Monthly Archives: maio 2018

Jovens estão na rota de favoritos em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
maio 26, 2018 às 12:25 am

Depois do sorteio da chave principal de Roland Garros na última quinta-feira e do término do qualificatório nesta sexta, todo mundo que disputará o Grand Slam francês a partir do próximo domingo já conhece seus adversários de estreia e o caminho nas rodadas seguintes em Paris.

A nova geração do tênis mundial tem candidatos ao título como a campeã do ano passado Jelena Ostapenko e o terceiro do ranking masculino Alexander Zverev, mas também tem nomes fora do radar, como convidados, atletas vindos do quali ou de bons resultados no saibro e que podem dar trabalho aos principais cabeças de chave.

 

Anett Kontaveit (22 anos, 25ª do ranking, Estonia)

Kontaveit venceu três jogos contra top 10 no saibro e pode enfrentar Kvitova na terceira rodada

Kontaveit venceu três jogos contra top 10 no saibro e pode enfrentar Kvitova na terceira rodada

Kontaveit não chega a ser uma surpresa, já que teve resultados expressivos no saibro nos últimos dois anos. A estoniana, entretanto, vive seu melhor momento no circuito durante atual temporada e a partir desta semana ocupa o ranking mais alto de sua carreira.

No saibro, Kontaveit fez duas semifinais em nível Premier nos torneios de Stuttgart e Roma, além de ter chegado às oitavas em Madri. Em três semanas, conquistou três vitórias contra top 10 (sendo duas seguidas contra Venus Williams) e um total de seis diante de adversárias do top 20. A estoniana está empatada com Elina Svitolina no terceiro lugar em vitórias contra top 10 na temporada, com quatro no total. Nesta estatística, ela só é superada por Petra Kvitova, com sete, e Daria Kasatkina, com seis.

Cabeça 25 em Roland Garros, Kontaveit estreia contra a 99ª colocada norte-americana Madison Brengle. As possíveis adversárias na segunda rodada são a experiente romena Alexandra Dulgheru e a norte-americana Christina McHale. Passando pelas duas primeiras fases, a estoniana pode reencontrar sua algoz em Madri Petra Kvitova. Há duas semanas, elas se enfrentaram nas oitavas na capital espanhola, com vitória tcheca em três sets.

Elise Mertens (22ª anos, 16ª do ranking, Bélgica)

Mertens é a líder de vitórias no saibro na temporada, com 13 no total, e pode enfrentar Halep nas oitavas

Mertens é a líder de vitórias no saibro na temporada, com 13 no total, e pode enfrentar Halep nas oitavas

Mertens é a jogadora que mais venceu jogos no saibro na atual temporada. Foram treze vitórias, todas elas seguidas. A jovem jogadora belga foi campeã de dois WTA de nível International em Lugano, na Suíça, e Rabat, no Marrcos. Antes de atuar em Madri, precisou ser hospitalizada por conta de problemas de saúde que já a incomodavam nos últimos dias do torneio marroquino. Até por isso, seu desempenho na capital espanhola foi comprometido e ela nem jogou em Roma.

Semifinalista do Australian Open em janeiro, a belga de 22 anos estreia contra a norte-americana Varvara Lepchenko. Passando pela estreia, ela pode encarar a britânica Heather Watson ou a francesa Oceane Dodin. A australina Daria Gavrilova é a principal ameaça na terceira rodada antes de um reencontro com a número 1 do mundo Simona Halep nas oitavas de final.

Daria Kasatkina (21 anos, 14ª do ranking, Rússia)

Kasatkina pode reencontrar Wozniacki, a quem já derrotou duas vezes no ano

Kasatkina pode reencontrar Wozniacki, a quem já derrotou duas vezes no ano

A temporada de saibro pode não ter sido tão boa para Kasatkina, mas uma jogadora que já venceu seis jogos contra top 10 no ano, sendo quatro diante de top 5 não pode ser descartada. Atual 14ª do ranking e finalista em Indian Wells, a jovem russa chegou às quartas em Madri (onde venceu um jogão contra Garbiñe Muguruza) e às oitavas em Roma. Perdeu para as campeãs em ambos os torneios, Petra Kvitova e Elina Svitolina.

