Desastre na Davis exige mudanças
Por José Nilton Dalcim
2 de fevereiro de 2019 às 19:19

Entre tantas frustrações e decepções com o tênis brasileiro, esta derrota para a Bélgica é especialmente dolorosa. Chance de o esporte recuperar um prestígio decadente nos últimos 18 meses, jogávamos em casa, no saibro, contra um adversário muito desfalcado. De coadjuvantes regionais da Copa Davis, estava aberta a fresta para disputarmos a milionária, ainda que polêmica, fase final da competição, em novembro, na magnífica Caja Magica.

Thiago Monteiro e Rogerinho Silva vinham de títulos de challengers no começo de temporada, quebrando jejuns e mostrando um jogo reabilitado, e estava tudo pronto para uma festa em Uberlândia para alavancá-los e inspirar os demais. Deu quase tudo errado. Quem brilhou foi o campeão juvenil de Roland Garros de 2012, Kimmer Coppejans, que nunca embalou como profissional nem mesmo no saibro.

Não gosto do jogo de caça às bruxas e nem acho apropriado ficar se procurando culpados. Já recebi centenas de mensagens inconformadas, condenando a escalação de Marcelo Melo. Tantos outros, defendendo a opção pelo juvenil Thiago Wild. No primeiro caso, é preciso ver se Melo mostrou alguma debilidade durante os treinamentos – e quem esteve lá me garante que não – e, no outro, há uma distância enorme de experiência e ranking entre Rogerinho Silva e a esperança paranaense.

Também é bastante razoável alegar que a escolha do saibro coberto não foi correta, ainda que a altitude de Uberlândia tenha incomodado os belgas. Concordo totalmente que jogar num saibro lento e num calor sufocante seria muito mais recomendável, no entanto há duas coisas a se considerar. A primeira é que a sede tem de ser apontada muito antes da convocação e naquele momento era difícil apostar que David Goffin não viria. Depois, existe a questão financeira e a Prefeitura de Uberlândia ajudou a pagar uma conta pesada que o Grupo Mundial gera num momento em que a Confederação perdeu seu principal patrocinador.

Pelo sim, pelo não, precisamos aproveitar mais um desastroso resultado para buscar uma mudança de mentalidade. Trocar o comando da Davis por nomes como André Sá, Jaime Oncins ou Marcos Daniel é mais do que oportuno. Além de dar uma vida nova ao grupo, são pessoas muito comprometidas com a ideia da ênfase no trabalho de base, que é prioridade zero do tênis brasileiro.

A realidade nua e crua é que tivemos um único jogador tecnicamente diferenciado na última década, mas aquele Thomaz Bellucci desapareceu. Todos os demais, em que pese esforço e seriedade, mal conseguiram se sustentar no top 100. Então não adianta alimentar um sonho de sucesso na Davis se nos faltam matéria prima, versatilidade nos pisos, um líder autêntico e um grupo mais homogêneo.

Assim, ainda que tenhamos agora de jogar em setembro pelo Zonal Americano – a vitória garantirá vaga nesse qualificatório mundial em fevereiro de 2020 -, me parece sensato pensar menos no imediatismo do resultado e sim em semear uma base mais sólida, abrindo espaço para quem estiver se destacando na nova geração. Uma derrota com WIld, Orlando Luz ou João Menezes vai doer muito menos.

A desolação aumenta quando vemos países aqui da América, como Chile e Canadá, tirando lucro da qualidade na sua renovação. O espelho disso foi a classificação de quatro garotos para a final da Davis. E jogando fora de casa. Os chilenos de Nicolas Jarry ganharam o ponto decisivo com Christian Garin em cima da desfalcada Áustria e os canadenses colocaram Denis Shapovalov e Felix Auger-Aliassime em simples e duplas na vitória também no quinto jogo contra a Eslováquia.

Aliás, Estados Unidos, Argentina e Colômbia também estarão em Madri. Das potências americanas, somos os únicos de fora. Que sábado triste.


