Ucraniana nascida em 2000 chega ao top 100 da WTA
Por Mario Sérgio Cruz
julho 16, 2018 às 5:33 pm

Pela primeira vez uma jogadora nascida em 2000 irá fazer parte do top 100 do ranking mundial da WTA. Quem fará parte desse grupo é Dayana Yastremska, que aparece no centésimo lugar da lista divulgada nesta segunda-feira. A ucraniana, que completou 18 anos em maio, vem se destacado em torneios de nível ITF nas últimas semanas.

Yastremska será a primeira jogadora nascida em 2000 no top 100

Yastremska será a primeira jogadora nascida em 2000 no top 100

Yastremska já estava com o melhor ranking da carreira na última atualização da lista, divulgada há duas semanas, quando ocupava o 127º lugar. Depois de cair na segunda rodada do quali de Wimbledon, a ucraniana decidiu voltar ao saibro e venceu um torneio  US$ 60 mil (mais hospedagem) em Roma. Logo depois,  foi semifinalista no torneio de US$ 100 mil em Budapeste. Com isso, faturou 150 pontos no ranking.

A temporada de Yastremska teve outros dois grandes resultados em ITFs de US$ 100 mil. Ela foi finalista no saibro francês de Cagnes-Sur-Mer e na grama inglesa de Ilkley. Como juvenil, foi número 6 do mundo e finalista de Wimbledon em 2016, quando perdeu a decisão para a russa Anastasia Potapova.

Em torneios pela elite do circuito, Yastremska conseguiu duas vitórias no WTA de Istambul no ano passado, passando pela ex-top 10 alemã Andrea Petkovic e pela russa Anna Kalinskaya antes de cair para a eslovaca Jana Cepelova nas quartas de final. Este ano, a ucraniana tentou apenas os qualis de Charleston e Acapulco, mas não conseguiu avançar.

Primeiro título no Brasil 

A ucraniana também tem uma história com o Brasil, já que conquistou seu primeiro título profissional na cidade de Campinas em 2016, quando tinha 15 anos e venceu oito partidas consecutivas, sendo três pelo quali e cinco na chave principal. Um susto naquele torneio, disputado nas quadras da Sociedade Hípica, é que Yastremska sofreu um desmaio ainda no vestiário após a vitória na semifinal diante da argentina Catalina Pella.

Atendida pela equipe médica do torneio e levada de ambulância para o hospital, a ucraniana passou por diversos exames clínicos, por exigência da Federação Internacional, antes de receber autorização para entrar em quadra no dia seguinte. Recuperada, derrotou na final a francesa Alizé Lim.

Jovem espanhol vence primeiro challenger

Também durante a segunda semana do Grand Slam britânico, o jovem espanhol Pedro Martinez se destacou ao vencer um challenger no saibro de Bastad, na Suécia. Martinez, que completou 21 anos em abril, iniciou o torneio como 251º colocado e entrará no top 200 com os oitenta pontos conquistados.

Dessa forma, três nomes da nova geração espanhola estarão no top 200 a partir da próxima semana, já que Martínez se juntará ao atual 89º do mundo Jaume Munar e ao 185º colocado Carlos Taberner a partir da próxima semana. A lista ainda pode ganhar o reforço nos próximos meses de Nicola Kuhn, que tem apenas 18 anos e já é 230º do mundo.

Taiwanês conquista seu 2º Slam juvenil em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 15, 2018 às 6:29 pm

Pela segunda vez nesta década, sendo a primeira no tênis masculino, um jogador conquistou os títulos juvenis em Roland Garros e Wimbledon. O autor da façanha é o taiwanês Chun Hsin Tseng. Líder do ranking mundial da categoria, Tseng confirmou o favoritismo ao vencer a final contra o britânico Jack Draper por 6/1, 6/7 (2-7) e 6/4.

Chun Hsin Tseng foi campeão de Roland Garros e Wimbledon, além de ser vice na Austrália

Chun Hsin Tseng foi campeão de Roland Garros e Wimbledon, além de ser vice na Austrália

O último juvenil a vencer os dois Grand Slam no saibro e na grama na mesma temporada havia entre os juvenis havia sido Gael Monfils em 2004. Antes disso, o caso anterior era o do venezuelano Nicolas Pereira em 1988. Destaque também para Ivan Lendl em 1978 e Stefan Edberg em 1983. No feminino, o caso mais recente é da suíça Belinda Bencic em 2013. Outros casos famosos são de Amelie Mauresmo em 1996 e Martina Hingis em 1994.

Tseng, que também foi finalista do Australian Open em janeiro, completa 17 anos em agosto. Embora tenha apenas dezesseis anos e possa disputar o circuito juvenil por mais uma temporada, o taiwanês já mira a transição para o circuito profissional e já tem dois títulos de nível future, aparecendo no 601º lugar do ranking da ATP.

Conquista polonesa 

A final feminina foi disputada no último sábado e terminou com o título da polonesa Iga Swiatek, que derrotou a suíça Leonie Kung por 6/4 e 6/2. Esta é a quarta vez que uma jogadora da Polônia conquista o título do Grand Slam britânico como juvenil. A primeira foi Aleksandra Olsza em 1995, seguida pelas irmãs Agnieszka e Urszula Radwanska nos anos de 2005 e 2007.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Swiatek já vinha de um bom resultado em Roland Garros, onde foi semifinalista de simples e campeã de duplas, e entrou em Wimbledon como 76ª do ranking mundial da ITF. A jogadora de 17 anos já prioriza o circuito profissional e os únicos torneios juvenis que disputa nesta temporada são os Grand Slam. Ela já aparece no 347º lugar no ranking da WTA e conquistou cinco títulos profissionais de ITF, dois deles este ano.

Chinesas vencem nas duplas

Principais cabeças de chave nas duplas, as chinesas Xinyu Wang e Xiyu Wang conquistaram o título com vitória na final sobre as norte-americanas Caty Mcnally e Whitney Osuigwe por 6/2 e 6/1. No masculino, título para o turco Yanki Erel e para o finlandês Otto Virtanen, que derrotaram o colombiano Nicolas Mejia e o tcheco Ondrej Styler por 7/6 (7-5) e 6/4.

Melhor campanha em simples em dez anos

O brasiliense Gilbert Klier foi o destaque da participação brasileira no torneio juvenil de Wimbledon. Depois de ter vencido seus três primeiros jogos sem perder sets, ele se despediu nas quartas de final da competição em um equilibrado duelo sul-americano contra o colombiano Nicolas Mejia, cabeça 5 da competição.

Ao chegar às quartas, Gilbert Klier teve o melhor resultado de um  brasileiro em dez anos

Ao chegar às quartas, Gilbert Klier teve o melhor resultado de um brasileiro em dez anos

Desde 2008 que um brasileiro não chegava tão longe na chave juvenil de simples em Wimbledon. O último a conseguir tal campanha foi o canhoto Henrique Cunha. Flavio Saretta também fez quartas em 1998. O último brasileiro semifinalista foi Marcus Vinicius Barbosa, o Bocão, em 1987, enquanto as melhores campanhas nacionais foram os vice-campeonatos de Ivo Ribeiro em 1957 e Ronald Barnes em 1959. Lembrando que nas duplas, Orlando Luz e Marcelo Zormann foram campeões em 2014.

Nas duplas, o pernambucano João Lucas Reis e o paulista Matheus Pucinelli também caíram nas quartas de final. Reis e o paulista Mateus Alves caíram na primeira rodada de simples, Pucinelli e o paulista Gimenez chegaram à segunda rodada do quali, enquanto o mineiro João Ferreira caiu ainda na estreia da fase classificatória.

