram 22 vitórias e três finais de ITF, com um título em Sacramento. Além disso, Anisimova acabou recebendo convite para jogar Roland Garros por meio do acordo entre as federações nacionais de França e Estados Unidos. Anisimova esteve no Brasil e jogou um ITF profissional em Curitiba, além de ter vencido o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre, antiga Copa Gerdau.

Bianca Andreescu: A canadense de 17 anos e 189ª do ranking iniciou a temporada apenas no 306º lugar e teve como melhor ranking a 143ª posição, alcançada em agosto. Andreescu se tornou a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a derrotar uma top 20 do mundo ao superar a então 13ª colocada Kristina Mladenovic em Washington.

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Além de ter chegado às quartas de final do WTA disputado na capital norte-americana, a canadense treinada pela ex-número 3 do mundo Nathalie Tauziat também furou o quali de Wimbledon e venceu dois ITFs. O salto no ranking e bons resultados fizeram com que ela fosse eleita pela federação de seu país como a melhor tenista canadense de 2017, desbancando a ex-top 5 e atual 83ª do ranking Eugenie Bouchard.

Dayana Yastremska: A ucraniana de 17 anos também já esteve diante do público brasileiro, quando conquistou seu primeiro título profissional no ano passado em Campinas. Em 2017, Yastremska saltou do 342º para o 188º lugar do ranking mundial e venceu um ITF. Ela chegou às quartas em dois torneios da WTA, a primeira no saibro de Istambul e depois nas quadras duras e cobertas de Moscou, que é um evento de nível Premier.

Destanee Aiava: Primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA, este ano em Brisbane, Aiava tem apenas 17 anos e já irá disputar seu segundo Australian Open em janeiro de 2018. Ela subiu do 384º para o 154º lugar no ranking mundial durante a última temporada e chegou a conqusitar dois títulos de ITF.

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Kayla Day: Depois de saltar do 988º para o 195º lugar em 2016, a jovem norte-americana teve uma nova ascensão no ranking e aparece atualmente na 152ª posição. Day completou 18 anos em setembro, três meses depois de ter alcançado a 122ª colocação no ranking. Convidada para jogar em Indian Wells, Day avançou duas rodadas e só parou na então sétima colocada Garbiñe Muguruza em duelo de três sets. Já no mês de agosto, ela entrou diretamente na chave do Premier de Stanford e avançou uma rodada antes de novamente só cair diante de Muguruza.

Xinyu Wang: Com apenas 16 anos e número 5 do ranking mundial juvenil, Xinyu Wang disputou apenas oito partidas válidas pelo circuito profissional em 2017 e conseguiu cinco vitórias. Até por isso, ela aparece apenas no modesto 767º lugar do ranking mundial. Entretanto, a jovem chinesa terminou o ano conquistando uma vaga na chave principal do Australian Open ao vencer a seletiva entre jogadores profissionais da Ásia e do Pacífico, chegando a vencer a ex-top 30 japonesa Misaki Doi na semifinal.

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Felix Auger-Aliassime: O canadense de 17 anos já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito.

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

Em 2017, Auger-Aliassime deu um salto no ranking, saindo do 601º para o 162º lugar, impulsionado por seus dois primeiros títulos de challenger, em Lyon e Sevilha. Ele poderia ter feito sua estreia em nível ATP no mês de agosto, durante o Masters 1000 de Montréal, mas teve que abrir mão do convite por conta de uma lesão no punho esquerdo.

Miomir Kecmanovic: Há um ano, Kecmanovic era o número 1 do ranking mundial juvenil e apenas o 806º colocado no ranking da ATP. Depois de conseguir 43 vitórias no circuito profissional em 2017, com três títulos de future e um challenger, o sérvio de 18 anos bate na porta do top 200 e aparece na 208ª posição.

