Monthly Archives: março 2018

A disciplinada Osaka e a artista Kasatkina
Por Mario Sérgio Cruz
março 18, 2018 às 12:52 am
A final feminina em Indian Wells, marcada para às 15h (de Brasília) deste domingo, coloca em lados opostos duas integrantes da nova geração do circuito e adeptas de estilo de jogo bastante distintos. Enquanto Naomi Osaka devolve muito bem saque e bate forte na bola dos dois lados, Daria Kasatkina consegue variar alturas, direções e velocidades. Em comum entre elas, além dos 20 anos de idade, está o caminho cheio de adversárias expressivas que elas precisaram superar. Juntas, Osaka e Kasatkina eliminaram cinco campeãs de Grand Slam e seis jogadoras que já estiveram ou que ocupam atualmente a primeira posição do ranking mundial.

Designada como cabeça de chave número 20, Kasatkina entrou diretamente na segunda rodada, fase em que superou a tcheca Katerina Siniakova. Depois disso, a jovem russa que ocupa o 19º lugar do ranking só passou por campeãs de Grand Slam: Ela eliminou Sloane Stephens na terceira rodada, passou por Caroline Wozniacki nas oitavas, cedeu apenas dois games a Angelique Kerber nas quartas e virou o jogo contra Venus Williams na semifinal.

Osaka, que é 44ª do mundo, estava no setor mais duro da chave. Logo na primeira rodada, teve que desafiar Maria Sharapova e venceu em dois sets. Dois dias depois, passou pela ex-número 2 do mundo Agnieszka Radwanska com apenas cinco games perdidos. A chave poderia colocá-la diante da terceira colocada Garbiñe Muguruza já na fase seguinte, mas a queda da espanhola para Sachia Vickery abriu o caminho para a japonesa, que passou pela americana vinda do quali e também pela grega Maria Sakkari. Nas quartas, duelo com a quinta do ranking Karolina Pliskova e rápida vitória por 6/3 e 6/2. Já na penúltima rodada, uma atuação ainda mais convincente e assustadores 6/3 e 6/0 contra a número 1 do mundo Simona Halep.

2018-03-17

Os estilos – Kasatkina é umas das jogadoras mais dotadas de recursos técnicos na elite do circuito. A russa faz jogar tênis parecer fácil e deve ter nascido para fazer o que bem entende com a bolinha. Com naturalidade, ela consegue fazer uma transição da defesa para o ataque, tirar um drop shot da cartola, entrar na cabeça da adversária com slices de backhand ou até mesmo bater o revés saltando ao estilo de Marat Safin e Gael Monfils. Se precisar, ela faz tudo no mesmo ponto.

Osaka é mais pragmática. A japonesa, que se destaca no circuito desde uma vitória sobre Samantha Stosur há quase quatro anos em Stanford, aposta em um jogo mais agressivo e já declarou que procura não olhar muito para quem está do outro lado da rede para não comprometer seu foco no que precisa fazer. Contra Simona Halep, a asiática conseguiu se impor e deixar a número 1 do mundo sem respirar.

Diante de Pliskova, dona de um dos melhores saques do circuito, Osaka não quis esperar as bombas da tcheca muito longe da linha de base. Pelo contrário, a japonesa agredia até mesmo o primeiro serviço da ex-número 1 do mundo. Além disso, a própria Pliskova admite sua dificuldade contra adversárias que tentam mudar muito a direção da bola fazendo com que a tcheca tenha que correr e bater desequilibrada. E foi exatamente isso o que Osaka executou. A aplicação tática da japonesa treinada por Sascha Bajin foi invejável nos dois últimos jogos.

 

 

 

 

O que disseram – Depois de vencer uma batalha de 2h48 contra Venus Williams na última sexta-feira, Kasatkina disse que para vencer um jogo tão importante seria preciso aproveitar as poucas chances que aparecessem. “Eu sabia que se eu tivesse uma chance, teria que aproveitar imediatamente”, explicou Kasatkina após a vitória por 4/6, 6/4 e 7/5. “Porque nesse nível, você pode ter poucas oportunidades por set ou por jogo. E se você não as usar, pode perder a partida depois. Então, a coisa mais importante foi perceber quando eu tinha chances e aproveitá-las”.

Apesar disso, a jovem russa também tentou aproveitar a experiência de enfrentar uma jogadora do calibre de Venus Williams em um torneio tão grande. “Às vezes eu estava sorrindo na quadra”, elaborou a russa. “Em um momento, você simplesmente começa a pensar que está na sessão noturna, com o estádio cheio, jogando contra uma lenda. Então eu começava a pensar: ‘Talvez seja o momento da minha vida’ e então eu consegui curtir esse momento”.

