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Decisão do calendário 2019 é adiada
Por José Nilton Dalcim
4 de dezembro de 2017 às 18:50

A reunião entre ATP, dirigente de torneios e representante dos jogadores, que aconteceu durante o Finals de Londres, no meio de novembro, não deu em nada.

A entidade apresentou uma proposta de mudanças e adaptações no calendário para 2019, quando se esperam modificações importantes, mas os promotores não gostaram das sugestões, que consideraram ‘quadradas’, se recusaram a colocar em votação e uma nova rodada de estudos e negociação deve acontecer agora no Australian Open.

Segundo um dirigente brasileiro presente no encontro, a maior queixa foi da falta de detalhes por parte da ATP na proposta apresentada. Sabe-se que há muita gente pleiteando mudanças, seja de datas ou de piso, como é o caso do Rio Open e de Buenos Aires, que fazem parte da perna sul-americana do saibro e querem a quadra dura para tentar atrair nomes de maior peso para seus torneios.

A reunião também ratificou a ideia, já divulgada na imprensa italiana, que é fazer com que os torneios conjuntos de ATP e WTA em Madri e em Roma adotem o mesmo formato de Indian Wells e Miami, ou seja, sejam disputados ao longo de 10 dias. Isso no entanto causará um aperto ainda maior no calendário do saibro europeu. Vale lembrar que recentemente foi acrescentada uma semana na temporada de grama, o que forçou Wimbledon a começar uma semana mais tarde.

A possibilidade de um novo calendário para 2019 está aberta porque terminará o prazo de 10 anos desde a última reforma, corrida em 2008 para a temporada seguinte. Com isso, os descontentes correram à porta da ATP na intenção de puxar a sardinha para seu lado. O diretor do Masters 1000 de Paris, Guy Forget, declarou há poucos dias que gostaria de mudar o evento para fevereiro e assim fugir da proximidade com o Finals, o que geralmente enfraquece o torneio de Bercy.

Bom começo
Por José Nilton Dalcim
12 de novembro de 2017 às 21:37

A lógica prevaleceu na abertura do Finals de Londres. Roger Federer não foi brilhante, mas conseguiu a consistência necessária no piso coberto e lento da arena O2 para superar Jack Sock em dois sets. Alexander Zverev deu um susto e parecia caminhar para outra dura derrota quando então mostrou firmeza mental e reagiu em cima de Marin Cilic.

Federer também possui no Finals alguns dos números mais impressionantes do tênis. Com o recorde absoluto de 15 participações – 14 consecutivas, série interrompida com a contusão do ano passado -, ele atingiu neste domingo a 53ª vitória em 65 partidas já feitas.

Ao longo desse tempo todo, só não passou a fase de grupos na temporada de 2008, aquela em que sofreu com mononucleose, ao perder dois dos três jogos iniciais. Desde que o torneio se mudou para Londres, jamais ficou de fora da semi, ganhou dois títulos e participou de outras três finais.

A partida contra Sock não teve todo o brilho técnico esperado e o próprio suíço admitiu que não conseguiu jogar solto, algo bem natural numa estreia, ainda que o Finals não traga aquele mesmo fantasma da eliminação de outras competições tradicionais. De qualquer forma, o saque foi seu grande aliado e, apesar de um ou outro game mais apertado, não cedeu um único break point.

Sock merece elogios. Depois que perdeu o serviço logo de cara, realizou uma partida bem sólida, onde se destacaram a boa variação de saque e seu poderoso forehand. Não pode ser totalmente descartado da luta por vaga na semifinal. Enquanto Federer disputará na terça-feira o jogo de vencedores contra Zverev, Sock terá jogo decisivo contra Cilic e é bom lembrar que o americano ganhou os dois duelos que já fez diante do croata.

Zverev por sua vez trazia algumas interrogações para sua estreia. Desde o título em Montreal, no meio de agosto, não teve resultados expressivos e sofreu quatro viradas com atuações que mostravam decadência física e pouca força mental nos terceiros sets. A história quase se repetiu contra Cilic neste domingo, ao perder o saque ndo terceiro set, mas desta vez se manteve na partida sem aquela carinha de bebê reclamão e buscou a reação. No geral, foi um bom jogo, com boas variações e empenho.

O duelo direto de Federer e Zverev oficialmente está empatado por 2 e não considera a vitória do alemão na Copa Hopman de janeiro. Isso já dá dimensão de como o alemão gosta do desafio e sente motivação, mesmo diante dos terríveis slices e curtinhas do adversário. Promete ser um ótimo duelo.

Alívio. Sorteio equilibra grupos.
Por José Nilton Dalcim
12 de novembro de 2015 às 19:18

Roger Federer não escapou do grupo de Novak Djokovic, o que garante que os dois irão se cruzar pela sétima vez na temporada (4-2 para o sérvio), a 43ª na carreira (onde empatam por 21-21) e a quarta na arena O2 de Londres (2-1 para Djokovic). Ou seja, o Finals já começa eletrizante no sorteio.

Os dois terão trabalho, porque quem perder esse duelo terá de ganhar de um Tomas Berdych em forma – deu muito trabalho a Nole em Paris – para tentar garantir a vaga na semifinal. Embora seja um adversário teoricamente muito perigoso na quadra dura, Nishikori surge como a parte frágil do grupo devido a seus mais recentes problemas físicos.

A rodada inicial terá Djokovic x Nishikori e Federer x Berdych, o que na teoria coloca muito mais pressão sobre o suíço, que não pode pensar em derrota. Se a lógica prevalecer, então Nole e Roger se cruzarão na segunda rodada.

Como Rafael Nadal foi para a outra chave, também há interessante equilíbrio, ainda que Andy Murray e Stan Wawrinka surjam como maiores favoritos às vagas. Ninguém deve esquecer, no entanto, que o espanhol ameaçou Wawrinka em Paris e pode muito bem complicar as coisas. Dos integrantes do grupo, é o único que jogou duas finais, ambas na arena 02, lugar onde Murray nunca passou da semi. O escocês sempre sentiu a responsabilidade de jogar o Finals.

Wawrinka e Ferrer também já conseguiram superar a fase de grupos – o suíço no ano passado, esteve perto da final, naquele jogo memorável contra Federer, e talvez por isso deve ser considerado o segundo maior candidato. Ferrer corre por fora e só chamará a atenção caso ganhe a primeira rodada contra Murray. Stan e Nadal fazem de cara um duelo do tipo vida ou morte.

Bom para Melo
Claro que não existe grupo nem jogo fácil num torneio dessa quilate, onde estarão em quadra todos os melhores da temporada, mas é bem razoável dizer que Marcelo Melo e Ivan Dodig se saíram bem no sorteio.

A primeira coisa importante foi fugir dos irmãos Bob e Mike Bryan, para quem perderam na decisão do ano passado em Londres e que certamente são adversários mais temidos do que Jean-Julien Rojer e Horia Tecau, a quem ganharam na semi de Roland Garros.

Ainda assim, claro, a tarefa é dura. Matkowski/Zimonjic derrotaram Melo/Dodig na semi de Cincinnati, Herbert/Mahut levaram a melhor na semi da Austrália. O que vai pesar é a excelente fase do mineiro, daí importantíssimo sair no torneio com vitória diante dos campeões de Wimbledon, Herbert/Mahut.

O outro grupo terá os Bryan, em busca do pentacampeonato, Murray/Peers, Bolelli/Fognini e Bopanna/Mergea.