Cabeça 14 em Paris, Kasatkina tem jogadoras experientes em seu setor como a adversária de estreia Kaia Kanepi e as possíveis rivais na segunda rodada Tatjana Maria e Kirsten Flipkens. Na terceira rodada, há chance de um grande jogo no saibro contra Carla Suárez Navarro. Caso vença a espanhola, há chance de reencontro nas oitavas com a número 2 do mundo Caroline Wozniacki, a quem derrotou duas vezes este ano.

Magdalena Frech (20 anos, 137ª do ranking, Polônia)

Frech furou o quali em Paris e pode enfrentar Stephens na segunda rodada

Frech furou o quali em Paris e pode enfrentar Stephens na segunda rodada

Vinda do qualificatório, Frech está com o melhor ranking da carreira desde a última segunda-feira. A polonesa saltou do 320º para o 166º lugar durante a temporada passada e segue em franca evolução no circuito. Ela já passou por dois qualificatórios de Grand Slam e vem de bons resultados em torneios ITF. Sua estreia na chave principal em Paris será contra a russa Ekaterina Alexandrova, depois pode cruzar o caminho da cabeça 10 norte-americana Sloane Stephens, que não teve bons resultados no saibro, caindo nas estreias em Stuttgart e Nuremberg, e nas  oitavas em Roma e Madri.

Denis Shapovalov (19 anos, 26º do ranking, Canadá)

Shapovalov foi bem nos últimos Masters e pode reencontrar Nadal nas oitavas

Shapovalov foi bem nos últimos Masters e pode reencontrar Nadal nas oitavas

Antes desta temporada, Denis Shapovalov ainda não tinha nenhuma vitória no saibro em nível ATP e só tinha vencido um jogo de challenger no saibro. O canadense de 19 anos, entretanto, foi buscar a evolução nos torneios mais fortes com semifinais no Masters 1000 de Madri e oitavas em Roma. Em duas semanas, ele saltou do 43º para o 26º lugar do ranking, melhor marca de sua carreira.

A estreia de Shapovalov pode ser complicada contra o australiano John Millman, 58º do ranking e que foi finalista no ATP de Budapeste e campeão do challenger de Aix En Provence. Passando por seu primeiro obstáculo, o cabeça 24 pode enfrentar o norte-americano Ryan Harrison ou o alemão Maximilian Marterer. Como o cabeça de chave mais próximo é Jack Sock, 14º favorito, que nunca passou da terceira rodada em Roland Garros, a expectativa é por um duelo com Rafael Nadal nas oitavas.

Stefanos Tsitsipas (19 anos, 40º do ranking, Grécia)

Tsitsipas ganhou 160 posições em um ano e pode enfrentar Thiem já na segunda rodada

Tsitsipas ganhou 160 posições em um ano e pode enfrentar Thiem já na segunda rodada

Há um ano, Tsitsipas sequer tinha vitória em nível ATP e disputava o primeiro Grand Slam da carreira. Sua evolução em doze meses é notória, do 202º lugar que ocupava em maio de 2017 para a atual 40ª colocação. O jovem grego já acumula 19 vitórias na elite do circuito, sendo 15 na atual temporada. Diante de adversários do top 10, ele já conseguiu três vitórias, duas delas em 2018. Finalista em Barcelona, onde só parou em Rafael Nadal, o grego também foi semifinalista no Estoril e foi do quali até a segunda rodada da chave principal em Roma.

A estreia de Tstistipas será contra o espanhol vindo do quali e 194º do ranking Carlos Taberner, jovem de 20 anos e que só havia vencido um jogo de ATP e mais dois em chaves principais de challenger antes de chegar a Paris. Caso confirme o favoritismo, o grego pode reencontrar o número 8 do mundo Dominic Thiem, a quem derrotou nas quartas de final em Barcelona. O austríaco, entretanto, venceu outros dois jogos contra Tsitsipas nesta temporada, nas quadras duras de Doha e Indian Wells.

Nicolas Jarry (22 anos, 59ª do ranking, Chile)

Jarry se destacou no saibro sul-americano e pode enfrentar Dimitrov na segunda rodada (Imagem: Fotojump)

Jarry se destacou no saibro sul-americano e pode enfrentar Dimitrov na segunda rodada (Imagem: Fotojump)

Jarry é uma das apostas para o ressurgimento do tênis chileno. Com estilo de jogo agressivo, bom saque e potência nos golpes, ele deve ser um dos principais nomes sul-americanos para os próximos anos do circuito. O jovem jogador de 22 anos se destacou primeiro em seu continente, com quartas de final em Quito, semi no Rio de Janeiro e final em São Paulo. Já na Europa, fez quartas no saibro português do Estoril e furou o quali na capital italiana.

