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Quem decide Wimbledon? Palpite agora!
Por José Nilton Dalcim
12 de julho de 2018 às 10:05

ghost_lojaWimbledon tem uma semifinal entre dois campeões e outra entre duas surpresas. Quem decidirá o título no domingo?

Momento para o Desafio Wimbledon, valendo bons prêmios: aquele que mais se aproximar dos resultados corretos leva um voucher de 30% de desconto em qualquer compra de até R$ 1.200 na  nova Loja TenisBrasil. Os que ficarem entre segundo e terceiro lugares, ganham vouchers de 15% de desconto.

Indique vencedor, placar e duração da partida, conforme modelo abaixo.

Claro que vale primeiro os vencedores; entre os que acertarem, o placar que mais bem explicar o andamento dos jogos; em caso de novo empate, a duração dos jogos. Por fim, persistindo a igualdade, leva quem postou primeiro.

Caso queiram (e devam) fazer comentários sobre as semifinais ou a decisão, escrevam e opinem exclusivamente no post abaixo. Deixem aqui somente os palpites numéricos. Fica mais organizado.

A votação se encerra quando for dado o primeiro saque às 8 horas desta sexta-feira. E, é claro, se ganhar alguém de fora do Brasil, terá de indicar um endereço no país para receber o prêmio.

Importante: são permitidos palpites na área pública do Facebook oficial do site TenisBrasil, mas não valem palpites por email. O divertido aqui é justamente todo mundo poder conferir a aposta dos demais.

Se possível, seguir o modelo abaixo, o que facilita muito na hora da apuração:

Nadal vence Djokovic, 3 sets a 1, parciais de 7/5, 6/4, 5/7 e 6/4, após 3h05
Anderson vence Isner, 3 sets a 1, parciais de 7/6, 4/6, 7/6 e 6/4, após 3h15

Boa sorte!

Tradicional, mas nem tanto
Por José Nilton Dalcim
27 de junho de 2018 às 18:51

Quem disse que Wimbledon não quebra tradições? Pela primeira vez na história do tênis, acontecerá nesta edição a reordenação radical de cabeças de chave do feminino. Como já era esperado, o All England Club elevou a condição de Serena Williams, que ocupa o 183º posto do ranking, e lhe deu gabarito de 25ª cabeça. Dessa forma, a heptacampeã só irá cruzar com alguma das oito primeiras na terceira rodada.

Embora esteja previsto no regulamento dos Grand Slam, raramente se usou a prerrogativa que esses torneios possuem de alterar a ordem do ranking para estabelecer cabeças de chave no feminino. Isso tem acontecido constantemente em Wimbledon para os homens. Desde 2001, eles têm até o ‘ranking da grama’, uma fórmula matemática adotada para verificar quem é bom no piso e jamais formatada para as mulheres. Em 2011, como me lembra Mário Sérgio Cruz, Serena era 25ª do ranking e entrou como cabeça 7, porém ela figurava na faixa das 32 cabeças, algo bem diferente da situação de momento.

Já se fala que o US Open utilizará essa mesma norma em favor de Serena, se necessário até lá. Acho muito justo. É bom lembrar que o ‘ranking protegido’, que é o direito de um tenista impossibilitado de atuar ‘congelar’ a média de seu ranking pós-contusão, só pode ser utilizado para a inscrição em torneios, mas jamais como critério de cabeça de chave.

A lista oficial dos cabeças masculinos ratificou a ascensão de Marin Cilic de 5 para 3, o que faz uma boa diferença, e ajudará especialmente Novak Djokovic, cabeça 12 e portanto livre de cruzar com Federer, Nadal, Cilic ou Zverev antes das quartas. Outro beneficiado é Milos Raonic, que saltou de 32 para 13, mas reside alguma dúvida se o canandense irá mesmo jogar.

O sorteio das chaves está marcado para as 6h (de Brasília) desta sexta-feira.

