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Brincando de ranking: acerte os top 10
Por José Nilton Dalcim
2 de outubro de 2017 às 10:53

overgripO ranking da ATP vive um momento curioso. Voltou a ser liderado pelos heróis de uma década atrás, tem um novato forte candidato ao top 3 e uma grande chance de renovar drasticamente a lista dos 10 mais bem classificados com a pontuação decadente de Andy Murray, Novak Djokovic e Stan Wawrinka.

Então achei interessante lançar um Desafio, dividido em três partes. Quem chegar mais perto, ganha um ótimo prêmio: pacote com 12 overgrip Pro Sensation da Wilson.

Vamos então às três perguntas

1. Quem será o número 1 ao final de 2017?
Nadal ou Federer
Só vai para a segunda fase, quem acertar a resposta desta pergunta.

2. Quem serão os outros top 5 ao final de 2017?
Exemplo:
Alexander Zverev
Dominic Thiem
Marin Cilic
Só vai para a terceira fase, quem acertar pelo menos dois nomes desta pergunta. Cada nome certo vale 10 pontos.

Quem serão os outros top 10 ao final de 2017?
Exemplo:
Grigor Dimitrov
Stan Wawrinka
Pablo Carreño
Sam Querrey
Kevin Anderson
Cada resposta certa vale 20 pontos.

Em caso de empate na pontuação geral, leva aquele que fizer mais pontos na pergunta 3. Se persistir o empate, vence quem postou primeiro entre os empatados.

Vai dar trabalho conferir, daí peço que vocês sigam o modelo acima.

Quem topa o Desafio?

Votação aberta até o final do segundo dia do Masters de Xangai.

Mesmo esvaziado, US Open espera façanhas
Por José Nilton Dalcim
27 de agosto de 2017 às 21:44

Andy Murray mexeu com o US Open antes mesmo de ser dado o primeiro saque. Cerca de 24 horas depois de sorteada a chave, o campeão de 2012 anunciou que não se sentia em condições de lutar pelo título e, sem isso, não faria sentido competir. De um lado, ficou certa frustração porque vimos Rafael Nadal e Roger Federer serem colocados no mesmo lado superior da chave. Mas, lá no fundo, não faz grande diferença, já que ninguém realmente imaginou que o britânico pudesse ser candidato sequer às semifinais.

A última vez que o circuito masculino viu um Grand Slam sem Murray, Novak Djokovic e Stan Wawrinka foi no US Open de 2004, quando nenhum deles tinha ainda currículo expressivo, Federer iniciava seu domínio e Nadal não passava de uma promessa. Faz muito tempo. São cinco dos 11 mais bem colocados do ranking de fora. E dos seis restantes ainda há dúvidas sobre Federer e Marin Cilic, que não joga desde a final de Wimbledon.

Segundo mais antigo torneio do tênis, o US Open é o único Grand Slam que tem sido disputado sem interrupção desde seu início. Por isso, realizará a 137ª edição geral e a 50ª da Era Profissional. Vejamos alguns detalhes que apimentarão Big Apple:

– Com a saída de Murray, a liderança do ranking masculino estará entre Nadal e Federer, mas a briga só começará se o suíço atingir pelo menos as quartas de final.
– No feminino, oito lutam pelo número 1, mas quatro só têm chance se conquistarem o título. Halep e Muguruza possuem as melhores chances, já que Pliskova defende o vice e Svitolina precisa no mínimo de semi.
– Ao entrar em quadra nesta terça-feira, Federer se tornará o tenista com mais Slam disputados em todos os tempos, com 71. No feminino, Venus amplia seu recorde absoluto para 76.
– A derrota mesmo na primeira rodada renderá incríveis US$ 50 mil ao tenista. Os campeões faturarão o recorde de US$ 3,7 milhões.
– Último tenista a ganhar nos EUA sem perder sets foi Neale Frases, em 1960.
– O estádio Arthur Ashe completa 20 anos. Federer é o recordista de jogos (74), de vitórias (66) e de vitórias noturnas (31-1).
– Nadal não ganha um título na quadra dura desde Doha em 2014. Desde então, foram 34 torneios e oito finais disputadas.
– Feli López atingirá 63 Slam consecutivos e ficará a dois de igualar Federer.
– Se vencer na estreia, Federer igualará Agassi com 79 vitórias em Nova York e ficará atrás somente das 98 de Connors.
– Nadal tem 219 triunfos em Grand Slam e pode superar Lendl (222) e Agassi (224) ao longo do US Open para se isolar no quarto lugar.
– Patrick Kypson, aos 17, é o mais jovem participante. Ivo Karlovic, aos 38, o mais velho.