Comentários
  1. Naira

    Dalcim, o site Bola Amarela publicou uma reportagem “ATP ‘lava as mãos’ e culpa a ITF pelas alterações na pontuação dos Futures”, onde informa que muitos tenista estão revoltados com os torneios ITF de 15 mil dólares (masculinos e femininos) que deixaram de contar pontos para os respectivos rankings ATP e WTA, e passaram a atribuir somente pontos para o novo ranking mundial ITF. ATP informou que nunca quis deixar de oferecer pontos aos Futures. A única condição que a ATP impôs foi que os registros estatísticos dos encontros (e os live scores) deixassem de ser vendidos a casas de apostas, mas a ITF preferiu vender esses registros às casas de apostas abdicando dos pontos. A ITF reagiu a essas acusações, negando-as. A confusão está formada e um joga a culpa no outro tentando tirar o seu da reta. Vejo o Tênis e os tenistas sendo prejudicados com essa briga entra as duas entidades. Voce tem alguma opinião ou informação a respeito dessa lambança que fizeram? Qual seria a solução?
    https://bolamarela.pt/atp-lava-as-maos-de-culpa-a-itf-pelas-alteracoes-na-pontuacao-dos-futures/

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  2. Sônia

    Dalcim, hoje o lindão do Berdych está bem melhor, mais focado, felizmente. Esse Paire além de chatinho é carne de pescoço, isso sem mencionar o talento, que drop magistral foi aquele uau uau uau, pena que tem um mental de piiiiii. Agora o interessante é que realmente o fundamento “smash” não é levado muito a sério pelos tenistas… que erro bisonho do Berdych na rede rsrsrs. Muito legal esse torneio, mais legal ainda quando abrem uma janela para o torneio de Córdoba, o choque visual é gritante rsrsrs. E o challenger de Dallas? Rsrsrsrs, se conseguirmos contar 5 pessoas nas arquibancadas, seria muito rsrsrs. Beijos.

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  3. Rodrigo S. Cruz

    Lenda do tênis italiano diz:

    “Atualmente não temos muitos jogadores que transmitem muitas coisas, com exceção de Roger Federer. Ele é o melhor tenista de todos os tempos. É uma mistura de Beatles, Pink Floyd, U2, Jimi Hendrix e Wagner. É único”.

    Um primor de frase.

    Faz a gente refletir sobre a diferença de uma frase dessas, para outras DESPREZÍVEIS que lemos por aqui, tais como:

    ” Federer é um vassalo dos outros dois suseranos”. ( puta merda…)

    Ou ainda:

    ” Federer é um macho-beta, enquanto o Djoko é um macho-alfa”. (puta merda plus…)

    (rs)

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  4. Rubens Leme

    “Entendidos” são uma praga mesmo. Bastou Federer citar Nadal como, o que possui o melhor voleio entre os atuais do circuito, que vários destes começaram a xingá-lo, inclusive fãs notórios.

    A CBT devia ter chamados todos esses “jênios”. Com eles, seríamos imbatíveis. Mas, eles devem estar certos, afinal Federer não sabe nada de tênis.

    http://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/65210/Federer-desenha-o-que-seria-seu-jogador-perfeito/

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Tem tanto voleador nato por aí, fora os que passaram pelo tênis.

      Não se discute que o Nadal é muito melhor, do fundo.

      Tenho pra mim que o Federer não deve ter ponderado bem, quando fez essa afirmação…

      Minha opinião.

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  5. Sérgio Ribeiro

    Na boa , Ando. Tu estás de brincadeira rs . Que Tenista vai largar um Torneio jogado aos pés de uma das Sete Maravilhas do Mundo , com dezenas de Super Gatas por metro quadrado , e tendo como pano de fundo o belíssimo Jockey Club Brasileiro . Uma das mais belas vistas do Planeta ( tombada pelo Patrimônio Histórico). O Rio Open é de longe o melhor da América do Sul . Thiem curou até a virose braba que estava ( segundo seu Pai ), pra se inspirar para Rolanga ( esta é por minha conta). Fognini de bobo não tem nada se exibindo para aqueles Aviões. O Torneio da’ tanta sorte , que ano passado, o Craque Brasileiro Jorge Antônio Ricardo ( radicado em San Isidro ) bateu o recorde Mundial de Vitórias ( 12 844 ) uma semana antes do Evento . O único espetáculo que me tira da paradisíaca Cabo Frio. E você que acabar com a festa ? Ponha a melhor bermuda e venha ver o glorioso T. Daniel rsrsrs ABS !

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  6. Marcelo Bragatto

    Mestre…

    Na sua opinião, você acha que a Bia teria condições de chegar num Top10? Qual elemento do jogo dela você acha que tenha que melhorar o mais rápido possível?

    Forte abraço!

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    1. José Nilton Dalcim

      Tarefa muito difícil. Se ela atingir o top 30 já ficarei muito satisfeito. O backhand é o golpe mais falível e precisa de um segundo saque que não dê espaço para ataques.