Corentin Moutet: O canhoto francês de 18 anos venceu 44 jogos como profissional em 2017, acumulando três títulos de future e um challenger nas quadras duras e cobertas de Brest no fim do ano. Com a boa campanha, ele subiu do 519º para o 156º lugar. Além disso, como a França recebe muitos torneios ATP 250 durante a temporada, é bem provável que ele apareça em algum quali ou receba alguns convites no próximo ano. O primeiro deles será já para o Australian Open, pelo acordo de reciprocidade com as federações nacionais.

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Nicola Kuhn: Nascido na cidade austríaca de Innsbruck, Khun é filho de pai alemão e mãe russa e optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Em julho foi conquistou seu primeiro título de challenger no saibro alemão de Braunschweig, sendo que aquele era apenas o segundo torneio deste porte que ele disputou. Na temporada, ele subiu do 789º para o 241º lugar do ranking.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, três nomes que podem também dar um salto de qualidade. No circuito feminino, a canhota tcheca Marketa Vondrousova é 67ª do mundo com 18 anos e já tem até título de WTA, enquanto a bielorrusa de 19 anos Aryna Sabalenka aparece na 73ª posição e foi importante na campanha de seu país até a final da Fed Cup. Já no masculino, destaque para o grego Stefanos Tsitsipas, 91º do ranking mundial e dono de um título de challenger e quatro vitórias em nível ATP, uma delas sobre o top 10 David Goffin.

Americanas ratificam domínio na Fed Cup Júnior
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 25, 2017 às 8:12 pm

O amplo domínio do tênis feminino norte-americano na temporada juvenil dos Grand Slam e, consequentemente, no ranking mundial da categoria foi ratificado no último domingo com o título da Fed Cup Júnior. As jogadoras Amanda Anisimova, Whitney Osuigwe e Caty McNally venceram o Mundial disputado no saibro de Budapeste.

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Estados Unidos contaram com as campeãs de Slam Amanda Anisimova e Whitney Osuigwe, além de Caty McNally (Foto: Srdjan Stevanovic)

Ainda que Davis e Fed Cup Júnior recebam atletas de até dezesseis anos, o time dos Estados Unidos teve o privilégio de contar com duas jogadoras campeãs juvenis de Grand Slam e colocadas entre as quatro melhores do juvenis do mundo (em ranking com atletas de até 18 anos). Osuigwe venceu Roland Garros, enquanto Anisimova vem de título no US Open. Na final disputada contra o Japão, McNally marcou o primeiro ponto americano ao vencer Naho Sato por 6/3 e 6/2. Na sequência, Osuigwe decretou o título ao derrotar Yuki Naito por 7/5 e 6/3.

Durante a semana, os Estados Unidos passaram por Belarus, Uruguai, Itália, Canadá e Japão. Das 14 partidas disputadas pelas americanas, foram doze vitórias e apenas duas derrotas. Em simples, elas venceram dez jogos e perderam apenas dois, com dezesseis sets vencidos e apenas quatro cedidos às adversárias. Já nas duplas, foram quatro vitórias e apenas um set perdido.

Vice-líder do ranking mundial juvenil com apenas 15 anos, Osuigwe venceu todas as oito partidas que disputou entre simples e duplas, com apenas um set perdido em dezessete realizados. McNally, 27ª colocada, venceu seis jogos de sete possíveis. Já Anisimova, número 4 como juvenil e já 194ª na WTA com apenas 16 anos, só atuou durante a fase de grupos, com uma vitória e uma derrota em simples e uma vitória na dupla.

EUA

História: Dos quatro títulos conquistados pelos Estados Unidos na Fed Cup Júnior, que é realizada desde 1985, três foram conquistados nesta década. O primeiro troféu veio em 2008 com a agora campeã do US Open Sloane Stephens tendo a companhia de Christina McHale, Kristie Ahn. O segundo título veio em 2012 com Louisa Chirico, Taylor Townsend e Gabrielle Andrews. Já a terceira conquista aconteceu há três anos, com Catherine Bellis, Sofia Kenin e Tornado Black.