Rafa tem curiosa escalada ao número 1
Por José Nilton Dalcim
4 de agosto de 2017 às 23:35

Ainda bem que Montréal assistirá à chance de mudança na liderança do ranking e do reencontro entre os dois grandes nomes da temporada. Caso contrário, as ausências de Andy Murray, Novak Djokovic e Stan Wawrinka causariam um desastre, ainda mais quando vimos as surpresas e sofrimentos dos cabeças em Washington nesta semana.

A caminhada de Nadal rumo à retomada do número 1 é curiosa. Pode enfrentar Borna Coric na estreia, um tenista que hoje oferece pouco perigo mas tem histórico de duas vitórias em três jogos, e segue contra quem passar de John Isner e Juan Martin del Potro. Com o piso teoricamente lento, o canhoto espanhol tem favoritismo nos dois casos, embora Isner venha em bom momento.

Por fim, viria seu jogo mais importante da semana, já que Rafa precisa atingir a semifinal de Montréal para superar Andy Murray. E o principal candidato é o dono da casa, Milos Raonic. O canadense fez um bom Wimbledon, mas sequer passou por Jack Sock nesta quinta-feira em Washington.

A outra vaga na semifinal parece estar entre Alexander Zverev e Jo-Wilfried Tsonga, e ouso dizer que o alemão tem as melhores condições. De novo, espera-se um reencontro com Nick Kyrgios, porém o australiano teve um desempenho pífio em Washington e optou por abandonar depois de lances de dolorosa mediocridade. Tsonga tem uma estreia delicada contra Gilles Muller ou Sam Querrey e ainda pode cruzar com Kevin Anderson, que dia a dia recupera seu tênis de top 20.

No papel, Roger Federer se deu melhor no sorteio. Aguarda Vasek Pospisil ou Peter Polansky, deve encarar Jack Sock e depois possivelmente Kei Nishikori. A semi pode ter de tudo, de Grigor Dimitrov a Misha Zverev, de Tomas Berdych a Dominic Thiem. Em condições normais, ninguém com condições de ameaçar seriamente o número 3 do ranking qualquer que seja a velocidade do piso.

A última vez que Montréal não viu um Big 4 como campeão foi em 2003, com Andy Roddick. Mesmo desfalcado, tudo indica que a soberania vai continuar.

Outra baixa
Aquele incômodo no joelho que perseguiu Stan Wawrinka nos últimos torneios se transformou numa cirurgia e obrigatório afastamento para o restante da temporada, seguindo os passos de Djokovic. Ao menos, a previsão é que sua queda no ranking seja menor e ele tem até chance de terminar o ano entre os top 10 graças aos 3.150 pontos que acumulou desde janeiro.

No entanto, a longa parada de Stan preocupa mais. Em primeiro lugar, seu retorno se daria no piso sintético da Oceania e todo mundo sabe o quanto a quadra dura não é ideal para quem tem problema no joelho. Em 2013, Nadal adiou a volta estrategicamente para o saibro sul-americano para sofrer impacto menor. Além disso, Wawrinka sempre teve dificuldade para se manter no peso – o que aliás também força as articulações – e portanto terá de ser muito disciplinado nos próximos seis meses. Quem o conhece, considera isso uma tarefa bem difícil.