Semeando o tênis
O conceito de ‘cabeça de chave’ foi criado quando não existia ranking. Assim, indicava antes de tudo a probabilidade de um tenista ganhar o torneio. Por consequência, o cabeça 1 era tido como o maior favorito e é com idêntico conceito que Wimbledon teimou em não seguir necessariamente o ranking internacional, surgido em agosto de 1973.

Curiosamente, no entanto, a iniciativa de criar ‘seeds’ veio com os norte-americanos. O Nacional dos EUA, hoje US Open, adotou ‘cabeças’ em 1922, dois anos antes de Wimbledon. Em 2001, o Slam britânico aumentou a quantidade de cabeças de 16 para 32, seguindo sugestão também do US Open.

Claro que a intenção ao se estabelecer ‘cabeças’ é afastar os principais favoritos entre si na formação da chave, de forma que eles só se cruzem em rodadas mais adiantadas. Os oito primeiros cabeças não farão duelo antes das quartas de final, por exemplo.

Até 2000, um comitê do All England Club decidia quem eram os ‘cabeças’, ou seja, aqueles que tinham as maiores chances de conquista. Um acordo em 2001 criou o ‘ranking da grama’, um sistema matemático que permite ao comitê reordenar os 32 cabeças eleitos pelo ranking da ATP.

O tênis foi o primeiro esporte a inserir o conceito de ‘cabeça’, que se espalhou até mesmo para o futebol, como é o caso da Copa do Mundo em andamento.

E afinal o que é ‘seed’, o termo original em Inglês para os cabeças de chave?

O significado da palavra é ‘semente’, porque os nomes mais destacados seriam ‘plantados’ na chave de forma fixa  – o sorteio da posição dos cabeças é algo bem recente -, seguindo a sugestão de um jardim em que plantas menores ficam à frente e as maiores, atrás. Atualmente, o termo ‘seed’ com seu conceito esportivo integra o Dicionário da Oxford.

Timeline
Para quem gosta de história, vale dar uma olhada nas informações e ilustrações desta linha do tempo de Wimbledon: https://twile.com/timeline/wimbledon

Decisão do calendário 2019 é adiada
Por José Nilton Dalcim
4 de dezembro de 2017 às 18:50

A reunião entre ATP, dirigente de torneios e representante dos jogadores, que aconteceu durante o Finals de Londres, no meio de novembro, não deu em nada.

A entidade apresentou uma proposta de mudanças e adaptações no calendário para 2019, quando se esperam modificações importantes, mas os promotores não gostaram das sugestões, que consideraram ‘quadradas’, se recusaram a colocar em votação e uma nova rodada de estudos e negociação deve acontecer agora no Australian Open.

Segundo um dirigente brasileiro presente no encontro, a maior queixa foi da falta de detalhes por parte da ATP na proposta apresentada. Sabe-se que há muita gente pleiteando mudanças, seja de datas ou de piso, como é o caso do Rio Open e de Buenos Aires, que fazem parte da perna sul-americana do saibro e querem a quadra dura para tentar atrair nomes de maior peso para seus torneios.

A reunião também ratificou a ideia, já divulgada na imprensa italiana, que é fazer com que os torneios conjuntos de ATP e WTA em Madri e em Roma adotem o mesmo formato de Indian Wells e Miami, ou seja, sejam disputados ao longo de 10 dias. Isso no entanto causará um aperto ainda maior no calendário do saibro europeu. Vale lembrar que recentemente foi acrescentada uma semana na temporada de grama, o que forçou Wimbledon a começar uma semana mais tarde.

A possibilidade de um novo calendário para 2019 está aberta porque terminará o prazo de 10 anos desde a última reforma, corrida em 2008 para a temporada seguinte. Com isso, os descontentes correram à porta da ATP na intenção de puxar a sardinha para seu lado. O diretor do Masters 1000 de Paris, Guy Forget, declarou há poucos dias que gostaria de mudar o evento para fevereiro e assim fugir da proximidade com o Finals, o que geralmente enfraquece o torneio de Bercy.