Jogos da Juventude: Por onde andam os medalhistas?
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 12, 2018 às 9:19 pm

As finais do tênis nos Jogos Olímpicos da Juventude estão marcadas para este fim de semana em Buenos Aires. No sábado, o público argentino terá a oportunidade de torcer pelo anfitrião Facundo Diaz Acosta, que disputa o título contra o francês Hugo Gaston. O jogo está marcado para às 9h45 (de Brasília), com transmissão do site da ITF e do Olympic Channel. A França também tem representação na final feminina, que acontece no domingo, com Clara Burel enfrentando a eslovena Kaja Juvan. A disputa do bronze será neste sábado entre a colombiana Maria Camila Osorio Serrano e a chinesa Xinyu Wang.

Nesta sexta-feira, o tênis brasileiro pôde comemorar a medalha de bronze de Gilbert Klier Júnior. Único representante nacional na competição, o brasiliense de 18 anos ficou em terceiro lugar na chave masculina de simples. Ele vencia a disputa pelo bronze contra o búlgaro Adrian Andreev por 6/4 e 3/1 quando o rival abandonou por lesão nas costas. A medalha de Klier é a terceira da história do país em competições olímpicas no tênis. As duas anteriores vieram na edição passada das Olimpíadas dos jovens, no ano de 2014 na cidade chinesa de Nanjing. Na ocasião, o gaúcho Orlando Luz foi medalhista de prata em simples e ouro nas duplas, em parceria com o paulista Marcelo Zormann.

As duas edições anteriores dos Jogos Olímpicos da Juventude foram realizadas na Ásia, primeiro em Cingapura no ano de 2010 e depois em Nanjing. Entre seus medalhistas de simples, alguns tenistas já confirmaram a condição de jovens promessas, outros ainda seguem em busca de um lugar na elite do tênis mundial, enquanto outros se perderam pelo caminho. Veja como cada um está na atualidade.

NANJING 2014

Masculino
– Ouro: Kamil Majchrzak (POL)
– Prata: Orlando Luz (BRA)
– Bronze: Andrey Rublev (RUS)

Entre os medalhistas de 2014, Rublev é quem mais se destaca na atualidade, embora Orlandinho e Majchrzak vivam o melhor momento de suas carreiras.

Entre os medalhistas de 2014, Rublev é quem mais se destaca na atualidade, embora Orlandinho e Majchrzak vivam o melhor momento de suas carreiras. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Bronze na China, Rublev conseguiu se estabelecer primeiro entre os grandes jogadores. Atualmente com 20 anos, o jovem russo aparece no 73º lugar do ranking mundial e chegou a ocupar a 31ª posição. Ele já tem aum título de ATP 250, conquistado no saibro croata de Umag no ano passado, além de ter chegado às quartas de final do US Open de 2017.

Medalhista de Prata, o gaúcho Orlando Luz está com 20 anos. Há uma semana, o ex-líder do ranking mundial juvenil atingiu sua melhor marca como profissional, na 385ª posição. Treinando na Espanha desde o início do ano, Orlandinho aparecia apenas no 725º lugar em janeiro e já disputou três finais de future na temporada, com dois títulos. Já o polonês Kamil Majchrzak, campeão em 2014, está com 22 anos e ocupa o 178º lugar do ranking mundial, melhor marca de sua carreira, e já atingiu duas finais de challenger.

Vale destacar também a situação de Marcelo Zormann, hoje com 22 anos. Voltando a 2014, ele e Orlando Luz chegavam à China vindos do título juvenil de duplas em Wimbledon e conquistaram outro título de expressão. A final disputada em Nanjing foi contra dois russos que atualmente se destacam no circuito, o já citado Rublev e o atual 27º do ranking Karen Khachanov. Zormann tem três títulos de future, venceu quatro jogos de challenger na carreira e alcançou o 467º lugar do ranking. Atualmente na 889ª posição, o paulista de Lins decidiu fazer uma pausa na carreira para tentar superar a depressão e falou abertamente sobre seu momento pessoal em recente entrevista ao TenisBrasil.

Feminino
– Ouro: Xu Shilin (CHN)
– Prata: Iryna Shymanovich (BLR)
– Bronze: Akvile Parazinskaite (LTU)

Nenhuma das medalhistas em 2014 chegou ao top 100 da WTA e a lituana Akvile Parazinskaite já não joga mais profissionalmente

Nenhuma das medalhistas em 2014 chegou ao top 100 da WTA e a lituana Akvile Parazinskaite já não joga mais profissionalmente. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Nenhuma das três medalhistas da chave feminina em Nanjing chegou ao top 100 no ranking da WTA. A lituana Akvile Parazinskaite, que ficou em terceiro lugar na cidade chinesa, não joga profissionalmente desde 2016, está sem ranking e teve como a melhor marca da carreira o 623º lugar.

Campeã em casa há quatro anos, a chinesa Xu Shilin chegou a liderar o ranking mundial juvenil e quase alcançou o top 200 entre as profissionais. Seu recorde pessoal foi o 202º lugar, alcançado em julho de 2016 e ela atualmente ocupa a 294ª colocação aos 20 anos. Vice em Nanjing, a bielorrussa Iryna Shymanovich está com 21 anos, ocupa o 490ª lugar na WTA e o melhor ranking de sua carreira foi o 367º lugar, alcançado ainda em 2014.

Se por um lado, nenhuma das medalhistas conseguiu vingar no circuito, a chave do torneio olímpico de Nanjing contou com duas jogadoras com evidente destaque na atualidade. A letã Jelena Ostapenko, que foi campeã de Roland Garros no ano passado e está no 18º lugar no ranking e a atual 14ª colocada russa Daria Kasatkina. A tcheca Marketa Vondrousova, atual 68ª do mundo, e a norte-americana Sofia Kenin, 50ª, também atuaram naquela competição.

CINGAPURA 2010

Feminino
– Ouro: Daria Gavrilova (RUS)
– Prata: Saisai Zheng (CHN)
– Bronze: Jana Cepelova (SVK)

Zheng está com seu melhor ranking, Gavrilova chegou ao top 20 no ano passado e Cepelova já foi top 50 e tem vitória sobre Serena Williams no currículo

Zheng está com seu melhor ranking, Gavrilova chegou ao top 20 no ano passado e Cepelova já foi top 50 e tem vitória sobre Serena Williams no currículo. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

O pódio feminino da edição inaugural das Olimpíadas dos Jovens é o que mais confirmou as expectativas entre suas medalhistas, a começar pela campeã Daria Gavrilova. Atualmente com 24 anos e no 34º lugar do ranking, a jogadora nascida em Moscou ainda defendia a Rússia antes de assumir a nacionalidade australiana em 2015. Gavrilova conquistou o título do WTA Premier de New Haven em agosto do ano passado e chegou a figurar entre as 20 melhores tenistas do mundo.

Vice-campeã em Cingapura, Saisai Zheng vive o melhor momento da carreira aos 24 anos ao ocupar o 58º lugar do ranking. A chinesa alcançou pela primeira vez ao top 60 ainda em 2016, mas conviveu com problemas físicos. Ela ficou seis meses sem jogar por lesão no joelho direito e até saiu do top 100, mas vem recuperando posições desde julho, quando foi finalista do WTA de Nanchang.

Já a eslovaca Jana Cepelova está com 25 anos, chegou a ser top 50 e atualmente ocupa o 273º lugar do ranking. Ela tem uma expressiva vitória sobre Serena Williams, obtida na campanha até o vice-campeonato do Premier de Charleston, em 2014. A chave em Cingapura ainda tinha nomes como Elina Svitolina e Moninca Puig.

Masculino
– Ouro: Juan Sebastian Gomez (COL)
– Prata: Yuki Bhambri (IND)
– Bronze: Damir Dzumhur (BIH)

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez aparece atualmente apenas no 1.572º lugar do ranking da ATP

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez aparece atualmente apenas no 1.572º lugar do ranking da ATP. (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Campeão em Cingapura, o colombiano Juan Sebastian Gomez chegou a liderar o ranking mundial juvenil em 2010, ano em que completou 18 anos. Atualmente, ocupa a modesta posição de número 1.572 no ranking da ATP com somente dois pontos conquistados. Em sua carreira profissional, possui apenas um título de future em simples e mais sete de duplas e seu recorde pessoal no ranking foi o 496º lugar, alcançado em 2015.

O indiano Yuki Bhambri é o atual 97º do mundo e chegou à 83ª posição em abril deste ano. Já o bósnio Damir Dzumhur é quem conseguiu se manter na elite do circuito. O jogador de 26 anos já tem três títulos de ATP, aparece atualmente no 39º lugar do ranking e tem como recorde pessoal a 23ª colocação, alcançada em julho último.

Os próximos passos de Wild e o ano dos juvenis brasileiros
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 12, 2018 às 9:33 pm

Thiago Wild fez história para o tênis brasileiro ao se tornar apenas o segundo jogador nacional a ganhar um título de simples em um Grand Slam juvenil e o primeiro a fazê-lo no US Open. Apesar da euforia pela conquista inédita e a realização de um sonho, o paranaense de 18 anos se mantém fiel às convicções de que precisa fazer uma boa transição para o circuito profissional. Ele já ensaia os próximos passos na nova etapa da carreira. Dono de dois títulos profissionais de nível future, o primeiro em Antalya na Turquia no ano passado e o segundo na cidade paulista de São José do Rio Preto em abril, Wild já ocupa o 461º lugar do ranking da ATP.