Davis Júnior  

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

Equipe da República Tcheca venceu todas as partidas que disputou durante a semana (Foto: Srdjan Stevanovic)

O título da Copa Davis Júnior ficou com a República Tcheca, que voltou a conquistar a competição depois de vinte anos. Os tchecos ainda têm um título de 1988, ainda da antiga Tchecoslováquia. O time campeão é formado por Dalibor Svrcina, 53º do ranking mundial juvenil, Jonas Forejtek, 61º, e Andrew Paulson, 93º.

O título veio após a vitória contra os Estados Unidos na final. Forejtek marcou 6/4 e 7/5 contra William Grant em 1h26 de jogo. Na sequência, Svrcina que tem apenas 15 anos, marcou duplo 6/2 em 1h12 de disputa contra Govind Nanda para consolidar uma conquista que não vinha desde 1997 com Jaroslav Levinsky e Ladislav Chramosta.

Os tchecos tiveram uma semana impecável. Terminaram em primeiro em um grupo com Japão, Peru e Canadá vencendo todas as oito partidas disputadas, com apenas dois sets perdidos. Na semifinal e final também, os confrontos contra Croácia e Estados Unidos foram vencidos também por 2 a 0. Outro destaque na competição, fica para a Argentina, terceira colocada.

TCH

Brasil termina em 11º lugar

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Time brasileiro foi formado por Mateus Alves, Natan Rodrigues e João Ferreira (Foto: Srdjan Stevanovic)

Depois de ter começado bem na Davis Cup Júnior, o Brasil terminou a competição entre dezesseis países apenas na 11ª posição. O time brasileiro contou com o baiano Natan Rodrigues, o paulista Matheus Alves e o mineiro João Ferreira, comandados pelo capitão Roland Santos. Entretanto, apenas Alves e Ferreira entraram em quadra. Natan Rodrigues não jogou durante a semana, enquanto o paulista Matheus Pucinelli, 65º do ranking mundial da ITF, não fez parte do time.

Nas duas primeiras rodadas da fase de grupos, o Brasil havia superado Taiwan por 2 a 1 e a Bélgica por 3 a 0. Isso fez com que a equipe entrasse na última rodada na primeira posição de seu grupo e com chances de ficar entre os semifinalistas. Porém, a derrota para a Croácia por 3 a 0 derrubou o time brasileiro para o terceiro lugar no grupo e colocou o time nacional na disputa entre o 9º e o 12º lugar. Por conta da chuva no início da semana, os duelos contra Bélgica e Croácia aconteceram no mesmo dia.

davis junior

No sábado, o Brasil perdeu um duelo sul-americano para o Peru. Ferreira perdeu por 6/3 e 6/2 para Sebastian Rodriguez, enquanto Alves venceu Mateo Verau por 6/3 e 6/1. Nas duplas, os peruanos venceram por 0/6, 7/6 (10-8) e 10-6. Já no domingo, a disputa foi contra a China. Ferreira perdeu por 6/3 e 7/5 para Xiaofei Wang, ao passo que Mateus Alves derrotou Xinmu Zhou por 6/1 e 6/2. Nas duplas os chineses desistiram, dando vitória do confronto para o Brasil.

Durante a semana, o Brasil disputou dez partidas de simples, com cinco vitórias e cinco derrotas. E mais quatro partidas de duplas, também com 50% de aproveitamento. Alves venceu três jogos de simples, enquanto Ferreira venceu outros dois.

Brasil

“Encerramos nossa participação aqui na Hungria com a sensação de ter chegado tão perto de estar pelo menos entre os 4 finalistas, mas isto Infelizmente não foi possível. O que me conforta é saber que nossos garotos estão em iguais condições de seguir em uma carreira de sucesso. Esta competição reúne os melhores juvenis do mundo até 16 anos e enfrentamos nossos adversários em condições de igualdade”, afirmou o técnico Roland Santos.

Grande semana para Bia e Stefani – A semana passada foi promissora para dois nomes do tênis feminino brasileiro. Beatriz Haddad Maia teve seu melhor resultado na elite do circuito e disputou sua primeira final de WTA em Seul. Foram quatro vitórias na capital sul-corena, sobre Katarina Zavatska, Irina-Camelia Begu, Sara Sorribes Tormo e Richel Hogenkamp. A derrota só viria diante da top 10 e campeã de Roland Garros Jelena Ostapenko.