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  7. neuton

    Dalcim
    Divirjo do seguinte em seu texto: “nos faltam matéria prima”. Se a matéria prima é jogadores , o Brasil não tem a abundância de outros países mas tem muitos meninos à partir de 12 anos que podem ser campeões. O que não há é fomento governamental e, tampouco, competência gerencial e administrativa na CBT para proporcionar evolução e capacitação aos meninos praticantes.
    Se a CBT tivesse um centro de desenvolvimento e treinamento onde os meninos pudessem treinar, mesmo que fosse nas férias de meio e fim de ano, o cenário já seria outro. Um centro com alojamentos simples, mas que houvesse treinadores e quadras para aperfeiçoamento. Mesmo que os atletas bancassem o deslocamento e a alimentação já seria muito bom.
    Mesmo sendo custeado quase 100% pelos praticantes, jovens tenistas com potencial há, o que não existe é uma entidade que tenha o mínimo de competência para ajudar na evolução dos atletas. Simples assim.
    Veja esse cenário:
    Atleta de 14 anos que treina 5 vezes por semana e joga por ano 10 torneios regionais e 10 nacionais, vejam alguns custos;
    Filiação à CBT: R$ 400,00
    Filiação à Federação do estado onde mora o atleta: R$100,00
    Academia/Clube/treinador: R$ 1.000,00 por mês = 12.000,00 por ano
    Inscrição em cada torneio nacional: R$130,00 cada= R$1.300,00 por ano
    Inscrição em cada torneio Regional: R$100,00 cada= R$1.000,00 por ano
    Gastando R$ 1.000,00 de passagens aéreas=R$10.000,00 no ano
    Gastando R$ 1.000,00 de hospedagem e alimentação nos torneios nacionais=R$10.000,00 no ano
    Arredondando em R$ 3.000,00 despesas com roupas, calçados e materiais esportivos (cordas, grips, etc)
    Mais R$ 3.000,00 por anos com raquetes.
    Resultado: Por baixo, R$ 50.000,00 por ano, bem por baixo mesmo.
    Se você pensar bem, com as despesas dos 12 aos 16 anos compra-se uma kitnet para seu filho que é melhor investimento.

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  8. Rafael

    A solução para o tênis é Roger Federer se naturalizar brasileiro. Seria bom pra todos, ele poderia jogar até os 45 anos, ter uma colocação melhor que qualquer brasileiro, atrair audiência, patrocinadores e ainda ensinar tênis aos nossos jogadores.

    Eu acho que os grandes atletas deveriam abraçar causas humanitárias, como essa.

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  9. Sônia

    Dalcim, e eu achando que o lindão do Berdych havia retornado “on fire” rsrsrs. Acaba de perder o primeiro set para o Bachinger… who???? rsrsrs. Até agora, o que mais achei legal nesse torneio (Montpellier) foi as cores da quadra. Rosinha e azul, ou seja, a quadra é “masculina” rsrsrs. Beijos.

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      1. Renato

        Do jeito que estão falando parece que a Bia é uma beldade. Longe disso. É loira, olhos claros, mas não é de arrancar suspiros. É que o Tiago é feio pra c.. . Rs

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        1. João ando

          Renato. Realmente a bia não é uma beldade…aliás a priemira vez que a vi achei como podemos dizer bem musculada e com traços bem masculinos.parece que agora ficou mais feminina…não e linda e o Thiago tb não é Boa pinta. ..acho que fazem um belo casal para o tênis brasieliro

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  10. Pedro

    Dalcim,

    Difícil resolver a situação do tênis no Brasil. Simplesmente porque nossa cultura não abraça o esporte. É um esporte aqui, que tem características de elitizado. E isso em nosso país é como se fosse uma ofensa. Fora esse lado, ainda temos o principal, que é o lado do atleta. É muito mais fácil transformar uma criança em jogador de futebol, pois existe muito mais oportunidades, mais vagas. Tênis é top 20, e para ser top 20 é muito difícil. Já, ser contratado por times europeus de futebol, por alguns anos, deixa a conta bancária com um saldo que permite uma aposentadoria. É só fazer as contas. O Brasil, vai continuar produzindo jogadores de futebol, e o tênis continuará sendo o que sempre foi, um esporte de elite, com muitos jogadores sendo bancados pelos pais, e que quando não chegam no top 20, vão parar de jogar e trabalhar na empresa da família, ou virar comentarista. Quem vai querer apostar no tênis, se no futebol as chances são maiores? Pensar que vai existir um programa de formação nacional de tênis é quase uma piada. Só se o presidente fosse um admirador do esporte, e mesmo assim iria ser criticado pelo público, porque o futebol é o que a massa gosta. É incrível existir programas como o Ace da Band, e o seu espaço aqui.