A estreia de Jarry será contra o norte-americano Jared Donaldson, 57º do ranking e que só venceu um jogo no saibro este ano. Logo na sequência, há possibilidade de um duelo contra o quinto colocado Grigor Dimitrov. O búlgaro estreia contra o experiente sérvio Viktor Troicki.

‘Hábito de ganhar’ fará Orlando e Felipe crescerem, avalia Leo Azevedo
Por Mario Sérgio Cruz
maio 16, 2018 às 11:07 am

As duas últimas semanas foram bastante positivas para dois jovens jogadores brasileiros que treinam na Espanha. O gaúcho Orlando Luz e o paulista Felipe Meligeni Alves, ambos de 20 anos, disputaram uma final de future no Cairo, capital egípcia, vencida por Felipe em dois tiebreaks no último domingo. Foi o primeiro título de simples de sua carreira profissional. Orlando, por sua vez, ganhou dois troféus seguidos nas duplas, um deles com o parceiro paulista.

Jovens em transição para a carreira profissional, Orlando e Felipe foram os primeiros atletas a usufruir da pareceria firmada pela Confederação Brasileira de Tênis e a BTT Tennis Academy, que oferece estrutura de treinamento em Barcelona. Os dois estão desde janeiro e têm acompanhamento do técnico brasileiro Leo Azevedo, que é um dos coordenadores da academia.

Azevedo atuou por oito anos na USTA (Associação Norte-Americana de Tênis), além de já ter trabalhado na Espanha, de 2003 a 2006, na academia de Juan Carlos Ferrero. Em entrevista ao TenisBrasil, o treinador falou sobre os quatro primeiros meses de trabalho na Espanha e os primeiros bons resultados. O experiente técnico avalia que o início de um ‘hábito de ganhar’ fará com que os dois jovens jogadores possam evoluir ao longo da temporada.

Felipe Alves e Orlando Luz trabalham com Leo Azevedo em Barcelona e têm acompanhamento de nomes como Francisco Royg, um dos técnicos de Rafael Nadal. (Foto: Reprodução/Instagram)

Felipe Alves e Orlando Luz trabalham com Leo Azevedo em Barcelona e têm acompanhamento de nomes como Francisco Royg, um dos técnicos de Rafael Nadal. (Foto: Reprodução/Instagram)

Confira a entrevista com Leo Azevedo.

Primeiro, eu gostaria que você fizesse uma avaliação dos primeiros meses de temporada dos dois jogadores, tanto em treinamento quanto nos torneios.
Eles chegaram aqui no começo de janeiro, antes da pré-temporada e não haviam feito uma pré-temporada muito boa. Fizemos uma pré-temporada de quatro a cinco semanas. A primeira gira foi na quadra rápida. Queria que o Orlandinho voltasse a jogar um pouquinho na quadra rápida, porque fazia tempo que ele não jogava. E nos últimos dois anos ele tinha jogado muito pouco.

Não tivemos bons resultados nas duas ou três primeiras semanas, nem de resultado e nem de rendimento. Acho que ainda estava demorando para chegar a mensagem em algumas coisas que eu estava tentando passar para eles. Trabalhamos bem, os dois trabalham duro, mas às vezes a mensagem e a filosofia demoraram um pouco mais para chegar.

Na Tunísia, o Orlando já jogou melhor e fez uma semi. Depois, na Turquia, o Felipe ganhou um jogo muito bom e perdeu para o campeão na segunda tendo match point. Ali já era o final de março e comecinho de abril, e foi quando eles deram uma crescida boa e já entendiam um pouco mais o que eu estava pedindo para eles. O Orlandinho melhorou um pouco o jogo de posição dele, porque estava jogando muito atrás, e o Felipe sabia usar um pouco mais a agressividade dele sem loucura. E os dois melhoraram muito fisicamente. Agora eu posso falar que estou feliz com a performance deles, o resultado está vindo atrás disso. E acho que eles entenderam melhor a mensagem que eu estava passando para os dois e o que eu queria de um e do outro como jogador.

