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Na Austrália, Kostyuk desfruta do tênis pela primeira vez
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 17, 2018 às 5:06 pm

Destaque neste primeiros dias de Australian Open, a ucraniana Marta Kostyuk tem chamado atenção por diferentes razões. Com apenas 15 anos, ela passou por três rodadas do qualificatório e mais duas na chave principal. Mas além dos resultados expressivos para sua idade, e que a colocam no patamar de outros prodígios do esporte, Kostyuk também se destacou pela autenticidade de suas declarações.

Logo após a vitória diante da australiana Olivia Rogowska por 6/3 e 7/5 na Margaret Court Arena, Kostyuk participou da tradicional entrevista em quadra, realizada nos três principais estádios do Grand Slam australiano. A comemoração pela vitória foi discreta: “Estou feliz por passar de fase. Na verdade, não senti que fui bem em quadra hoje” e não se mostrou impressionada ao saber que havia se tornado a jogadora mais jovem a chegar em uma terceira rodada de Grand Slam desde Mirjana Lucic (no US Open de 1997) e a mais nova nesta fase do torneio australiano desde Martina Hingis em 1996. “Eu bato recordes ou os repito a cada ano, então eu me sinto Ok”.

De fato, novas marcas vieram a cada rodada para ela. No domingo, quando venceu a tcheca Barbora Krejcikova por 6/3, 5/7 e 6/0 pela última rodada do qualificatório, a ucraniana havia se tornado a mais jovem jogadora a passar pelo quali de um Grand Slam desde a búlgara Sesil Karatantcheva, que tinha 15 anos e 5 meses no Australian Open de 2005. Já no dia seguinte, derrotar a 27ª colocada chinesa Shuai Peng por duplo 6/2 fez dela a mais jovem a vencer.um jogo pela chave principal Melbourne em 21 anos. Faz sentido que ela encare tais números com tamanha naturalidade.

Mas a frase que mais chamou atenção foi sobre o fato de poder cobrar menos de si mesma, se comparada aos tempos de juvenil. “Isso mudou, porque você não pode ser perfeccionista no tênis. Você comete erros a cada ponto e em cada golpe, então você não pode ser assim ou você vai acabar num hospital psiquiátrico”.

Na Austrália, Kostyuk diz estar desfrutando do tênis pela primeira vez em sua vida. Em longa entrevista ao site da WTA, a jovem jogadora falou sobre sua mudança de mentalidade, motivada principalmente pelo caráter profissional do circuito e das premiações em dinheiro.

“Agora eu mudei completamente minha atitude em quadra neste torneio. Não antes. Apenas neste torneio. Eu era uma jogadora diferente no meu último torneio. Eu posso mudar assim, mas também posso mudar na direção oposta (risos). Agora eu entendo o que é administrar as emoções, não mostrá-las o tempo todo e estar sempre motivada”.

“Você sabe qual é a diferença? Agora você está nos profissionais e você começa a ganhar dinheiro e é diferente porque você está jogando e é como se você estivesse trabalhando. Você está trabalhando duro, você dá energia, mas depois disso recebe o dinheiro. Vale a pena. Eu teria perdido minhas três partidas do quali se eu me comportasse como na semana passada”.

“Eu poderia estar ganhando por 5/0 e 40-0 se eu errasse uma bola e eu jogaria minha raquete no chão e ficaria irritada. ‘Como eu pude errar essa bola?’ Eu era perfeccionista. Na escola, tudo tinha que ser bom, minhas notas tinham que ser boas. Na ginástica [esporte que também já praticou], tudo tinha que ser bom. Eu ficava sempre estressado e as pessoas ao meu redor apenas diziam: ‘Marta, aproveite'”.

Kostyuk mudou a mentalidade como tenista depois de se tornar profissional (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Kostyuk mudou a mentalidade como tenista depois de se tornar profissional (Foto: Elizabeth Bai/Tennis Australia)

Apesar da pouca idade e de estar apenas começando sua trajetória no circuito profissional, Kostyuk mostra uma mentalidade diferente no planejamento de sua carreira a longo prazo e na maneira como estabelece suas metas. “Eu ouço muitos jogadores dizerem que o ‘tênis é tudo para mim’, ‘o tênis é a minha vida’. Eu não quero assumir isso, porque se eu perder ou algo acontecer, isso destruiria minha vida. Quando terminar minha carreira, quero também ser boa em outras coisas, não só no tênis”.

“Conheço muitos jogadores que se aposentam e depois voltam porque dizem que não têm nada o que fazer fora do tênis. Eu não quero ser uma pessoa assim e é por isso que eu não tenho tênis tão perto de mim”, explica a ucraniana, que treina em Zagreb, na Croácia, e tem a carreira agenciada por Ivan Ljubicic.

“Eu nunca determino um super objetivo. Penso naquilo que é real. Quando eu alcanço, então eu traço outro objetivo. Eu não digo que vou ser a número 1 no final do ano, porque se eu não conseguir, alguma parte de mim nunca mais será a mesma”, comentou a jogadora, que irá saltar mais de duzentas posições no ranking da WTA depois do Grand Slam australiano, saindo do atual 521º lugar para uma posição entre as 250 melhores.

Durante a entrevista coletiva, na sala de imprensa do Melbourne Park, a ucraniana expôs um pouco mais sobre a mudança de sua relação com o tênis, já que em algumas falas anteriores ela dava a entender que não gostava tanto do esporte. “Não é como se eu não gostasse. Na verdade, eu disse que não estava aproveitando. Eu gostava de tênis e continuo amando, mas sempre queria vencer, não importa o que. Se eu perdesse, era uma tragédia e aí eu não queria mais jogar. Agora estou finalmente começando a aproveitar”.

A ideia de não se cobrar tanto também a ajuda a lidar com uma limitação de regulamento imposta pela WTA. “Como tem menos de dezesseis anos, ela só pode disputar doze torneios profissionais durante um ano. No ano passado, eu estava jogando muitos torneios juvenis e queria encerrar esse ciclo. Então, meu primeiro torneio foi há duas semanas em Brisbane foi e depois deste, ainda tenho 10 torneios, o que está bom. Mas desde o meu próximo aniversário até o ano seguinte, serão 16 torneios. Poderia jogar 16 torneios em um ano, enquanto as pessoas estão jogando 20″.

Atual campeã juvenil em Melbourne, a ucraniana já encerrou seu ciclo nas competições de base (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

Atual campeã juvenil em Melbourne, a ucraniana já encerrou seu ciclo nas competições de base (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

Rosto conhecido: Já falamos da Kostyuk aqui no blog em duas oportunidades. A primeira foi há pouco menos de um ano, quando ela conquistou o título juvenil do Australian Open aos 14 anos e sete meses, ficando muito próxima se tornar a mais jovem campeã da história do torneio. Na ocasião, também foi destacado o histórico respeitável da ucraniana em competições de base, especialmente na categoria até 14 anos.

Já em outubro, quando foi campeã da terceira edição do ITF Junior Masters, na cidade chinesa de Chengdu, foi comentado sobre seu estilo de jogo agressivo e condizente com a atual elite do circuito feminino. A ucraniana imprime muita potência nos golpes dos dois lados, mas também tem recursos para improvisação. Seu passado na ginástica também rendeu um incomum estilo de comemoração, dando um mortal para trás após o título. Já naquela ocasião, ela sinalizava que aquele teria sido seu último torneio como juvenil.

Confiança rendeu salto a Alex De Minaur
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 12, 2018 às 7:31 pm

O australiano Alex De Minaur é um dos principais personagens deste início de temporada. Com apenas dezoito anos, o jovem jogador iniciou 2018 com uma semifinal em Brisbane e a vaga na final do ATP 250 de Sydney. Durante as diversas entrevistas coletivas que fez ao longo dessas duas semanas de torneios, o jovem jogador da casa creditou o bom momento à confiança que vem adquirindo nos últimos meses e sente que ela foi a chave para que ele iniciasse uma série de bons resultados.

