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O incrível domínio do Big 3
Por José Nilton Dalcim
17 de julho de 2018 às 19:05

Existem duas coisas especialmente notáveis sobre Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic. Além de juntos dominarem a maciça parte das mais importantes estatísticas do tênis, principalmente as de eventos de nível Grand Slam, os três coexistem no circuito desde 2006 e com especial ênfase a partir da primeira ascensão de Djokovic, o novato da turma, em 2008.

Jogadores de chegada, o triunvirato também monopoliza numericamente os grandes duelos da Era Profissional. Nadal-Djoko se cruzaram 52 vezes, Djoko-Federer já se repetiu 45 e o ‘Fedal’ ocorreu 38, deixando para trás grandes batalhas como Connors-Lendl e Lendl-McEnroe. Também são os três duelos que mais se repetiram nos Slam (15 para Djoko-Federer, 14 para Nadal-Djoko e 12 para o Fedal).

Abaixo, seguem as principais estatísticas do tênis profissional. E os números falam por si:

testing-time-for-nadal-djokovic-and-federerGRAND SLAM

Títulos
1. Federer – 20
2. Nadal – 17
3. Sampras – 14
4. Djokovic – 13

Finais
1. Federer – 30
2. Nadal – 24
3. Djokovic – 22
9. Murray – 11

Semis
1. Federer – 43
2. Djokovic – 32
3. Connors – 31
4. Nadal e Lendl – 28

Quartas
1. Federer – 53
2. Djokovic e Connors – 41
4. Agassi – 36
5. Nadal – 35

Jogos disputados
1. Federer – 389
2. Djokovic – 292
3. Connors – 282
4. Nadal e Agassi – 277
8. Murray – 231

Vitórias
1. Federer – 336
2. Djokovic – 251
3. Nadal – 242
8. Murray – 188

Percentual de vitórias
1. Borg – 89,8%
2. Nadal – 87,4%
3. Federer – 86,4%
4. Djokovic – 86,0%

Maior número de títulos em cada Slam
Austrália – Federer e Djokovic, com 6
Roland Garros – Nadal, com 11
Wimbledon – Federer, com 8
US Open – Federer, Connors e Sampras, com 5

TODOS OS TORNEIOS

Títulos na carreira
1. Connors – 109
2. Federer – 98
3. Lendl – 94
4. Nadal – 79
7. Djokovic – 69

Finais na carreira
1. Connors – 164
2. Federer – 149
3. Lendl – 146
4. Nadal – 115
7. Djokovic – 100

Semifinais na carreira
1. Connors – 240
2. Federer – 197
3. Lendl – 189
4. McEnroe – 156
5. Nadal – 151
7. Djokovic – 138

Jogos disputados
1. Connors – 1535
2. Federer – 1415
7. Nadal – 1096

Vitórias
1. Connors – 1256
2. Federer – 1161
5. Nadal – 908
9. Djokovic – 808

Vitórias sobre top 10
1. Federer – 214
2. Djokovic – 184
3. Nadal – 160

Recorde de títulos por piso
Sintético – Federer, 67 (a seguir Djokovic, 51)
Saibro – Nadal, 57
Grama – Federer, 18

Maior série invicta de jogos por piso
Sintético – Federer, 56
Saibro – Nadal, 81
Grama – Federer, 65

Maior série invicta de sets por piso
Sintético – Djokovic, 34
Saibro – Nadal, 50
Grama – Federer, 36

ATP FINALS

Títulos
1. Federer – 6
2. Djokovic, Lendl e Sampras – 5

Finais
1. Federer – 10
4. Djokovic – 6

Participações
1. Federer – 15

Vitórias
1. Federer – 55
5. Djokovic – 31

MASTERS 1000

Títulos
1. Nadal – 32
2. Djokovic – 30
3. Federer – 27

Finais
1. Nadal – 48
2. Federer – 47
3. Djokovic – 44

Vitórias
1. Nadal – 357
2. Federer – 355
3. Djokovic – 315

RANKING

Semanas na liderança
1. Federer – 310
5. Djokovic – 223
6. Nadal – 181

Semanas seguidas na liderança
1. Federer – 237

Semanas no top 2
1. Federer – 516
2. Nadal – 461

Semanas no top 10
1. Federer – 821
4. Nadal – 691

Semanas seguidas no top 10
1. Connors – 788
2. Federer – 734
3. Nadal – 691 (e contando)

Número 1 ao final da temporada
1. Sampras – 6
2. Federer e Connors – 5
4. Djokovic, Nadal, Lendl e McEnroe – 4}}

FATURAMENTO

Total de premiação oficial (US$)
1. Federer – 116,9 mi
2. Djokovic – 114,1 mi
3. Nadal – 101, 3 mi
4. Murray – 60,8 mi

Desafio WimbledonNinguém cravou o placar de 3 sets a 2 nas vitórias de Djokovic e Anderson nas semifinais de Wimbledon. Mas sete internautas colocaram 3 a 2 e 3 a 1 para os jogos, então o desempate ficou para quem conseguiu mostrar melhor o andamento das partidas e acertou mais sets na ordem ou fora de ordem.