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  11. Maurício Luís *

    … E o NADAL vai se casar. Tadinha da noiva, ter que olhar pra aquela cara de Lobo Mau com diarreia o dia inteiro. O que salva é a conta bancária.
    Seria bom ele, que é milionário, comprar de presente pra sogra uma casa ESTRATEGICAMENTE localizada. Explico: diz um ditado que “Sogra não pode morar nem tão longe que venha de mala, e nem tão perto que venha de chinelo.”

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  12. João ando

    Vamos por os pingos nos is. ..o rioopen e o Brasil open São torneios que são sempre os mesmos tenistas …ou eles melhoram os cachet para os tops 10 virem ou vai ser torneios em que poucos anos vai acabar..não aguento mais ver thiem fognini schartswam Monteiro argh Bellucci.etc…tem que botar o feminino dr volta. …. para ver se chama atenção. ..chamar um djoko …uma kerber. .uma osaka

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      1. Miguel BsB

        Ace, mestre Dalcim!
        Vou fazer uma defesa do Rio Open, já estive por lá, e tem uma ótima estrutura num lugar belíssimo, Jockey Club… Esses jogadores citados são grandes jogadores, especialistas no piso do torneio. E já passaram por lá, Nadal, Ferrer, Tsonga, Monfils, Nishikori, Almagro… É a nossa única chance de ver de perto jogadores desse calibre em solo brasileiro.
        O problema, a meu ver, é um relativamente baixo interesse do público, (o problema do tênis não ser um esporte tão massificado no Brasil), e a época do ano, quando o forno do Rio tá ligado no máximo, e, ao msm tempo, chove bastante tb.

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        1. Rodrigo S. Cruz

          E bem que os citados poderiam jogar com 60, não?

          Porque se o Rogerinho com 35 anos no lombo, e nunca tendo ganhado NADA de relevante, você afirma ser o “futuro”…

          Kkkk

          Na boa, se eu fosse você, continuaria escrevendo posts de uma linha só.

          Toda vez que você tenta sair da chamada ” ZONA DE CONFORTO”, se embanana inteiro…

          kkkkkk

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  13. Sônia

    Dalcim, sobre os jogos dos tenistas “representando” o Brasil, até agora não entendi porque os organizadores não colocaram os belgas para jogar no solzinho tropical, tipo umas 13:00h, uma vez que, os brasileiros estão acostumadíssimos. Tenho certeza que nem o sérvio, comedor de fígados, aguentaria rsrsrs. Na minha opinião, os simplistas são fraquíssimos, perderiam para qualquer “zé mané”, mas a derrota da dupla foi… como os jogadores de futebol costumam fazer quando querem eliminar um técnico. Beijos.

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    1. João ando

      Cruz credo vi agora o seu ídolo 240 do mundo vai jogar o qualy …vai lá eu vou ver o qualy vamos tomar um chopp …minha mulher e minha filha vão também .vem ao Rio ..

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  14. Rodrigo S. Cruz

    Dalcim,

    Boa notícia.

    Mal eu acabara de receber de você a informação de que o Bellucci não jogaria no Rio, ele vem e recebe o convite da organização.

    Agora, é torcer pra ele não fazer feio, né…

    Abs.

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  15. carlo

    Oi Dalcim, sempre que eu vejo esses problemas com o esporte brasileiro em geral, fico me perguntando se existe uma fórmula mágica para incentivar o surgimento de novos talentos. Minha dúvida é: quem tem que fazer esse tal investimento que falta na base? O governo? A CBT? ou a iniciativa privada? Não tenho resposta para isso. É uma dúvida mesmo, mas a sensação que me dá é a de que se o brasileiro só se interessar por futebol, vai ser difícil desenvolver outros esportes e vamos depender sempre de pessoas excepcionais para termos atletas de elite. Agora, quem tem que fazer o brasileiro gostar de outros esportes é o que me parece difícil de responder. Tendo a dizer que é mais a iniciativa privada, e claro, as confederações dentro das suas limitações. O que lhe parece? Abs.,

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que cabe às federações e confederações, Carlo, porque deveriam ser as especialistas no assunto de cada esporte. Podem contar com ajuda da iniciativa privada se fizerem um plano bem estruturado.