Depois de subir do 354º para o 208º lugar no ranking mundial durante o ano passado, com destaque para uma vitória na chave principal do Australian Open,  um título de future em Portugal e uma final de challenger na Espanha, De Minaur vem ganhando posições de forma mais expressiva neste começo de ano. Apenas na primeira semana de 2018, ele já subiu para a 167ª colocação. E ao manter o embalo no segundo torneio que disputa, garante um salto para o grupo dos 130 melhores do mundo ao chegar à final em Sydney, podendo chegar ao 101º lugar em caso de título.

“Eu sempre soube que eu tinha o nível, mas pensava que não tinha a confiança suficiente quando eu entrava em quadra. Agora eu tenho essa crença em mim de que posso competir de igual para igual com muitos desses caras. Então, vou entrar em cada partida acreditando em mim e na minha habilidade. Acho que essa é provavelmente a maior mudança”, disse De Minaur, que já venceu seis adversários do top 50 entre Brisbane e Sydney. Seu cartel de vitórias agora tem nomes como Milos Raonic, Steve Johnson, Fernando Verdasco, Feliciano López e Benoit Paire.

“Eu vinha mostrado esse nível, mas não o sustentava. Agora eu pareço encontrar meu caminho e sustentá-lo para jogar bem em várias partidas seguidas. Então eu só quero manter meu foco e continuar fazendo o que estou fazendo”, comenta o australiano, que disputará uma final entre expoentes da nova geração contra o russo Daniil Medvedev, 84º colocado aos 21 anos.

Desempenho no playoff disputado em dezembro foi primordial para a confiança do jovem jogador

Desempenho no playoff disputado em dezembro foi primordial para a confiança do jovem jogador

Para o australiano, um fator primordial na busca por confiança foi ter vencido a forte seletiva nacional disputada em dezembro, que lhe rendeu um convite para disputar a chave principal do Australian Open pela segunda vez na carreira. Já em Sydney, após a vitória sobre Damir Dzumhur pelas oitavas de final, ele contou aos jornalistas sobre quando começou a se sentir mais confiante sobre seu potencial.

“Em Brisbane foi um grande passo para mim, porque eu senti que estava jogando em um ótimo nível. Mas na verdade, [a confiança] veio provavelmente antes disso, no playoff pelo convite para o Australian Open. Ali eu pensei que meu nível era muito bom. Mesmo no meu nível mental. Eu não diminuí a concentração durante todo o torneio e pude manter esse nível durante todo o verão australiano.

Ao longo dessas duas semanas de torneios, De Minaur contou com o apoio do ex-número 1 do mundo Lleyton Hewitt, que tem atuado como seu mentor fora de quadra. “Lleyton é uma grande influência e me ajuda muito. Sou muito grato por tudo o que ele fez por mim. É ótimo ter alguém como ele por perto, torcendo por você e te ajudando”, disse De Minaur. “Uma das primeiras coisas que ele já me disse foi acreditar em mim mesmo, porque eu tenho um jogo bom o suficiente para lutar contra esses caras”.

Filho pai uruguaio e mãe espanhola, o jovem tenista viveu em Sydney até os cinco anos e depois foi com a família para a Espanha. Sua formação no tênis foi dividida entre as duas bases. A maior parte de sua carreira juvenil foi construída em solo australiano, enquanto seus primeiros futures como profissional em 2015 foram jogados no saibro espanhol, mas a escolha por defender a Austrália é bem clara. “Eu sempre fui apaixonada pela Austrália. Isso é o que eu sempre quis fazer. Cresci vendo Lleyton jogar a Copa Davis, com muita vontade e sem desistir nunca. É lá que eu quero chegar um dia, para poder usar o verde e dourado e representar o meu país. Não há maior honra do que poder fazer isso”.

“Nós nos mudamos por causa da minha família, dos negócios da minha família. Mas estou sempre indo e voltando. Vivo em ambos os lugares. Venho para cá no começo de novembro e passo todo o verão australiano até quase março. No resto da temporada, quando há muito mais torneios na Europa, eu me baseio na Espanha. Mas eu provavelmente acabo passando mais tempo na Austrália”.

Embora sua formação tenha sido dividida entre Austrália e Espanha, De Minaur não tem dúvidas de que quer defender o país onde nasceu

Embora sua formação tenha sido dividida entre Austrália e Espanha, De Minaur não tem dúvidas de que quer defender o país onde nasceu

Também chamou atenção a prática de fechar os olhos e respirar fundo durante as viradas de lado. O gesto que já está se tornando característico do jovem australiano foi uma recomendação de um psicólogo espanhol. “Antes de cada game importante no meu saque, eu fiz questão de usar minhas técnicas de respiração, focando no que eu queria fazer. E isso me ajudou a superar esses momentos de tensão”, comentou o jovem tenista. “Esse é um trabalho que fiz com um psicólogo na Espanha. Ele sempre me disse para fazer isso e agora eu finalmente estou fazendo”, disse sorrindo. “Eu percebo o quanto o meu jogo melhora, graças a essas técnicas simples”.

De Minaur também avalia que a conexão que tem com o público ao jogar em casa também o ajuda nos momentos de maior necessidade. “Às você se sente nervoso nas partias, mas adrenalina e a intensidade do público ajudam a lidar com isso. Você tem que tentar se aproveitar disso, continuar motivado e deixar todos os nervos desaparecerem”.

Prestes a disputar o Australian Open pela segunda vez na carreira, De Minaur já sabe que terá uma estreia complicada contra o experiente tcheco Tomas Berdych, mas espera fazer o seu melhor. “Obviamente é uma partida muito difícil, mas estou ansioso por isso. Vai ser uma ótima oportunidade para mim e não posso aguardar para entrar em quadra nesse Grand Slam em casa e mostrar a todos o que eu tenho”.

Primeiro ano na elite do juvenil motiva Pucinelli
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 5, 2018 às 3:55 pm

Destaque no circuito juvenil na última temporada, Matheus Pucinelli será um dos quatro brasileiros no Australian Open de sua categoria. O paulista de 16 anos, que treina desde 2012 no Instituto Tênis, em Barueri, ainda tem dois anos de juvenil pela frente, mas os bons resultados na última temporada o deixam motivado para o ano de 2018. Ele também projeta bons resultados no início de sua carreira profissional, depois de ter marcado seu primeiro ponto no ranking da ATP em novembro, no future de Santos.

Matheus Pucinelli tem 16 anos e ocupa o 31º lugar do ranking juvenil (Foto João Pires/Fotojump)

Matheus Pucinelli tem 16 anos e ocupa o 31º lugar do ranking juvenil (Foto João Pires/Fotojump)

Pucinelli chegou às quartas de final do Campeonato Internacional Juvenil de Tenis de Porto Alegre (antiga Copa Gerdau), competição nível GA no circuito mundial de 18 anos e foi finalista no ITF G1 de Repentigny, no Canadá, resultado que lhe rendeu uma vaga na chave juvenil do US Open. Depois de terminar 2017 no 61º lugar do ranking mundial juvenil, ele irá iniciar a nova temporada já na 31ª posição após a profissionalização dos jogadores nascidos em 1999.

O jovem paulista viaja para a Austrália no dia 8 de janeiro e disputará seu primeiro torneio da temporada em Tralagon, a partir do dia 14. Já na semana seguinte, o paulista terá a companhia dos parceiros de treinos Igor Gimenez e João Lucas Reis e do paranaense que treina no Rio de Janeiro Thiago Wild na chave juvenil do Australian Open, em Melbourne.