O jejum britânico

Todos se lembram da conquista de Andy Murray em 2013, que colocou fim a uma espera de 77 anos sem campeões britânicos desde o título de Fred Perry em 1936. Entre os juvenis há uma escrita parecida. O último anfitrião a vencer o torneio foi Stanley Matthews em 1962. Com a presença de Draper na final, havia a possibilidade de mais um jejum britânico cair por terra. E, pelo visto, a imprensa local parece acostumar seus jogadores com esse tipo de escrita desde a categoria de base…

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Os jovens destaques da temporada de grama
Por Mario Sérgio Cruz
junho 29, 2018 às 8:18 pm

Ao longo de três semanas de torneios em quadras de grama, vários nomes da nova geração do circuito se destacaram e conseguiram resultados expressivos, como títulos, boas campanhas e vitórias sobre adversários bem colocados no ranking. Com a definição das chaves masculina e feminina de Wimbledon, jovens tenistas que participarão do Grand Slam britânico conheceram nesta sexta-feira seus caminhos até os confrontos diante de favoritos na grama do All England Club.

Borna Coric (21 anos, 21º do ranking, Croácia)

Coric só tinha duas vitórias na grama antes da incrível campanha até o titulo em Halle.

Coric só tinha duas vitórias na grama antes da incrível campanha até o titulo em Halle.

Coric não chega a ser uma surpresa no circuito, mas seu desempenho na grama superou suas próprias expectativas. Campeão do ATP 500 de Halle no último domingo, o croata só tinha duas vitórias na grama como tenista profissional antes de disputar forte torneio alemão, em que venceu cinco jogos seguidos. Destaque para as vitórias sobre Alexander Zverev na primeira rodada e diante do nove vezes campeão Roger Federer na final. Durante a perfeita semana em Halle, seu saque foi bastante elogiado.

“Eu não esperava por isso. Estou feliz por ter vencido meu primeiro torneio em quadra de grama aqui e contra Roger Federer. Estou realmente surpreso, nem sonhava com isso”, disse Coric após a vitória por 7/6 (8-6), 3/6 e 6/2 na final diante de Federer. Até então ele só tinha um título de ATP, conquistado no saibro de Marrakech. “Durante toda a semana eu estava sacando muito bem. Fiquei confiante de que poderia manter isso para jogar menos pressionado”, acrescentou o jovem croata de 21 anos.

Com os 500 pontos recém conquistados, Coric saltou do 34º para o 21º lugar do ranking mundial, marca que já é a mais alta de sua carreira, e foi designado como cabeça 16 em Wimbledon. Seu adversário de estreia é o russo Daniil Medvedev, a quem derrotou no único duelo anterior. Depois podem pintar o espanhol Guillermo Garcia-Lopez ou o português Gastão Elias antes de um duelo com o francês Adrian Mannarino na terceira rodada e um possível reencontro com Federer nas oitavas.

Ashleigh Barty (22 anos, 17ª do ranking, Austrália)

Ashleigh Barty foi campeã do WTA de Nottingham há duas semanas

Ashleigh Barty foi campeã do WTA de Nottingham há duas semanas

Quem também comemorou um título durante a temporada de grama foi Ashleigh Barty, australiana de 22 anos que foi campeã do WTA de Nottingham há duas semanas. Ela derrotou as também integrantes do top 20 Naomi Osaka e Johanna Konta nas fases finais do torneio. A atual 17ª colocada está a uma posição de igualar seu melhor ranking da carreira, que foi o 16º lugar alcançado em janeiro.

Depois da conquista em Nottingham, Barty chegou às oitavas em Birmingham e às quartas em Eastbourne. A australiana é uma das jogadoras com maior variedade de recursos no circuito feminino, já que consegue usar muito bem os slices e drop shots, além de subir bem à rede. Mesmo sem ter um saque muito potente, é uma jogadora difícil de ser derrotada na grama e já foi campeã juvenil de Wimbledon em 2011.

Seu caminho em Wimbledon começa contra a 95ª colocada suíça Stefanie Voegele, a quem derrotou em dois dos três duelos anteriores, incluindo uma partida na campanha para o título em Nottingham. Depois podem pintar a convidada Gabriella Taylor ou a ex-top 5 vinda do quali Eugenie Bouchard. A russa Daria Kasatkina, cabeça 14, é uma possível adversária na terceira rodada, enquanto a número 3 do mundo e atual campeã Garbiñe Muguruza pode pintar nas oitavas.

Alex de Minaur (19 anos, 77º do ranking, Austrália)

Alex de Minaur disputou duas finais de challenger na grama e debutou no top 100

Alex de Minaur disputou duas finais de challenger na grama e debutou no top 100

A Austrália também tem um destaque da nova geração masculina na temporada de grama. Alex de Minaur venceu nove dos onze jogos que disputou no piso este ano. O jovem jogador de 19 anos fez duas finais de challengers seguidas, ficando com o vice-campeonato em Surbiton e conquistando o título em Nottingham. Com isso, saltou em duas semanas do 105º para o 78º lugar, além de ganhar mais uma posição na lista da última segunda-feira. De Minaur só não manteve o embalo no ATP 250 de Eastbourne, onde caiu ainda na estreia.

Dias depois de receber um convite para a chave principal de Wimbledon, De Minaur acabou herdando uma vaga direta por conta de algumas desistências. Sua estreia no Grand Slam britânico será contra o italiano Marco Cecchinato, cabeça 29 e semifinalista de Roland Garros. Depois, podem pintar o francês Pierre-Hugues Herbert ou o alemão Mischa Zverev antes de um possível encontro com o bicampeão do torneio e número 1 do mundo Rafael Nadal na terceira rodada.

Aryna Sabalenka (20 anos, 45ª do ranking, Belarus)

Sabalenka derrotou quatro jogadoras do top 20 na campanha até a final de Eastbourne

Sabalenka derrotou quatro jogadoras do top 20 na campanha até a final de Eastbourne

A jovem bielorrussa Aryna Sabalenka chegará embalada a Wimbledon depois de uma ótima campanha no WTA Premier de Eastbourne nesta semana, em que venceu cinco jogos e enfrentará a número 2 do mundo Caroline Wozniacki na decisão marcada para este sábado. Depois de estrear vencendo a lucky-loser norte-americana Sachia Vickery, Sabalenka buscou três vitórias contra top 20 seguidas, diante de Julia Goerges, Elise Mertens e Karolina Pliskova. Já na semifinal, bateu a experiente Agnieszka Radwanska, ex-número 2 e atual 31ª do ranking. Duas semanas atrás, também fez quartas na grama holandesa de ‘s-Hertogenbosch.

Sabalenka tem muita potência nos golpes e um estilo de jogo extremamente ofensivo, que lembra um pouco o jeito de jogar de Madison Keys. Em um dia inspirado ou numa semana em que esteja bem habituada às condições, pode fazer um estrago e seu jogo agressivo é favorecido nas rápidas quadras de grama. Atual 45ª colocada, ela certamente chegará a Wimbledon com o melhor ranking da carreira, seja ele o 32º lugar com vice em Eastbourne ou o 30º se vencer o torneio preparatório.

A estreia de Sabalenka em Wimbledon será contra a romena Mihaela Buzarnescu, cabeça de chave 29. Depois, pode enfrentar a convidada local Katie Swan ou a também romena Irina Begu. Em uma eventual terceira rodada, podem pintar as ex-líderes do ranking Victoria Azarenka ou Karolina Pliskova.