Após a conquista em Nova York, Wild retornou ao Rio de Janeiro e se prepara para uma série de challengers pela América Latina até o final da temporada. Seu primeiro compromisso será em solo brasileiro, na cidade paulista de Campinas a partir de 1º de outubro. Na semana seguinte, o paranaense segue para Santo Domingo, na República Dominicana. Depois de uma semana sem competições, Wild volta ao saibro sul-americano para cinco torneios seguidos em Lima, Guayaquil, Montevidéu, Buenos Aires e o challenger do Rio de Janeiro a partir de 19 de novembro. Até por isso, não disputará o ITF Junior Masters na China, que acontece entre os dias 22 e 28 de outubro.

“É um sonho de criança que tinha vencer um Grand Slam e ter meu nome nos grandes torneios. Era minha última chance no juvenil nesse nível, agora daqui pra frente é manter os pés no chão e trabalhando com minha equipe da Tennis Route que me apoia desde meus 14 anos”, disse Wild, por meio de sua assessoria. O paranaense de Marechal Cândido Rondon treina no Rio de Janeiro com Arthur Rabelo, João Zwetsch, Duda Matos e o preparador físico Alex Matoso.

“Essa conquista não muda nada para mim, tenho que seguir na mesma linha de trabalho, seguir na mesma pegada. Pode ser que algumas portas se abram para mim como patrocínio e mídia, mas isso não vai mudar minha cabeça e meu foco que é no profissional que é onde poderei viver do tênis e atingir objetivos de ser um dos melhores do mundo”, acrescentou o jogador que completou 18 anos em março.

September 9, 2018 - 2018 US Open Junior Boy's Singles Champion Thiago Seyboth Wild.

Thiago Wild é o segundo brasileiro a vencer um título juvenil de Grand Slam (Foto: Garrett Ellwood/USTA)

Na entrevista coletiva que deu em Nova York depois de vencer a final contra o italiano Lorenzo Musetti por 6/1, 2/6 e 6/2, Wild reiterou que o período de comemoração será curto. “Ganhar um Grand Slam é o maior sonho de todo jogador juvenil. Alcançar isso na minha última chance torna ainda mais especial para mim. Mas tenho que continuar trabalhando porque agora minha carreira juvenil acabou. A transição para os profissionais é muito mais difícil do que o circuito juvenil. Acho que vou ter que me concentrar nisso a partir de agora”.

Wild também falou sobre o aprendizado que teve pela semifinal alcançada no saibro de Roland Garros, em junho, quando ainda se recuperava de lesão no ombro e não atuou em seu melhor nível. “Estar na semifinal de um Grand Slam já era uma coisa enorme a ser feita, mas eu senti que queria mais porque não estava satisfeito com aquela semifinal. Eu estava lesionado naquela partida e estava sem treino por três semanas, porque não conseguia levantar o braço. Eu não pude fazer nada. Quando cheguei aqui nesta semana, eu só me concentrei em mim e no meu tênis”.

“Acho que, independentemente da sua superfície favorita, o tênis é um esporte que você pode jogar em qualquer quadra, seja qual for a bola”, avalia o jovem jogador de 18 anos. “É basicamente um jogo mental, e se você tem um mental forte e tem a mentalidade de jogar na grama, nas quadras duras, ou no saibro, pode jogar do jeito que quiser em qualquer quadra, com qualquer outra bola e contra qualquer adversário”.

Outra experiência significativa na trajetória do paranaense é a semifinal de duplas alcançada no ano passado em Nova York. “Eu não gosto muito de jogar duplas, mas foi o que consegui no ano passado e aprendi muito com isso. Foi, tipo, ‘Ok, eu cheguei às semifinais em duplas. Por que não posso fazer isso em simples? Qual é o problema de fazer isso sozinho sem ninguém ao meu lado?’ Acho que simples e duplas são dois jogos diferentes. Você tem que aprender a jogar com alguém ao seu lado, você tem que aprender a jogar em equipe. E em simples você pode se concentrar em si mesmo e pensa: ‘Eu tenho que fazer isso’. Não há ninguém para te ajudar. Tem muito mais pressão. Mas acho que lidei muito bem com isso”.

Voltando ao mês de abril, quando conquistou o future de Rio Preto, Wild falou ao TenisBrasil sobre o que tem feito para seguir evoluindo. Um dos principais fatores é a aposta na meditação para fortalecer seu lado mental. “Faço um trabalho mental com uma psicóloga esportiva. E medito praticamente todo dia para canalizar a energia e conseguir manter bem a concentração. É um problema que eu tenho. Perco a concentração muito rápido”.

Na época, o paranaense também estabeleceu a meta de terminar o ano no top 200 do ranking da ATP. O objetivo é evitar cair no chamado circuito de transição, que irá substituir os torneios de nível future em 2019 e que não dará mais pontos no ranking. “Pretendo jogar só challengers no segundo semestre, justamente para ficar fora desse ranking de transição. Acho que é uma coisa bem palpável, porque estou jogando bem e venho crescendo”, disse Wild na época. “Uma meta que eu estipulei no ano passado é o ano terminar entre os 200 do mundo. Acho que é uma coisa palpável até o final do ano. Preciso de alguns resultados bons, como todo mundo que quer subir precisa, mas acho que esse é o objetivo principal”.

RAIO-X DOS JUVENIS BRASILEIROS

Assim como feito nas duas últimas temporadas, o blog levantou todos os resultados dos jovens atletas nacionais nos quatro principais torneios da temporada e comparou com o desempenho mostrado em anos anteriores. Estão disponíveis os links para os posts de 2016 e também de 2017

geral

Os resultados em 2018 foram bastante superiores em relação às últimas temporadas. Depois de apenas duas vitórias brasileiras em 2016 e outras cinco no ano passado, a atual temporada contou com 22 vitórias de atletas nacionais. Campeão do US Open e semifinalista de Roland Garros, Thiago Wild venceu onze jogos. O brasiliense Gilbert Klier Júnior conseguiu quatro vitórias, três delas na campanha até as quartas de final em Wimbledon. O pernambucano João Lucas Reis e os paulistas Igor Gimenez e Mateus Alves venceram dois jogos cada um. Já o paulista Matheus Pucinelli conseguiu uma vitória na Austrália. Ao todo, seis jogadores diferentes venceram partidas de Grand Slam.

Também houve aumento na participação brasileira em relação aos dois últimos anos. Ao todo, foram oito jogadores disputando os torneios juvenis de Grand Slam, sete meninos e uma menina. Em 2016, apenas quatro juvenis diferentes estiveram nas chaves principais, com apenas cinco ano passado. Entretanto, quase todos os brasileiros que atuaram em chaves juvenis de Grand Slam estavam no último ano do circuito juvenil: É o caso de Wild, Klier, Reis, Gimenez, Reyes e Ana Paula Melilo. Apenas Mateus Alves e Matheus Pucinelli, nascidos em 2001, têm mais um ano de juvenil pela frente. É possível que no próximo ano, nomes como Natan Rodrigues e João Ferreira tenham a oportunidade de disputar chaves principais de Grand Slam.

É bom destacar que Klier também teve bons resultados fora dos Grand Slam. O brasiliense de 18 anos iniciou a temporada conquistando a Copa Paineiras, torneio Sul-Americano Individual disputado em São Paulo. Já em agosto, ele venceu o ITF de College Park, em Maryland, evento de nível G1 nos Estados Unidos e preparatório para o US Open. Dessa forma, ele chegou a figurar entre dos dez melhores juvenis do mundo.

ranking meninos

No feminino, quem pode buscar uma vaga é a canhota paulista de 17 anos Ana Luiza Cruz, que está com o melhor ranking da carreira no 172º lugar. Mesmo que não consiga uma vaga direta por conta do ranking, há a possibilidade de vencer as seletivas do Roland-Garros Junior Wild Card Competition, que tem uma fase nacional e um triangular final com atletas da Índia e da China. Foi dessa forma que Ana Paula Melilo conseguiu sua vaga no Grand Slam francês.

ranking meninas

Australian Open

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Depois de dois anos sem representantes brasileiros  -sendo que em 2017, nenhum sul-americano disputou o torneio- o Australian Open voltou a ter jogadores nacionais na chave juvenil. O paulista Igor Gimenez teve o melhor resultado ao vencer dois jogos na chave principal e chegar às oitavas, repetindo a campanha que Marcelo Zormann fez em 2014. O Brasil tem um título em 2010 com o alagoano Tiago Fernandes, que encerrou a carreira em 2014, aos 21 anos.

Roland Garros

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Sete brasileiros disputaram o torneio juvenil de Roland Garros, um a mais que no ano passado. A representação foi a maior desde 2012. Thiago Wild se destacou com as semifinais de simples e duplas, embora ainda sofresse com uma lesão no ombro. Outro bom resultado veio com o pernambucano João Lucas Reis, que alcançou as oitavas. Mateus Alves furou o quali e ainda venceu mais um jogo na chave principal, enquanto Gilbert Klier também venceu um jogo. Apenas Mateo Reyes e Ana Paula Melilo não venceram no torneio principal, enquanto Igor Gimenez e João Ferreira caíram ainda na fase classificatória.

Nos últimos anos, o Brasil já teve representantes em três finais de duplas. Beatriz Haddad Maia foi vice-campeã nas temporadas de 2012 e 2013, enquantoo gaícho Orlando Luz repetiu a dose em 2016. O gaúcho Guilherme Clezar também já foi vice de duplas em 2009. Em simples, Thomaz Koch jogou duas finais seguidas em 1962 e 1963, Edison Mandarino foi vice em 1959, mesma campanha de Luis Felipe Tavares em 1967.