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      1. carlo

        Eu entendo que é função das federações e da confederação trabalhar pelo desenvolvimento do esporte. Só acho que eles têm uma limitação difícil de superar, que é a cultura esportiva do brasileiro. Fico pensando assim, se eu fosse o presidente da CBT o que eu faria de concreto para desenvolver o tênis no país? Eu não saberia responder, porque para atrair investimento é necessário que haja uma perspectiva de retorno, e não consigo ver essa perspectiva a curto prazo. Para mim, já é um milagre termos dois torneios ATP, e mesmo assim o público não se interessa e só reclama. Não temos jogadores na elite de simples, e o público não quer ver um top 20? Não dá para entender… Isso sem falar que nossa torcida não apoia os heróis que conseguem se sobressair no esporte. Quando vejo asa críticas tão injustas ao Bellucci ou a qualquer outro jogador que chega ao top 100, eu me pergunto como vamos avançar se a nossa torcida acha que qualquer esportista brasileiro tem que ser o melhor do mundo, senão não tem valor.

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  16. Gustavo M.

    Esse “novo” Brasil tá realmente bem engraçado. Só “melhora”…

    Esses tenistas optaram nas urnas pelo modelo sem investimento público no esporte, desidratando o Ministério dos Esportes e confederações.

    O resultado nós já estamos vendo…

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  17. neuton

    Pô Dalcim, Bellucci diferenciado foi complicado heim!
    Tenis no Brasil é um esporte onde cada atleta cuida da sua formação, capacitação e desenvolvimento. Muito diferente dos EUA, França e Austrália, por exemplo, onde há uma entidade (tipo a CBT) que faz esforço para o desenvolvimento do tenis. No Brasil não existe isso, a CBT é um panelaço, tudo é feito para os afortunados que conseguem um certo nível porque tem dinheiro. A CBT não faz investimento para ter uma base de formação de tenistas. Depois que o tenista rico consegue se formar e chegar em um bom nível de desenvolvimento a CBT vai lá e pega esse privilegiado e ela leva para representar o Brasil, para treinar na espanha e coisas desse tipo.

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      1. neuton

        Desculpe-me, Mestre, mas não vejo assim. O Bellucci conseguiu encaixar boas participações em torneios “vazios” dos melhores tenistas dos circuito, razão pela qual conseguiu evoluir no ranking. Tanto é assim que não conseguiu manter um bom ranking por muito tempo. Trata-se de um tenistas razoável. Não quero com isso dizer que é fácil chegar onde ele chegou, tenis é um esporte muito difícil e exige muito do físico e do mental, aspecto que Bellucci nunca teve.
        É como coloquei em um post de outro colega, existe uma diferença enorme de qualidade técnica entre os 15 primeiros do ranking e os que estão acima de 100.

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      2. Rodrigo S. Cruz

        Brasileiro em geral é ignorante, e tem memória curtíssima…

        Para ele, o cara só presta se tiver bem posicionado sempre.

        Se entrar numa fase ruim, é porque sempre foi uma porcaria!

        É a velha mentalidade imbecil, herdada do futebol.

        Só que o pessoal esquece que a realidade do tênis aqui, não é igual a do futebol.

        É muito mais complicado no Brasil, produzir grandes competidores.

        Seja por falta de incentivo, trabalho de base ruim, ou malversação de recursos…

        Responder
  18. Evaldo Moreira

    Bom dia,
    Concordo plenamente com o Dalcim, e concordo com a maioria aqui, no que tange ao texto em si, e há tempo venho falando e até perguntei ao mestre, se cabia melhoras no jogo do Tiago Monteiro, e pelo visto, ficará empacado nesse jogo medonho dele, nada agregar, só espanca a bola, não tem jogo de rede, saque meia boca e não procura variações, todo torneio, a mesma coisa, não é possivel que o cara não enxerga…!?
    Sobre os demais, nem menciono, o Marcelo diz que estava em condições de jogo, bom………não falo mais nada.
    A mudança tem que ser radical e complexa, não só no time brasileiro, mas no modo geral, e com esses cabeças de vento na CBT, dificil de acontecer.
    Como Murray disse em outra entrevista, o tenis britânico não aproveitou o momento, quando era o número 1 do ranking, e o que dizer sobre o Guga!?, não aproveitaram nada, mas nada mesmo.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Engraçado ,Gabi. Serena , Andy Roddick e Esposa. Um grande barato . As duas muito Sexys. O Cabelo parecido seria com o do garoto da BMW ? Kkkkkk Abs!