Confira a entrevista com Matheus Pucinelli.

Logo no começo do ano você se destacou na Copa Gerdau, em Porto Alegre. Como foi a experiência de ir tão bem um torneio tão importante?
Acho que foi uma experiência boa. Consegui aproveitar bem um pouco da parte de estar jogando no Brasil e da torcida. Era um torneio muito bem organizado, com quadras muito boas, e pude aproveitar muito bem essa parte. Consegui me sentir tranquilo e tive um bom resultado.

Você também fez uma campanha muito boa no Canadá, pouco antes do US Open. O quanto esses resultados te motivaram ao ver que você conseguiu ser competitivo contra alguns dos melhores do mundo na sua categoria?
Acho que isso motiva muito porque a gente consegue ter a noção de que podemos estar entre os melhores da nossa categoria. Com esses resultados, finais de torneios grandes, semifinais e quartas, a gente tem a ideia de que pode estar sempre entre os melhores.

Você encerrou sua temporada depois dos futures. Quando você começou os treinamentos para o próximo ano e como está sendo a preparação para a Austrália?
Os futures foram bem legais para a gente sentir um pouco da atmosfera dos torneios profissionais e das rotinas, que são diferentes do juvenil. Depois tive duas semanas para descansar, ficar tranquilo, esquecer um pouco do tênis, e agora já voltei a treinar. Estamos na pré-temporada e trabalhando duro para chegar bem na Austrália.

Este é o último ano de juvenil de dois de seus parceiros de treino, o João Lucas e o Igor, mas você ainda pode jogar mais um ano. Como será o planejamento do calendário já os rankings de vocês são próximos?
A princípio para este ano, o meu calendário deve ser idêntico ao deles, mesclando bastante o juvenil com o profissional, em 50% de cada. Talvez em 2019 tenha uma mudança e eu jogue alguns torneios juvenis.

Aqui no Instituto a gente está sempre sendo cobrado e respondendo bem nós três juntos. A gente cria uma amizade, está sempre convivendo junto e a gente está conseguindo subir junto, todo mundo mundo melhorando a cada dia e um puxando o outro.

Quais sãos seus objetivos para a próxima temporada?
É conseguir me firmar bem no juvenil para estar nas chaves de Grand Slam e talvez conseguir um resultado bom em um deles e também conseguir resultados constantes nos futures para conseguir subir no ranking profissional.

João Lucas Reis inicia ano na Austrália e mira o 1º título
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 2, 2018 às 3:20 pm

Prestes a iniciar seu último ano no circuito mundial juvenil, o pernambucano João Lucas Reis tem objetivos claros para a temporada de 2018. O jogador de 17 anos, e que completa 18 em março, quer disputar todos os Grand Slam da categoria júnior e fazer uma boa transição para a carreira profissional visando também o primeiro título para o ano que acaba de começar.

João Lucas Reis está em seu último ano no circuito juvenil (Foto: João Pires/Fotojump)

João Lucas Reis marcou primeiro ponto na ATP em novembro e quer um título em 2018 (Foto: João Pires/Fotojump)

Natural de Recife, Reis se mudou ainda muito jovem para o estado de São Paulo, treinando primeiro com Leandro Afini em São José dos Campos e desde 2014 é atleta do Instituto Tênis, em Barueri, onde é acompanhado pelo técnico Francisco Costa. O pernambucano terminou a temporada de 2017 no 60º lugar do ranking mundial juvenil da ITF, chegando a ocupar a 51ª posição em outubro. Com a atualização desta terça-feira e que retira os jogadores nascidos em 1999, ele já saltou para o 30º lugar.

Já no circuito profissional, Reis marcou seu primeiro ponto na ATP em um future disputado na cidade de Santos em novembro. Na semana seguinte, fez uma ótima campanha na capital paulista, onde foi semifinalista. Com isso, o jovem de 17 anos está no 1.091º lugar com sete pontos conquistados.

A temporada de 2018 começa na Austrália. Reis viaja no dia 8 de janeiro para disputar um torneio ITF G1 em Tralagon, que começa no dia 14. Já a partir de 21 de janeiro, o pernambucano será um dos quatro brasileiros na chave juvenil do Australian Open, juntando-se aos paulistas Igor Gimenez e Matheus Pucinelli (seus parceiros de equipe em Barueri) e ao paranaense Thiago Wild, que treina na Tennis Route no Rio de Janeiro.

Confira a entrevista com João Lucas Reis.

Como foi seu início no tênis e como surgiu a chance para vir treinar no IT?

Eu comecei a jogar tênis com quatro anos de idade, por maior influência do meu irmão, Antônio Gabriel. Ele também jogava o circuito juvenil e eu o admirava muito, queria ser como ele. Comecei a jogar já com quatro anos e comecei a treinar aos sete, já três vezes por semana. Aos dez, fui disputar alguns torneios brasileiros e aí fui indo. Sobre a vinda para o IT, eu treinava na Afini, fiquei cinco meses lá e pedi para fazer um teste aqui, porque tinha uma ótima equipe, com estrutura muito grande, e eles me aceitaram.

E como foi sua vinda para São Paulo e a experiência de morar sozinho e ficar longe da família desde muito jovem?

No começo foi difícil. Demorei um pouco para me adaptar. Acho que exigiu muita força de vontade, ficar longe da família e dos amigos era bem difícil, mas a cada eu ano eu venho me adaptando melhor e já estou bem adaptado a isso, já carrego uma bagagem grande e agora está bem melhor.

Recentemente, nos dois futures, você não apenas marcou seus primeiros pontos na ATP como também fez uma boa campanha e chegou na semifinal. O quanto isso te motiva durante essa fase de transição?

Eu fiquei bem feliz em ter conseguido meu primeiro ponto na ATP na minha primeira chave. Foi uma motivação a mais para aquelas duas semanas. Cheguei na outra semana me sentindo que eu poderia jogar de igual para igual e isso me fez crescer nos momentos importantes e foi muito boa a gira aqui no Brasil. Isso me motiva cada vez mais a jogar mais futures também, mesclar com os juvenis e ter mais semanas como a de São Paulo.

Também em São Paulo, você teve a sensação de jogar com a torcida a favor. Foi uma situação inédita? Como você se sentiu em quadra?

Eu me senti muito bem. Já joguei com torcida a favor algumas vezes, principalmente em Recife. Quando a gente vai jogar alguns torneios lá, bastante gente torce por mim e me ajudou muito principalmente nas horas decisivas. Teve dois jogos que eu ganhei por 7/6 no terceiro que a torcida acabou me ajudando e deu uma força a mais.

Jovem pernambucano disputará um ITF em Tralagon antes do Australian Open

Jovem pernambucano disputará um ITF em Tralagon antes do Australian Open (Foto: João Pires/Fotojump)

Você encerrou sua temporada depois dos futures. Quando você começou os treinamentos para o próximo ano e como está sendo a preparação para a Austrália?

Tive duas semanas de férias para descansar um pouco. Consegui descansar bem. Tive quatro semanas de treinamento e tenho mais três. Superou um pouco das expectativas do que eu achava que iria voltar, porque eu achava que voltaria um pouco pior. Treinei muito bem e estou bem confiante para essa gira na Austrália. Espero fazer bons resultados lá.

Você já jogou com o [Denis] Shapovalov em um de seus primeiros torneios. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência ótima. Eu joguei contra o Shapovalov no início de 2016, no quali de um future nos Estados Unidos e ele já se destacava. Estava como 20 do mundo entre os juvenis e entrando no profissional. Foi um jogo bem duro, 7/6 e 6/2, se não me engano. Tive várias chances de quebrar no primeiro set, mas ninguém acabou quebrando. Quando foi para o tiebreak ele conseguiu subir o nível. Foi bem legal sentir que estava jogando de igual para igual contra um cara desse nível. Foi uma ótima experiência.