Wimbledon

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Com seis brasileiros, a equipe nacional em Wimbledon teve sua maior representação desde 2014. O brasiliense Gilbert Klier Júnior venceu três jogos antes de perder um equilibrado duelo sul-americano contra o cabeça 5 colombiano Nicolas Mejia nas quartas de final. Nas duplas, João Lucas Reis e Matheus Pucinelli também caíram nas quartas de final.

Desde 2008 que um brasileiro não chegava tão longe na chave juvenil de simples em Wimbledon. O último a conseguir tal campanha foi o canhoto Henrique Cunha. Flavio Saretta também fez quartas em 1998. O último brasileiro semifinalista foi Marcus Vinicius Barbosa, o Bocão, em 1987, enquanto as melhores campanhas nacionais foram os vice-campeonatos de Ivo Ribeiro em 1957 e Ronald Barnes em 1959. O melhor resultado recente foi o título de duplas de Orlando Luz e Marcelo Zormann em 2014.

US Open

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Em Nova York, o Brasil teve seu menor número de jogadores, mas o melhor resultado da história com o título de Thiago Wild. Apenas Gilbert Klier entrou diretamente na chave por conta do ranking, enquanto Mateus Alves furou o quali e avançou uma rodada na chave principal e Igor Gimenez perdeu ainda na fase classificatória. Wild foi o primeiro brasileiro a disputar uma final de simples em Nova York. Em toda a história o país esteve em oito finais de Grand Slam, com sete jogadores diferentes.

Antes da histórica conquista do paranaense, os melhores resultados recentes foram nas duplas. Além da semifinal alcançada pelo próprio Wild no ano passado, a parceria nacional formada pelo gaúcho Rafael Matos e o mineiro João Menezes ficou com o vice-campeonato em 2014. Já em 2016, Felipe Meligeni Alves conquistou o título junto do boliviano Juan Carlos Aguilar.

Quando voltou a sorrir, Osaka voltou a vencer
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 10, 2018 às 8:43 pm

Menos de seis de meses depois de conquistar o primeiro título da carreira em Indian Wells e de experimentar uma mudança significativa em sua vida e em sua rotina no circuito, passando a lidar com o favoritismo e a pressão, Naomi Osaka passa por mais uma nova experiência. Com apenas 20 anos, a japonesa é uma campeã de Grand Slam, a primeira da história de seu país.

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Desde a conquista na Califórnia em março, quando saltou do 44º para o 22º lugar do ranking com os 1.000 pontos obtidos, Osaka vinha obtendo poucos resultados expressivos. Destaques para a vitória em Miami sobre uma Serena Williams, que ainda fazia seu segundo torneio desde o nascimento da filha, e para uma semifinal alcançada na grama inglesa de Nottingham.

O título no US Open em uma campanha com apenas um set perdido – para a top 20 bielorrussa Aryna Sabalenka nas oitavas de final – e com uma nova e muito mais expressiva vitória sobre Serena na final coincide com o momento em que Osaka voltou a sorrir. Três semanas antes da conquista, a japonesa se expressou por meio de suas redes sociais sobre como vinha lidando mentalmente com a carreira. Osaka admitiu que sua vida havia mudado muito desde a conquista em Indian Wells, mas que sentia estar voltando à direção certa e que estava novamente se divertindo em jogar tênis.

https://twitter.com/Naomi_Osaka_/status/1030201441309343749

Olá, esse post como uma pequena atualização haha

As últimas semanas foram muito duras para mim. Eu não sentia muito bem a bola e isso me levou a um ponto em que eu comecei a ficar muito frustrada e deprimida durante os treinos. Tive muita pressão no começo da temporada de quadras duras, porque havia senti que havia muita expectativa sobre mim desde Indian Wells e eu não me sentia mais uma ‘zebra’, o que é totalmente novo para mim.

Se alguém acompanhou o torneio de Cincinnati deve saber que que no jogo que eu perdi eu dei um passo na direção certa. As coisas não estavam funcionando da maneira como eu queria, mas finalmente eu senti que estava me divertindo ao jogar tênis, oq eu não sentia desde Miami. Então estou muito feliz e animada por isso e gostaria de compartilhar meus sentimentos com vocês. Atualização terminada. Vejo vocês em Nova York.

Já com o troféu de Grand Slam em mãos, Osaka falou ao site da WTA sobre aquela postagem em suas redes sociais. “Eu postei aquilo porque eu senti que precisava compartilhar meus pensamentos, porque é para isso que serve a rede social. E eu sei que muitas pessoas poderiam estar preocupadas sobre como eu estava”.

Com suas já características timidez e naturalidade, a jovem japonesa de 20 anos comentou se está pronta para mais uma mudança de status. “Acho que uma parte de mim está, mas ao mesmo tempo, tudo o que está acontecendo é um pouco estanho. Mas acho que é mais interessante ter uma mudança na vida em vez de permanecer na mesma”, comentou. “Além disso, sinto que há muita coisa acontecendo. Tudo está acontecendo muito rápido, então eu ainda não tive a chance de processar tudo isso”.

O trabalho com Sascha

Osaka começou a temporada no 68º lugar do ranking e teve como novidade na equipe a chegada do alemão Sascha Bajin, que trabalhou durante oito anos como rebatedor de Serena Williams e ainda fez parte das equipes das também ex-líderes do ranking Victoria Azarenka e Caroline Wozniacki. O trabalho ao lado de Osaka é seu primeiro como técnico principal de uma jogadora.

Antes do início do US Open, Bajin falou ao New York Times sobre as expectativas de trabalho com Osaka. “Eu bati bola com Serena quase todos os dias durante oito anos, e as armas no jogo de Naomi são tão potentes quanto as dela”, avaliou o treinador. “Ela não tem medo das quadras grandes e é também por isso que acredito que há muita grandeza dentro dela”.

Agora número 7 do mundo e quarta colocada na corrida por uma vaga no WTA Finals, Osaka já tem 35 vitórias no ano, quase o dobro de vitórias que conquistou no ano passado. A japonesa havia vencido apenas 18 dos 40 jogos que disputou na última temporada.

Obediência tática e equilíbrio emocional fizeram a diferença

Os resultados da semifinal contra Madison Keys e da final diante de Serena Williams foram os mesmos, com parciais de 6/2 e 6/4. Nos dois jogos, o equilíbrio emocional fez a diferença a favor da japonesa. Pela penúltima rodada, Osaka enfrentou treze break points na partida e não teve o serviço quebrado, encaixando ótimos saques nos momentos mais importantes. Valeu também explorar uma característica de Keys. Sabendo que a norte-americana gosta de tentar a definição dos pontos mesmo quando pega a bola na corrida, em vez de tentar alguma bola de segurança, a japonesa ganhou muitos pontos quando utilizava boas cruzadas e via as respostas da anfitriã pararem na rede.

Dois dias depois, Osaka encarava uma Serena muito diferente da que enfrentou em Miami. A veterana de 36 anos estava a uma vitória do 24º título de Grand Slam e do sétimo US Open da carreira e vinda de ótimas apresentações nas rodadas anteriores. A japonesa fez um primeiro set impecável. Depois de sair de um 0-30 logo em seu primeiro game de serviço, a jovem jogadora soube aproveitar os momentos em que Serena não sacou tão bem e a fez jogar. Não quis encurtar ponto nenhum e esperou por suas chances, que aconteceram e renderam duas quebras. Quando já vencia por 4/1, saiu de dois break points.

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Osaka também manteve o foco na partida mesmo quando o ambiente no Arthur Ashe Stadium ficou hostil após as punições impostas a Serena pelo árbitro português Carlos Ramos: Uma advertência por coaching -cuja culpa recai muito mais ao técnico Patrick Mouratoglou que à ex-número 1 do mundo- e o point penalty por abuso de material (quebrar uma raquete) e o game penalty por ofensa verbal ao árbitro, chamado por Serena de “ladrão” e “mentiroso”. Osaka esteve com quebra atrás no segundo set e devolveu de imediato. Teve que sacar logo depois da punição com a perda de um ponto de Serena, e confirmou o serviço rapidamente. Sacou para o jogo e confirmou a vitória sem ter o serviço ameaçado no game decisivo. Uma postura admirável.

A idolatria por Serena

Ao longo de sua carreira profissional, Osaka nunca escondeu a idolatria e admiração por Serena Williams. Ainda em 2014, quando derrotou a ex-top 5 e campeã de Slam Samantha Jane Stosur em Stanford, Serena fez questão de pedir para tirar uma foto com Serena, que era número 1 do mundo e principal nome daquele torneio. E suas aspirações de se tornar a melhor jogadora possível têm Serena como modelo a seguir.

Quando venceu Keys na semifinal, a japonesa falou ainda em quadra que “ama Serena” e que uma de suas maiores fontes de motivação para vencer Keys seria a chance de enfrentar Serena na final do US Open. Como lidar mentalmente com tudo isso diante de um ídolo no jogo mais importante de sua carreira? A resposta foi simples: “Quando pisei na quadra, não era a fã da Serena – eu era apenas uma jogadora enfrentando outra jogadora. Mas quando eu a abracei na rede, me senti como uma criança novamente”.