Quando eliminou Kerber nas quartas, destaque de novo para o equilíbrio emocional e para a capacidade de repetir durante o jogo os mesmos movimentos das quadras de treinos. “Não foi uma partida fácil, mas eu estava fazendo as coisas certas para ganhar. Tudo o que mostrei hoje, eu estava fazendo nos treinos, então eu estava jogando muito calma”, explicou após a vitória por 6/0 e 6/2 diante da ex-número 1 do mundo.

“Entendo que era uma partida realmente importante, de quartas de final, em um torneio grande e na quadra central”, comentou. “Mas eu estava tentando evitar pensar nessas coisas e simplesmente entrar na quadra sem dúvidas e sem qualquer pensamento que pudessem colocar pressão sobre mim mesma. Na verdade, minha cabeça estava bastante vazia. Essa foi a melhor coisa”.

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Tentar evitar a pressão é algo que Osaka também quis fazer. “Ganhar o torneio seria bom, mas não estou tentando me pressionar. Todas as jogadoras que enfrentei aqui sofriam com pressão sobre elas porque eram cabeças de chave, então estou tentando não fazer isso comigo mesma”, falou depois de superar Simona Halep na madrugada deste sábado.

Em seus dois últimos jogos, Osaka derrotou jogadoras para quem havia perdido anteriormente e sabe o que fez de diferente para mudar o resultado. Contra Pliskova, que a derrotou no ano passado em Toronto, era preciso ser mais agressiva. “Eu já havia enfrentado ela antes e por isso sabia o que esperar. Antes, cometi muitos erros não forçados sem ir realmente para as bolas. Desta vez me comprometi um pouco mais em ser agressiva, mas também em ficar nos ralis mais longos. Estou muito feliz com o resultado que conquistei”.

Já contra Halep, que havia levado a melhor nos três embates anteriores, era preciso errar menos. “Eu realmente tentei ser consistente. Penso que na Austrália eu cometi muitos erros, e eu meio que entreguei o jogo, então eu tentei ser um pouco irritante e colocar mais devoluções em quadra”, disse a japonesa que também reconheceu que a romena não jogou bem. “Fiquei um pouco surpresa, especialmente o início do segundo set, porque sinto que ela me deu pontos de graça, mas não tentei pensar muito sobre isso”.

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O que foi dito – O técnico de Kasatkina Philippe Dehaes falou ao site Sport 360º sobre o relacionamento com sua atleta. De uma de suas declarações surgiu a ideia para o título do post. “Eu confio nela. Tento não colocar muita informação na cabeça dela porque para mim, ela é uma artista”.
No ranking:

– Kasatkina debutará no top 15 a partir de segunda-feira. A jovem russa assumirá o 11º lugar do ranking da WTA e o número 1 de seu país com o vice-campeonato. Em caso de título, ela entra pela primeira vez no top 10 e será a nona colocada.

– O melhor ranking da carreira de Osaka era o 40º lugar. Ela certamente irá superar essa marca e já garantiu o 26º posto, o que faz dela a japonesa mais bem colocada desde Ai Sugiyama, que era 25ª colcoada em março de 2009. Se for campeã, será 22ª do mundo

Curiosidades:

– Desde 2001 que uma final de Indian Wells não tem duas jogadoras com menos de 21 anos. Na ocasião, Serena Williams foi campeã ao derrotar Kim Clijsters na decisão.

– Desde 2005, Osaka é apenas a quarta jogadora a decidir Indian Wells sem ser cabeça de chave do torneio.

– Osaka acumula US$ 1.483.053 em premiações na carreira. Caso conquiste o título, ela praticamente dobra esse valor, já que a campeã receberá US$ 1.30.860.

– Kasatkina é a sexta russa a chegar à final de Indian Wells. Maria Sharapova, Elena Vesnina e Vera Zvonareva já foram campeãs, enquanto Svetlana Kuznetsova e Elena Dementieva ficaram com o vice-campeonato.

A parceria: Antes do início do torneio Indian Wells, Kasatkina e Osaka uniram forças para uma divertida ação promovida pela WTA. A russa deu algumas dicas para a amiga japonesa poder executar um tweener (ou grand willy) com precisão. Confira o resultado!

Embalada, colombiana de 16 anos sonha ser a número 1 do mundo
Por Mario Sérgio Cruz
março 9, 2018 às 4:25 pm

Com quatro títulos na temporada e uma invencibilidade que durou até a semana passada durante o Juvenil de Porto Alegre, Maria Camila Osório Serrano começou 2018 vencendo 24 jogos seguidos e conquistando os troféus das etapas do circuito mundial juvenil da ITF na Costa Rica, Paraguai, Colômbia e no Banana Bowl, em Criciúma. Sua série invicta, aliás, chegou a 26 partidas já que carregava dois jogos do fim do ano passado.

