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Especial 20 anos: os maiores jogos do tênis masculino
Por José Nilton Dalcim
18 de outubro de 2018 às 19:13

Depois de indicar as maiores tenistas da história, os mais destacados tenistas brasileiros de todos os tempos e as rivalidades inesquecíveis, o Blog do Tênis – em comemoração aos 20 anos de TenisBrasil – lista agora os 20 inesquecíveis jogos do tênis masculino.

Tarefa tão difícil que desta vez me dei ao trabalho de consultar alguns amigos para ajudar na escolha e classificação. Esquecemos algum? Aguardo como de hábito suas participações!

1. Borg x McEnroe
Final de Wimbledon de 1980, 16 75 63 67(16) 86

2. Nadal x Federer
Final de Wimbldon de 2008, 64 64 67(5) 67(8) 97

3. Federer x Nadal
Final do Australan Open de 2017, 64 36 61 36 63

4. Djokovic x Nadal
Semifinal de Wimbledon de 2018, 64 36 76(9) 36 108

5. Del Potro x Federer
Final do US Open de 2009, 36 76(5) 46 764 62

6. Djokovic x Federer
Semifinal do US Open de 2011, 67(7) 46 63 62 75

7. Safin x Federer
Semifinal do Australian Open de 2005, 57 64 57 76(6) 97

8. Djokovic x Nadal
Final do Australian Open de 2012, 57 64 62 67(5) 75

9. Agassi x Ivanisevic
Final de Wimbledon de 1992, 67(8) 64 64 16 64

10. Becker x Lendl
Final do ATP Finals de 1988, 57 76(5) 36 62 76(5)

11. Djokovic x Wawrinka
Oitavas do Australian Open de 2013, 16 75 64 67(5) 1210

12. Sampras x Agassi
Quartas de final do US Open de 2001, 67(7) 76(2) 76(2) 76(5)

13. Federer x Del Potro
Semifinal dos Jogos Olímpicos 2012, 36 76(5) 1917

14. Connors x Krickstein
Quartas de final do US Open de 1991, 36 76(8) 16 63 76(4)

15. Wilander x Cash
Final do Australian Open de 1988, 63 67(3) 36 61 86

16. Del Potro x Murray
Semifinal da Copa Davis de 2016, 64 57 67(5) 63 64

17. McEnroe x Wilander
Quartas de final da Copa Davis de 1982, 97 62 1517 36 86

18. Lendl x McEnroe
Final de Roland Garros de 1984, 36 26 64 75 75

19. Wilander x  Lendl
Final do USOpen de 1988, 36 26 64 75 75

20. Connors x McEnroe
Final de Wimbledon ode 1982, 36 63 67(2) 76(5) 64

Menção honrosa: Isner x Mahut pela segudna rodada de Wimbledon de 2010

Djokovic à frente
Por José Nilton Dalcim
11 de outubro de 2018 às 13:11

Claro que não é possível comparar Marco Cecchinato na quadra dura com Roberto Bautista, mas as duas exibições já feitas em Xangai deixam claro que Novak Djokovic está nadando de braçadas, enquanto Roger Federer não achou ainda seu melhor tênis sequer sobre uma quadra decidamente rápida.

Diante de Jeremy Chardy e Cecchinato, o sérvio começou mais lento, como que ainda a procurar um ritmo comfortável, e aí mostrou não apenas um saque firme mas também determinação de ir à rede e ótima movimentação, sem falar é claro numa devolução tão apurada que o italiano – seu algoz em Roland Garros cinco meses atrás – levou uma surra impiedosa.

Na contramão, Federer fez apresentações firmes nos primeiros sets diante de Daniil Medvedev e Bautista, mas sofreu uma repentina e preocupante queda de intensidade. Irritado com seus erros e escolhas, correu risco real de derrota diante do espanhol. O suíço está determinado a ir muito à rede e repetiu a tática nos dois jogos, mas por vezes faltaram velocidade para chegar mais perto da rede ou calma na preparação da subida.

Curiosamente, os dois grandes favoritos em Xangai têm partidas exigentes nas quartas de final. Djokovic reencontra Kevin Anderson, que adora um piso rápido e provavelmente ganhou confiança com aquela vitória sobre Nole na Laver Cup, ainda que amistosa.

Federer terá pela frente Kei Nishikori, um adversário muto mais qualificado sobre a quadra dura do que os anteriores, que joga em cima da linha com capacidade tanto de defesa como de ataque. Os dois não se cruzam desde aquela espetacular batalha de cinco sets no Australian Open do ano passado.