Quais são seus objetivos para a próxima temporada?

Tenho o objetivo de jogar os quatro Grand Slam e vou mesclar com os torneios futures. Tô com o objetivo também de ganhar um torneio future, que é uma boa meta para esse início de ano de 2018.

Dez jovens que podem surpreender em 2018
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 20, 2017 às 7:10 pm

A temporada 2018 do tênis começa em menos de duas semanas e muitos expoentes da nova geração estão dispostos a dar um salto de qualidade e se firmar na elite do circuito. Hoje apresento no blog dez nomes com menos de 20 anos e fora do top 100 da ATP ou da WTA. São tenistas que já vem de bons resultados em seu primeiro ou segundo ano como profissionais e começam a aparecer nas chaves de grandes torneios e que terão presença cada vez mais constante nas principais competições do circuito.

Amanda Anisimova: A americana de apenas 16 anos subiu do 761º para o 192º lugar do ranking em 2017, chegando a ocupar a 183ª posição em 28 de agosto. Ela encerrou a carreira juvenil com 15 vitórias e apenas uma derrota durante a temporada, com destaque para o título do US Open da categoria.

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Anisimova foi campeã juvenil do Australian Open e saltou mais de 500 posições na WTA

Já como profissional, foram 22 vitórias e três finais de ITF, com um título em Sacramento. Além disso, Anisimova acabou recebendo convite para jogar Roland Garros por meio do acordo entre as federações nacionais de França e Estados Unidos. Anisimova esteve no Brasil e jogou um ITF profissional em Curitiba, além de ter vencido o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre, antiga Copa Gerdau.

Bianca Andreescu: A canadense de 17 anos e 189ª do ranking iniciou a temporada apenas no 306º lugar e teve como melhor ranking a 143ª posição, alcançada em agosto. Andreescu se tornou a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a derrotar uma top 20 do mundo ao superar a então 13ª colocada Kristina Mladenovic em Washington.

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Depois de saltar no ranking, furar o quali de Wimbledon e derrotar uma top 20 em Washington, Andreescu foi eleita a melhor jogadora do Canadá

Além de ter chegado às quartas de final do WTA disputado na capital norte-americana, a canadense treinada pela ex-número 3 do mundo Nathalie Tauziat também furou o quali de Wimbledon e venceu dois ITFs. O salto no ranking e bons resultados fizeram com que ela fosse eleita pela federação de seu país como a melhor tenista canadense de 2017, desbancando a ex-top 5 e atual 83ª do ranking Eugenie Bouchard.

Dayana Yastremska: A ucraniana de 17 anos também já esteve diante do público brasileiro, quando conquistou seu primeiro título profissional no ano passado em Campinas. Em 2017, Yastremska saltou do 342º para o 188º lugar do ranking mundial e venceu um ITF. Ela chegou às quartas em dois torneios da WTA, a primeira no saibro de Istambul e depois nas quadras duras e cobertas de Moscou, que é um evento de nível Premier.

Destanee Aiava: Primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA, este ano em Brisbane, Aiava tem apenas 17 anos e já irá disputar seu segundo Australian Open em janeiro de 2018. Ela subiu do 384º para o 154º lugar no ranking mundial durante a última temporada e chegou a conqusitar dois títulos de ITF.

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Destanee Aiava, de 17 anos foi a primeira jogadora nascida nos anos 2000 a vencer um jogo de WTA

Kayla Day: Depois de saltar do 988º para o 195º lugar em 2016, a jovem norte-americana teve uma nova ascensão no ranking e aparece atualmente na 152ª posição. Day completou 18 anos em setembro, três meses depois de ter alcançado a 122ª colocação no ranking. Convidada para jogar em Indian Wells, Day avançou duas rodadas e só parou na então sétima colocada Garbiñe Muguruza em duelo de três sets. Já no mês de agosto, ela entrou diretamente na chave do Premier de Stanford e avançou uma rodada antes de novamente só cair diante de Muguruza.

Xinyu Wang: Com apenas 16 anos e número 5 do ranking mundial juvenil, Xinyu Wang disputou apenas oito partidas válidas pelo circuito profissional em 2017 e conseguiu cinco vitórias. Até por isso, ela aparece apenas no modesto 767º lugar do ranking mundial. Entretanto, a jovem chinesa terminou o ano conquistando uma vaga na chave principal do Australian Open ao vencer a seletiva entre jogadores profissionais da Ásia e do Pacífico, chegando a vencer a ex-top 30 japonesa Misaki Doi na semifinal.

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Chinesa de 16 anos e top 5 no ranking mundial juvenil irá disputar o Australian Open

Felix Auger-Aliassime: O canadense de 17 anos já chama atenção desde 2015, quando se tornou o jogador mais jovem a vencer um jogo de challenger com apenas 14 anos, além de ser o primeiro nascido nos anos 2000 a conseguir tal feito.

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

O canadense é o mais jovem a vencer um jogo de challenger e o primeiro nascido em 2000 a ter um título deste porte

Em 2017, Auger-Aliassime deu um salto no ranking, saindo do 601º para o 162º lugar, impulsionado por seus dois primeiros títulos de challenger, em Lyon e Sevilha. Ele poderia ter feito sua estreia em nível ATP no mês de agosto, durante o Masters 1000 de Montréal, mas teve que abrir mão do convite por conta de uma lesão no punho esquerdo.

Miomir Kecmanovic: Há um ano, Kecmanovic era o número 1 do ranking mundial juvenil e apenas o 806º colocado no ranking da ATP. Depois de conseguir 43 vitórias no circuito profissional em 2017, com três títulos de future e um challenger, o sérvio de 18 anos bate na porta do top 200 e aparece na 208ª posição.

Corentin Moutet: O canhoto francês de 18 anos venceu 44 jogos como profissional em 2017, acumulando três títulos de future e um challenger nas quadras duras e cobertas de Brest no fim do ano. Com a boa campanha, ele subiu do 519º para o 156º lugar. Além disso, como a França recebe muitos torneios ATP 250 durante a temporada, é bem provável que ele apareça em algum quali ou receba alguns convites no próximo ano. O primeiro deles será já para o Australian Open, pelo acordo de reciprocidade com as federações nacionais.

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Moutet tem 18 anos e ganhou mais de 300 posições no ranking. Ele deverá receber convites no próximo ano

Nicola Kuhn: Nascido na cidade austríaca de Innsbruck, Khun é filho de pai alemão e mãe russa e optou por defender a Espanha aos 15 anos, já que treina na Equelite Sport Academy de Juan Carlos Ferrero. Em julho foi conquistou seu primeiro título de challenger no saibro alemão de Braunschweig, sendo que aquele era apenas o segundo torneio deste porte que ele disputou. Na temporada, ele subiu do 789º para o 241º lugar do ranking.

JÁ ESTÃO NO TOP 100

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

A tcheca Marketa Vondrousova já 67ª no ranking mundial aos 18 anos e tem um título de WTA

Como foi dito no início do post, preferi não destacar jogadores que já estão no top 100 do ranking mundial. Entretanto, três nomes que podem também dar um salto de qualidade. No circuito feminino, a canhota tcheca Marketa Vondrousova é 67ª do mundo com 18 anos e já tem até título de WTA, enquanto a bielorrusa de 19 anos Aryna Sabalenka aparece na 73ª posição e foi importante na campanha de seu país até a final da Fed Cup. Já no masculino, destaque para o grego Stefanos Tsitsipas, 91º do ranking mundial e dono de um título de challenger e quatro vitórias em nível ATP, uma delas sobre o top 10 David Goffin.