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul

Bia venceu quatro jogos ao longo da semana em Seul (Foto: Korea Open)

Bia teve suas chances na final. Venceu o primeiro set ao contar 33 erros da letã e aprovetiou a oportunidade depois de a rival cometer uma dupla-falta quando o tiebreak estava empatado por 5-5. Mas um dos maiores problemas de enfrentar Ostapenko é que uma hora ela encontra o ritmo e para de errar. Foram só nove pontos dados de graça no segundo set e seis quebras nos últimos oito games de saque da brasileira. Ostapenko soube fazer sua condição de favorita e colocou pressão sempre que a paulista conseguia voltar para o jogo.

A grande campanha em Seul coloca Bia no inédito 58º lugar do ranking mundial. Melhor marca da carreira da jovem paulista de 21 anos. Bia é a quinta melhor brasileira na história do ranking, ficando atrás apenas de Maria Esther Bueno, Niege Dias, Teliana Pereira e Patrícia Medrado e pode se tornar a quinta top 50 na história do país. Ela agora segue para o quali de Pequim antes dos WTA de Tianjin e Luxemburgo.

Outro bom resultado para o Brasil veio com a paulista Luisa Stefani, que furou o quali e ainda avançou uma rodada no ITF de US$ 100 mil de Tampico, no México. Stefani só parou na favorita americana Louisa Chirico, então 163ª colocada e que foi top 60 no ano passado. Com vinte pontos somados, Stefani saltou mais de duzentas posições no ranking, saindo do 809º para o 605º lugar, melhor marca de sua carreira.

Cinco jovens que podem surpreender em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 27, 2017 às 9:11 pm

Roland Garros começa amanhã com várias jovens promessas na chave principal. Apresentarei no blog alguns nomes que podem surpreender e fazer boas campanhas. Não falarei aqui de realidades como Dominic Thiem, Alexander Zverev ou Madison Keys, mas sim de convidados, nomes vindos do quali ou mesmo escondidos na chave principal, dispostos a tirar uma casquinha dos favoritos.

Beatriz Haddad Maia (20 anos, 101ª do ranking, Brasil)f_AG_2305_HADDAD_01O primeiro nome da lista não poderia ser outro que não o de Beatriz Haddad Maia, que disputará uma chave principal de Grand Slam pela primeira vez na carreira depois de ter passado por três rodadas do qualificatório em Paris.

Bia vem de uma série de bons resultados nas últimas três semanas. Ela já acumula oito vitórias seguidas e venceu treze dos últimos 14 jogos que fez pelo circuito. Sua estreia será contra a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo e que foi campeã de Indian Wells em março, mas depois venceu apenas dois jogos no saibro.

Se vencer, pode encarar a americana Varvara Lepchenko ou a ex-top 10 alemã Andrea Petkovic. Para eventual terceira rodada, pode pintar uma especialista no piso, a espanhola Carla Suárez Navarro, que já esteve entre as dez melhores e é cabeça 21 em Paris.

Marketa Vondrousova (17 anos, 94ª do ranking, República Tcheca)

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Tal como Bia Haddad Maia, Vondrousova vem de oito vitórias consecutivas. Ela debutou no top 100 na última segunda-feira após conquistar o ITF de US$ 100 mil no saibro eslovaco de Trnava, antes de furar o quali de Roland Garros para disputar seu primeiro Grand Slam. Em abril, a canhota tcheca conquistou seu primeiro WTA na carreira, nas quadras duras e cobertas de Bienne, na Suíça.

A estreia de Vondrousova será contra a convidada francesa Amandine Hesse, apenas 215ª do ranking. Caso vença seu primeiro jogo, há chance de um duelo de jovens contra a russa de 20 anos e 28ª do ranking Daria Kasatkina, que tem uma estreia dura diante da ex-top 15 belga Yanina Wickmayer.