Entender, mas não justificar

Muito se falou sobre a postura de Serena na final. Nada justifica as ofensas dirigidas ao árbitro, que apenas cumpriu as regras e não cometeu nenhum tipo de abuso de autoridade. Parte da indignação de Serena é compreensível e deve ser levada em consideração no futuro, mas não anula o julgamento correto por parte de Carlos Ramos e sua necessidade de reconhecer os erros que cometeu.

Por tudo o que a Serena já foi injustamente obrigada a ouvir ao longo da carreira, qualquer sugestão de que ela teria infrigido qualquer regra mexe demais com ela. É alguém que bate muito na tecla do “jogar limpo”, e que sempre teve que provar isso. Serena pode não ter visto o coaching, até porque nem precisa disso, e se sentir injustiçada. Mas as imagens são claras de que Mouratoglou passou instruções e ele admitiu a atitude posteriormente. Se o treinador passa instrução, ainda que o atleta sequer perceba, e isso é visto pelo árbitro, o jogador tem que ser punido.

As punições subsequentes vieram na esteira da anterior e a reincidência de Serena fez com que a situação se agravasse com a perda de um ponto e um game. A norte-americana pode ter jogado limpo com a relação a não precisar do coaching, mas a partir do momento em que houve um desvio de conduta por parte de seu treinador, não há o que fazer. O abuso de material e as ofensas verbais também são passíveis de justas punições. É válido colocar em discussão de que outros árbitros não tenham o mesmo rigor, especialmente em jogos com estrelas do circuito masculino, mas o certo é exigir que os demais façam o mesmo.

Patrick Mouratoglou treina a Serena desde 2012, depois de ela ter sido eliminada na primeira rodada de Roland Garros, na única vez em sua carreira em que perdeu na estreia de um Grand Slam. Participou de 10 dos 23 títulos de Grand Slam. Foi peça fundamental para superar a barreira dos 18 títulos. Mas este ano, atitudes e declarações têm sido desencontradas. Talvez seja hora de virar a página.

A conquista de Wild: Ainda nesta semana sai um post sobre a histórica conquista de Thiago Wild no torneio juvenil do US Open e a terceira edição com o raio-x dos juvenis brasileiros na temporada

O que esperar da nova geração no US Open
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 26, 2018 às 8:46 pm

Último Grand Slam do ano, o US Open dá a largada nesta segunda-feira. Entre os 256 nomes presentes nas chaves de simples, com 128 homens e 128 mulheres, vários nomes da nova geração do circuito estarão presentes em Nova York. Entretanto, os jovens jogadores têm diferentes ambições no Slam americano, entre os que buscam o título ou uma boa campanha, os que estão na rota dos favoritos e os que terão suas primeiras experiências em torneios deste tamanho.

A aposta de Zverev

Principal nome da nova geração do circuito masculino, Alexander Zverev disputará o 14º Grand Slam de sua carreira profissional e tenta se livrar de um histórico negativo. Número 4 do mundo e vencedor de nove torneios da ATP, incluindo três Masters 1000, o alemão de 21 anos tem como melhor resultado em um Major as quartas de final de Roland Garros este ano. Antes disso, só chegou às oitavas uma vez, na grama de Wimbledon no ano passado. Em Nova York, são três participações e apenas duas vitórias.

Disposto a mudar esse quadro, Zverev faz uma aposta que já deu deu certo com Andy Murray. Ele será treinado pelo ex-número 1 do mundo Ivan Lendl, que esteve presente nos três Grand Slam da carreira do britânico -sendo mais atuante nos dois primeiros, US Open de 2012 e Wimbledon em 2013. Outro que fez parte do time de Murray e agora trabalha com Zverev é o preparador físico Jez Green.

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Zverev terá a parceria de Ivan Lendl no US Open (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Zverev foi bem claro sobre seus objetivos com Lendl. “A razão pela qual estou com ele é competir e vencer os maiores torneios do mundo. Essa é a única razão pela qual ele se juntaria também”, disse o alemão. “Ele foi vencedor como jogador e como técnico, então ele sabe o que é preciso. Ele sabe como tornar os melhores jogadores ainda melhores. É por isso que eu o trouxe”.

A estreia de Zverev no US Open será contra o canadense de 30 anos e 120° do ranking Peter Polansky, jogador que conseguiu a rara façanha de entrar como lucky loser na chave de todos os Grand Slam de 2018. Se vencer, o alemão pode enfrentar o tcheco Jiri Vesely ou o convidado francês Corentin Moutet. O cabeça de chave mais próximo é o sérvio Filip Krajinovic, 32º favorito.

Kei Nishikori e Diego Schwartzman podem pintar nas oitavas, enquanto Marin Cilic e David Goffin são possíveis adversários nas quartas. O alemão está no mesmo lado da chave de Roger Federer e Novak Djokovic, e pode enfrentá-los na semi, enquanto Rafael Nadal, Juan Martin del Potro, Andy Murray e Stan Wawrinka estão do outro lado da chave.

O duelo canadense

As duas principais promessas do tênis masculino canadense irão se enfrentar logo na primeira rodada do US Open. Depois que Felix Auger Aliassime, de 18 anos, passou pelo qualificatório e garantiu vaga em sua primeira chave principal de Grand Slam, o sorteio o colocou para enfrentar o compatriota de 19 anos Denis Shapovalov. Eles se enfrentam já nesta segunda-feira, não antes das 18h (de Brasília) na quadra Grandstand.

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Felix Auger Aliassime, de 18 anos, disputará seu primeiro Grand Slam e enfrentará Denis Shapovalov (Foto: Andrew Eichenholz/ATP)

Será a segunda vez que os dois jovens canadenses se enfrentam no circuito profissional, sendo que Shapovalov levou a melhor no challenger de Drummondville no ano passado. Enquanto Auger-Aliassime é um estreante em Grand Slam e ocupa o 116º lugar do ranking, Shapovalov é o atual número 26 do mundo e já acumula seis vitórias e cinco derrotas nos principais torneios do calendário, com direito a uma campanha até as oitavas no ano passado.

Quem chega com moral

Com títulos, boas campanhas ou vitórias expressivas nos torneios preparatórios para o US Open, a bielorrussa Aryna Sabalenka, o grego Stefanos Tsitsipas e o russo Daniil Medvedev chegam embalados ao Grand Slam nova-iorquino e com chances de surpreender. Entretanto, Tsitsipas e Medvedev podem se enfrentar já na segunda rodada.

https://twitter.com/StefTsitsipas/status/1028873210652229633

Tsitsipas, de 20 anos, foi semifinalista em Washington e vice-campeão do Masters 1000 de Toronto. No caminho, conquistou vitórias contra David Goffin, Alexander Zverev, Dominic Thiem, Novak Djokovic e Kevin Anderson. Com isso, subiu do 32º para o 15º lugar do ranking mundial. Um ano atrás, ele aparecia apenas na 161ª posição. Já Medvedev, 22, conquistou no último sábado o segundo título de ATP na carreira em Winston Salem e debutará no top 40.

A estreia de Tsitsipas será contra o veterano espanhol de 36 anos Tommy Robredo, enquanto Medvedev terá um duelo russo contra Evgeny Donskoy. O cabeça de chave mais próximo desses dois jovens embalados é o também promissor croata de 21 anos e número 20 do mundo Borna Coric, que estreia contra o experiente alemão Florian Mayer. Quem passar por esse setor pode enfrentar Andy Murray ou Juan Martin del Potro nas oitavas.

Quem chega embalada na chave feminina é Aryna Sabalenka, bielorrussa de 20 anos, que debutará no top 20 do ranking mundial depois de ter vencido o WTA Premeir de New Haven no último sábado. Há um ano, Sabalenka não estava nem no top 100, já que ela só entraria nesse grupo no dia 16 de outubro de 2017.

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Aryna Sabalenka venceu quatro jogos contra top 10 nas últimas semanas e conquistou seu primeiro WTA em New Haven (Foto: WickPhoto)

Nas últimas três semanas, a jovem bielorrussa anotou quatro de suas cinco vitórias contra top 10 na carreira. Ela iniciou essa série vencendo Caroline Wozniacki em Montréal. Depois, no caminho para a semifinal em Cincinnati, derrotou Karolina Pliskova e Caroline Garcia. Já em New Haven, derrubou a número 9 do mundo Julia Goerges na semifinal.

Na rota dos favoritos

Entre os nomes que estão muito próximos de favoritos e podem protagonizar bons jogos na primeira semana em Nova York, destaque para o russo Karen Khachanov, o chileno Nicolas Jarry, a ucraniana Dayana Yastremska e a norte-americana Amanda Anisimova.

Jarry está com o melhor ranking da carreira, no 42º lugar, e estreia contra o alemão Peter Gojowczyk. Se vencer, pode cruzar o caminho do anfitrião e 11º favorito John Isner já na segunda rodada. Já Khachanov fez uma ótima campanha no Masters 1000 de Toronto, onde foi semifinalista e alcançou o top 30. Atual 26º do ranking, o russo de 22 anos é o cabeça de chave mais próximo de Rafael Nadal e pode enfrentar o número 1 do mundo na terceira rodada em Nova York. A estreia de Khachanov será contra o espanhol Albert Ramos e depois podem vir o italiano Lorenzo Sonego ou o luxemburguês Gilles Muller.