Enquanto vive um ótimo momento no circuito, a atual número 6 do ranking mundial juvenil sonha alto. Em conversa com o TenisBrasil durante a Copa Paineiras, torneio ITF GB1 disputado no clube Paineiras do Morumby em São Paulo, Osório Serrano disse com todas as letras qual é seu principal objetivo: “Quero chegar a ser a número 1 do mundo”.

Maria Camila Osório Serrano venceu 26 jogos seguidos no circuito juvenil (Foto: Heusi Action/Gabriel Heusi)

Maria Camila Osório Serrano venceu 26 jogos seguidos no circuito juvenil (Foto: Heusi Action/Gabriel Heusi)

O quanto a meta desta colombiana é ambiciosa aparece na história do tênis feminino sul-americano. Desde a criação do ranking em 1975, a melhor sul-americana foi a argentina Gabriela Sabatini que chegou ao terceiro lugar em 1989, enquanto a última top 10 foi a também argentina Paola Suarez em 2004. Na história do tênis colombiano, Fabiola Zuluaga tem a melhor marca de seu país ao ser 16ª do mundo em 2005. Não custa lembrar que Maria Esther Bueno foi nomeada a número 1 antes da criação do ranking, e tem como melhor marca na Era Aberta o 29º lugar em 1976.

Osório Serrano está ciente de que terá menos oportunidades durante a transição para o circuito profissional que outras jogadoras da mesma idade, mas de origem europeia ou norte-americana. “Uma menina dos Estados Unidos ou da Europa ganha convites para torneios importantes. Na América do Sul no máximo que dão é um convite para um torneio de 250 mil. Para elas, dão convite nos Grand Slam”, afirmou.

A jovem colombiana também já pensa nas mudanças que serão promovidas no circuito profissional a partir da próxima temporada. “Se eu ganhar um torneio de US$ 15 mil em novembro, por exemplo, em janeiro do próximo ano ele já não vai valer. Então a ideia é começar a jogar já os torneios maiores para este ano eu me meter mais entre as profissionais e começar a correr o ranking e ficar entre as 750″, comentou sobre a proposta da ITF em retirar a pontuação do ranking dos torneios com premiação mínima e estabelecer a criação de um circuito de transição.

Dotada de um jogo inteligente e cheio de recursos, como slices, drop shots e subidas à rede, a jogadora de 16 anos não esconde a idolatria por Roger Federer. “Ele me encanta. Roger é meu ídolo desde que eu tenho seis anos e comecei a jogar tênis”, ela disse. “Quando eu tinha seis anos, na primeira vez que comprei uma raquete, todas as meninas queriam a rosa da Sharapova e eu sempre escolhia a preta ou vermelha do Federer porque ele é meu ídolo e eu sempre queria jogar como ele”.

Confira a entrevista com Maria Camila Osório Serrano.

Você começou a temporada com muitas vitórias consecutivas. Foram 26, se contar as duas últimas do ano passado. Como você lidou fisicamente e mentalmente com isso, porque se você chega às finais em todas as semanas a recuperação deve ser muito complicada.
Jogar tantos dias seguidos durante quatro semanas foi muito duro para mim. Agora eu pude descansar dois ou três dias antes de voltar a jogar. Porém eu tentava pensar apenas no próximo jogo e não que eu estava cansada, nem nada. As partidas que passaram, passaram e o foco era nos jogos seguintes. Creio que isso foi chave para seguir avançando.

E como era o seu trabalho de recuperação, porque imagino que você tivesse muito pouco tempo para treinar e também para o descanso porque você jogava praticamente todos os dias.
O que eu fazia era me alongar muito, tomar muita água e isotônico para recuperar os líquidos. Também fazias muitas sessões de massagem e na banheira com gelo. Tive que fazer muitas coisas, porque eram muitos jogos e eu queria estar continuar sempre ganhando e ganhando. Acredito que isso foi a chave para eu me recuperar bem.

Você já teve algumas experiências com a equipe da Fed Cup, inclusive jogando. Conta como foi sua vivência com jogadoras profissionais, especialmente com a Mariana Duque que foi top 100 e já ganhou um WTA.
Foi uma experiência muito bonita. Faz dois anos desde a primeira vez que me convocaram e para mim é sempre um orgulho representar o meu país, representar a Colômbia. Isso trouxe muitas coisas positivas. Estive com uma jogadora que já esteve no top 100 e pude ver de perto tudo o que ela faz, o que come e como treina. Saber quando ela aquece uma hora antes ou meia hora antes de entrar em quadra, a hora de sair, de voltar e de alongar. As jogadoras lá respiram tênis e me ensinam a ser profissional.

O seu jogo tem muita variação, você usa muito slice e vai bastante à rede. Em que jogadoras você mais se inspira? Na Radwanska, por exemplo?
Roger Federer, mas gosto dela também. Roger me encanta. Ele é meu ídolo desde que eu tenho seis anos e comecei a jogar tênis. Vou te contar uma história: Quando eu tinha seis anos, na primeira vez que comprei uma raquete, todas as meninas queriam a rosa da Sharapova e eu sempre escolhia a preta ou vermelha do Federer porque ele é meu ídolo e eu sempre queria jogar como ele.