Adolescentes vencem 15 challengers em 2017
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 29, 2017 às 9:00 pm

A temporada dos torneios de nível challenger chegou ao fim na última semana após o término das disputas em Hua Hin, Bangalore, Andria e Rio de Janeiro. Como de costume, a ATP costuma compilar os dados desses torneios que servem de acesso para a elite do circuito. Seguindo a tendência dos últimos anos, a nova geração vem ganhando cada vez mais espaço.

Quinze challengers foram vencidos por jogadores com menos de 20 anos. A ATP classifica os jogadores dessa faixa etária como Teenages, que serão chamados aqui de Adolescentes apenas pela falta da tradução exata do termo em português. Linguagem à parte, o número de títulos é um pouco maior que as treze conquistas de 2016 e outras treze do ano anterior, mas supera de longe os seis títulos de 2014. Além disso, a turma com menos de 20 anos disputou 23 finais em 2017.

teens
Os dados são parecidos com os títulos da chamada Next Gen, que engloba jogadores nascidos a partir de 1996 e que estejam no top 200 do ranking mundial. Foram 17 títulos, mesmo número obtido na temporada passada.

next gen
Final entre adolescentes: A final mais jovem do circuito aconteceu já no final de outubro, na cidade francesa de Brest. O anfitrião de apenas 18 anos Corentin Moutet venceu o grego Stefanos Tsitsipas, um ano mais velho, para conquistar seu primeiro título deste porte. Aquela foi a única decisão entre dois adolescentes na temporada.

https://twitter.com/ATPChallenger/status/924816035487744000

Em 2016, foram duas finais entre jogadores com menos de 20 anos. Em Casablanca, com o francês Maxime Janvier (19) vencendo o próprio Tsitsipas (18) e em Tallahassee, onde o também francês Quentin Halys (19) levou a melhor contra o norte-americano Frances Tiafoe (18). Já em 2015 foram duas finais entre jovens americanos, uma vez que Taylor Fritz (17) venceu Jared Donaldson (19) em Sacramento, enquanto Noah Rubin (19) derrotou Tommy Paul (18) em Charlottesville.

Primeiro título: Entre os 33 jogadores que venceram o primeiro challenger este ano, nove conseguiram o feito antes do 20º aniversário. O mais precoce foi o canadense Felix Auger-Aliassime, que venceu em Lyon aos 16 anos. Seu compatriota Denis Shapovalov se junta ao chinês Yibing Wu e ao alemão Nicola Kuhn que foram campeões pela primeira vez aos 17 anos.

Na turma dos 18 anos estão o francês Corentin Moutet e o sérvio Miomir Kecmanovic. Já o cazaque Alexander Bublik, o australiano Omar Jasika e o grego Stefanos Tsitsipas conquistaram o primeiro título de challenger da carreira aos 19 anos durante a última temporada.

https://twitter.com/ATPChallenger/status/935328176808648704

A temporada ainda teve três jogadores que entraram no grupo dos campeões aos 20 anos, o espanhol Jaume Munar, o australiano Akira Santillan e o indiano Sumit Nagal, que no último domingo foi campeão em Bangalore. Outros três atletas conseguiram o priemiro troféu aos 21 anos: Matteo Berrettini, Nicolas Jarry e Cameron Norrie.

Mais um recorde para Auger-Aliassime: O título conquistado no saibro francês de Lyon fez de Felix Auger-Aliassime o primeiro jogador nascido nos anos 2000 a vencer um torneio deste tamanho. Ele também já havia sido o primeiro nascido em 2000 a conseguir uma vitória, aos 14 anos e 11 meses, em Granby em 2015, quando se tornou o mais jovem a vencer um jogo de challenger. O promissor canadense já havia sido o mais jovem a passar pelo quali e entrar na chave principal, aos 14 anos e 7 meses em Drummondville-15.

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Auger-Aliassime é o sétimo mais jovem vencedor de torneios de nível challenger e já acumula dois troféus neste porte. Atual 162º do ranking, o canadense completará 18 anos em agosto e pode correr atrás de duas marcas que pertencem ao francês Richard Gasquet, que venceu cinco títulos antes do 18º aniversário e sete antes de completar 19 anos. Mas essa busca pode ser abortada caso ele consiga uma grande campanha em um torneio importante e se estabeleça rapidamente entre os cem melhores do mundo, como aconteceu com Denis Shapovalov.

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Mais curiosidades: Os jogadores de 27 anos foram os que mais venceram challengers este ano, com 19 títulos ao todo. Na sequência estão as 15 conquistas com atletas com 25 e também com 26 anos. Já entre os ‘tritões’ foram 33 títulos, quatro a menos que no ano passado e dois a mais que em 2015. O mais velho a vencer um challenger na temporada foi o francês Stephane Robert, que aos vencer o título no torneio japonês de Kobe aos 37 anos e 5 meses, tornou-se o terceiro mais experiente campeão da história do circuito.

Os dados estão disponíveis no site da ATP e são públicos. A atualização é do dia 20 de novembro, ainda sem computar os resultados da última semana, mas para os números deste post já fiz os ajustes necessários.

Erros e acertos do Next Gen Finals
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 14, 2017 às 4:35 pm

Muito se falou ao longo da última semana do Next Gen ATP Finals a respeito das várias regras que foram testadas, como o set até quatro games, a comunicação entre atletas e jogadores em quadra, o relógio de 25 segundos para marcar o tempo entre os saques e a ausência dos juízes de linha. Em português, recomendo o ótimo post do blog Saque e Voleio e a matéria do site da ATP reproduzida pelo TenisBrasil com as opiniões do técnicos sobre as mudanças.

Mas como qualquer edição inaugural, o torneio que acabou no último sábado com o título do sul-coreano Hyeon Chung teve erros e acertos. É praticamente unânime que a forma como foi conduzida o sorteio, que foi discutida na semana passada, não agradou e deve ser revista para o ano que vem. Então listei alguns pontos positivos e negativos do evento que reuniu sete jogadores classificados com até 21 anos e o convidado local Gianluigi Quinzi, vencedor de um playoff preparatório.

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A Data: O maior acerto da ATP e dos organizadores. O torneio ocupou uma semana praticamente “morta”, prévia à disputa do ATP Finals e das finais da Fed Cup. Não houve nenhum outro evento que concorresse com o de Milão e o torneio da nova geração e suas regras diferentes praticamente dominaram o assunto entre os fãs de tênis. Nem mesmo os horários dos jogos coincidiram com o sorteio do Finals ou com a disputa feminina em Minsk.

A duração do evento: É praticamente um complemento do tópico anterior. A ideia de resolver a fase de grupos em três dias e dividir as sessões com dois jogos na sessão diurna e outros dois na noturna não deixou o torneio tão cansativo de acompanhar. Para o campeão e o vice pode ter ficado um pouco cansativo jogar em cinco dias seguidos, mas desmembrar demais a primeira fase poderia causar um desgaste prematuro do público com a fórmula.

Zverev: Principal estrela da nova geração do tênis, Alexander Zverev foi “vendido” desde o ano passado como um nome a ser visto em Milão. Mas a espetacular temporada do alemão de 20 anos, que alcançou o terceiro lugar do ranking e se classificou para o ATP Finals, o fez desistir do evento italiano. Ainda assim, foi viabilizada uma exibição dele contra o grego Stefanos Tsitsipas entre as sessões diurna e noturna da última terça-feira, premiando os donos de ingressos do primeiro dia. Zverev ainda entrou na brincadeira das novas regras e chamou o amigo Marcelo Melo para participar da conversa entre jogador e técnico.

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Equipe de estatísticas da ATP: Em torneio com jogos em melhor-de-cinco e regras diferentes, não seria fácil calcular as possibilidades de classificação e critérios de desempate. Antes dos jogos da última quinta-feira, o Grupo B tinha TREZE cenários diferentes de combinações de resultados para a definição dos classificados. Que bom que a ATP viabilizou isso com antecedência.