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

A ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska será treinada por Justine Henin em NY

Primeira jogadora nascida a partir de 2000 a figurar no top 100 da WTA, a ucraniana de 18 anos e 98ª colocada Dayana Yastremska disputará seu primeiro Grand Slam em Nova York. Ela será treinada pela ex-número 1 do mundo Justine Henin, bicampeã do torneio nos anos de 2003 e 2007. A belga ainda cedeu o preparador físico Eric Houben, com quem trabalhou durante boa parte da carreira. A estreia de Yastremska será contra a tcheca de 22 anos e vinda do quali Karolina Muchova, 202ª do ranking. Caso a ucraniana consiga passar por sua primeira adversária, há chance de um duelo contra a ex-número 1 do mudo e atual 12ª colocada Garbiñe Muguruza.

Já a convidada Amanda Anisimova é uma das duas jogadoras de 16 anos na chave feminina. Atual 135ª do ranking mundial, ela disputará seu segundo Grand Slam, já que ela também esteve em Roland Garros. Ela já tem até vitória contra top 10, conquistada sobre Petra Kvitova em Indian Wells. A estreia de Anisimova será contra a norte-americana Taylor Townsend e depois pode cruzar o caminho da cabeça 10 letã Jelena Ostapenko, que tem uma estreia difícil contra a experiente alemã Andrea Petkovic.

Os mais jovens

Ao todo, trinta jogadores disputarão um Grand Slam pela primeira vez em Nova York, sendo vinte no masculino e dez no feminino. Como era esperado, os atletas mais jovens de cada chave são convidados vindos do torneio nacional juvenil da USTA, disputado no início do mês. Os convites ficaram para Whitney Osuigwe, de 16 anos, e para Jenson Brooksby, 17.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Ex-líder do ranking juvenil, Whitney Osuigwe é a mais jovem da chave feminina, com 16 anos.

Nascida no dia 17 de abril de 2002, Osuigwe já liderou o ranking mundial juvenil e foi campeã de Roland Garros na categoria em 2017. Ela ocupa o 391º lugar na WTA e estreia contra a italiana Camila Giorgi, 45ª do ranking. Se vencer, certamente enfrentará uma campeã de Grand Slam na segunda rodada, vinda do duelo entre Svetlana Kuznetsova e Venus Williams.

Brooksby é bem menos conhecido. Seu melhor ranking como juvenil foi o 152º lugar em maio. Já como profissional, ocupa apenas 1.229ª posição e venceu somente cinco jogos de nível future na carreira. Seu adversário de estreia em Nova York será o australiano John Millman, 55º do mundo.

Zverev e Coric têm posições distintas sobre nova Davis
Por Mario Sérgio Cruz
agosto 20, 2018 às 7:04 pm

As mudanças recém-aprovadas na fórmula de disputa da Copa Davis, que já passam a valer em 2019, dividem opiniões da comunidade do tênis desde a votação realizada na última quarta-feira. Afinal, trata-se de uma competição com 118 anos história e se autoproclama como “a maior competição internacional anual por equipes do mundo” e seu formato atual já está consolidado desde a criação do Grupo Mundial em 1981.

Com o novo regulamento, a Davis de 2019 terá uma fase classificatória em fevereiro e depois só volta a atenção do público entre os dias 18 de 24 de novembro, quando será realizada -em sede única- uma competição com 18 equipes em seis grupos de três, com jogos em melhor de três sets. Classificam-se os líderes de cada chave e mais os dois melhores segundos colocados para as quartas de final e seguem até a definição do campeão.

Em geral, os jogadores têm se posicionado contra a radical formulação do regulamento, mas há vozes destoantes. Expoentes da nova geração do circuito, Alexander Zverev e Borna Coric tem posições distintas sobre o novo modelo de disputa. Enquanto o alemão é contrário, pensando principalmente no fato de o já longo calendário ganhar uma semana a mais de competições, o croata não chega a dar uma opinião plenamente favorável, mas se diz aberto às mudanças.

Para Zverev, disputa da Davis em novembro torna a temporada ainda mais longa (Foto: Paul Zimmer/ITF)

Para Zverev, disputa da Davis em novembro torna a temporada ainda mais longa (Foto: Paul Zimmer/ITF)

“Eu não apoio isso. No final do ano, se estivéssemos eu uma final da Davis, eu jogaria com certeza. Mas se eu tiver que jogar uma fase de grupos no final do ano, depois de Londres [onde disputa o ATP Finals, na semana anterior], eu não vou querer estar lá, para ser honesto, eu vou para as Ilhas Maldivas”, disse Zverev, ao ser perguntado sobre o assunto em entrevista coletiva durante o Masters 1000 de Cincinnati.

“Nossa temporada já dura dez meses e meio. Não precisamos deixá-la ainda maior”, afirma o alemão de 21 anos e número 3 do mundo. “Eu conversei com outros jogadores top, conversei com o Roger [Federer], um pouco, e todos nós concordamos que precisamos de uma temporada mais curta e ter mais tempo de preparação para que nossos corpos estejam prontos para aguentar um novo ano”.

“Pensando a longo prazo, do jeito que minha carreira está indo, eu devo me classificar para o ATP Finals mais vezes. No ano passado, eu tive dez dias de folga e só três semanas de treinos antes de a temporada começar de novo. Não é o suficiente”, complementa Zverev, que tem quatro vitórias e quatro derrotas em jogos de simples pela Copa Davis na carreira. Este ano, ajudou a equipe alemã a vencer a Austrália em fevereiro e estava na equipe que caiu diante da Espanha nas quartas de final em abril.

Coric diz que é preciso de tempo para julgar se as mudanças são boas ou não  (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

Coric diz que é preciso de tempo para julgar se as mudanças são boas ou não (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

Por sua vez, Borna Coric utilizou as redes sociais para se manifestar. O croata de 21 anos e número 20 do mundo acredita que é preciso dar tempo para que a comunidade do tênis assimile a mudança antes de julgar se as modificações na fórmula de disputa são boas ou ruins e se mostra disposto a continuar defendendo seu país na competição.

“Alguns podem argumentar que a mudança é muito radical, mas por outro lado, o tênis é constantemente criticado pela falta de inovação. As coisas mudaram e cabe a nós decidir se aceitamos e vamos tentar ignorar”, escreveu Coric, em seu perfil no Twitter.

“Como atleta, eu penso nisso como um novo desafio e uma nova oportunidade de representar meu país ao redor do mundo e trazer alegria para os croatas”, explica o jovem jogador que tem sete vitórias e sete derrotas na competição. “Apenas o tempo poderá dizer se é uma boa ou má decisão, mas depende de nós dar uma chance para começar algo incrível. Quem sabe, daqui alguns anos, a semana da Copa Davis seja uma das melhores da temporada”.

Coric deverá ser um dos convocados para a equipe croata que disputa a semifinal deste ano contra os Estados Unidos em Zadar, entre os dias 14 e 16 de setembro. “É claro que sentirei falta dos confrontos em casa e do entusiasmo que esses jogos trazem. Fico em feliz porque em setembro, nós jogaremos diante dos melhores fãs do mundo e temos a oportunidade de chegar à final e trazer o troféu para casa”.

Outro nome da nova geração a se posicionar foi Felix Auger-Aliassime, canadense que completou 18 anos este mês e que ainda não teve a oportunidade de disputar uma Copa Davis por seu país. O jovem jogador, que nesta segunda-feira alcança o melhor ranking da carreira ao aparecer no 116º lugar, lamentou a mudança no regulamento.

https://twitter.com/felixtennis/status/1030235234430844934

“Um dos meus maiores sonhos quando criança era o de um dia jogar uma final da Copa Davis na frente da minha torcida”, disse Auger Aliassime, em seu perfil no Twitter. “Infelizmente, eu nunca vou ter a chance de experimentar a Copa Davis como eu cresci assistindo. Eu ainda esperava que tradição e história vencessem o dinheiro”.

A primeira campeã do novo milênio
Por Mario Sérgio Cruz
julho 29, 2018 às 3:48 pm

Logo em sua edição inaugural, o WTA International de Moscou, torneio disputado no saibro e que oferece 280 pontos à campeã já entrou para a história do tênis feminino. Pela primeira vez, uma jogadora nascida em 2001, e portanto no século XXI e no terceiro milênio, conquista um título na elite do circuito. Em um duelo entre duas jogadoras de 17 anos, a lucky loser sérvia Olga Danilovic levou a melhor sobre a convidada russa Anastasia Potapova por 7/5, 6/7 (1-7) e 6/4 em 2h19 de partida.

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

A sérvia de 17 anos Olga Dalilovic é a primeira jogadora nascida em 2001 a conquistar um WTA

A campanha e a vitória sobre top 10

A estreia de Danilovic no torneio russo foi há uma semana, contra a alemã número 600 do mundo Vivian Heisen, pela primeira rodada do qualificatório. Com a vitória por duplo 6/4, garantiu-se na rodada final do quali, em que perdeu por 7/6 (7-4), 4/6 e 6/3 para a espanhola de 20 anos e 172ª do ranking Paula Badosa Gibert.

Beneficiada por duas desistências, da romena Irina Begu por mudança em seu calendário e da croata Petra Martic por lesão no pé direito, Danilovic ganhou outra chance e entrou na chave principal. Na última terça-feira, recomeçou seu caminho na capital russa vencendo a 83ª colocada eslovaca Anna Schmiedlova por 6/2 e 6/4. Foi sua primeira vitória na chave principal de um WTA. No dia seguinte, outra vitória, desta vez sobre a veterana estoniana de 33 anos e 49ª do mundo Kaia Kanepi, por 7/6 (7-3) e 7/5.