Katie Boulter (21 anos, 144ª do ranking, Grã-Bretanha)

Katie Boulter foi convidada para Wimbledon depois de bons resultados em WTA e ITF na grama

Katie Boulter foi convidada para Wimbledon depois de bons resultados em WTA e ITF na grama

Convidada para disputar a chave principal de Wimbledon pelo segundo ano seguido, Katie Boulter vem de bons resultados em quadras de grama. Na primeira semana de junho, ela fez quartas no ITF de US$ 100 mil em Surbiton, depois repetiu a campanha no WTA de Nottingham, onde derrotou nomes experientes Yanina Wickmayer e Samantha Stosur antes de cair para Ashleigh Barty nas quartas de final. Eliminada na estreia do Premier de Birmingham na semana passada, Boulter jogou mais um ITF de US$ 100 mil, desta vez em Southsea.

A atual 144ª do ranking era a 163ª colocada no início do mês e chegará a Wimbledon na inédita 122ª posição. Ela vai estrear no Grand Slam britânico contra a paraguaia Veronica Cepede Royg antes de um possível reencontro com a cabeça 18 Naomi Osaka, para quem perdeu em Birmingham e que estreia em Londres contra a romena Monica Niculescu.

Claire Liu (18 anos, 238ª do ranking, Estados Unidos)

Claire Liu, norte-americana de 18 anos, foi campeã juvenil de Wimbledon no ano passado e furou o quali do Slam britânico

Claire Liu, norte-americana de 18 anos, foi campeã juvenil de Wimbledon no ano passado e furou o quali do Slam britânico

Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Claire Liu recebeu um convite para o quali em Londres e aproveitou a chance para vencer os três jogos que fez na fase classificatória. A norte-americana de apenas 18 anos disputará o segundo Grand Slam da carreira, já que também atuou no US Open do ano passado. O melhor ranking da carreira de Liu foi o 181º lugar, alcançado em abril. A estreia da norte-americana será contra a croata de 20 anos Ana Konjuh e depois pode enfrentar Angelique Kerber ou Vera Zvonareva, ambas que já foram finalistas do torneio.

Melhores rankings de Tsitsipas e Tiafoe

Tsitsipas atingiu o melhor ranking da carreira e será cabeça de chave em Wimbledon

Tsitsipas atingiu o melhor ranking da carreira e será cabeça de chave em Wimbledon

Também durante a temporada de grama, dois nomes da nova geração masculina atingiram os melhores rankings de suas carreiras. O grego de 19 anos Stefanos Tsitsipas chegou ao 35º lugar, depois de chegar às quartas no ATP 250 de ‘s-Hertogenbosch e nas oitavas do ATP 500 de Halle. Ele será cabeça 31 em Wimbledon e estreia contra o francês vindo do quali Gregoire Barrere. Já o norte-americano de 20 anos Frances Tiafoe saltou do 62º para o inédito 52º lugar depois de fazer quartas no ATP 500 de Queen’s, em Londres. Ele inicia a campanha em Wimbledon diante do cabeça 30 espanhol Fernando Verdasco.

Campeão em Paris é o novo número 1 juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
junho 12, 2018 às 11:17 pm

Após o término do torneio juvenil de Roland Garros, a atualização do ranking mundial da ITF determinou um novo número 1 na lista masculina. O taiwanês Chun Hsin Tseng assumiu a liderança do ranking dois depois de ter sido campeão em Paris com a vitória sobre o então número 1, o argentino Sebastian Baez, na final por 7/6 (7-5) e 6/2.

Chun Hsin Tseng, de 16 anos, assumiu a liderança do ranking (Foto: Amelie Laurin/FFT)

Chun Hsin Tseng, de 16 anos, assumiu a liderança do ranking (Foto: Amelie Laurin/FFT)

Tseng, que já havia sido finalista do Australian Open em janeiro, subiu do terceiro para o primeiro lugar do ranking. Antes dele o melhor jogador de seu país no ranking havia sido Yu Hsiou Hsu, que foi número 5 do mundo no ano passado depois de conquistar os títulos de duplas em Wimbledon e no US Open como juvenil.

Embora tenha apenas 16 anos e possa disputar torneios juvenis até o fim da próxima temporada, Tseng já tem alguns bons resultados como profissional. O taiwanês venceu um future no Vietnã em maio e ainda foi semifinalista de outros dois torneios. Com isso, aparece no 727º lugar na lista da ATP, chegando a ocupar a 712ª posição no mês passado.

“Sempre foi um sonho vencer aqui”, disse Tseng, que treina na França, na academia de Patrick Mouratoglou. “Ele vem me apoiando há muitos anos e quer que eu seja agressivo na linha de base. Na final, eu estava jogando muito bem na linha de base e sólido”, comentou o taiwanês, em entrevista ao site da ITF.

Gauff dá salto no ranking

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Campeã juvenil de Roland Garros, Cori Gauff ganhou dezessete posições. A norte-americana de apenas 14 anos aparece agora no terceiro lugar e cada vez mais próxima da líder Whitney Osuigwe. Gauff é mais jovem campeã do torneio parisiense desde Martina Hingis em 1993. Ela é também a quinta vencedora mais nova no juvenil de Roland Garros.

Falamos de Gauff no último post. Também vinda da academia de Mouratoglou, a norte-americana tem em Serena Williams sua principal fonte de inspiração e sonha alcançar e superar os recordes da ex-número 1 do mundo. Outro modelo na carreira de Gauff é a campeã do US Open e vice em Roland Garros Sloane Stephens, a quem ela considera uma amiga.

De Minaur entra no top 100

Destaque nas duas primeiras temporadas do circuito ao ser semifinalista do ATP 250 de Brisbane e vice-campeão em Sydney, o australiano Alex de Minaur enfim entrou no top 100 na última segunda-feira. O jovem jogador de 19 anos ganhou nove posições depois de ser finalista do challenger de Surbiton, em quadras de grama, e com isso aparece no 96º lugar.


“É incrível estar pela primeira vez no top 100. Foram sido muitos anos de trabalho duro e eu estou feliz por finalmente estar aqui”, disse De Minaur, em entrevista ao site da ATP. “Comecei o ano muito bem, jogando em um nível muito alto e sabia que, se conseguisse manter esse nível, chegaria aqui. Agora é hora de apenas manter esse nível durante todo o ano e vamos ver o que acontece”, acrescenta o australiano nascido em fevereiro de 1999 e só é mais jovem que o canadense Denis Shapovalov no atual top 100.

Molleker vence a primeira na ATP

O alemão de 17 anos Rudolf Molleker marcou a maior vitória de sua carreira na última segunda-feira, que estreou no ATP 250 de Stuttgart, em quadras de grama, derrotando o alemão Jan-Lennard Struff por 6/4, 6/7 (5-7) e 6-3. Molleker é o atual 303º do ranking e certamente terá a melhor marca da carreira depois de vncer seu primeiro jogo em nível ATP. O jovem alemão se junta ao canadense Felix Auger-Aliassime como os únicos jogadores nascidos em 2000 que venceram jogos na elite do circuito.

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“É uma sensação inacreditável ganhar a minha primeira vitória em chave principal em casa”, disse Molleker, em entrevista ao site da ATP. “Foi ótimo ter a torcida me apoiando e gostei muito de jogar na quadra central. É uma ótima experiência para mim e espero que eu possa continuar”, acrescenta o jovem alemão, que enfrenta nas oitavas o francês Lucas Pouille, 17º do ranking e atual campeão do torneio.