E no tênis feminino tem alguma jogadora que você se espelha?
Eu gosto muito da Halep e gostava muito da Serena Williams quando ela estava jogando.

Hoje no circuito tem muitas jogadoras altas, fortes e agressivas, como Pliskova e a Muguruza no alto nível e jovens que tentam se espelhar nelas. Como você tenta falar com sua equipe antes de enfrentar uma jogadora desse estilo?
Sempre que eu entro em quadra… Todavia, eu ainda não estou nesse nível, mas se eu chegar a ele, eu tenho que pensar em fazer o meu jogo, não? Nenhum jogador entra em quadra pensando ‘Vou jogar contra ela, tenho que mudar’, sempre entram pensando em fazer o que sabem. Se as coisas não acontecem, tenho que buscar soluções e alternativas, mas sempre tenho que entrar pensando em fazer o meu jogo.

A jovem colombiana já atuou no ITF Junior Masters no ano passado (Foto: Paul Zimmer/ITF)

A jovem colombiana já atuou no ITF Junior Masters no ano passado (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Inclusive na China, você jogou o Masters e enfrentou algumas das melhores do mundo na categoria. Algumas meninas como a Kostyuk, por exemplo, jogam nesses estilo mais agressivo. Como foi sua experiência?
Sim, a Kostyuk e a Kaja Juvan jogam assim. Eu penso que quatro meses atrás estava jogando contra elas na China e agora a Marta chega a uma terceira rodada de um Grand Slam. E ela não é a única. Também há muitas meninas que estão se destacando em alto nível como a [Amanda] Anisimova, a [Anastasia] Potapova, [Clarie] Liu e [Kayla] Day são juvenis que estão se dando muito bem.

Claro que temos que entender que elas são de outros países e têm mais oportunidades. Uma menina dos Estados Unidos ou da Europa ganha convites para torneios importantes. Na América do Sul no máximo que dão é um convite para um torneio de 250 mil (WTA International). Para elas, dão convite nos Grand Slam.

Você pode ganhar um convite para o WTA de Bogotá, talvez.
Creio que sim. Acredito que vou jogar o WTA. Eu não sei ainda, mas me parece muito bom e é algo que me motiva muito. Obviamente tenho que seguir trabalhando, lutando e dar tudo para chegar onde quero chegar.

A partir do ano que vem, o circuito profissional terá mudanças e os torneios de US$ 15 mil não darão mais pontos no ranking. Você tem conversado sobre isso com sua equipe?
Sim, você tem que estar entre as 750 para estar no ranking, senão tem que jogar o circuito de transição. Para este ano ainda não vale, mas se eu ganhar um torneio de US$ 15 mil em novembro, por exemplo, em janeiro do próximo ano ele já não vai valer. Então a ideia é começar a jogar já os torneios maiores. Eu tenho três Junior Exempt para torneios de US$ 25 mil para este ano eu me meter mais entre as profissionais e começar a subir no ranking e ficar entre as 750.

Quando você terminar a carreira juvenil, seu objetivo é seguir direto para o circuito profissional ou tentar fazer uma faculdade nos Estados Unidos antes?
Eu quero ser profissional, essa é a meta, meu sonho e tenho que focar totalmente nisso. Quero chegar a ser a número 1 do mundo.

Destaques nos 16 anos avaliam 1ª experiência em ITF
Por Mario Sérgio Cruz
março 8, 2018 às 8:04 pm

Jovens tenistas brasileiros que se destacaram nos torneios da categoria 16 anos durante o circuito da Confederação Sul-Americana (Cosat) ao longo da temporada tiveram nesta semana a experiência de jogar em uma categoria acima. Nomes como o mineiro João Victor Loureiro e a goiana Lorena Cardoso, que estão com 14 anos, e o catarinense de 15 anos Pedro Boscardin Dias receberam convites para a disputa da Copa Paineiras, torneio ITF GB1 no saibro do clube Paineiras do Morumby e avaliaram a oportunidade de atuar contra alguns dos melhores juvenis do continente na categoria 18 anos, valendo pontos para o ranking mundial júnior.

“As meninas de 16 jogam muito bem, mas elas ainda não têm tanta força. Aqui as meninas são mais agressivas, conseguem ficar concentradas durante mais tempo, estão mais bem preparadas, são mais experientes e mais fortes”, comentou Lorena Cardoso, que venceu duas etapas seguidas do circuito da Cosat de 16 anos, no Equador e na Colômbia. “Eu já tinha jogado três torneios de 18 anos, mas este está bem mais forte”, complementou a goiana que só havia jogado ITFs de nível G4 e G5 até a semana passada, quando disputou o Campeonato Internacional Juvenil de Tênis de Porto Alegre.

