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Cinco cidades se candidatam para Davis no Brasil
Por José Nilton Dalcim
8 de outubro de 2018 às 14:28

Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Uberlândia e Florianópolis são as cinco cidades que manifestaram desejo de sediar o duelo entre Brasil e Bélgica pela fase classificatória da nova Copa Davis, no primeiro final de semana de fevereiro.

Segundo Rafael Westrupp, presidente da Confederação Brasileira, as propostas estão sendo avaliadas, mas a definição poderá acontecer somente no final de outubro, já que a Federação Internacional decidiu dar maior flexibilidade aos países mandantes.

Obviamente, Fortaleza e Salvador colocarão os belgas sob o fortíssimo sol de verão nordestino. O clima pode estar um pouco mais ameno em Florianópolis. Esses três locais são ao nível do mar e, com a umidade natural, deixam as condições mais lentas.

As postulantes mineiras, ao contrário, estão a mais de 850 metros do nível médio do mar, bem parecido com São Paulo, e isso dá maior velocidade ao jogo. Uberlândia, que também costuma ser bem quente no verão, tem sediado vários eventos da CBT e me parece uma das mais fortes candidatas.

Curiosamente, no entanto, Westrupp garante que a comissão técnica ainda não bateu o martelo que o piso será o saibro, talvez porque a terra também seja a superfície predileta do número 1 belga David Goffin. Mas se as chances brasileiras residem em vencer o número 2 visitante e a dupla, então nem dá para imaginar outra coisa que não seja o saibro.

A nova Copa Davis realizará em fevereiro a fase classificatória, com 24 países se enfrentando dois a dois, e os vencedores avançam para a milionária fase final de Madri, em novembro, composta por 18 países. Embora a Federação Internacional não tenha frisado, o fato de acontecer na ‘Caja Magica’ faz supor que os duelos serão no saibro coberto.

Esses confrontos classificatórios serão disputados em melhor de três sets e apenas em dois dias, sendo duas simples no sábado e duplas e mais duas simples no domingo. Cada país pode convocar cinco jogadores. O prazo para definir os times continua o mesmo: 10 dias anteriores à competição, o que provavelmente vai adiar a convocação para a primeira semana do Australian Open.

Surpresas antes de Xangai
Dois campeões inesperados nos ATP 500 prévios a Xangai. Daniil Medvedev ganhou Tóquio em cima de Kei Nishikori, que amarga oito vices seguidos desde fevereiro de 2016. O russo de 22 anos tem tudo para terminar o ano no top 20. Notável também a campanha de Nikoloz Basilashvili em Pequim, ainda que tenha se aproveitado de um debilitado Juan Martin del Potro na final.

Isso leva a conclusões importantes: com a ausência de John Isner em Xangai, apenas Nishikori ainda tem chance de brigar por vaga no Finals durante esta semana. O norte-americano vai tentar uma esticada decisiva em Estocolmo, Viena e Paris, mas está no momento 600 pontos atrás de Dominic Thiem e Kevin Anderson. O japonês vem 100 pontos mais distante de Isner. Marin Cilic deve se garantir nesta semana, desde que não perca na estreia.

Xangai assiste à briga tríplice pela vice-liderança do ranking. Roger Federer defende o título e só pode permanecer com os mesmos 6.900 pontos. Novak Djokovic precisa ir à final para assumir o posto sem depender do suíço. E Del Potro corre por fora, mas necessita não apenas do troféu mas também da queda de Djoko até as quartas.

E mais. Se for campeão, Djokovic sairá de Xangai apenas 215 atrás de Nadal no ranking tradicional. Caso dê Federer, o suíço estará a 760 do espanhol. E se for Delpo, 890. Ou seja, com um ATP 500 a disputar antes de Paris, qualquer um dos três pode desafiar o espanhol em Bercy.