O vencedor foi Bruno Zocchi, que assim terá direito a um voucher de 30% de desconto em qualquer compra de até R$ 1.200 na nova Loja TenisBrasil. Em segundo e terceiro, ficaram Adriano Pires e ‘Babidi’ (nome não fornecido), que assim ganham vouchers de 15% de desconto em qualquer compra de até R$ 1.200 na Loja. Todos receberão seu código de voucher nos emails indicados (se preferirem em outro, favor mandar aqui). Parabéns a eles!

Verdadeiro duelo de gigantes
Por José Nilton Dalcim
12 de julho de 2018 às 19:58

Sim, esse é um dos maiores chavões do esporte mundial, mas cabe incrivelmente bem para as duas semifinais desta sexta-feira em Wimbledon: o 52º confronto entre Rafael Nadal e Novak Djokovic e a partida entre os 2,06m de John Isner contra os 2,03m de Kevin Anderson, que concorrem no domingo ao título de mais alto campeão da história dos Grand Slam.

Rafa e Nole duelam desde 2006 e já houve várias reviravoltas. Começou a ficar mais competitivo em 2009, o sérvio virou a mesa em 2011, Nadal reagiu e vimos um 2013 empatado, mas Djokovic embalou de novo e dominou 2015 e 2016. Nas duas últimas temporadas, em meio aos problemas físicos de um e de outro, foram apenas dois jogos e vitórias do canhoto espanhol no saibro de Madri e Roma.

Desde o último confronto na grama, naquela final de Wimbledon de 2011, aconteceram 12 jogos no saibro e 11 no sintético, com 14 vitórias de Nole, cinco delas na terra. Nadal no entanto lidera com margem considerável nos Slam (9-4) e mais ainda em semifinais de Slam (4-0).

Wimbledon também estabelece diferenças curiosas. Nadal jamais perdeu nas cinco semifinais que disputou ali, enquanto Djokovic perdeu três das seis, uma delas contra o próprio espanhol em 2007 e por abandono.

A vitória já dará a Nadal um grande feito, já que ele chegaria sucessivamente às finais de Paris e Londres pela sexta vez. No domingo, poderia então igualar Bjorn Borg com três troféus nos dois torneios na mesma temporada. Djokovic por sua vez tenta a primeira final de Slam desde o US Open de 2016 e quem sabe o primeiro título desde Paris de 25 meses atrás, quando se tornou o terceiro homem em todos os tempos a deter todos os quatro troféus de Slam.

Por recordes
Anderson e Isner fazem uma das semifinais mais altas dos Grand Slam: 2,03m contra 2,06m. Se um deles for campeão, baterá a marca do holandês Richard Krajicek, que é o tenista de maior estatura até hoje a vencer Wimbledon, com 1,96m, e de Juan Martin del Potro, o mais alto a ganhar um Slam, com 1,98m.

Isner também pode sonhar com outro recorde. Ele já somou 161 aces nos cinco jogos e não está distante dos 212 obtido pelo croata Goran Ivanisevic, rumo ao título de 2001. Anderson até tem chance, mas está bem atrás, com ‘apenas’ 123. Note-se que Isner ainda não foi quebrado no torneio e soma 95 games de serviço consecutivos, muito perto dos 118 de Pete Sampras.

Anderson por fim precisa se livrar da ‘maldição’ dos três últimos homens que bateram Roger Federer antes da final de Wimbledon. Todos os três perderam na rodada imediatamente seguinte: Jo-Wilfried Tsonga (2011), Sergiy Stakhovsky (2013) e Milos Raonic (2016). Sem falar que perdeu 8 de 11 jogos contra Isner, sendo os últimos quatro seguidos.

Em tempo: esta é a primeira vez em qualquer Grand Slam da Era Profissional que todos os semifinalistas têm mais de 30 anos.

A volta de Serena… e de Kerber
É impossível não se emocionar com a façanha de Serena Williams. Dez meses atrás, após dar à luz e passar por múltiplas cirurgias, ela sequer conseguia caminhar pela casa. Com enorme dedicação e esforço, está agora de volta à final de Wimbledon, a um jogo se igualar os 24 Grand Slam de Margaret Court.

Com apenas quatro torneios jogados nos últimos 16 meses – para ser exato, sete partidas antes de Wimbledon -, a recuperação de Serena poderia ser uma surpresa não fosse a grama o lugar mais indicado possível para seu estilo agressivo, onde a força e a experiência contam acima de tudo.

Aos 36 anos, Serena admite que a recuperação para o jogo seguinte está cada vez mais difícil, porém parece muito sincera quando diz qual tem sido seu maior desafio: “Esquecer as obrigações da maternidade para me focar 100% no tênis. Tem sido a parte mais dura”.

A adversária é bem conhecida: Angelique Kerber, a mesma que tirou seu título na Austrália de 2016, seis meses antes de ser batida por Serena na final de Wimbledon. A norte-americana mostra grande admiração pela alemã e por sua habilidade sobre a grama.