 

Com técnico de Serena, promessa americana quer ser ‘a maior da história’
Por Mario Sérgio Cruz
junho 4, 2018 às 9:20 pm

Atração do torneio juvenil de Roland Garros, a norte-americana de apenas 14 anos Cori Gauff sonha alto e tem metas ambiciosas para o futuro. Finalista no US Open da categoria no ano passado, Gauff tem uma de suas bases de treinamento na academia de Patrick Mouratoglou, técnico de Serena Williams, e tem na ex-número 1 um modelo de sucesso para seguir em frente.

“Ela é meu ídolo”, disse Gauff em entrevista ao site da ITF após seu primeiro jogo no juvenil de Roland Garros, em que venceu a polonesa Stefania Rogozinska Dzik por 6/3 e 6/0. “Eu sempre digo que quero ser como ela, realizar as coisas que ela fez e ir ainda mais longe. Até onde eu puder”, acrescenta a promissora atleta norte-americana. “Eu não quero me limitar a ela porque não sou Serena e ela também não sou eu”.

Cori Gauff tem 14 anos e sonha ser 'a maior de todos os tempos' (Foto: Susan Mullane/ITF)

Cori Gauff tem 14 anos e sonha ser ‘a maior de todos os tempos’ (Foto: Susan Mullane/ITF)

A admiração por Serena já rendeu alguns conselhos. Gauff relatou em entrevista à CNN no ano passado, que teve oportunidade de conhecer pessoalmente e conversar com a maior vencedora de Grand Slam na Era Aberta do tênis mundial. “Serena me disse para seguir em frente e continuar trabalhando duro”, disse a promessa norte-americana. “Significa muito para mim saber que alguém tão incrível ainda está encorajando as jogadoras mais jovens a serem tão boas ou até melhores que ela. E espero que um dia eu possa chegar a esse nível”.

Ainda no ano passado, durante a campanha até o vice-campeonato em Nova York, Gauff já deu declarações fortes. “Chegar à semifinal é ótimo, mas meu objetivo é vencer o torneio. Todo torneio que eu jogo, eu tento ganhar”, afirmou a jogadora, então com treze anos. “Se eu tenho um objetivo é ganhar o torneio. Não me limito a alcançar a segunda ou terceira rodada. Quero ser a maior de todos os tempos”.

Gauff é a atual 21ª colocada no ranking mundial juvenil da ITF. Nascida em março de 2004, a norte-americana só pôde disputar competições profissionais a partir do momento em que completou 14 anos. Por isso, seu único torneio foi um ITF em Osprey, na Flórida, há duas semanas. Logo de cara, a jovem americana passou por um qualificatório de três rodadas e ainda venceu um jogo na chave principal. Ela só não debutou no ranking da WTA porque as regras do circuito feminino exigem que uma jogadora pontue em três torneios ou faça dez pontos em um evento para aparecer na classificação.

Gauff já se destacou em um Grand Slam juvenil e foi finalista do US Open da categoria no ano passado (Foto: Arata Yamaoka/ITF)

Gauff já se destacou em um Grand Slam juvenil e foi finalista do US Open da categoria no ano passado (Foto: Arata Yamaoka/ITF)

Técnico de Serena desde o segundo semestre de 2012, Mouratoglou acompanhou de perto as últimas dez conquistas de Grand Slam da recordista de títulos deste porte na Era Aberta. Até por isso, o treinador francês não quer comparar Gauff à ex-número 1 “porque só existe uma Serena”, mas acredita que a jovem tem um futuro promissor.

“Ela é uma lutadora incrível e uma atleta incrível. Ela parte para a definição dos pontos e assume os riscos”, disse Mouratoglou à CNN. “É claro que ela tem muito a aprender, porque é muito jovem. Mas se ela mantiver a mesma atitude que tem agora, se mantiver a cabeça onde deve e a mesma fome pelo jogo, acho que pode ir muito longe”.

Jovens estão na rota de favoritos em Paris
Por Mario Sérgio Cruz
maio 26, 2018 às 12:25 am

Depois do sorteio da chave principal de Roland Garros na última quinta-feira e do término do qualificatório nesta sexta, todo mundo que disputará o Grand Slam francês a partir do próximo domingo já conhece seus adversários de estreia e o caminho nas rodadas seguintes em Paris.

A nova geração do tênis mundial tem candidatos ao título como a campeã do ano passado Jelena Ostapenko e o terceiro do ranking masculino Alexander Zverev, mas também tem nomes fora do radar, como convidados, atletas vindos do quali ou de bons resultados no saibro e que podem dar trabalho aos principais cabeças de chave.

 

Anett Kontaveit (22 anos, 25ª do ranking, Estonia)

Kontaveit venceu três jogos contra top 10 no saibro e pode enfrentar Kvitova na terceira rodada

Kontaveit venceu três jogos contra top 10 no saibro e pode enfrentar Kvitova na terceira rodada

Kontaveit não chega a ser uma surpresa, já que teve resultados expressivos no saibro nos últimos dois anos. A estoniana, entretanto, vive seu melhor momento no circuito durante atual temporada e a partir desta semana ocupa o ranking mais alto de sua carreira.

No saibro, Kontaveit fez duas semifinais em nível Premier nos torneios de Stuttgart e Roma, além de ter chegado às oitavas em Madri. Em três semanas, conquistou três vitórias contra top 10 (sendo duas seguidas contra Venus Williams) e um total de seis diante de adversárias do top 20. A estoniana está empatada com Elina Svitolina no terceiro lugar em vitórias contra top 10 na temporada, com quatro no total. Nesta estatística, ela só é superada por Petra Kvitova, com sete, e Daria Kasatkina, com seis.

Cabeça 25 em Roland Garros, Kontaveit estreia contra a 99ª colocada norte-americana Madison Brengle. As possíveis adversárias na segunda rodada são a experiente romena Alexandra Dulgheru e a norte-americana Christina McHale. Passando pelas duas primeiras fases, a estoniana pode reencontrar sua algoz em Madri Petra Kvitova. Há duas semanas, elas se enfrentaram nas oitavas na capital espanhola, com vitória tcheca em três sets.

Elise Mertens (22ª anos, 16ª do ranking, Bélgica)

Mertens é a líder de vitórias no saibro na temporada, com 13 no total, e pode enfrentar Halep nas oitavas

Mertens é a líder de vitórias no saibro na temporada, com 13 no total, e pode enfrentar Halep nas oitavas

Mertens é a jogadora que mais venceu jogos no saibro na atual temporada. Foram treze vitórias, todas elas seguidas. A jovem jogadora belga foi campeã de dois WTA de nível International em Lugano, na Suíça, e Rabat, no Marrcos. Antes de atuar em Madri, precisou ser hospitalizada por conta de problemas de saúde que já a incomodavam nos últimos dias do torneio marroquino. Até por isso, seu desempenho na capital espanhola foi comprometido e ela nem jogou em Roma.

Semifinalista do Australian Open em janeiro, a belga de 22 anos estreia contra a norte-americana Varvara Lepchenko. Passando pela estreia, ela pode encarar a britânica Heather Watson ou a francesa Oceane Dodin. A australina Daria Gavrilova é a principal ameaça na terceira rodada antes de um reencontro com a número 1 do mundo Simona Halep nas oitavas de final.

Daria Kasatkina (21 anos, 14ª do ranking, Rússia)

Kasatkina pode reencontrar Wozniacki, a quem já derrotou duas vezes no ano

Kasatkina pode reencontrar Wozniacki, a quem já derrotou duas vezes no ano

A temporada de saibro pode não ter sido tão boa para Kasatkina, mas uma jogadora que já venceu seis jogos contra top 10 no ano, sendo quatro diante de top 5 não pode ser descartada. Atual 14ª do ranking e finalista em Indian Wells, a jovem russa chegou às quartas em Madri (onde venceu um jogão contra Garbiñe Muguruza) e às oitavas em Roma. Perdeu para as campeãs em ambos os torneios, Petra Kvitova e Elina Svitolina.