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  19. Carlos

    Vamos falar a verdade. Thiago Monteiro é péssimo; Rogério Dutra é péssimo. Limitadíssimos, jogadores comuns (e bota comuns nisso). Não há como torcer para esses dois. O tal do Bellucci já conseguiu rankings maiores, mas também nunca foi lá essas coisas. Dava menos vexame. Mas vamos combinar, desde o Guga não aparece nada bom. O nível desse Thiago é top 200 e já tá muito bom. Se esse cara consegue ganhar dinheiro com tênis, é porque há esperança para muitos jogadores comuns também ganharem. Fraquíssimo. Faria o quê em final lá em Madrid?Só passaria vergonha. A Bélgica com time C (tá certo o comentarista, time A tem o Goffin, B tem o Bennelmans e o Darcis e esse era o C) deu um banho nesses limitados.

    Responder
    1. neuton

      Concordo em gênero, número e grau com você. Existe um abismo técnico entre um tenista que está entre os 20 primeiros do mundo e quem está depois de 100. Se existisse algum trabalho de base e incentivo para o tenis no Brasil haveria vários tenistas brasileiros entre os 100 primeiros do mundo. O Problema é que a CBT é uma panela que só direciona seus recursos para dirigentes viajarem e para dar “incentivo” aos amigos dessa corte (panela).
      No Brail, ser jogador de tenis é para rico. E é só por hoby mesmo, porque se você investir no mercado financeiro o que gasta com um atleta dos 6 anos até os 18, esse atleta terá dinheiro para viver bem o resto da vida. Pergunte aí ao pai de qualquer um atleta do tenis (seja menino ou menina) o quanto gastam para seus filhos jogarem tenis. Depois vem uma porcaria de instituição e diz que fomenta o tenis no Brasil, isso é uma piada.

      Responder
    2. Marcel

      Carlos, na verdade esses jogadores que vc critica, não são culpados de nada, essa é a realidade do tênis brasileiro, e não o Guga. Ser tenista no Brasil é uma verdadeira batalha, uma vez disse e repito: Aproveitem o Bellucci, pq ele deve ser o 3°ou 4° melhor tenista masculino que o Brasil já teve…. têm 4 atps (se não me engano) semi de master e já conseguiu diversas vitórias contra tenistas top. Aqui nesse país é só futebol, os poucos milagres q aparecem é pq têm muito talento e dão sorte de conseguirem se desenvolver. Thiago e Rogerinho fizeram muito ainda, pq a realidade é dura pro tênis daqui.

      Responder
  20. Ricardo - DF

    Me chamou a atenção a frieza dos garotos belgas frente ao nervosismo dos brazucas, muito mais experientes e melhores ranqueados. Os brasileiros tem um problema com o controle emocional. Na hora H, quando a coisa aperta, em vez de subir o nível eles afundam, jogam pior, erram mais. Já vi grandes jogos do Rogerinho e do Thiago. Essa tremedeira frente a uns piás belgas é dose. Que tenha atingido até nossos famosos duplistas, não dá para entender. E o técnico não ajudou em nada, continuaram jogando o seu pior. Tinha que mudar muita coisa mesmo. E não é questão de primeiro mundo, nossos vizinhos hermanos tem condições econômicas piores que a nossa, mas resultados muito superiores nos tênis.

    Responder
  21. Luiz Fernando

    Li q o técnico brasileiro pediu demissão, o q significa pouco. Quem vence o jogo é o atleta, o técnico auxilia, acho q nem o Tele Santana se fosse técnico de tênis daria jeito no time brasileiro.

    Responder
    1. Rafael

      Ah Luis, ele ajudaria sim, iria fazer esses moços treinarem FUNDAMENTOS, como ensinou o Cafu a fazer cruzamentos, e cessariam os erros bisonhos.

      Mestre Telê, que saudades. Bem lembrado.

      Responder
      1. Luiz Fernando

        Acho q vc está certo, lendo seu texto me lembro q ele conseguiu que o Ronaldão Guarda Roupa fosse bicampeão do mundo superando o Baresi em uma das finais, talvez ele pudesse dar mais padrão a Monteiro e Rogerinho kkk…

        Responder
  22. Gabi

    Sônia,

    muito boooons teus comentários relatando as partidas!
    Me senti dentro da quadra! Vc conseguiu transmitir a parte técnica e emocionais juntas!