Amanda Anisimova (15 anos, 267ª do ranking, Estados Unidos)

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Jogadora mais jovem da chave principal em Paris, a americana Amanda Anisimova tem apenas 15 anos e recebeu convite por meio do acordo entre as federações francesa e americana. Entretanto, o critério para a indicação da USTA é a melhor pontuação em uma série torneios realizados nos Estados Unidos em quadras de saibro no mês de abril. Anisimova fez duas finais, nos ITFs de Dothan e Indian Harbour Beach.

Sua estreia será contra a japonesa Kurumi Nara e ela pode cruzar o caminho de Venus Williams na rodada seguinte. Vice-campeã juvenil de Roland Garros no ano passado, ela também está inscrita na chave para meninas com menos de 18 anos.

Stefanos Tsitsipas (18 anos, 202º do ranking, Grécia)

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Ex-líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas é mais um para a lista de atletas que vão disputar um Grand Slam pela primeira vez. Ele passou pelo quali em Paris e atingiu o melhor ranking da carreira no último dia 15 de maio. Apesar da pouca idade, o grego já acumula cinco títulos de future e dois vice-campeonatos em challengers.

Tsitsipas que ainda busca sua primeira vitória em nível ATP terá um duelo de gerações contra o gigante croata de 2,11m Ivo Karlovic, veterano de 38 anos e um dos melhores sacadores do circuito, mas que não é nenhum bicho-papão no saibro. Se vencer, o grego enfrentará o vencedor do duelo de canhotos entre o francês Adrian Mannarino e o argentino Horacio Zebllaos.

Karen Khachanov (21 anos, 54º do ranking, Rússia)

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Dos jogadores apresentados, Khachanov é o único que entrou na chave diretamente pelo ranking. O jovem russo já tem até título de ATP, conquistado no ano passado em Chengdu, na China. Formado como tenista em Barcelona, Khachanov anotou sua primeira vitória contra top 10 exatamente no saibro catalão, ao derrotar o belga David Goffin em abril.

A estreia de Khachanov será em um duelo de jovens contra o chileno de 21 anos Nicolas Jarry, 204º do ranking e vindo do qualificatório. Confirmando seu favoritistmo, o russo pode desafiar o cabeça 13 tcheco Tomas Berdych, que estreia contra o alemão Jan-Lennard Struff.

Americana de 14 anos avança no quali do US Open
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 24, 2016 às 7:41 pm

O primeiro dia do qualificatório do US Open teve entre os destaques a vitória de Amanda Anisimova, jogadora de apenas 14 anos e que disputava sua primeira partida como profissional. A jovem americana, filha de imigrantes russos, surpreendeu a 124ª colocada paraguaia Veronica Cepede Royg por 6/3 e 6/4.

Amanda Anisimova é número 2 do ranking mundial juvenil e disputou seu primeiro jogo como profissional (Foto: USTA)

Amanda Anisimova é número 2 do ranking mundial juvenil e disputou seu primeiro jogo como profissional (Foto: USTA)

“Fiquei um pouco de nervosa no final, mas meu treinador me disse para ficar calma e apenas jogar ponto a ponto e foi isso o que eu tentei fazer”, disse Anisimova em entrevista ao site do US Open logo após sua primeira vitória. Antes treinada pelos pais, Konstantin and Olga, Anisimova já conta com a renomada colaboração de Nick Saviano.

“O US Open é o meu torneio favorito, e por isso é uma sensação incrível ganhar meu primeiro jogo aqui, especialmente na minha idade”, comemorou a jovem americana de apenas 14 anos.

“Agora vou tentar a classificação para a chave principal”, revelou a jovem americana que agora enfrenta a japonesa Eri Hozumi. Caso chegue à rodada final do quali, ela enfrentará a vencedora do jogo entre a cabeça 6 luxemburguesa Mandy Minella e a bielorrussa Aryna Sabalenka.

Como nasceu em 31 de agosto de 2001, mesmo que Anisimova fure o quali do US Open ela não conseguirá quebrar dois recordes relacionados a idade. A mais jovem a competir foi Kathy Horvath, aos 14 anos e cinco dias, em 1979. Já a mais jovem a vencer um jogo na chave principal foi Mary Joe Fernandez, aos 14 e 8 dias, quando bateu Sara Gomer, em 1985.