Na última sexta-feira, Danilovic conseguiu a maior vitória da carreira. Diante da alemã Julia Goerges, número 10 do mundo e semifinalista de Wimbledon, venceu por duplo 6/3 em apenas 1h16 e sofrendo somente uma quebra de saque. Garantida em sua primeira semifinal de WTA, superou a cabeça 5 bielorrussa e 42ª do ranking Aliaksandra Sasnovich para ser finalista do torneio.

O duelo entre as jovens finalistas

Antes da partida, Danilovic já tinha algum favoritismo, por conta da maior potência do saque e de seus golpes e de um jogo mais moldado para o saibro com mais topspin e slices exibidos ao longo da semana. Potapova, por sua vez, batia mais reto na bola e entrava na quadra sempre que tinha a oportunidade, mas mostrava um saque bastante vulnerável.

O início de partida, entretanto, foi favorável à russa, que foi a primeira a quebrar, liderou por 4/1 e teve dois break points para ampliar a vantagem. Danilovic saiu do buraco e ganhou confiança. Além disso, não demorou muito para que a sérvia encontrasse um caminho ao explorar o segundo serviço da russa para vencer sete pontos em nove possíveis e quebrar o saque da rival três vezes seguidas.

O jogo ganhou em emoção no segundo set, com as duas jogadoras batendo forte na bola, partindo para a definição dos pontos e fazendo boas transições da defesa para o ataque. O público foi chegando aos poucos e abraçando a jogadora da casa, que parecia saber usar a torcida a seu favor.

Danilovic conseguiu quebrar no nono game, com winner de devolução com backhand na paralela sobre o segundo saque da russa. Sacando para o jogo, a sérvia perdeu um match point com uma dupla falta e acabou sendo quebrada logo depois. Nos games seguintes, ofereceu pouca resistência, fez outra dupla falta e mais quatro erros não forçados (três deles seguidos) durante o tiebreak da segunda parcial.

Cheio de alternativas, o terceiro set teve seis quebras nos primeiros oito games até o empate por 4/4. Depois de buscar a igualdade no placar, Danilovic confirmou o saque com tranquilidade para que o set tivesse sua segunda virada. Na sequência, voltou a pressionar o saque de Potapova, que ainda salvou outros dois match points, antes de enfim concluir a partida. Danilovic terminou o jogo com 47 winners e 46 erros não-forçados, contra apenas 18 bolas vencedoras e 32 erros da Potapova

https://twitter.com/WTA/status/1023555251964506112

Duas outras façanhas da jovem sérvia

Conquistar um título vinda do quali está longe de ser uma novidade, mas Danilovic é apenas a segunda lucky loser a vencer um WTA, repetindo a feito da norte-americana Andrea Jaeger em Las Vegas, no ano de 1980.

2018-07-29

Fonte: WTA Oficial Guide

Mais expressivo que isso, a sérvia de 17 anos é apenas a sétima jogadora a ser campeã logo no primeiro torneio que disputa pela elite do circuito. Nessa lista, estão duas mulheres que posteriormente se tornaram líderes do ranking mundial, Tracy Austin e Justine Henin.

2017-04-16

Fonte: WTA Oficial Guide

Dois saltos no ranking

Depois de iniciar o torneio moscovita como 187ª do ranking, Danilovic ganhará muitas posições com os 280 pontos do título e mais doze por ter vencido uma partida do quali. Ela salta para a 112ª posição e fica mais próxima de entrar no top 100. A única jogadora nascida a partir de 2000 a figurar entre as cem melhores do mundo é a ucraniana de 18 anos Dayana Yastremska, que foi 100 do mundo há duas semanas e agora está no 102º lugar. Já Potapova, que iniciou o evento na 204ª posição, ganha 180 pontos e chega ao 135º lugar.

Curiosidades

A final entre Potapova e Danilovic foi a mais jovem do circuito desde o Aberto do Japão de 2005, em Tóquio, quando a tcheca de 16 anos Nicole Vaidisova venceu a francesa de 17 anos Tatiana Golovin. Desde 2009, aconteceram apenas duas finais entre jogadoras com menos de 20 anos. Apesar da juventude das duas jogadoras. Qualquer uma que fosse a campeã estaria longe de ser mais jovem a conquistar um título. O recorde praticamente insuperável pertence a Tracy Austin.

2018-07-29 (1)

Fonte: WTA Oficial Guide

O sobrenome Danilovic é familiar para os fãs de basquete. A tenista é filha de Predrag (ou Sasha) Danilovic, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 defendendo a Iugoslávia. Ele também fez parte de quatro títulos europeus da equipe iugoslava em 1989, 1991, 1995 e 1997. Também jogou na NBA, onde foi draftado pelo Golden State Warriors em 1992, mas defendeu as camisas do Miami Heat e do Dallas Mavericks em meados da década de 1990.

Parceria com Corretja

Danilovic treina desde setembro. ano passado em Barcelona com o espanhol Alex Corretja, ex-número 2 do mundo e vencedor de 17 títulos de ATP. Em entrevista à agência de notícias EFE, reproduzida pelo jornal Mundo Deportivo, em novembro, Corretja sobre o potencial da jovem jogadora.

“Ela tem competitividade nos genes. É claro que ela e o pais tem vidas carreiras e são de esportes diferentes, mas é inegável que ela tem algo especial no sangue”, disse o treinador espanhol. “Ela é uma jogadora muito ambiciosa, muito completa e com muitos recursos, mas você tem que ir com muita calma e muita paciência porque só tem 16 anos (na época da entrevista). Isso não significa que você não tenha que ser exigente, mas tudo leva um processo e ela tem que passar por isso. Ela está em uma ótima forma no momento”.

Ucraniana nascida em 2000 chega ao top 100 da WTA
Por Mario Sérgio Cruz
julho 16, 2018 às 5:33 pm

Pela primeira vez uma jogadora nascida em 2000 irá fazer parte do top 100 do ranking mundial da WTA. Quem fará parte desse grupo é Dayana Yastremska, que aparece no centésimo lugar da lista divulgada nesta segunda-feira. A ucraniana, que completou 18 anos em maio, vem se destacado em torneios de nível ITF nas últimas semanas.

Yastremska será a primeira jogadora nascida em 2000 no top 100

Yastremska será a primeira jogadora nascida em 2000 no top 100

Yastremska já estava com o melhor ranking da carreira na última atualização da lista, divulgada há duas semanas, quando ocupava o 127º lugar. Depois de cair na segunda rodada do quali de Wimbledon, a ucraniana decidiu voltar ao saibro e venceu um torneio  US$ 60 mil (mais hospedagem) em Roma. Logo depois,  foi semifinalista no torneio de US$ 100 mil em Budapeste. Com isso, faturou 150 pontos no ranking.

A temporada de Yastremska teve outros dois grandes resultados em ITFs de US$ 100 mil. Ela foi finalista no saibro francês de Cagnes-Sur-Mer e na grama inglesa de Ilkley. Como juvenil, foi número 6 do mundo e finalista de Wimbledon em 2016, quando perdeu a decisão para a russa Anastasia Potapova.

Em torneios pela elite do circuito, Yastremska conseguiu duas vitórias no WTA de Istambul no ano passado, passando pela ex-top 10 alemã Andrea Petkovic e pela russa Anna Kalinskaya antes de cair para a eslovaca Jana Cepelova nas quartas de final. Este ano, a ucraniana tentou apenas os qualis de Charleston e Acapulco, mas não conseguiu avançar.

Primeiro título no Brasil 

A ucraniana também tem uma história com o Brasil, já que conquistou seu primeiro título profissional na cidade de Campinas em 2016, quando tinha 15 anos e venceu oito partidas consecutivas, sendo três pelo quali e cinco na chave principal. Um susto naquele torneio, disputado nas quadras da Sociedade Hípica, é que Yastremska sofreu um desmaio ainda no vestiário após a vitória na semifinal diante da argentina Catalina Pella.

Atendida pela equipe médica do torneio e levada de ambulância para o hospital, a ucraniana passou por diversos exames clínicos, por exigência da Federação Internacional, antes de receber autorização para entrar em quadra no dia seguinte. Recuperada, derrotou na final a francesa Alizé Lim.

Jovem espanhol vence primeiro challenger

Também durante a segunda semana do Grand Slam britânico, o jovem espanhol Pedro Martinez se destacou ao vencer um challenger no saibro de Bastad, na Suécia. Martinez, que completou 21 anos em abril, iniciou o torneio como 251º colocado e entrará no top 200 com os oitenta pontos conquistados.

https://twitter.com/ATPChallenger/status/1018355404890345472

Dessa forma, três nomes da nova geração espanhola estarão no top 200 a partir da próxima semana, já que Martínez se juntará ao atual 89º do mundo Jaume Munar e ao 185º colocado Carlos Taberner a partir da próxima semana. A lista ainda pode ganhar o reforço nos próximos meses de Nicola Kuhn, que tem apenas 18 anos e já é 230º do mundo.

Taiwanês conquista seu 2º Slam juvenil em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 15, 2018 às 6:29 pm

Pela segunda vez nesta década, sendo a primeira no tênis masculino, um jogador conquistou os títulos juvenis em Roland Garros e Wimbledon. O autor da façanha é o taiwanês Chun Hsin Tseng. Líder do ranking mundial da categoria, Tseng confirmou o favoritismo ao vencer a final contra o britânico Jack Draper por 6/1, 6/7 (2-7) e 6/4.