    Responder
  23. Sônia

    Rsrsrsrs, a holandesa comemora um match point numa bola dentro rsrsrs, como estava com uma certa vantagem (40/0), consegue vencer num “advantage point” rsrsrs, haja emoção rsrsrs. Inacreditavelmente, foi um ponto dramático, a bola bate na rede, cai um pouco alta, a croata tenta desesperadamente mandar de volta, mas não consegue. Fim de jogo (7/6, 6/4), vitória da holandesa, e que vitória. Ambas as jogadoras jogaram muito tênis, que partidaaaaaça. A holandesa na minha opinião, segue forte esse ano no circuito, já a croata melhorou muito, está com um bom técnico e creio apenas que deva melhorar o mental e um pouco mais o físico. Agora vamos assistir ao show russo rsrsrs, aliás, muito legal a entrada das jogadoras, as dancinhas com bandeiras… beijos.

    Responder
  24. Sônia

    Holandesa chama “ajuda”, “ajuda” em holandês??? (pensei que fosse obrigatório falar em inglês), consegue quebrar novamente a croata e irá sacar para o jogo. Beijos.

    Responder
    1. O JR7

      Sônia,

      Tu já podes fazer o comentário das partidas no placar uol rsrs.. analisando teus posts só tenho a informar que tu levas muito jeito pra isso : )
      Quem concorda aí? kkkk
      Abraço cordial

      Responder
  25. Sônia

    Início do segundo set, holandesa mais confiante diante de uma croata bastante abatida. Isso sem mencionar o físico da holandesa, muito diferenciado em relação ao da croata. Acredito que agora, mesmo com H2H desfavorável, a experiência e o ranking da holandesa, irão decidir a partida. Beijos.

    Responder
  26. Sérgio Ribeiro

    E as que têm estrutura de sobra e botam um moleque de 15 anos pra tentar salvar a Pátria? O garoto jogou muito e a Suíça prosseguiu na luta. Só que a Rússia com a Next Gen de Medvedev e Khachanov acabou com a brincadeira. O mesmo serve para os Australianos com De Minaur , os Canadenses com Shapovalov e Félix . A verdade é que com o boicote das Estrelas a melhor saída é usar a garotada . Os Britânicos com sua excepcional estrutura ficram mais de 70 anos na espera , até surgirem os irmãos Murray. A CBT é uma vergonha há anos. Nada vai mudar. Mas apesar de os duplistas não terem ido bem ontem, jogam muito. Portanto a mudança na comissão se faz necessária para que tenhamos uma garotada com mais bola que os atuais e fraquíssimos veteranos. Wild e Luz por exemplo podem ir pegando experiência junto à um treinador de prima , o que amenizaria o sofrimento a médio prazo. Ao menos a meu ver. Abs!

    Responder
  27. Sônia

    Holandesa “acordou pra vida”, conseguiu uma quebra e agora tenta igualar o placar no set. Croata chamou “ajuda” mas de nada adiantou rsrsrs. Holandesa quebra novamente a croata, uau uau uau (estava 5/2 para a croata), tiros e mais tiros agora são da holandesa. Holandesa vira o jogo para 6/5. Jogaaaaaaaaaaço. Beijos.

    Responder
  28. Sônia

    Começa a final de Petersburg (torneio feminino), início consistente da croata, holandesa cometendo muitos “enfs”. Excelente nível tenístico de ambas jogadoras, eu particularmente, impressionada com a agressividade da jogadora croata, pegando a bola sempre na subida, disparando tiros e mais tiros rsrsrs e não dando folga ao backhand da holandesa. Holandesa terá que “descobrir a América” para vencer essa croata, mulher está muito confiante. Até agora… jogaaaaaço, única coisinha chata, muitas chamadas erradas pelos juízes de linha, atrapalhando legal as jogadoras. Beijos.