Cabeça 14 em Paris, Kasatkina tem jogadoras experientes em seu setor como a adversária de estreia Kaia Kanepi e as possíveis rivais na segunda rodada Tatjana Maria e Kirsten Flipkens. Na terceira rodada, há chance de um grande jogo no saibro contra Carla Suárez Navarro. Caso vença a espanhola, há chance de reencontro nas oitavas com a número 2 do mundo Caroline Wozniacki, a quem derrotou duas vezes este ano.

Magdalena Frech (20 anos, 137ª do ranking, Polônia)

Frech furou o quali em Paris e pode enfrentar Stephens na segunda rodada

Frech furou o quali em Paris e pode enfrentar Stephens na segunda rodada

Vinda do qualificatório, Frech está com o melhor ranking da carreira desde a última segunda-feira. A polonesa saltou do 320º para o 166º lugar durante a temporada passada e segue em franca evolução no circuito. Ela já passou por dois qualificatórios de Grand Slam e vem de bons resultados em torneios ITF. Sua estreia na chave principal em Paris será contra a russa Ekaterina Alexandrova, depois pode cruzar o caminho da cabeça 10 norte-americana Sloane Stephens, que não teve bons resultados no saibro, caindo nas estreias em Stuttgart e Nuremberg, e nas  oitavas em Roma e Madri.

Denis Shapovalov (19 anos, 26º do ranking, Canadá)

Shapovalov foi bem nos últimos Masters e pode reencontrar Nadal nas oitavas

Shapovalov foi bem nos últimos Masters e pode reencontrar Nadal nas oitavas

Antes desta temporada, Denis Shapovalov ainda não tinha nenhuma vitória no saibro em nível ATP e só tinha vencido um jogo de challenger no saibro. O canadense de 19 anos, entretanto, foi buscar a evolução nos torneios mais fortes com semifinais no Masters 1000 de Madri e oitavas em Roma. Em duas semanas, ele saltou do 43º para o 26º lugar do ranking, melhor marca de sua carreira.

A estreia de Shapovalov pode ser complicada contra o australiano John Millman, 58º do ranking e que foi finalista no ATP de Budapeste e campeão do challenger de Aix En Provence. Passando por seu primeiro obstáculo, o cabeça 24 pode enfrentar o norte-americano Ryan Harrison ou o alemão Maximilian Marterer. Como o cabeça de chave mais próximo é Jack Sock, 14º favorito, que nunca passou da terceira rodada em Roland Garros, a expectativa é por um duelo com Rafael Nadal nas oitavas.

Stefanos Tsitsipas (19 anos, 40º do ranking, Grécia)

Tsitsipas ganhou 160 posições em um ano e pode enfrentar Thiem já na segunda rodada

Tsitsipas ganhou 160 posições em um ano e pode enfrentar Thiem já na segunda rodada

Há um ano, Tsitsipas sequer tinha vitória em nível ATP e disputava o primeiro Grand Slam da carreira. Sua evolução em doze meses é notória, do 202º lugar que ocupava em maio de 2017 para a atual 40ª colocação. O jovem grego já acumula 19 vitórias na elite do circuito, sendo 15 na atual temporada. Diante de adversários do top 10, ele já conseguiu três vitórias, duas delas em 2018. Finalista em Barcelona, onde só parou em Rafael Nadal, o grego também foi semifinalista no Estoril e foi do quali até a segunda rodada da chave principal em Roma.

A estreia de Tstistipas será contra o espanhol vindo do quali e 194º do ranking Carlos Taberner, jovem de 20 anos e que só havia vencido um jogo de ATP e mais dois em chaves principais de challenger antes de chegar a Paris. Caso confirme o favoritismo, o grego pode reencontrar o número 8 do mundo Dominic Thiem, a quem derrotou nas quartas de final em Barcelona. O austríaco, entretanto, venceu outros dois jogos contra Tsitsipas nesta temporada, nas quadras duras de Doha e Indian Wells.

Nicolas Jarry (22 anos, 59ª do ranking, Chile)

Jarry se destacou no saibro sul-americano e pode enfrentar Dimitrov na segunda rodada (Imagem: Fotojump)

Jarry se destacou no saibro sul-americano e pode enfrentar Dimitrov na segunda rodada (Imagem: Fotojump)

Jarry é uma das apostas para o ressurgimento do tênis chileno. Com estilo de jogo agressivo, bom saque e potência nos golpes, ele deve ser um dos principais nomes sul-americanos para os próximos anos do circuito. O jovem jogador de 22 anos se destacou primeiro em seu continente, com quartas de final em Quito, semi no Rio de Janeiro e final em São Paulo. Já na Europa, fez quartas no saibro português do Estoril e furou o quali na capital italiana.

A estreia de Jarry será contra o norte-americano Jared Donaldson, 57º do ranking e que só venceu um jogo no saibro este ano. Logo na sequência, há possibilidade de um duelo contra o quinto colocado Grigor Dimitrov. O búlgaro estreia contra o experiente sérvio Viktor Troicki.

‘Hábito de ganhar’ fará Orlando e Felipe crescerem, avalia Leo Azevedo
Por Mario Sérgio Cruz
maio 16, 2018 às 11:07 am

As duas últimas semanas foram bastante positivas para dois jovens jogadores brasileiros que treinam na Espanha. O gaúcho Orlando Luz e o paulista Felipe Meligeni Alves, ambos de 20 anos, disputaram uma final de future no Cairo, capital egípcia, vencida por Felipe em dois tiebreaks no último domingo. Foi o primeiro título de simples de sua carreira profissional. Orlando, por sua vez, ganhou dois troféus seguidos nas duplas, um deles com o parceiro paulista.

Jovens em transição para a carreira profissional, Orlando e Felipe foram os primeiros atletas a usufruir da pareceria firmada pela Confederação Brasileira de Tênis e a BTT Tennis Academy, que oferece estrutura de treinamento em Barcelona. Os dois estão desde janeiro e têm acompanhamento do técnico brasileiro Leo Azevedo, que é um dos coordenadores da academia.

Azevedo atuou por oito anos na USTA (Associação Norte-Americana de Tênis), além de já ter trabalhado na Espanha, de 2003 a 2006, na academia de Juan Carlos Ferrero. Em entrevista ao TenisBrasil, o treinador falou sobre os quatro primeiros meses de trabalho na Espanha e os primeiros bons resultados. O experiente técnico avalia que o início de um ‘hábito de ganhar’ fará com que os dois jovens jogadores possam evoluir ao longo da temporada.

Felipe Alves e Orlando Luz trabalham com Leo Azevedo em Barcelona e têm acompanhamento de nomes como Francisco Royg, um dos técnicos de Rafael Nadal. (Foto: Reprodução/Instagram)

Felipe Alves e Orlando Luz trabalham com Leo Azevedo em Barcelona e têm acompanhamento de nomes como Francisco Royg, um dos técnicos de Rafael Nadal. (Foto: Reprodução/Instagram)

Confira a entrevista com Leo Azevedo.