Nos dois torneios que conquistou, Lorena venceu duelos caseiros nas finais contra a também goiana Nalanda Silva, que vem de um projeto social e atualmente treina no Rio de Janeiro. “Desde pequena e ela sempre ganhou todos os jogos de mim. Ela sempre foi a melhor de Goiás e era tipo a minha ‘rivalzinha’, mas nós somos amigas fora da quadra. E nesses dois torneios eu consegui jogar bem contra ela e acabar ganhando”.

A goiana de 14 anos Lorena Cardoso deve priorizar torneios de 18 anos (Foto: Thiago Parmalat/CBT)

A goiana de 14 anos Lorena Cardoso deve priorizar torneios de 18 anos (Foto: Thiago Parmalat/CBT)

Loureiro também destacou a diferença entre as duas categorias. “Mais volume de jogo! Os caras sobem o nível de jogo nos pontos importantes”, avaliou o mineiro, que venceu quatro eventos da gira Cosat. Campeão do Banana Bowl de 16 anos, o jogador que treina em Santa Catarina também venceu a etapa paraguaia em Assunção e tem mais duas conquistas em Cali, na Colômbia, e Córdoba, na Argentina.

Em São Paulo, Loureiro manteve o embalo e marcou seus primeiros pontos no ranking mundial juvenil da ITF com as vitórias sobre o argentino Facundo Tumosa e no duelo nacional contra Gustavo Madureira antes de cair para o brasiliense Gilbert Klier Júnior nas oitavas. “Estava um pouco gripado, então ficava um pouco mais cansado que o comum após o término de alguns pontos, mas consegui manter a confiança que estou tendo desses últimos torneios para vencer. Muito feliz em marcar meus primeiros pontos no ranking mundial”.

“Foi uma gira muito boa. Comecei na Colômbia já com o título, estava confiante e consegui aproveitar o convite aqui no ITF. Ganhei duas rodadas e caí nas oitavas. Foi uma boa experiência. Agora é voltar e treinar para a gira europeia”, complementou o mineiro que completa 15 anos em março e já mede 1,85m.

O mineiro João Loureiro venceu quatro etapas do circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

O mineiro João Loureiro venceu quatro etapas do circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Luiz Cândido/Divulgação)

“A diferença mais na força e na maturidade dos caras durante o jogo. Eles sabem melhor escolher as horas de escolher as jogadas e isso faz a diferença”, explicou Pedro Boscardin Dias, que na temporada passada disputou importantes competições de 14 anos como o Les Petits As na França e o Le Mondial Lacoste em Londres durante o ATP Finals, mesclando o calendário com torneios sul-americanos de 16 anos.

“Eu consegui jogar os principais torneios do mundo e pude ver como os meninos jogam. É importante para ver que estou no nível dos caras, não estou muito longe”, comentou o catarinense, que voltará ao velho continente para jogar em categorias acima. “A experiência no Cosat foi muito boa e consegui conquistar meu objetivo que era classificar para a gira europeia”.

Para a sequência na temporada, a prioridade é tentar os torneios de 18 anos.”Pelo que eu conversei com o Rico [Schlachter, seu técnico] a ideia é jogar mais torneios de 18 anos. Acho que tem um ou dois torneios de 16 anos na gira europeia. Foi bom conseguir esse ponto na ITF para começar a transição”, avaliou o catarinense que fez seu primeiro ponto no ranking mundial juvenil ao avançar uma rodada na chave de duplas no Paineiras.

Pedro Boscardin Dias jogou os principais torneios do mundo nos 14 anos e o circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

Pedro Boscardin Dias jogou os principais torneios do mundo nos 14 anos e o circuito sul-americano de 16 anos (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

Lorena Cardoso também deve seguir o caminho do circuito mundial juvenil apesar de sua pouca idade. As únicas competições de 16 anos deverão ser os torneios por equipes. “Acho que o Sul-americano e o Mundial vão ser os únicos que eu vou jogar de 16 este ano, porque eu vou focar no 18. Vai ser um pouco difícil no início, mas servirá para conseguir resultados bons e subir no ranking para já estar bem posicionada”, explicou a goiana que treina desde os doze anos no Instituto Tênis, em Barueri.

“Eu tava jogando um torneio de duplas com uma integrante do IT e eu tinha dez anos, mas já jogava torneio de 12 anos. Então um treinador me viu e perguntou a minha idade porque eu já era grande e forte. Perguntaram se eu queria fazer um teste no IT e treinar, mas eu ainda era muito nova e tinha dez anos, então meus pais não deixaram. Fiquei mais dois anos em Goiás ainda, e só depois fui fazer o teste, gostei e estou lá até hoje”.