O nome dela está no radar desde novembro do ano passado. Na ocasião, ela conseguiu uma sequência de dez vitórias seguidas no circuito de 18 anos da ITF e venceu o Aberto Junveil Mexicano (GA) e foi semifinalista do Eddie Heer (G1).

Já na atual temporada, ela também se destacou com o título do Coffee Bowl na Costa Rica e foi vice no Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre. O ápice foi a final de Roland Garros para sua categoria e a chegada à vice-liderança no ranking mundial juvenil.

Ela também entrou este ano para o USA National Junior Team, um programa que reúne as melhores jovens dos Estados Unidos, nascidas em 2000 ou 2001, para que elas treinem juntas e viajem para as mais importante competição juvenis de todo o mundo.

Atualização: A campanha de Anisimova no quali do US Open terminou na segunda rodada. A jovem americana foi eliminada pela 208ª colocada japonesa de 22 anos Eri Hozumi por 6/1, 2/6 e 7/6 (7-1) em 1h47 de partida.

Uma incontestável surpresa
Por Mario Sérgio Cruz
junho 6, 2016 às 8:04 pm

Não deixa de ser uma surpresa o título de Geoffrey Blancaneaux na chave juvenil masculina em Roland Garros. Ele é o primeiro anfitrião a vencer na categoria Gael Monfils em 2004. O francês de 17 anos ganhou confiança por ter vencido uma partida no qualificatório para o torneio adulto, mas chegou à competição apenas como 39º do ranking de sua categoria e teria uma chave dura pela frente.

O francês Blancaneaux não estava entre os favoritos, mas passou por chave difícil (Foto: Susan Mullane)

O francês Blancaneaux não estava entre os favoritos, mas passou por chave difícil  (Foto: Susan Mullane)

Nas duas primeiras, adversários completamente diferentes. Blancaneaux estreou eliminando o sólido japonês Yosuke Watanuki, cabeça 4 do torneio e, então, superou o bom saque e o potentes golpes do alemão Louis Wessels. Depois de uma vitória no duelo francês contra Corentin Moutet, simplesmente dizimou o último time campeão da Davis Juvenil, eliminando de forma seguida os canadenses Benjamin Sigouin, Denis Shapovalov e Felix Auger Aliassime, depois de salvar três match points na final.

O título juvenil feminino ficou com a suíça de 16 anos Rebeka Masarova, que repete feitos de Martina Hingis (1993/94) e Belinda Bencic (2013), mas maior destaque fica para a vice-campeã. Com apenas 14 anos, Amanda Anisimova vem mostrando resultados consistentes contra meninas até quatro anos mais velha. Anisimova foi semifinalista no Eddie Herr, vice na Copa Gerdau em Porto Alegre e semifinalista no torneio nacional da USTA. Ela tem nome de peso como técnico, Nick Saviano acompanha os pais da jovem promessa americana.

Orlando Luz foi vice-campeão de duplas em Roland Garros

Orlando Luz foi vice-campeão de duplas em Roland Garros

Boa semana também para Orlando Luz, que aos 18 anos já prioriza circuito profissional, mas entrou na chave juvenil em Paris. Se a campanha de simples foi curta, parando na segunda rodada, a sequência de vitórias nas duplas ao lado do sul-coreano Yunseong Chung até o vice-campeonato pode dar a confiança necessária para a sequência da temporada.O título foi para o israelense Yshai Oliel e o tcheco Patrik Rikl.

Orlando ainda teve a honra de assistir à final masculina de Roland Garros ao Gustavo Kuerten em Paris, o que sem dúvida vale muito mais para um garoto dessa idade (e que quer chegar longe) que uma eventual participação em future na mesma semana. Jogar o juvenil de Wimbledon não deve valer muito a pena para ele, principalmente pela mudança de piso, e neste caso sim é melhor optar por um torneio profissional. Seu próximo torneio é o future italiano de Bérgamo, onde estreia já na terça-feira.