Primeiro, eu gostaria que você fizesse uma avaliação dos primeiros meses de temporada dos dois jogadores, tanto em treinamento quanto nos torneios.
Eles chegaram aqui no começo de janeiro, antes da pré-temporada e não haviam feito uma pré-temporada muito boa. Fizemos uma pré-temporada de quatro a cinco semanas. A primeira gira foi na quadra rápida. Queria que o Orlandinho voltasse a jogar um pouquinho na quadra rápida, porque fazia tempo que ele não jogava. E nos últimos dois anos ele tinha jogado muito pouco.

Não tivemos bons resultados nas duas ou três primeiras semanas, nem de resultado e nem de rendimento. Acho que ainda estava demorando para chegar a mensagem em algumas coisas que eu estava tentando passar para eles. Trabalhamos bem, os dois trabalham duro, mas às vezes a mensagem e a filosofia demoraram um pouco mais para chegar.

Na Tunísia, o Orlando já jogou melhor e fez uma semi. Depois, na Turquia, o Felipe ganhou um jogo muito bom e perdeu para o campeão na segunda tendo match point. Ali já era o final de março e comecinho de abril, e foi quando eles deram uma crescida boa e já entendiam um pouco mais o que eu estava pedindo para eles. O Orlandinho melhorou um pouco o jogo de posição dele, porque estava jogando muito atrás, e o Felipe sabia usar um pouco mais a agressividade dele sem loucura. E os dois melhoraram muito fisicamente. Agora eu posso falar que estou feliz com a performance deles, o resultado está vindo atrás disso. E acho que eles entenderam melhor a mensagem que eu estava passando para os dois e o que eu queria de um e do outro como jogador.

O que pode ser tirado dessas duas semanas no Egito, com um jogo entre eles na final e o título de duplas com eles juntos na semana anterior?
Eu sempre falo para eles que ganhar é um hábito muito bom. O Orlandinho já tinha mais o hábito de ganhar no júnior e ficou uns dois anos com resultados que não seguiram a progressão do último ano de júnior dele, quando ele também havia jogado muito bem no profissional. E o Felipe não tinha ganhado muito ainda. Ganhou um GB1 júnior na Argentina, ganhou um US Open de duplas no júnior, mas ainda não tinha aparecido muito. E ganhar dupla é bom.

Falo para eles que o hábito de ganhar ajuda em tudo. E chegar em uma final com os dois é como se desse um pouco mais de confiança em acreditar que o que eles estão fazendo está no caminho certo, que a decisão de morar fora de casa tem muitas coisas difíceis -não diria negativas, mas difíceis-  e muitos obstáculos. São muitas coisas que você não está acostumado, mas que te fazem amadurecer mais rápido que quando você está no seu país. Mas tudo isso, em algum momento, pode ser que valha a pena. Quando eles ganham a dupla e fazem uma final é um alimento a mais para eles acreditarem que estão no caminho certo.

O Felipe acabou de conquistar o primeiro título da carreira. Até então os melhores resultados haviam sido as quartas. Quais fatores o fizeram dar esse primeiro salto e o quanto isso pode trazer de confiança para ele?
O Felipe, é verdade, ainda não tinha feito nada que chamasse atenção em simples. É um jogador que fisicamente é muito, muito bom. É um jogador que tem um tênis moderno, a bola dele anda bastante, mas que por A, B ou C motivos ainda não tinha vencido. Acho que, com 20 anos, não ter feito uma final de um future já estava meio que incomodando ele. Ele tem muito potencial, mas não combinava isso com o potencial que ele tem.

Eu sempre falava para ele: ‘O dia que você ganhar, talvez você sinta um gostinho que vai te alimentar mais para você poder continuar ganhando’. Ele perdeu alguns jogos este ano que a atitude poderia estar um pouquinho melhor e alguns jogos em que ele poderia acreditar um pouquinho mais. Acho que ganhar faz você acreditar mais em si mesmo. Ganhar faz você mudar sua perspectiva sobre algumas coisas. Na final, ele salvou um monte de set points contra o Orlando. Então que a confiança é talvez o combustível mais importante do jogador. Eu espero que isso o mova pra frente e que ele consiga chegar aos objetivos que eu tracei para ele.

Acho que o fator principal do salto foi que ele amadureceu bastante nesses três ou quatro meses. Tenisticamente a gente conseguiu ordenar essa agressividade que ele tinha, entender que ele pode ser agressivo, mas ordenar um pouco mais taticamente o jogo. Ele é um jogador muito impulsivo e, às vezes, essa impulsividade fazia com que ele saísse do ponto muito rápido. Acho que esses foram os pontos principais, um pouco mais de ordem tática e o amadurecimento como pessoa desses meses morando fora.

Felipe Alves levou a melhor sobre Orlando Luz no Egito e conquistou seu primeiro torneio

Felipe Alves levou a melhor sobre Orlando Luz no Egito e conquistou seu primeiro torneio profissional em simples (Foto: Reprodução/Instagram)

O Orlando teve algumas lesões na temporada passada, a mais recente foi no ombro. Como ele está evolução física dele?
O Orlandinho fisicamente melhorou bastante. Ele chegou aqui um pouco defasado, mas é muito bom trabalhador. Trabalhou bem e, fisicamente, não tem muito o que a gente falar do Orlandinho. Essa semana que ele chegou à final, fez alguns jogos longos, aguentou bem, trabalha bem e não tem mais nenhum resquício de lesão. Está num nível muito bom fisicamente.

Ainda sobre o Orlando, ele tinha algumas dificuldades com o saque e jogava muito com o segundo serviço. O que tem sido trabalhado para que ele possa evoluir nesse sentido?
Quanto à evolução do saque do Orlandinho… Como eu tinha falado antes para algumas pessoas, eu tinha visto ele jogar bastante no júnior. Nos últimos dois anos eu fiquei um pouco sem ver ele jogar, mas vi muitos vídeos. Quando eu comecei, ele realmente sacava bastante o primeiro saque em 3/4 ou como se fosse um segundo, e eu sempre acho que um dos segredos do bom sacador é a mentalidade de sacador. O jogador tem que pensar que é bom sacador e tem que pensar que o saque é uma arma. Tecnicamente eu não mudei nada, só um ajuste pequeno no toss e no giro, que ele mudou um pouquinho, mas é mais a mentalidade de usar o saque mais como uma arma e não só como uma maneira de começar o ponto.

Jogadores como o João Menezes e o Jordan Correia também treinam na Espanha. Há algum intercâmbio com atletas de outros clubes e academias?
O Menezes está aqui em Barcelona, mas o calendário nosso ainda não coincidiu com o dele. A gente voltou e ele foi para a Nigéria, depois a gente viajou e ele voltou para cá. Então ainda não coincidiu. O Jordan está no Ferrero [na academia Equelite, em Alicante], que é um pouco longe, mas eu tenho boa relação com o pessoal de lá. O Pablo Carreño Busta está sempre aqui, porque fica umas semanas aqui e outras no Ferrero, o Roberto Carballes Baena também passa algum tempo aqui e algum tempo lá. Com esses dois a gente conseguiu treinar algumas vezes por conta dessa relação que eu tenho.

A gente também treina com o pessoal de outras academias aqui. O Pedro Cachin, que é um argentino que o [Alex] Corretja ajuda, também treina aqui com eles. A gente teve também um intercâmbio muito bom para as semanas no Egito que eles foram no Godó [Trofeo Conde de Godó, o ATP 500 de Barcelona]. Consegui credencial para os dois, eles treinaram com muita gente, inclusive com o Marcelo Melo, vivenciaram esse nível de torneio e esse ambiente. Acho que foi muito legal, então a genta tenta, na medida do possível, realizar um intercâmbio aqui, não apenas com os brasileiros.