A goiana que já tem 1,74m tenta ser uma jogadora agressiva e se inspira em Beatriz Haddad Maia: “Ela é alta, forte e joga bem firme”, comentou. “Eu gosto de jogar agressiva, pegando bem na bola. No 16 eu ainda conseguia ter diferença de força, mas agora não tem muita diferença para as meninas mais velhas, meio que iguala todo mundo. Sou um pouco lenta ainda por causa da altura, mas é o caminho. Sinto que minha agressividade é onde fico com energia e consigo jogar bem”.

O técnico Ricardo Schlachter acompanha os juvenis Pedro Dias e João Loureiro (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

O técnico Ricardo Schlachter acompanha os juvenis Pedro Dias e João Loureiro (Foto: Miriam Jeske/Heusi Action)

O técnico Ricardo Schlachter, treinador que trabalhou com Ricardo Mello quando o campineiro conquistou o ATP 250 de Delray Beach em 2004, é quem acompanha Boscardin e Loureiro atualmente. Schlachter, que coordena um centro de treinamento de alto rendimento em Joinvlle (SC), fez uma análise sobre as diferenças entre as competições de formação e a elite do circuito juvenil.

“Acredito que existe uma diferença, mas não acredito mais ser tão grande, principalmente fisicamente. Claro que sempre tem jogadores acima da média, mas eles [Boscardin e Loureiro] conseguem competir de igual para igual na maioria das vezes. Esse é ponto principal. Que eles entrem em torneios e consigam ser competitivos”.

Schlachter também afirma que deve testar seus jovens jogadores nos torneios maiores e em competições profissionais ainda este ano. “Agora o foco vai virar para os torneios de 18 anos. A ideia era terminar a gira Cosat de 16 e agora sim focar nos 18. E esse ano ainda algumas eles terão poucas semanas para experimentar um pouco do profissional, em termos de futures ou de torneios com a premiação apenas em dinheiro, para que eles joguem com adultos que são bons jogadores e que têm muito a ensinar a eles. Mas essa é uma parcela menor do calendário que vai se basear muito nos ITFs de 18 anos”.

O treinador também avaliou o desempenho e evolução dos dois atletas e reconhece que a grande fase de Loureiro o surpreendeu. Ele treina o juvenil mineiro desde agosto de 2015, quando o jogador saiu de Belo Horizonte e mudou-se para Santa Catarina. Já com Boscardin, o acompanhamento vem desde as escolinhas ainda aos sete anos.

“Eu diria que os resultados foram acima da expectativa. É claro que a gente sempre se prepara para entrar em um torneio para ganhar, mas de oito etapas ganhar quatro, ou seja ganhar um a cada dois torneios, realmente nos surpreendeu. O que não é uma surpresa é a evolução dele. Eu que acompanho o dia a dia, vejo que ele vem se dedicando há muito tempo. Esses resultados deram a ele um dos quatro postos para a gira europeia, mas agora ele precisa correr atrás de pontos na ITF. Por isso até a gente solicitou para a CBT e eles nos concederam o wildcard para os meninos jogarem aqui”, explicou Schlachter.

“Como não existe ranking internacional nessa categoria e pelo que eu conheci na Europa, eu poderia dizer até o ano passado que o Pedro estaria entre os 15 ou 20 melhores jogadores do mundo na idade dele, até 14 anos. Isso numa avaliação minha como treinador. Agora já não deve ser mais assim entre os garotos de 15 anos, também por causa da evolução dos outros. O tênis é muito dinâmico e esses garotos evoluem muito rápido em seis meses ou um ano”, avaliou.

“E dentro da minha própria estrutura, que tenho só dois jogadores, vejo que existe uma diferença. O João Loureiro estava um pouquinho abaixo dele, hoje não só se equivaleu como já está um pouco à frente dele. E aí envolvem outras coisas, que são os amadurecimentos. É lógico que o porte físico dele também ajuda, é um jogador alto e essas coisas fazem diferença”.

Juvenis brasileiros priorizam futures na transição
Por Mario Sérgio Cruz
março 7, 2018 às 8:09 pm

Diante da mudança nas regras do circuito profissional no ano que vem, quando será criado um circuito de transição e os torneios de nível future de US$ 15 mil não darão mais a dar pontos no ranking da ATP, alguns dos principais jogadores juvenis brasileiros sinalizam que devem priorizar as competições profissionais já no segundo semestre deste ano. Os atletas nacionais que estão na última ou penúltima temporada das competições de base também pretendem já iniciar rapidamente o longo caminho dos futures, sem passar por uma transição no tênis universitário norte-americano que já atraiu nomes como Gabriel Décamps, Lucas Koelle e Luisa Stefani nos últimos anos.

“Por enquanto o meu foco é entrar no profissional, a começar pelos futures e seguir evoluindo. A transição é bem difícil, principalmente para nós brasileiros. A gente já teve muito juvenil top, mas a transição é um ponto mais difícil. Então acho essa etapa a mais importante a partir de agora”, disse o paulista de 17 anos Mateus Alves, treinado pelo ex-top 100 Thiago Alves.