Chun Hsin Tseng foi campeão de Roland Garros e Wimbledon, além de ser vice na Austrália

Chun Hsin Tseng foi campeão de Roland Garros e Wimbledon, além de ser vice na Austrália

O último juvenil a vencer os dois Grand Slam no saibro e na grama na mesma temporada havia entre os juvenis havia sido Gael Monfils em 2004. Antes disso, o caso anterior era o do venezuelano Nicolas Pereira em 1988. Destaque também para Ivan Lendl em 1978 e Stefan Edberg em 1983. No feminino, o caso mais recente é da suíça Belinda Bencic em 2013. Outros casos famosos são de Amelie Mauresmo em 1996 e Martina Hingis em 1994.

Tseng, que também foi finalista do Australian Open em janeiro, completa 17 anos em agosto. Embora tenha apenas dezesseis anos e possa disputar o circuito juvenil por mais uma temporada, o taiwanês já mira a transição para o circuito profissional e já tem dois títulos de nível future, aparecendo no 601º lugar do ranking da ATP.

https://twitter.com/jokelley_tennis/status/1018502002266034176

Conquista polonesa 

A final feminina foi disputada no último sábado e terminou com o título da polonesa Iga Swiatek, que derrotou a suíça Leonie Kung por 6/4 e 6/2. Esta é a quarta vez que uma jogadora da Polônia conquista o título do Grand Slam britânico como juvenil. A primeira foi Aleksandra Olsza em 1995, seguida pelas irmãs Agnieszka e Urszula Radwanska nos anos de 2005 e 2007.

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Iga Swiatek só está disputando os Grand Slam como juvenil este ano. Ela já venceu cinco torneios profissionais

Swiatek já vinha de um bom resultado em Roland Garros, onde foi semifinalista de simples e campeã de duplas, e entrou em Wimbledon como 76ª do ranking mundial da ITF. A jogadora de 17 anos já prioriza o circuito profissional e os únicos torneios juvenis que disputa nesta temporada são os Grand Slam. Ela já aparece no 347º lugar no ranking da WTA e conquistou cinco títulos profissionais de ITF, dois deles este ano.

Chinesas vencem nas duplas

Principais cabeças de chave nas duplas, as chinesas Xinyu Wang e Xiyu Wang conquistaram o título com vitória na final sobre as norte-americanas Caty Mcnally e Whitney Osuigwe por 6/2 e 6/1. No masculino, título para o turco Yanki Erel e para o finlandês Otto Virtanen, que derrotaram o colombiano Nicolas Mejia e o tcheco Ondrej Styler por 7/6 (7-5) e 6/4.

Melhor campanha em simples em dez anos

O brasiliense Gilbert Klier foi o destaque da participação brasileira no torneio juvenil de Wimbledon. Depois de ter vencido seus três primeiros jogos sem perder sets, ele se despediu nas quartas de final da competição em um equilibrado duelo sul-americano contra o colombiano Nicolas Mejia, cabeça 5 da competição.

Ao chegar às quartas, Gilbert Klier teve o melhor resultado de um  brasileiro em dez anos

Ao chegar às quartas, Gilbert Klier teve o melhor resultado de um brasileiro em dez anos

Desde 2008 que um brasileiro não chegava tão longe na chave juvenil de simples em Wimbledon. O último a conseguir tal campanha foi o canhoto Henrique Cunha. Flavio Saretta também fez quartas em 1998. O último brasileiro semifinalista foi Marcus Vinicius Barbosa, o Bocão, em 1987, enquanto as melhores campanhas nacionais foram os vice-campeonatos de Ivo Ribeiro em 1957 e Ronald Barnes em 1959. Lembrando que nas duplas, Orlando Luz e Marcelo Zormann foram campeões em 2014.

Nas duplas, o pernambucano João Lucas Reis e o paulista Matheus Pucinelli também caíram nas quartas de final. Reis e o paulista Mateus Alves caíram na primeira rodada de simples, Pucinelli e o paulista Gimenez chegaram à segunda rodada do quali, enquanto o mineiro João Ferreira caiu ainda na estreia da fase classificatória.

O jejum britânico

Todos se lembram da conquista de Andy Murray em 2013, que colocou fim a uma espera de 77 anos sem campeões britânicos desde o título de Fred Perry em 1936. Entre os juvenis há uma escrita parecida. O último anfitrião a vencer o torneio foi Stanley Matthews em 1962. Com a presença de Draper na final, havia a possibilidade de mais um jejum britânico cair por terra. E, pelo visto, a imprensa local parece acostumar seus jogadores com esse tipo de escrita desde a categoria de base…

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Os jovens destaques da temporada de grama
Por Mario Sérgio Cruz
junho 29, 2018 às 8:18 pm

Ao longo de três semanas de torneios em quadras de grama, vários nomes da nova geração do circuito se destacaram e conseguiram resultados expressivos, como títulos, boas campanhas e vitórias sobre adversários bem colocados no ranking. Com a definição das chaves masculina e feminina de Wimbledon, jovens tenistas que participarão do Grand Slam britânico conheceram nesta sexta-feira seus caminhos até os confrontos diante de favoritos na grama do All England Club.

Borna Coric (21 anos, 21º do ranking, Croácia)

Coric só tinha duas vitórias na grama antes da incrível campanha até o titulo em Halle.

Coric só tinha duas vitórias na grama antes da incrível campanha até o titulo em Halle.

Coric não chega a ser uma surpresa no circuito, mas seu desempenho na grama superou suas próprias expectativas. Campeão do ATP 500 de Halle no último domingo, o croata só tinha duas vitórias na grama como tenista profissional antes de disputar forte torneio alemão, em que venceu cinco jogos seguidos. Destaque para as vitórias sobre Alexander Zverev na primeira rodada e diante do nove vezes campeão Roger Federer na final. Durante a perfeita semana em Halle, seu saque foi bastante elogiado.

“Eu não esperava por isso. Estou feliz por ter vencido meu primeiro torneio em quadra de grama aqui e contra Roger Federer. Estou realmente surpreso, nem sonhava com isso”, disse Coric após a vitória por 7/6 (8-6), 3/6 e 6/2 na final diante de Federer. Até então ele só tinha um título de ATP, conquistado no saibro de Marrakech. “Durante toda a semana eu estava sacando muito bem. Fiquei confiante de que poderia manter isso para jogar menos pressionado”, acrescentou o jovem croata de 21 anos.

Com os 500 pontos recém conquistados, Coric saltou do 34º para o 21º lugar do ranking mundial, marca que já é a mais alta de sua carreira, e foi designado como cabeça 16 em Wimbledon. Seu adversário de estreia é o russo Daniil Medvedev, a quem derrotou no único duelo anterior. Depois podem pintar o espanhol Guillermo Garcia-Lopez ou o português Gastão Elias antes de um duelo com o francês Adrian Mannarino na terceira rodada e um possível reencontro com Federer nas oitavas.

Ashleigh Barty (22 anos, 17ª do ranking, Austrália)

Ashleigh Barty foi campeã do WTA de Nottingham há duas semanas

Ashleigh Barty foi campeã do WTA de Nottingham há duas semanas

Quem também comemorou um título durante a temporada de grama foi Ashleigh Barty, australiana de 22 anos que foi campeã do WTA de Nottingham há duas semanas. Ela derrotou as também integrantes do top 20 Naomi Osaka e Johanna Konta nas fases finais do torneio. A atual 17ª colocada está a uma posição de igualar seu melhor ranking da carreira, que foi o 16º lugar alcançado em janeiro.

Depois da conquista em Nottingham, Barty chegou às oitavas em Birmingham e às quartas em Eastbourne. A australiana é uma das jogadoras com maior variedade de recursos no circuito feminino, já que consegue usar muito bem os slices e drop shots, além de subir bem à rede. Mesmo sem ter um saque muito potente, é uma jogadora difícil de ser derrotada na grama e já foi campeã juvenil de Wimbledon em 2011.

Seu caminho em Wimbledon começa contra a 95ª colocada suíça Stefanie Voegele, a quem derrotou em dois dos três duelos anteriores, incluindo uma partida na campanha para o título em Nottingham. Depois podem pintar a convidada Gabriella Taylor ou a ex-top 5 vinda do quali Eugenie Bouchard. A russa Daria Kasatkina, cabeça 14, é uma possível adversária na terceira rodada, enquanto a número 3 do mundo e atual campeã Garbiñe Muguruza pode pintar nas oitavas.

Alex de Minaur (19 anos, 77º do ranking, Austrália)

Alex de Minaur disputou duas finais de challenger na grama e debutou no top 100

Alex de Minaur disputou duas finais de challenger na grama e debutou no top 100

A Austrália também tem um destaque da nova geração masculina na temporada de grama. Alex de Minaur venceu nove dos onze jogos que disputou no piso este ano. O jovem jogador de 19 anos fez duas finais de challengers seguidas, ficando com o vice-campeonato em Surbiton e conquistando o título em Nottingham. Com isso, saltou em duas semanas do 105º para o 78º lugar, além de ganhar mais uma posição na lista da última segunda-feira. De Minaur só não manteve o embalo no ATP 250 de Eastbourne, onde caiu ainda na estreia.

Dias depois de receber um convite para a chave principal de Wimbledon, De Minaur acabou herdando uma vaga direta por conta de algumas desistências. Sua estreia no Grand Slam britânico será contra o italiano Marco Cecchinato, cabeça 29 e semifinalista de Roland Garros. Depois, podem pintar o francês Pierre-Hugues Herbert ou o alemão Mischa Zverev antes de um possível encontro com o bicampeão do torneio e número 1 do mundo Rafael Nadal na terceira rodada.