E como foi a experiência deles no ATP?
A gente conseguiu duas credenciais para eles e eles passavam praticamente o dia todo lá. Eles fizeram o trabalho físico lá, aqueceram com o Rogerinho, com o Marcelo Melo e com muita gente. A minha ideia, mais que o lado tenístico de bater bola com os jogadores. Era vivenciar o ambiente para fazer o contraponto. Eles estavam jogando future na Tunísia e na Turquia e, de repente, vão para o ATP que foi eleito o melhor do ano passado.

De repente, isso dá uma provocada neles: ‘É aqui que eu quero estar, não no outro’. Então é importante fazer com que eles vivenciem esse ambiente, que é o sonho de qualquer jogador, e usar os torneios menores só como uma ponte, como é para qualquer outros jovens, e passar por ela o mais rápido possível para chegar nesse ambiente de ATP.

Qual o planejamento para as próximas semanas do circuito?
Nesta semana, a gente está jogando um future na academia em Valldoreix, semana que vem tem um de 15 mil em Vic, que é a 45 minutos da academia. Depois a ideia é jogar um torneio de US$ 25 mil na Romênia. E em julho, devemos mesclar um ou dois torneios de US$ 15 mil e mais alguns de US$ 25 e 50 mil. Aí a gente tem que esperar um pouquinho para ver o ranking.

E de agosto para frente, pensando nessa melhora de ranking, a ideia é só jogar torneios de US$ 25 mil mais hotel e US$ 50 mil. Até por conta dessa mudança no ranking para o ano que vem. Então, a partir de julho a ideia é jogar torneios um pouquinho maiores.

Tem falado com eles sobre essa mudança do ranking pro ano que vem já que future não vai mais dar ponto?
Sim, tenho falado. Aliás, é uma conversa normalíssima e que, quando a gente vai para os torneios todo mundo quer saber. Porque muita gente tem dúvida a respeito, a ITF e ATP estão soltando e-mails e explicando dúvidas. Então, sim, a gente tem conversado muito. Acho que está todo mundo, não sei se assustado é a palavra, mas receoso. Não só os dois, mas todo o pessoal que joga esse nível de torneio, mas estão preparados para a mudança, porque já está decidido, vai ser assim e a gente tem que adequar um pouquinho as mudanças para o ano que vem.

Grande semana de Wild e Pedretti
Por Mario Sérgio Cruz
abril 30, 2018 às 10:41 pm

A última semana foi boa para dois nomes da nova geração do tênis brasileiro. Tenistas de 18 anos, o paranaense Thiago Wild e a paulista Thaísa Pedretti obtiveram o segundo título de suas carreiras profissionais, ele em São José do Rio Preto, ela no saibro argentino de Villa del Dique.

Wild passou outros dois jovens brasileiros durante a semana, o paulista Marcelo Zormann e o canhoto gaúcho Rafael Matos, além de também derrotar o experiente Daniel Dutra Silva na semifinal. O paranaense, que não perdeu sets durante a semana, derrotou na final o argentino de 18 anos Camilo Carabelli por 7/6 (7-5) e 6/3.

 Thiago Wild conquistou o segundo título profissional da carreira em São José do Rio Preto (João Pires/Fotojump)


Thiago Wild conquistou o segundo título profissional da carreira em São José do Rio Preto (João Pires/Fotojump)

Os dezoito pontos pelo título serão computados no dia 7 de maio e farão com que Wild tenha o melhor rankig da carreira. O paranaense aparece nesta semana no 606º lugar, mas deve se aproximar da 520ª posição na próxima segunda-feira quando terá apenas um ponto a descontar.

Wild falou ao TenisBrasil durante a última semana. O paranaense sempre foi um jogador vibrante e intenso em quadra desde os tempos de juvenil e falou sobre o trabalho psicológico que faz para transformar isso em coisas positivas. “Faço um trabalho mental com uma psicóloga esportiva. E medito praticamente todo dia para canalizar a energia e conseguir manter bem a concentração. É um problema que eu tenho. Perco a concentração muito rápido”.

Diante da mudança no ranking a partir da próxima temporada, com torneios de nível future parando de oferecer pontos, Wild quer dar um salto já no segundo semestre, priorizando competições maiores e tem uma meta ambiciosa. “Uma meta que eu estipulei no ano passado é terminar entre os 200 do mundo. Acho que é uma coisa palpável até o final do ano. Preciso de alguns resultados bons, como todo mundo que quer subir precisa, mas acho que esse é o objetivo principal”, afirmou o paranaense. “Pretendo jogar só challengers no segundo semestre, justamente para ficar fora desse ranking de transição e não precisar jogá-lo. Acho que é uma coisa bem palpável, porque estou jogando bem, venho crescendo e posso muito bem jogar só challenger a partir do segundo semestre”.

Confira a entrevista completa com Thiago Wild.

O paranaense continuará jogando em solo brasileiro nas próximas três semanas, totalizando quatro futures em território nacional. Seu próximo compromisso será no Clube Paineiras do Morumby, na capital paulista. O torneio em São Paulo ainda atrai bons nomes da nova geração brasileira como Marcelo Zormann, Rafael Matos, João Lucas Reis e Igor Gimenez. A entrada é gratuita durante toda a semana.

Campeões de duplas em Rio Preto, Rafael Matos e Marcelo Zormann jogam em São Paulo nesta semana (João Pires/Fotojump)

Campeões de duplas em Rio Preto, Rafael Matos e Marcelo Zormann jogam em São Paulo nesta semana (João Pires/Fotojump)

Já Thaísa Pedretti encerrou uma sequência de nove jogos no saibro argentino com oito vitórias e apenas uma derrota. Antes do título em Villa Del Dique, a paulista já havia sido semifinalista em Villa Dolores. Na final disputada no último sábado, ela derrotou a chilena Fernanda Brito, principal cabeça de chave do torneio e 364ª do ranking, por 6/0 e 6/4.

A paulista Thaísa Pedretti está em seu último ano como juvenil (Foto: Éric Visintainer)

Pedretti está com o melhor ranking da carreira e entrará no grupo das 500 melhores do mundo (Foto: Éric Visintainer)

Nesta segunda-feira, Pedretti ganhou 21 posições no ranking e aparece com o melhor marca da carreira ao ocupar o 546º lugar. Esse número certamente será superado na próxima segunda-feira, quando os doze pontos pelo título na Argentina forem computados. A jovem de 18 entrará no grupo das 500 melhores jogadoras do mundo pela primeira vez na carreira. Sétima brasileira mais bem colocado no ranking com 53 pontos, Pedretti irá ultrapassar Carolina Alves e Teliana Pereira na semana que vem. Com isso, ela ficará atrás apenas de Beatriz Haddad Maia, Gabriela Cé, Nathaly Kurata e Laura Pigossi.

Juvenis na Europa – Alguns juvenis brasileiros estão lutando por pontos no saibro europeu de olho na chave juvenil de Roland Garros. Destaque para Gilbert Klier Júnior, brasiliense de 17 anos, que conseguiu um título e um vice-campeonato de duplas nas últimas semanas, na cidade búlgara de Plovdiv e no saibro francês de Beaulieu Sur Mer. Nos mesmos torneios, fez quartas em simples.

O paulista Igor Gimenez foi semifinalista em Medias, na Romênia, na última semana e tem um tíulo de duplas com Klier na Búlgária. Já o baiano Natan Rodrigues teve dois vice-campeonatos de duplas na França. O primeiro em Istres, ao lado do argentino Roman Burruchaga e o segundo em Beaulieu Sur Mer com Klier. Natan parou nas oitavas dos dois torneios de simples.