Faltou juntar o grupo: Um tópico que já foi abordado no último post. A foto oficial do torneio foi feita um dia antes dos jogos, na quadra que seria utilizada e com os jogadores em uniforme de treino. Foi uma oportunidade perdida de fazer o sorteio ou alguma ação promocional com os oito jogadores em local público. Como a própria ATP fez com o Finals.

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A decisão do terceiro lugar: Estava prevista para o último sábado uma partida entre Borna Coric e Daniil Medvedev pelo terceiro lugar, mas o croata abdicou da disputa. Foi marcada então uma exibição entre Medvedev e o canadense Denis Shapovalov, que também abriu mão de jogar. A solução encontrada foi trazer o diretor do torneio Ross Hutchins para um bate-bola com Medvedev e os boleiros que trabalharam durante a semana em Milão.

Em torneio que não oferece pontos no ranking -e nem poderia, por conta da limitação por idade- a realização da decisão de 3º e 4º lugar dificilmente seria atrativa para o jogador. Se os organizadores não queriam deixar a sessão do último dia com apenas uma partida, poderia ser planejada com antecedência uma exibição entre veteranos ou de tênis feminino em parceria com a WTA -Só lembrar que a Schiavone não pôde jogar em Roma este ano-. Se a quadra tivesse marcação de duplas, seria uma outra opção também.

Comunicação e respeito aos horários: No primeiro dia de disputas, tanto a sessão diurna quanto a noturna sofreram atrasos. Durante o dia, os jogos começaram aproximadamente 30 minutos depois do horário previsto. Já à noite, o atraso passou de uma hora. Além disso, não houve uma comunicação mais clara sobre os motivos que causaram as mudanças de horário. Lembrando que a exibição entre Zverev e Tsitsipas terminou antes do horário previsto para o início os jogos da noite.

Next Gen Finals testa novas regras e tem sorteio constrangedor
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 6, 2017 às 7:07 pm

Novidade no calendário, a edição inaugural do Next Gen ATP Finals começa nesta terça-feira em Milão. A cidade italiana tem contrato para organizar o evento com sete melhores do ranking com até 21 anos e mais um convidado local até 2021. Mas o evento que deveria apenas para promover a nova geração do circuito, movimentar uma semana sem competições e testar regras diferentes para  o esporte já trouxe uma dor de cabeça para a ATP e para a Federação Italiana de Tênis antes mesmo de começar.

O centro da polêmica está na forma pouco convencional que os organizadores optaram para realizar o sorteio das chaves. Cada um dos oito jogadores do precisaria escolher uma modelo e desfilar com ela em uma passarela. Mas o que poderia ser apenas uma proposta descontraída teve uma execução de péssimo gosto, já que era preciso tirar uma peça de roupa das meninas para saber se você estava no Grupo A ou no Grupo B. O constrangimento e o incômodo de alguns participantes com a situação era visível.

Não demorou para que as imagens se espalhassem e a comunidade do tênis reagisse negativamente ao ocorrido. As ex-líderes do ranking  Amelie Mauresmo e Bille Jean King, a jogadora francesa Alizé Cornet, além de Judy Murray que é treinadora além de mãe de Andy e Jamie Murray, foram alguns nomes que se manifestaram contra o deprimente espetáculo. A ideia também não foi bem recebida por muitos dos fãs que assistiram aos vídeos.

https://twitter.com/alizecornet/status/927450010823704577

Por meio de nota, já nesta segunda-feira, a ATP e a Red Bull que é uma das principais patrocinadoras do torneio já tiveram que se explicar: “A ATP e a Red Bull pedem desculpas pelas ofensas causadas durante o sorteio das chaves do Next Gen ATP Finals. A intenção era integrar o evento com o rico legado que Milão possui como uma das capitais da moda em todo o mundo. Entretanto, a execução foi de muito mau gosto e inaceitável. Nós lamentamos muito por isso e asseguramos que nada parecido com isso irá se repetir no futuro”.

Diante da repercussão negativa, um evento que em tese serviria para atrair um público mais jovem acabou falhando feio logo de cara. Cenas como as do último domingo passam longe de quem quer vender a imagem de um produto de elite. Além disso, em uma cidade com tanto apelo turístico e histórico como é Milão, os organizadores perderam a oportunidade de aproximar os jogadores dos fãs ao restringir um raro encontro entre os oito participantes do torneio a um evento fechado que se transformou em um espetáculo deprimente.

Ações de interação entre atletas e o público foram mais pontuais e com poucos nomes envolvidos, como a visita de Hyeon Chung ao estádio San Siro ou o bate-bola entre Denis Shapovalov e Daniil Medvedev em dois dos principais pontos turísticos do centro de Milão, a Piazza del Duomo e a Galeria Vittorio Emanuele, que ficam praticamente lado a lado.

Talvez uma imagem com todos os oito jogadores diante dessas duas construções históricas de Milão (ou na frente do Castello Sforzesco que fica a menos de dez minutos a pé) e a participação do público da cidade e de turistas no sorteio causassem maior impacto e um retorno positivo. Dá para fazer muita coisa legal com esse produto nas mãos e os organizadores terão toda uma edição pela frente e mais outros quatro anos para aprimorar a relação do torneio com seu público no futuro.

Quem joga? – O Grupo A ficou com o russo Andrey Rublev, o canadense Denis Shapovalov, o sul-coreano Hyeon Chung e o italiano convidado Gianluigi Quinzi. Já o Grupo B tem os russos Karen Khachanov e Daniil Medvedev, o croata Borna Coric e o norte-americano Jared Donaldson.

  • Andrey Rublev: Jogador de melhor ranking no torneio ao ocupar o 37º lugar, Rublev teve uma rápida ascensão no segundo semestre. Ex-número 1 juvenil, o russo de 20 anos entrou no top 100 no final de junho e já saltou para o top 50 no mês seguinte com o tíutlo do ATP de Umag. Outro ganho expressivo de posições veio após a boa campanha no US Open, em que foi até as quartas de final.
  • Denis Shapovalov: O canhoto de 18 anos é provavelmente o nome mais conhecido no Next Gen Finals. Shapovalov levantou a torcida durante o Masters 1000 de Montréal, vencendo nomes como Rafael Nadal e Juan Martin del Potro no caminho até as semifinais. Seu grande momento continuou no US Open, em que chegou às oitavas de final depois de derrubar Jo-Wilfied Tsonga. O promissor canadense começou a temporada no 234º lugar e hoje aparece na 51ª posição.
  • Hyeon Chung: Dono de oito títulos de nível challenger, o sul-coreano de 21 anos teve indas e vindas no top 100 ao longo das últimas três temporadas por conta de lesões no músculo abdominal e no tornozelo esquerdo. Jogando sem dor, chegou ao melhor ranking da carreira em setembro, quando esteve no 44º lugar e termina a temporada na 54ª posição.
  • Gianluigi Quinzi: O canhoto de 21 anos foi número 1 do ranking juvenil em 2013, ano em que foi campeão de Wimbledon na categoria. Convidado após vencer um torneio classificatório entre jovens jogadores italianos no fim de semana, Quinzi tem uma trajetória modesta no tênis profissional com nove títulos de future e apenas 36 vitórias em nível challenger na carreira. Ele só venceu um jogo em chaves principais de ATP e está no 306º lugar do ranking, depois de ter sido o 226º colocado em maio.