Aryna Sabalenka (20 anos, 45ª do ranking, Belarus)

Sabalenka derrotou quatro jogadoras do top 20 na campanha até a final de Eastbourne

Sabalenka derrotou quatro jogadoras do top 20 na campanha até a final de Eastbourne

A jovem bielorrussa Aryna Sabalenka chegará embalada a Wimbledon depois de uma ótima campanha no WTA Premier de Eastbourne nesta semana, em que venceu cinco jogos e enfrentará a número 2 do mundo Caroline Wozniacki na decisão marcada para este sábado. Depois de estrear vencendo a lucky-loser norte-americana Sachia Vickery, Sabalenka buscou três vitórias contra top 20 seguidas, diante de Julia Goerges, Elise Mertens e Karolina Pliskova. Já na semifinal, bateu a experiente Agnieszka Radwanska, ex-número 2 e atual 31ª do ranking. Duas semanas atrás, também fez quartas na grama holandesa de ‘s-Hertogenbosch.

Sabalenka tem muita potência nos golpes e um estilo de jogo extremamente ofensivo, que lembra um pouco o jeito de jogar de Madison Keys. Em um dia inspirado ou numa semana em que esteja bem habituada às condições, pode fazer um estrago e seu jogo agressivo é favorecido nas rápidas quadras de grama. Atual 45ª colocada, ela certamente chegará a Wimbledon com o melhor ranking da carreira, seja ele o 32º lugar com vice em Eastbourne ou o 30º se vencer o torneio preparatório.

A estreia de Sabalenka em Wimbledon será contra a romena Mihaela Buzarnescu, cabeça de chave 29. Depois, pode enfrentar a convidada local Katie Swan ou a também romena Irina Begu. Em uma eventual terceira rodada, podem pintar as ex-líderes do ranking Victoria Azarenka ou Karolina Pliskova.

Katie Boulter (21 anos, 144ª do ranking, Grã-Bretanha)

Katie Boulter foi convidada para Wimbledon depois de bons resultados em WTA e ITF na grama

Katie Boulter foi convidada para Wimbledon depois de bons resultados em WTA e ITF na grama

Convidada para disputar a chave principal de Wimbledon pelo segundo ano seguido, Katie Boulter vem de bons resultados em quadras de grama. Na primeira semana de junho, ela fez quartas no ITF de US$ 100 mil em Surbiton, depois repetiu a campanha no WTA de Nottingham, onde derrotou nomes experientes Yanina Wickmayer e Samantha Stosur antes de cair para Ashleigh Barty nas quartas de final. Eliminada na estreia do Premier de Birmingham na semana passada, Boulter jogou mais um ITF de US$ 100 mil, desta vez em Southsea.

A atual 144ª do ranking era a 163ª colocada no início do mês e chegará a Wimbledon na inédita 122ª posição. Ela vai estrear no Grand Slam britânico contra a paraguaia Veronica Cepede Royg antes de um possível reencontro com a cabeça 18 Naomi Osaka, para quem perdeu em Birmingham e que estreia em Londres contra a romena Monica Niculescu.

Claire Liu (18 anos, 238ª do ranking, Estados Unidos)

Claire Liu, norte-americana de 18 anos, foi campeã juvenil de Wimbledon no ano passado e furou o quali do Slam britânico

Claire Liu, norte-americana de 18 anos, foi campeã juvenil de Wimbledon no ano passado e furou o quali do Slam britânico

Campeã juvenil de Wimbledon no ano passado, Claire Liu recebeu um convite para o quali em Londres e aproveitou a chance para vencer os três jogos que fez na fase classificatória. A norte-americana de apenas 18 anos disputará o segundo Grand Slam da carreira, já que também atuou no US Open do ano passado. O melhor ranking da carreira de Liu foi o 181º lugar, alcançado em abril. A estreia da norte-americana será contra a croata de 20 anos Ana Konjuh e depois pode enfrentar Angelique Kerber ou Vera Zvonareva, ambas que já foram finalistas do torneio.

Melhores rankings de Tsitsipas e Tiafoe

Tsitsipas atingiu o melhor ranking da carreira e será cabeça de chave em Wimbledon

Tsitsipas atingiu o melhor ranking da carreira e será cabeça de chave em Wimbledon

Também durante a temporada de grama, dois nomes da nova geração masculina atingiram os melhores rankings de suas carreiras. O grego de 19 anos Stefanos Tsitsipas chegou ao 35º lugar, depois de chegar às quartas no ATP 250 de ‘s-Hertogenbosch e nas oitavas do ATP 500 de Halle. Ele será cabeça 31 em Wimbledon e estreia contra o francês vindo do quali Gregoire Barrere. Já o norte-americano de 20 anos Frances Tiafoe saltou do 62º para o inédito 52º lugar depois de fazer quartas no ATP 500 de Queen’s, em Londres. Ele inicia a campanha em Wimbledon diante do cabeça 30 espanhol Fernando Verdasco.

Campeão em Paris é o novo número 1 juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
junho 12, 2018 às 11:17 pm

Após o término do torneio juvenil de Roland Garros, a atualização do ranking mundial da ITF determinou um novo número 1 na lista masculina. O taiwanês Chun Hsin Tseng assumiu a liderança do ranking dois depois de ter sido campeão em Paris com a vitória sobre o então número 1, o argentino Sebastian Baez, na final por 7/6 (7-5) e 6/2.

Chun Hsin Tseng, de 16 anos, assumiu a liderança do ranking (Foto: Amelie Laurin/FFT)

Chun Hsin Tseng, de 16 anos, assumiu a liderança do ranking (Foto: Amelie Laurin/FFT)

Tseng, que já havia sido finalista do Australian Open em janeiro, subiu do terceiro para o primeiro lugar do ranking. Antes dele o melhor jogador de seu país no ranking havia sido Yu Hsiou Hsu, que foi número 5 do mundo no ano passado depois de conquistar os títulos de duplas em Wimbledon e no US Open como juvenil.

Embora tenha apenas 16 anos e possa disputar torneios juvenis até o fim da próxima temporada, Tseng já tem alguns bons resultados como profissional. O taiwanês venceu um future no Vietnã em maio e ainda foi semifinalista de outros dois torneios. Com isso, aparece no 727º lugar na lista da ATP, chegando a ocupar a 712ª posição no mês passado.

“Sempre foi um sonho vencer aqui”, disse Tseng, que treina na França, na academia de Patrick Mouratoglou. “Ele vem me apoiando há muitos anos e quer que eu seja agressivo na linha de base. Na final, eu estava jogando muito bem na linha de base e sólido”, comentou o taiwanês, em entrevista ao site da ITF.

Gauff dá salto no ranking

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Campeã juvenil de Roland Garros, Cori Gauff ganhou dezessete posições. A norte-americana de apenas 14 anos aparece agora no terceiro lugar e cada vez mais próxima da líder Whitney Osuigwe. Gauff é mais jovem campeã do torneio parisiense desde Martina Hingis em 1993. Ela é também a quinta vencedora mais nova no juvenil de Roland Garros.

Falamos de Gauff no último post. Também vinda da academia de Mouratoglou, a norte-americana tem em Serena Williams sua principal fonte de inspiração e sonha alcançar e superar os recordes da ex-número 1 do mundo. Outro modelo na carreira de Gauff é a campeã do US Open e vice em Roland Garros Sloane Stephens, a quem ela considera uma amiga.

De Minaur entra no top 100

Destaque nas duas primeiras temporadas do circuito ao ser semifinalista do ATP 250 de Brisbane e vice-campeão em Sydney, o australiano Alex de Minaur enfim entrou no top 100 na última segunda-feira. O jovem jogador de 19 anos ganhou nove posições depois de ser finalista do challenger de Surbiton, em quadras de grama, e com isso aparece no 96º lugar.


“É incrível estar pela primeira vez no top 100. Foram sido muitos anos de trabalho duro e eu estou feliz por finalmente estar aqui”, disse De Minaur, em entrevista ao site da ATP. “Comecei o ano muito bem, jogando em um nível muito alto e sabia que, se conseguisse manter esse nível, chegaria aqui. Agora é hora de apenas manter esse nível durante todo o ano e vamos ver o que acontece”, acrescenta o australiano nascido em fevereiro de 1999 e só é mais jovem que o canadense Denis Shapovalov no atual top 100.

Molleker vence a primeira na ATP

O alemão de 17 anos Rudolf Molleker marcou a maior vitória de sua carreira na última segunda-feira, que estreou no ATP 250 de Stuttgart, em quadras de grama, derrotando o alemão Jan-Lennard Struff por 6/4, 6/7 (5-7) e 6-3. Molleker é o atual 303º do ranking e certamente terá a melhor marca da carreira depois de vncer seu primeiro jogo em nível ATP. O jovem alemão se junta ao canadense Felix Auger-Aliassime como os únicos jogadores nascidos em 2000 que venceram jogos na elite do circuito.

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“É uma sensação inacreditável ganhar a minha primeira vitória em chave principal em casa”, disse Molleker, em entrevista ao site da ATP. “Foi ótimo ter a torcida me apoiando e gostei muito de jogar na quadra central. É uma ótima experiência para mim e espero que eu possa continuar”, acrescenta o jovem alemão, que enfrenta nas oitavas o francês Lucas Pouille, 17º do ranking e atual campeão do torneio.