A se lamentar a contusão no joelho de Juan Martin del Potro, sofrida ainda na metade do primeiro set diante de Borna Coric, o que tirou o argentino da briga imediata pelo número 2 e pode ter consequências ruins para os três últimos torneios que estavam no seu calendário (Basileia, Paris e Finals).

Detalhes
– Bruno Soares está na semi de Xangai e jogará o Finals pela 5ª vez na carreira, a 3ª ao lado de Jamie Murray.
– Nishikori já retomou o 11º lugar do ranking e será top 10 se for à final de Xangai.
– Coric, que tem sido outro jogador depois da cirurgia no joelho em setembro de 2016, garante o melhor ranking da carreira, com o 16º.
– Com mais uma vitória, Alexander Zverev estará matematicamente no Finals.

Cinco cidades se candidatam para Davis no Brasil
Por José Nilton Dalcim
8 de outubro de 2018 às 14:28

Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, Uberlândia e Florianópolis são as cinco cidades que manifestaram desejo de sediar o duelo entre Brasil e Bélgica pela fase classificatória da nova Copa Davis, no primeiro final de semana de fevereiro.

Segundo Rafael Westrupp, presidente da Confederação Brasileira, as propostas estão sendo avaliadas, mas a definição poderá acontecer somente no final de outubro, já que a Federação Internacional decidiu dar maior flexibilidade aos países mandantes.

Obviamente, Fortaleza e Salvador colocarão os belgas sob o fortíssimo sol de verão nordestino. O clima pode estar um pouco mais ameno em Florianópolis. Esses três locais são ao nível do mar e, com a umidade natural, deixam as condições mais lentas.

As postulantes mineiras, ao contrário, estão a mais de 850 metros do nível médio do mar, bem parecido com São Paulo, e isso dá maior velocidade ao jogo. Uberlândia, que também costuma ser bem quente no verão, tem sediado vários eventos da CBT e me parece uma das mais fortes candidatas.

Curiosamente, no entanto, Westrupp garante que a comissão técnica ainda não bateu o martelo que o piso será o saibro, talvez porque a terra também seja a superfície predileta do número 1 belga David Goffin. Mas se as chances brasileiras residem em vencer o número 2 visitante e a dupla, então nem dá para imaginar outra coisa que não seja o saibro.

A nova Copa Davis realizará em fevereiro a fase classificatória, com 24 países se enfrentando dois a dois, e os vencedores avançam para a milionária fase final de Madri, em novembro, composta por 18 países. Embora a Federação Internacional não tenha frisado, o fato de acontecer na ‘Caja Magica’ faz supor que os duelos serão no saibro coberto.

Esses confrontos classificatórios serão disputados em melhor de três sets e apenas em dois dias, sendo duas simples no sábado e duplas e mais duas simples no domingo. Cada país pode convocar cinco jogadores. O prazo para definir os times continua o mesmo: 10 dias anteriores à competição, o que provavelmente vai adiar a convocação para a primeira semana do Australian Open.

Surpresas antes de Xangai
Dois campeões inesperados nos ATP 500 prévios a Xangai. Daniil Medvedev ganhou Tóquio em cima de Kei Nishikori, que amarga oito vices seguidos desde fevereiro de 2016. O russo de 22 anos tem tudo para terminar o ano no top 20. Notável também a campanha de Nikoloz Basilashvili em Pequim, ainda que tenha se aproveitado de um debilitado Juan Martin del Potro na final.

Isso leva a conclusões importantes: com a ausência de John Isner em Xangai, apenas Nishikori ainda tem chance de brigar por vaga no Finals durante esta semana. O norte-americano vai tentar uma esticada decisiva em Estocolmo, Viena e Paris, mas está no momento 600 pontos atrás de Dominic Thiem e Kevin Anderson. O japonês vem 100 pontos mais distante de Isner. Marin Cilic deve se garantir nesta semana, desde que não perca na estreia.

Xangai assiste à briga tríplice pela vice-liderança do ranking. Roger Federer defende o título e só pode permanecer com os mesmos 6.900 pontos. Novak Djokovic precisa ir à final para assumir o posto sem depender do suíço. E Del Potro corre por fora, mas necessita não apenas do troféu mas também da queda de Djoko até as quartas.

E mais. Se for campeão, Djokovic sairá de Xangai apenas 215 atrás de Nadal no ranking tradicional. Caso dê Federer, o suíço estará a 760 do espanhol. E se for Delpo, 890. Ou seja, com um ATP 500 a disputar antes de Paris, qualquer um dos três pode desafiar o espanhol em Bercy.