Britânica com síndrome rara conquista título profissional
Por Mario Sérgio Cruz
abril 23, 2018 às 11:31 pm

Com apenas 17 anos, Francesca Jones é protagonista de uma das mais bonitas histórias de superação do tênis feminino. A jovem britânica sofre de uma doença chamada displasia ectodérmica e nasceu com apenas o polegar e mais três dedos em cada uma das mãos, além de possuir apenas sete dedos nos pés. Nada disso a impede de seguir sua carreira no circuito e até mesmo conquistar títulos como profissional.

No último sábado, Jones foi campeã do ITF de US$ 15 mil disputado no saibro argentino. O segundo troféu de sua carreira veio após uma vitória sobre a anfitriã Victoria Bosio por 4/6, 6/4 e 6/2 na decisão. A britânica ainda passou por duas brasileiras durante a semana, a paulista Carolina Meligeni Alves e a brasiliense Alice Garcia.

Francesca Jones, de 17 anos, venceu torneio no saibro argentino (Foto: Daniel Corujo)

Francesca Jones, de 17 anos, venceu torneio no saibro argentino (Foto: Daniel Corujo)

Jones, que havia conquistado seu primeiro troféu em Assunção no ano passado, está com o melhor ranking da carreira ao ocupar o 664º lugar. Ela irá subir ainda mais na próxima segunda-feira, quando os doze pontos conquistados na Argentina forem computados. Como juvenil, foi 31ª do mundo e está atualmente na 97ª posição, mas encerrou sua trajetória em Wimbledon na temporada passada.

“Minha síndrome é algo que realmente me ajudou a ser a pessoa que sou hoje”, disse Jones ao jornal The Daily Telegraph durante sua participação na chave juvenil de Wimbledon em 2016. “Até certo ponto, estou feliz por tê-la, porque me fez quem eu sou. Espero que isso me ajude a alcançar um futuro de sucesso. Eu não teria começado a jogar tênis tão competitivamente quanto agora ou ter a mesma motivação para o futuro sem ela. Isso faz uma grande diferença no lado mental”.

“Não me importo de ser definida por isso, porque é algo de que eu estou realmente orgulhosa. Não vou deixar isso me decepcionar porque não é negativo. Qualquer um que tenha algum tipo de síndrome pode tentar o seu melhor, seja o que for que estiver fazendo. Muitas pessoas já me criticaram e disseram coisas desagradáveis. Isso só me motiva mais”, complementou a jovem britânica.

Também em 2016, Jones falou ao jornal Daily Mail sobre as adaptações que teve que fazer em seu jogo. “Quando eu era mais nova, eu jogava com um grip muito fino, que precisavam raspar para que eu pudesse segurar a raquete. Quando minhas mãos ficaram maiores, eu já podia jogar com uma empunhadura mais normal. Meu forehand hoje é muito bom por causa do tanto que eu precisei trabalhar nele”.

‘Fiz três operações em doze meses no meu punho e certamente tive mais de dez operações na minha vida, provavelmente quinze. Eu estava morando em um hospital quase quando eu era jovem”, afirmou a jogadora que tinha apenas 15 anos na época das entrevistas aos jornais britânicos.

Neozelandês tem um ponto – Em setembro do ano passado, o neozelandês Alex Hunt se tornou o primeiro jogador com deficiência física permanente a marcar um ponto no ranking da ATP ao avançar uma rodada num future em Guan. A história foi internacionalmente difundida. Aqui no Brasil, foi relatada em reportagem do canal por assinatura SporTV, em matéria de Manuela Franceschini direto da Austrália. Confira no site da emissora.

Juvenil brasileira jogou em situação parecida – No início da década, a brasiliense Thalita Rodrigues se destacou no Circuito Nacional Infanto-Juvenil em condições parecidas com as de Hunt. Ela nasceu sem o antebraço esquerdo, após a mãe contrair rubéola durante a gravidez.

A brasiliense Thalita Rodrigues se destacou em competições juvenis no início da década (Foto: Cristiano Andujar/CBT)

A brasiliense Thalita Rodrigues se destacou em competições juvenis no início da década (Foto: Cristiano Andujar/CBT)

Treinada pelo pai, Oseias, Thalita chegou a estar entre as principais jogadoras do país no ranking juvenil da CBT, mas disputou poucas competições internacionais de nível ITF entre 2011 e 2012, ano em que atuou nos dois únicos torneios profissionais de sua carreira.

Começam a valer as mudanças no ranking juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
abril 4, 2018 às 6:10 pm

Começa a valer a partir desta semana a reestruturação no sistema de pontos para o ranking mundial juvenil da ITF. Anunciada em novembro do ano passado, a iniciativa da Federação Internacional é valorizar os torneios mais fortes do calendário. Para evitar distorções, a ITF postergou a mudança no ranking para o quarto mês da temporada. Dessa forma, o modelo anterior do ranking ainda serviu como base para as inscrições nos torneios dos primeiros três meses do ano.

Os Grand Slam e Jogos Olímpicos da Juventude passam a dar 1.000 pontos para o campeão e 600 para o vice, enquanto o vencedor do ITF Junior Masters receberá 750 pontos com 450 para o outro finalista. Os torneios de nível GA passam a dar 500 pontos para o campeão e não mais 250 como acontecia anteriormente. Já as competições continentais de nível GB1, GB2 e GB3 terão pontuação equivalente aos torneios G1, G2 e G3.

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Mudanças significativas – A primeira das mudanças expressivas na classificação é a mudança do número 1 no ranking masculino. Campeão do Australian Open, o norte-americano Sebastian Korda aproveitou o bônus na pontuação por seu título de Grand Slam e ultrapassou o argentino Sebastian Baez.

O norte-americano Sebastian Korda volta à liderança do ranking mundial juvenil (Foto: Martin Sidorjak/ITF)

O norte-americano Sebastian Korda volta à liderança do ranking mundial juvenil (Foto: Martin Sidorjak/ITF)

Outro que saltou na tabela foi o espanhol Nicola Khun, agora 24º colocado depois de ganhar 60 posições. Kuhn completou 18 anos em março e já privilegia o circuito profissional, mas esse ganho expressivo de posições para o atual vice-campeão juvenil de Roland Garros exemplifica o que uma boa campanha um torneio grande pode significar.

No feminino, a principal mudança de pontuação também acabou beneficiando uma jogadora que já é profissional. A norte-americana de 16 anos Amanda Anisimova, 128ª no ranking da WTA. Ela subiu 23 posições na lista juvenil e aparece no 12º lugar, mesmo contabilizando só o título do US Open e as quartas de Roland Garros.

Brasileiros: Entre os sete brasileiros no top 100, apenas o paranaense Thiago Wild ganhou posições. Ele foi beneficiado pelo título do Torneo Città Di Santa Croce, ITF G1 disputado no saibro italiano no ano passado, e pelas quartas de Roland Garros. Com isso, ele sobe 15 poisções e aparece no 31º lugar.

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O brasiliense Gilbert Klier Júnior, campeão Sul-Americano, perdeu só uma posição e está no 38º lugar. Logo atrás, está o pernambucano João Lucas Reis, utrapassado por sete concorrentes. Outro que perdeu sete posições é o paulista Mateus Alves, agora 43º do ranking. O paulista Matheus Pucinelli é o 52º do mundo e perdeu só um lugar. As maiores quedas aconteceram com o paulista Igor Gimenez, que perdeu 15 postos e está no 65º lugar, e do mineiro João Ferreira, ultrapassado por 24 jogadores e agora 73º colocado.