Kerber viveu uma temporada espetacular há dois anos, tendo faturado também o US Open, mas reconhece que perdeu o rumo com a defesa de tantos pontos. Trocou de treinador para 2018, voltou a ter confiança e por isso a alemã diz que, de certa forma, ela também sente como se estivesse retornando às quadras.

Canhota, guerreira, defensora habilidosa e incansável, verdadeiro Nadal de saias, Kerber tem sim capacidade de brecar Serena. Só se pode esperar uma final espetacular no sábado.

Atualizando o ranking
– Djokovic sobe oito posições e já garante o 13º posto, podendo ir a 11º com a final e voltar ao top 10 com o título.
– Isner irá ao melhor ranking: pelo menos 8º, mas 6º se vencer Anderson e 5º se for campeão.
– Anderson repetirá seu recorde pessoal de 7º se perder, ultrapassará Dimitrov e vai ao 5º em caso de final. Irá superar Delpo no 4º posto em caso de triunfo.
– Nadal já abriu 2.230 pontos de Federer no ranking tradicional e 1.740 na temporada.
– Atual 10º colocada, Kerber recupera o sexto posto e será 4ª se conquistar seu terceiro Slam. Já é a segunda melhor da temporada, atrás de Halep.
– Serena volta ao top 30 com a final. Será 19º em caso do octacampeonato (e top 10 na temporada).
– Duplas mudam de líderes: Mike Bryan recupera o posto aos 40 anos e Timea Babos assume o número 1 pela primeira vez.

Números comprovam: Federer é o dono absoluto da grama
Por José Nilton Dalcim
17 de junho de 2018 às 23:03

Roger Federer está muito perto de reunir todas as mais relevantes marcas já obtidas sobre as quadras de grama da Era Profissional. Para tanto, necessita tão somente mais seis vitórias em Halle ou em Wimbledon. Será então o absoluto ‘rei’ do piso.

E isso é um assombro. Porque o suíço basicamente disputou apenas dois torneios sobre a superfície ao longo de cada temporada, enquanto jogadores como Rod Laver e Jimmy Connors viveram uma fase, entre 1968 e 1974, em que três dos quatro Grand Slam eram disputados no piso natural. Outros, como John McEnroe e Borg Borg, tiveram à disposição dois Slam na grama entre 1975 e 1985.

Isso sem falar que muitos preparatórios para esses eventos jogavam-se também na grama. Acontecia assim em Sydney, Auckland, Dublin, Bristol, Johanesburgo, para citar alguns exemplos.

Veja como estão hoje os recordes da grama e o domínio total de Federer:
– Ele chega a 18 títulos contra 10 do segundo colocado, Pete Sampras.
– Soma agora 168 vitórias e fica a apenas seis do recorde de Jimmy Connors.
– Suíço lidera com folga em eficiência, com 87,4% de vitórias, muito acima dos 85,8% de John McEnroe.
– Marcou a maior série invicta do piso, com 65 triunfos, entre 2003 e 2008, deixando longe as 41 de Bjorn Borg.
– Federer também detém a mais longa sequência de sets vencidos, com 36, entre 2003 e 2004.
– E talvez acima de tudo, Roger é o homem com mais títulos (8) e finais (11) em Wimbledon, mesmo considerando-se a época amadora em que o campeão só disputava a final do ano seguinte.

A grama também pode dar a Federer o tão sonhado 100º troféu. Ele chegou ao 98º em Stuttgart neste domingo e é naturalmente o favorito para a décima conquista em Halle (onde seu maior adversário é Alexander Zverev) e também para Wimbledon. Aliás, está com 148 finais e se fizer essas duras, terá outro número expressivo (apenas Connors tem mais, com 163).

A campanha em Stuttgart, depois de quase três meses de inatividade no circuito, tem de ser considerada animadora, principalmente pelas vitórias em cima de Nick Kyrgios e Milos Raonic. Adversários com gabarito na grama, contra quem não teve o serviço quebrado – no sábado, sequer ofereceu break point.

Há no entanto vários detalhes a melhorar, principalmente reencontrar o backhand mais agressivo, algo que a grama dificulta devido a sua velocidade e à necessidade de se jogar próximo à linha, diminuindo ainda mais o tempo de qualquer preparação de golpe mais longa.

A volta de Andy
O tradicional torneio do Queen’s Club, em Londres, é outro preparatório importante para Wimbledon que merece toda a atenção nesta semana. Marin Cilic por exemplo estreia contra Fernando Verdasco e pode ter outro canhoto em seguida, entre Denis Shapovalov ou Gilles Muller.

Também em cima da chave e no mesmo quadrante estão Kyrgios e Raonic, que não entraram de cabeça. Embaixo, aparecem Grigor Dimitrov e Kevin Anderson. Jogador bem talhado à grama, Dimitrov pode cruzar com Novak Djokovic na segunda rodada.

A outra atração de Queen’s será o retorno de Andy Murray. O escocês confirmou apenas no sábado que iria mesmo tentar a volta, algo que evitou à última hora já por duas vezes. Declarou no entanto que a expectativa é muito limitada. Para piorar, ainda pegou logo de cara Kyrgios. Ironicamente, Murray sempre foi um dos poucos a dar apoio integral ao australiano em seus momentos de crise.