O que pode ser tirado dessas duas semanas no Egito, com um jogo entre eles na final e o título de duplas com eles juntos na semana anterior?
Eu sempre falo para eles que ganhar é um hábito muito bom. O Orlandinho já tinha mais o hábito de ganhar no júnior e ficou uns dois anos com resultados que não seguiram a progressão do último ano de júnior dele, quando ele também havia jogado muito bem no profissional. E o Felipe não tinha ganhado muito ainda. Ganhou um GB1 júnior na Argentina, ganhou um US Open de duplas no júnior, mas ainda não tinha aparecido muito. E ganhar dupla é bom.

Falo para eles que o hábito de ganhar ajuda em tudo. E chegar em uma final com os dois é como se desse um pouco mais de confiança em acreditar que o que eles estão fazendo está no caminho certo, que a decisão de morar fora de casa tem muitas coisas difíceis -não diria negativas, mas difíceis-  e muitos obstáculos. São muitas coisas que você não está acostumado, mas que te fazem amadurecer mais rápido que quando você está no seu país. Mas tudo isso, em algum momento, pode ser que valha a pena. Quando eles ganham a dupla e fazem uma final é um alimento a mais para eles acreditarem que estão no caminho certo.

O Felipe acabou de conquistar o primeiro título da carreira. Até então os melhores resultados haviam sido as quartas. Quais fatores o fizeram dar esse primeiro salto e o quanto isso pode trazer de confiança para ele?
O Felipe, é verdade, ainda não tinha feito nada que chamasse atenção em simples. É um jogador que fisicamente é muito, muito bom. É um jogador que tem um tênis moderno, a bola dele anda bastante, mas que por A, B ou C motivos ainda não tinha vencido. Acho que, com 20 anos, não ter feito uma final de um future já estava meio que incomodando ele. Ele tem muito potencial, mas não combinava isso com o potencial que ele tem.

Eu sempre falava para ele: ‘O dia que você ganhar, talvez você sinta um gostinho que vai te alimentar mais para você poder continuar ganhando’. Ele perdeu alguns jogos este ano que a atitude poderia estar um pouquinho melhor e alguns jogos em que ele poderia acreditar um pouquinho mais. Acho que ganhar faz você acreditar mais em si mesmo. Ganhar faz você mudar sua perspectiva sobre algumas coisas. Na final, ele salvou um monte de set points contra o Orlando. Então que a confiança é talvez o combustível mais importante do jogador. Eu espero que isso o mova pra frente e que ele consiga chegar aos objetivos que eu tracei para ele.

Acho que o fator principal do salto foi que ele amadureceu bastante nesses três ou quatro meses. Tenisticamente a gente conseguiu ordenar essa agressividade que ele tinha, entender que ele pode ser agressivo, mas ordenar um pouco mais taticamente o jogo. Ele é um jogador muito impulsivo e, às vezes, essa impulsividade fazia com que ele saísse do ponto muito rápido. Acho que esses foram os pontos principais, um pouco mais de ordem tática e o amadurecimento como pessoa desses meses morando fora.

Felipe Alves levou a melhor sobre Orlando Luz no Egito e conquistou seu primeiro torneio

Felipe Alves levou a melhor sobre Orlando Luz no Egito e conquistou seu primeiro torneio profissional em simples (Foto: Reprodução/Instagram)

O Orlando teve algumas lesões na temporada passada, a mais recente foi no ombro. Como ele está evolução física dele?
O Orlandinho fisicamente melhorou bastante. Ele chegou aqui um pouco defasado, mas é muito bom trabalhador. Trabalhou bem e, fisicamente, não tem muito o que a gente falar do Orlandinho. Essa semana que ele chegou à final, fez alguns jogos longos, aguentou bem, trabalha bem e não tem mais nenhum resquício de lesão. Está num nível muito bom fisicamente.