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  • Karen Khachanov: Atual 45º do ranking, Khachanov chegou ao 29º lugar em agosto. O russo que se formou como tenista na Espanha e é treinado por Galo Blanco se destacou na temporada de saibro, chegando às quartas em Barcelona e oitavas em Roland Garros, além de ser semifinalista na grama alemã de Halle. Ele já tem um título de ATP, obtido ainda em 2016, em Chengdu.
  • Daniil Medvedev: Finalista do ATP de Chennai na primeira semana da temporada, o russo de 21 anos terminou 2017 no 65º lugar do ranking. Ele se destacou nos torneios da grama, ao chegar às quartas em s-Hertogenbosch e Queen’s, além de ser semifinalista em Eastbourne. Embalado, derrubou o número 3 do mundo Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon, mas se despediu na fase seguinte.
  • Borna Coric: O croata de 20 anos é o participante com mais tempo em evidência, já que entrou no top 100 ainda em outubro de 2014, ano em que conseguiu a primeira de suas seis vitórias contra top 10 ao derrotar Rafael Nadal na Basileia. Ex-número 33 e atual 48º do ranking, Coric comemorou este ano seu primeiro título de ATP no saibro marroquino de Marrakech.
  • Jared Donaldson: Atual 55º do ranking, Donaldson aproveitou as chances que teve nos grandes torneios. Nove de suas 21 vitórias de nível ATP na temporada foram em Masters 1000 e outras três aconteceram em Grand Slam. Assim, o norte-americano de 21 anos conseguiu até ser top 50 no mês de outubro. Seu resultado de maior destaque foi a chegada às quartas em Cincinnati.

A programação desta terça-feira começa às 11h (de Brasília) com o duelo russo entre Khachanov e Medvedev, seguido pelo encontro entre Shapovalov e Chung. A partir das 16h30, Coric enfrenta Donaldson, enquanto Rublev e Quinzi fecham a rodada.

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Novas regras – Diferente do que acontece no circuito, os jogos acontecem em formato FastFour. As disputas serão em cinco sets que são definidos quando um jogador vence quatro games. Em caso de empate por 3/3, será disputado um tiebreak. Além disso, os games serão em formato no-ad, como já acontece no circuito de duplas, com ponto decisivo em caso de 40 iguais.

O evento também irá testar uma redução no tempo de aquecimento, com apenas cinco minutos de intervalo entre a chegada dos jogadores à quadra e a disputa do primeiro ponto. Outras novidades são o uso de um relógio de 25 segundos para medir o tempo entre os saques e não marcação do Let. Os jogadores poderão também se comunicar com seus técnicos. Mas isso só será permitido nos intervalos entre os sets caso um atleta deixe a quadra para ir ao vestiário.

Mais polêmicas – Alguns dos testes de regra também geram polêmica. Uma delas é a retirada de todos os juízes de linha do torneio, já que todas as marcações serão revistas eletronicamente e em tempo real. Também chama atenção a autorização para que o público se movimente na arena durante a disputa dos pontos.

Vale o quê? Por conta da limitação dos participantes por idade não seria justo que o torneio distribuísse pontos no ranking. Afinal, quem está acima da idade não teria a oportunidade de jogar o torneio e acabaria prejudicado. O evento, entretanto, distribui boa premiação em dinheiro. Do montante de US$ 1,275 milhão, o campeão pode levar US$ 390 mil se vencer o torneio de forma invicta.

2017-11-06

Transmissão – O canal Bandsports exibe o Next Gen ATP Finals para o Brasil. No site da emissora só constam horários de exibição a partir da próxima quinta-feira, mas já nos guias de programação das operadoras já mostram horários disponíveis a partir desta terça. Vale dar uma conferida no canal no horário das partidas. Assinantes da NET ou ClaroTV também têm acesso ao Bandsports por meio do site e aplicativo NOW. Já os clientes da Sky, Vivo e Algar Telecom podem assistir à programação do canal por login no próprio site da emissora.

Uma campeã de trick-shots e acrobacias
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 30, 2017 às 4:26 pm

Chegou ao fim neste domingo a terceira edição do ITF Junior Masters, evento que reuniu dezesseis dos melhores jogadores da temporada do circuito mundial juvenil na cidade chinesa de Chengdu. O destaque deste ano ficou para a ucraniana Marta Kostyuk. Ela era a mais jovem da chave, com apenas 15 anos, campeã da chave feminina ao vencer todos os cinco jogos que fez durante a semana, sem perder nenhum set e conquistou a torcida com seu carisma, jogadas de efeito e comemorações acrobáticas.

Kostyuk venceu a final do último domingo contra a eslovena Kaja Juvan por 6/4 e 6/3, devolvendo a derrota sofrida na decisão do European Junior Championship, disputado em julho na Suíça. Ela também havia vencido Juvan durante a fase de grupos e liderou uma chave que ainda tinha a colombiana Maria Camila Osorio Serrano e chinesa Xin Yu Wang. Na semi, a ucraniana bateu a argentina Maria Lourdes Carle, com direito a lances de muita plasticidade.

Na final contra Juvan, vimos duas tenistas muito agressivas e com capacidade de contruir os pontos a partir de boas devoluções, estilo que tem sido comum na elite do circuito feminino. Nas rápidas condições de Chengdu, a potência dos golpes dos dois lados ficou ainda mais evidente, com pontos definidos de maneira muito rápida.

Kostyuk teve dificuldades em seus três primeiros games de saque, sofrendo duas quebras, mas aos poucos foi encontrando seu melhor ritmo. Depois de estar perdendo o set inicial por 4/2, a ucraniana conseguiu vencer os últimos quatro games. Já o segundo set teve menos alternância na liderança do placar e a ucraniana conseguiu quebras em momentos importantes e sacou bem no momento de fechar a partida.
Sobre sua característica comemoração, Kostyuk explicou: “Eu pratiquei ginástica durante sete anos e também jogava tênis. Faço isso quando a torcida me pede ou quando venço um torneio”, comentou a jogadora de apenas 15 anos, que sinalizou após a partida que este ter sido seu último torneio como juvenil

O título do Masters, aliado à conquista do Australian Open em janeiro, fazem com que Kostyuk suba do terceiro para o segundo lugar no ranking juvenil da ITF e diminua a distância para a norte-americana Whitney Osuigwe. A temporada ainda reserva dois torneios de graduação A que podem ser decisivos na disputa pelo número 1 até o fim do ano, o Aberto Juvenil Mexicano em novembro e o Orange Bowl em dezembro. Caso ela decida jogar, pode haver uma disputa interessante.

Marta Kostyuk e Emil Ruusuvuori conquistaram os títulos no Junior Masters (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Marta Kostyuk e Emil Ruusuvuori conquistaram os títulos no Junior Masters (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Finlandês campeão no masculino: O título masculino ficou com o finlandês Emil Ruusuvuori, que tem 18 anos e entrou no torneio como 15º do ranking. Ele venceu a final contra o chinês Yibing Wu, líder do ranking mundial e atual campeão do US Open, por 3/6, 6/1 e 7/6 (7-4) e fecha sua trajetória nas competições de base entre os dez melhores do mundo.

Ruusuvuori já teve a oportunidade de até jogar a Copa Davis por seu país, chegando a enfrentar o top 100 georgiano Nikoloz Basilashvili em abril, agora concentra esforços em seu início de carreira profissional. “Esse título pode ser o meu trampolim para o circuito profissional. Será um grande desafio, mas muito divertido”.

Argentinos se destacam: Legal também destacar a participação argentina, que colocou três semifinalistas. Axel Geller e Sebastian Baez avançaram no torneio masculino, enquanto Maria Lourdes Carle se classificou na chave feminina.

Baez terminou invicto a participação no Grupo Yong antes de cair na semi para o favorito e anfitrião Wu. Geller, número 2 do ranking da ITF e finalista de dois Grand Slam, veio da mesma chave de seu compatriota e perdeu a semifinal para o campeão Ruusuvuori. Geller ficou devolveu a derrota sofrida a Baez na fase de grupos e ficou com o terceiro lugar.