“A gente já está conversando sobre calendário e sobre misturar os torneios juvenis com profissionais. Este ano a gente já vai montar uma programação de jogar mais futures a partir de agora e mesclar com os ITFs. Fiquei sabendo dessa mudança que vai ter para o ano que vem e a gente ainda não sabe como vai ser essa mudança, o que ela vai afetar e o que vai trazer de bom, mas espero que tudo isso seja bem feito e ajude a gente do juvenil a ir para o profissional”, complementou o jovem paulista, que ainda poderá jogar torneios juvenis em 2019.

“Meu sonho sempre foi jogar como profissional mesmo. Eu nunca fui muito atraído pela ideia de jogar pela faculdade no College, então eu vou seguir no ano que vem nos futures e challengers em busca do sonho que eu sempre tive”, comentou o brasiliense Gilbert Klier Junior, que completa 18 anos em maio e treina na Tennis Route do Rio de Janeiro.

Para o pernambucano de 17 anos João Lucas Reis e o paulista Matheus Pucinelli, um ano mais novo, que treinam juntos em Barueri, a mudança na regra pode facilitar a entrada dos jovens nos torneios profissionais já que o ranking juvenil servirá como base para incluir nomes nas chaves principais. “É bem nova essa regra e acho que ela vai ajudar um pouco os juvenis em transição, mas a gente ainda não conversou muito [com os técnicos] sobre isso. Acho que mais para o final do ano a gente vai acabar sabendo mais e jogar alguns futures também”, disse Reis, que reitera o desejo de seguir a carreira como tenista profissional. “O desejo é seguir no profissional e jogar nos torneios futures”.

João Lucas Reis vem de dois bons resultados no Banana Bowl e em Porto Alegre (Foto: Matheus Joffre/CBT)

João Lucas Reis vem de dois bons resultados no Banana Bowl e em Porto Alegre (Foto: Matheus Joffre/CBT)

Pucinelli, que ainda terá mais um ano de juvenil pela frente, deve ter um calendário parecido com o de seus parceiros de treino. Além dele e de Reis, o também paulista Igor Gimenez treina junto com eles no Instituto Tênis e todos têm ranking juvenil próximo. “Para esse ano, o calendário deve ser mais parecido. Não deve mudar tanto, mas para o ano que vem vou mesclar bastante os torneios profissionais com os juvenis com o ranking juvenil ajudando para entrar”.

Até mesmo para o catarinense Pedro Boscardin Dias, jogador que completou 15 anos em janeiro e ainda luta pelo primeiro ponto na ITF, a intenção de seguir para os torneios profissionais é prioridade. “Para mim a ideia é seguir direto para o profissional sem passar pela transição nos Estados Unidos”.

Nas entrevistas feitas durante a disputa da Copa Paineiras, torneio exclusivamente sul-americano e de nível GB1 para o circuito de 18 anos da ITF, os jovens jogadores brasileiros falaram sobre o quanto esse torneio é decisivo para a definição do calendário. Nos últimos dois anos, Felipe Meligeni Alves e Thiago Wild venceram a competição continental e, com os 180 pontos conquistados, deram um salto no ranking juvenil e puderam já antecipar as vagas nas chaves principais de Roland Garros e Wimbledon.

“Este é um G1 com bônus e dá bastante ponto e te aproxima do corte do ranking para alguns torneios. É claro que um torneio desse vai modificar bastante o meu calendário, independente se eu for bem ou se eu for mal, porque ele define para quais torneios eu vou viajar. Então se eu for bem, é um calendário, e se eu for mal é outro. Então com certeza alguns pensam nisso aqui”, avaliou Klier, que só pôde começar a temporada há duas semanas, no Banana Bowl, por conta de uma lesão no joelho.

“Seria muito importante ir bem nesse torneio para já estar com os pontos na média para conseguir jogar os Grand Slam e começar a jogar os futures. Mas independente disso, acho que este ano eu já vou fazer um bom calendário de futures no segundo semestre”, explicou o tenista brasiliense que está no último ano como juvenil.

O brasiliense Gilbert Klier Júnior teve que iniciar sua temporada mais tarde por conta de lesão (Foto: Matheus Joffre/CBT)

O brasiliense Gilbert Klier Júnior teve que iniciar sua temporada mais tarde por conta de lesão (Foto: Matheus Joffre/CBT)

“No meu caso, os torneios que eu joguei antes já me ajudaram nesse aspecto. Com os torneios que eu fiz antes acho que eu já garanti a entrada em Roland Garros e Wimbledon, mas esse GB1 só com jogadores aqui da América do Sul acaba sendo um torneio bom para pontuar, mas também é duro e requer bastante esforço”, explicou Reis, que está no 32º lugar no ranking mundial juvenil da ITF.