Ainda sobre o Orlando, ele tinha algumas dificuldades com o saque e jogava muito com o segundo serviço. O que tem sido trabalhado para que ele possa evoluir nesse sentido?
Quanto à evolução do saque do Orlandinho… Como eu tinha falado antes para algumas pessoas, eu tinha visto ele jogar bastante no júnior. Nos últimos dois anos eu fiquei um pouco sem ver ele jogar, mas vi muitos vídeos. Quando eu comecei, ele realmente sacava bastante o primeiro saque em 3/4 ou como se fosse um segundo, e eu sempre acho que um dos segredos do bom sacador é a mentalidade de sacador. O jogador tem que pensar que é bom sacador e tem que pensar que o saque é uma arma. Tecnicamente eu não mudei nada, só um ajuste pequeno no toss e no giro, que ele mudou um pouquinho, mas é mais a mentalidade de usar o saque mais como uma arma e não só como uma maneira de começar o ponto.

Jogadores como o João Menezes e o Jordan Correia também treinam na Espanha. Há algum intercâmbio com atletas de outros clubes e academias?
O Menezes está aqui em Barcelona, mas o calendário nosso ainda não coincidiu com o dele. A gente voltou e ele foi para a Nigéria, depois a gente viajou e ele voltou para cá. Então ainda não coincidiu. O Jordan está no Ferrero [na academia Equelite, em Alicante], que é um pouco longe, mas eu tenho boa relação com o pessoal de lá. O Pablo Carreño Busta está sempre aqui, porque fica umas semanas aqui e outras no Ferrero, o Roberto Carballes Baena também passa algum tempo aqui e algum tempo lá. Com esses dois a gente conseguiu treinar algumas vezes por conta dessa relação que eu tenho.

A gente também treina com o pessoal de outras academias aqui. O Pedro Cachin, que é um argentino que o [Alex] Corretja ajuda, também treina aqui com eles. A gente teve também um intercâmbio muito bom para as semanas no Egito que eles foram no Godó [Trofeo Conde de Godó, o ATP 500 de Barcelona]. Consegui credencial para os dois, eles treinaram com muita gente, inclusive com o Marcelo Melo, vivenciaram esse nível de torneio e esse ambiente. Acho que foi muito legal, então a genta tenta, na medida do possível, realizar um intercâmbio aqui, não apenas com os brasileiros.

E como foi a experiência deles no ATP?
A gente conseguiu duas credenciais para eles e eles passavam praticamente o dia todo lá. Eles fizeram o trabalho físico lá, aqueceram com o Rogerinho, com o Marcelo Melo e com muita gente. A minha ideia, mais que o lado tenístico de bater bola com os jogadores. Era vivenciar o ambiente para fazer o contraponto. Eles estavam jogando future na Tunísia e na Turquia e, de repente, vão para o ATP que foi eleito o melhor do ano passado.

De repente, isso dá uma provocada neles: ‘É aqui que eu quero estar, não no outro’. Então é importante fazer com que eles vivenciem esse ambiente, que é o sonho de qualquer jogador, e usar os torneios menores só como uma ponte, como é para qualquer outros jovens, e passar por ela o mais rápido possível para chegar nesse ambiente de ATP.

Qual o planejamento para as próximas semanas do circuito?
Nesta semana, a gente está jogando um future na academia em Valldoreix, semana que vem tem um de 15 mil em Vic, que é a 45 minutos da academia. Depois a ideia é jogar um torneio de US$ 25 mil na Romênia. E em julho, devemos mesclar um ou dois torneios de US$ 15 mil e mais alguns de US$ 25 e 50 mil. Aí a gente tem que esperar um pouquinho para ver o ranking.

E de agosto para frente, pensando nessa melhora de ranking, a ideia é só jogar torneios de US$ 25 mil mais hotel e US$ 50 mil. Até por conta dessa mudança no ranking para o ano que vem. Então, a partir de julho a ideia é jogar torneios um pouquinho maiores.

Tem falado com eles sobre essa mudança do ranking pro ano que vem já que future não vai mais dar ponto?
Sim, tenho falado. Aliás, é uma conversa normalíssima e que, quando a gente vai para os torneios todo mundo quer saber. Porque muita gente tem dúvida a respeito, a ITF e ATP estão soltando e-mails e explicando dúvidas. Então, sim, a gente tem conversado muito. Acho que está todo mundo, não sei se assustado é a palavra, mas receoso. Não só os dois, mas todo o pessoal que joga esse nível de torneio, mas estão preparados para a mudança, porque já está decidido, vai ser assim e a gente tem que adequar um pouquinho as mudanças para o ano que vem.