Já Carle terminou em segundo lugar na chave encabeçada pela norte-americana Whitney Osuigwe, líder do ranking mundial com apenas 15 anos e campeã de Roland Garros. Após a derrota para Kostyuk na semi, ela voltou a cair diante de Osuigwe e terminou na 4ª posição do torneio. Outra sul-americana no torneio, a colombiana de 15 anos Maria Camila Osorio Serrano foi a quinta colocada em Chengdu.

Para assistir: Por conta dos horários e da coincidência de datas com o WTA Finals, uma opção para ver mais dos jogos do Junior Masters é acompanhar os VTs completos no Olympic Channel. Eles disponibilizaram jogos da sexta-feira (último dia da fase de grupos), sábado (semifinais) e domingo (finais).

Conquistas em Challengers: A semana também teve dois jovens de 18 anos vencendo seus primeiros título de nível challenger, o sérvio Miomir Kecmanovic e o francês Corentin Moutet. Com isso, a temporada passa a ter 15 challenger vencidos por jogadores com menos de 20 anos. Em 2015 e 2016, foram 13 conquistas desses jovens, contra apenas seis em 2014.

O francês Corentin Moutet e sérvio Miomir Kecmanovic, ambos de apenas 18 anos, venceram os primeiros challengers neste domingo.

O francês Corentin Moutet e sérvio Miomir Kecmanovic, ambos de apenas 18 anos, venceram os primeiros challengers neste domingo.

Kecmanovic triunfou na cidade chinesa de Suzhou ao vencer a final contra o moldavo Radu Albot, 134º do ranking, por duplo 6/4. O título faz com que o sérvio salte 85 posições no ranking da ATP e se estabeleça no 209º lugar, melhor marca de sua promissora carreira. Há pouco menos de um ano, ele encerrava a última temporada como número 1 do ranking juvenil.

Já Corentin Moutet, que encerrou sua carreira juvenil apenas em agosto, venceu o challenger de Brest, em quadras duras e cobertas em seu país. A final foi contra o também promissor grego de 19 anos Stefanos Tsitsipas e terminou com parciais de 6/2 e 7/6 (10-8) e outra comemoração pouco ortodoxa (veja no vídeo abaixo). Com o título, ele salta 64 posições e fica no 160º lugar do ranking.

https://twitter.com/ATPChallenger/status/924816035487744000

 

Juniors Masters dá a largada. Veja quem joga!
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 24, 2017 às 11:10 pm

A terceira edição do ITF Junior Masters dá a largada na madrugada desta quarta-feira. Serão cinco dias de disputa com os dezesseis melhores juvenis da temporada nas quadras duras do Sichuan International Tennis Center, na cidade chinesa de Chengdu. Os grupos da chave masculina levam os nomes de SHUAI e YONG. Já as chaves femininas se chamam LI e LIANG.

GRUPO LI

  • Whitney Osuigwe: Líder do ranking mundial juvenil, a norte-americana de apenas 15 anos foi campeã de Roland Garros e um dos destaques de seu país na Fed Cup Júnior. Ela vem de um vice-campeonato em Osaka e também venceu o Banana Bowl em março.
  • Elena Rybakina: Quinta no ranking juvenil, a russa de 18 anos já é 420ª na WTA e tem dois títulos profissionais. Como juvenil, seus principais feitos foram o título do Trofeo Bonfiglio e as semifinais na Austrália e em Roland Garros.
  • Maria Lourdes Carle: A argentina de 17 anos foi semifinalista do US Open e venceu no fim do ano passado o prestigiado torneio americano Eddie Herr, além de ter chegado às quartas no Orange Bowl. Ela tembém foi semifinalista do Sul-Americano Individual.
  • Sofia Sewing: Atual 15ª do ranking juvenil aos 18 anos, Sewing foi finalista do Campeonato Internacional de Porto Alegre e chegou às quartas em Wimbledon.

GRUPO LIANG

  • Marta Kostyuk: Terceira do ranking, a ucraniana de 15 anos foi campeã do Australian Open em janeiro. Ela também se destacou no European Junior Championships, onde foi finalista de simples e campeã de duplas, além de ter vencido um torneio ITF G1 no Canadá na semana anterior à do US Open.
  • Maria Camila Osorio Serrano: A colombiana de 15 anos já jogou até Fed Cup por seu país e é 15ª no ranking juvenil. Ela foi vice no Sul-Americano Individual e semifinalista em Porto Alegre.
  • Kaja Juvan: Campeã do European Junior Championships e atual detentora do título do Orange Bowl, a eslovena de 16 anos foi top 5 em janeiro. Ela também foi campeã de duplas em Wimbledon e já se dedica ao circuito profissional, conquistando dois títulos na carreira.
  • Xin Yu Wang:Sexta do ranking, a chinesa de 16 anos vem embalada pelo título de Osaka na última semana. A maior parte de seus resultados foi conquistada na Ásia.

GRUPO SHUAI

  • Yibing Wu: O chinês de 18 anos é o líder do ranking mundial juvenil e disputará sua última competição na categoria, em que foi campeão de simples e duplas no US Open e semifinalista na Austrália. Como profissional, ele já tem um título de challenger em Xangai e um future.
  • Marko Miladinovic: Sérvio de 16 anos e décimo do ranking da ITF. Ele chegou a ser o sétimo colocado em junho. Venceu o Banana Bowl em março e se destacou no saibro italiano com semifinal no torneio Santa Croce e vice no Trofeo Bonfiglio de Milão, mas não foi bem nos Grand Slam.
  • Jurij Rodionov: O canhoto austríaco de 18 anos e nono do ranking venceu três títulos de simples na temporada, dois deles em seu próprio país. Seu melhor resultado em Grand Slam foi em Wimbledon, onde chegou às quartas de final.
  • Emil Ruusuvuori: Finlandês de 18 anos e 15º do ranking mundial juvenil. Ele foi semifinalista do US Open e também fez a mesma campanha na grama de Roehampton.

GRUPO YONG

  • Axel Geller: Argentino de 18 anos e que treina na IMG Academy. Vice-líder do ranking mundial juvenil, ele foi finalista de Wimbledon e do US Open, mas ainda não tem pontos no ranking profissional.
  • Sebastian Baez: Também argentino e 11º do ranking aos 16 anos, ele chegou às quartas de final no US Open e foi semifinalista da categoria principal do último Orange Bowl. Ele é treinado pela lenda do tênis argentino Jose Luis Clerc.
  • Trent Bryde: O norte-americano de 18 anos venceu o Campeonato Internacional Juvenil de Porto Alegre em março. O resultado na capital gaúcha é responsável por 250 de seus 751,25 pontos no ranking.
  • Yu-Hsiou Hsu: O taiwanês de 18 anos já foi top 5 em junho e atualmente é o 14º do ranking e foi campeão de duplas em Wimbledon e no US Open.

PROGRAMAÇÃO – Os jogos serão disputados a partir de meia-noite (de Brasília). A programação do estádio principal começa com a partida masculina entre Wu e Miladinovic, seguida pelo encontro entre Kostyuk e Wang. Não antes das 3h, Osuigwe e Carle se enfrentam. Já o duelo argentino entre Geller e Baez fecha a rodada.

Já na quadra 1, Rybakina e Sewing fazem o primeiro jogo do dia. Depois, acontece o duelo entre Ruusuvuori e Rodionov. A partir das 3h, Osorio Serrano enfrenta Osorio Serrano. O último jogo dia nesta quadra envolve Trent Bryde e Hsu.

TRANSMISSÃO – Nos outros dois anos, a ITF disponibilizava transmissão ao vivo pelo YouTube. Já em 2017, os links estão disponíveis a partir da fase final do torneio, em parceria com o Olympic Channel. Já o placar ao vivo está disponível neste link.