“Acho que o torneio é importante nessa parte da pontuação e por ser o último torneio da gira. Porque diferencia jogar o quali ou chave dos Grand Slam”, avaliou Pucinelli. “A Gerdau (Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre) e o GB1 são muito importantes no calendário para a gente que é daqui do Brasil. Aqui só tem os sul-americanos e fica melhor ainda para jogar e pontuar. Sim, a gente pensa bastante nisso, mas o mais importante é entrar na quadra e fazer o trabalho bem feito”, complementou Alves.

Reis comemorou o nível técnico apresentado no início de temporada. O pernambucano disputou a chave juvenil do Australian Open e equilibrou as ações contra o segundo favorito sérvio Marko Miladinovic. Depois, engatou três bons resultados seguidos em ITFs no saibro sul-americano, com semifinal em Assunção e quartas tanto no Banana Bowl quanto no Juvenil de Porto Alegre.

“Na Austrália eu fiz um jogo bem duro com o cabeça 2, foi um bom torneio e depois desses torneios eu consegui uma boa constância nos jogos. Acho que venho jogando meu melhor tênis nesses torneios e espero continuar assim”, explicou o jogador de 17 anos que está de volta ao Paineiras, clube onde foi semifinalista de um future no ano passado. “Gosto bastante de jogar aqui, as quadras são boas. É bom que esse GB1 seja aqui no Brasil este ano. Estou bem confiante para essa semana aqui no Paineiras de novo”.

Alves não foi à Austrália e começou o ano jogando no piso duro da Costa Rica, onde foi vice-campeão. Depois, o paulista voltou ao saibro e chegou às quartas tanto no Equador quanto no Juvenil de Porto Alegre. Os resultados renderam boa evolução no ranking para o atual 34º lugar. “Acho que foi uma gira bem produtiva. Fiz ótimos torneios no começo do ano, na Costa Rica, Colômbia e Equador. Consegui uma semifinal, final e quartas. Na Costa Rica era piso duro e tinha bastante diferença de clima e condições de jogo. Consegui me adaptar bem em todos esses e isso deu uma alavancada no ranking e agora na Copa Gerdau, fiz jogos bem duros, ganhei de um cara que era 13 do mundo [o americano Drew Baird] e acabei perdendo nas quartas para o japonês [Naoki Tajima], que eu tive match point, mas mesmo assim serviu bastante de aprendizado”.

Mateus Alves treina com o ex-top 100 Thiago Alves e tenta usar de sua altura para ter um bom saque e um tênis agressivo (Foto: Srdjan Stevanovic/ITF)

Mateus Alves treina com o ex-top 100 Thiago Alves e tenta usar de sua altura para ter um bom saque e um tênis agressivo (Foto: Srdjan Stevanovic/ITF)

O jogador de 1,93m está ciente de que seu estilo de jogo pode trazer uma vantagem no futuro, já que muitos dos principais jovens destaques do circuito apostam em bons saques e estilo agressivo. Ele inclusive cita o chileno Nicolas Jarry, jogador de 22 anos e que foi semifinalista do Rio Open e vice do Brasil Open, como um de seus modelos. “Sempre fui maior que o pessoal da minha idade e isso sempre me trouxe bastante vantagem, principalmente no saque que é um ponto mais forte meu. O saque e a direita. Agora o Nicolas Jarry foi bem nos ATPs. Ele é alto como eu, tem um jogo bem agressivo e é um cara muito bom para eu me espelhar. É um cara novo, que está despontando agora e a maneira de jogo dele, indo para a frente é uma maneira que eu tenho que jogar também”.

O pupilo de Thiago Alves também comentou sobre a experiência de treinar com um jogador que terminou recentemente a carreira no circuito. “Ele é um cara que mostra bem os caminhos. Já foi bom juvenil e vivenciou toda essa careira de profissional, então ele já passou por tudo o que eu estou passando agora e sabe me orientar bastante sobre onde vou jogar e como vou jogar. Então ele tá me passando bastante experiência”.

Para Klier, apesar da lesão e da pré-temporada reduzida, o balanço dos três primeiros torneios do ano foi positivo. “Meu primeiro torneio foi o Banana, mas foi uma gira muito boa para mim. Eu ia para a Austrália, mas machuquei o joelho e não pude ir. Não tive muito bem uma pré-temporada, porque eu fiquei um mês e meio sem sair da cama, machucado, mas dentro do possível foi um bom começo de ano. Fiz duas ou três semanas intensas e fui para o Banana. Joguei super bem, ganhei de bons jogadores, mas acabei não avançando mais por causa de problemas físicos. Eu estava com muita câimbra e abandonei nas oitavas. Na Gerdau também fiz um torneio muito bom e perdi para o japonês Tajima que vinha jogando muito bem. Faltou pouco, mas agora estou bem melhor”.