    Responder
  29. João ando

    Talvez um técnico que deve ser chamado e o César p
    Kist deve experiência no Japão e tem conhecimento técnico e jogou tênis. ..outra opção embora ninguém fala e o givalfo Barbosa …talvez por o Brasil ser um país racista…quem mais podem me citar nomes…pelo que a gente sente o Larry produziu um tricampeão de Roland garros mas não sei se tem conhecimento técnico e Tatito para o Brasil evolui. ..estamos tralhando para começar a base e daqui 5 anos termos algum resultado .essa é a verdade nua e crua
    o

    Responder
    1. neuton

      Não existe base de tenis no Brasil, meu amigo. Tenis é esporte de rico no Brasil, aqui é o atleta que banca seu treinamento e desenvolvimento. Se tem dinheiro pode conseguir evoluir, se não tem dinheiro esquece. CBT só faz pegar um atleta rico que conseguiu evoluir até um nível bom. A partir daí esse atleta rico recebe alguns incentivos da CBT, a qual tenta aparecer e dizer que faz algo pelo tenis brasileiro.
      Sabe quanto custa a filiação junto a CBT?
      Pasme: cerda de R$ 400,00. Isso quatrocentos reais só para poder jogar os torneios da CBT e cada um desses torneios o atleta precisa para a inscrição que custa R$ 130,00. Fora a anuidade da Federação a que o atleta pertence. Isso, o atleta precisa pagar cerca de R$ 400,00 para a CBT e mais cerca de R$ 100,00 para a federação que pertença (federação paulista, por exemplo) e, além disso, pagar R$ 130,00 para se inscreve em cada torneio que disputar.

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  30. Marcelo

    Na boa… o Thiago Monteiro me faz questionar tudo o que eu sei sobre tênis (e não sei muita coisa não..). Eu não sei como um jogador com ele foi top 100, como agora está em 107, e como ganha sequer um jogo na ATP. Ele é muito instável.. bate todas as bolas sem a mínima base. Ele erra o tempo todo, e não porque seja agressivo.. ele simplesmente erra trocando bola. Se vc esperar que ele aguente firme em um ponto longo, esquece.. ele vai errar, ou na rede, ou pra fora, ou vai dar um taco.
    O Koppejans não fez nada pra ganhar.. só passou a bola, e esperava o erro não forçado, que vinha rápido demais.

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    1. João ando

      Marcelo .o Thiago e muito limitado mesmo …jogador para estar entre os top 120…acho o Rogério melhor top 80 .o Thomaz 250 .clezar tb entre os 280 …o Sakamoto e jovem 25/26 anos pode evoluir e talvez chegar entre os top120/130

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      1. João ando

        Bom .vou responder ao Cruz credo …o Brasil foi enterrado pelas duplas e pelo thiago …o Rogério não teve nem chance de entrar em quadra …a não ser que vc seja o novo profeta …

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      2. Marcelo

        João Ando, tem razão. O Clezar é um cara que eu achei que poderia emplacar. Ele é bem mais sólido, mas a cabeça dele é instável demais. Eu gosto bastante do Wild, tanto do jogo como da atitude dele.

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        1. João ando

          Marcelo. Vou falarde algo que talvez não tenha nada a ver ou nem pe nem cabeça…mas um cara que e racista como foi provado no jogo dele contra o Japão no Japão prova que o cara o ignorante e não tem nem cérebro ai não da para jogar tênis…e por ai

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  31. Marcelo Calmon

    Não vi o jogo de duplas, mas é inadmissível uma derrota dessas.
    Ridículo !! Sempre tive a opinião de que nas duplas acontecem muito mais zebras, mas nada justifica isso. Nem o tempo de inatividade do Melo !
    Aliás havia escrito que a Bélgica teve descaso com a Davis, mas não era isso, eles conheciam nossos jogadores.
    Minas está se especializando em assistir vexames nos esportes brasileiros. Antes o 7 x 1 no futebol, agora isso.
    E esse técnico João é o fim da picada. O Monteiro não parava de fazer erros não forçados e acredito que não houve nenhuma orientação para mudar o jogo. Trocar mais bolas, deixar o cara errar . O belga é muito fraco, mas os nossos tenistas são piores que ele.

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  32. Oswaldo E. Aranha

    Já que ninguém falou sobre o fanatismo das torcidas vou dar o meu pitaco. No futebol as mais são do Corinthians e do Flamengo; no tênis a mais frustrada é a brasileira, não tendo para quem torcer, e quanto às demais só posso dizer que mais light é a do Nadal.

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    1. Alessandro Sartori

      torcida de Fla e Corinthians logicamente são as maiores, mas quando se fala em torcida, eles tem pegar umas aulas com a torcida do Grêmio…

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  33. Onça

    Toda vez é a mesma coisa, o Brasil perde, todos solicitam mudança e nada acontece. Brasileiro não joga tênis, bate na bola, não tem variação de golpes, nada, alem de ficar encostado no fundo da quadra a 2 ou 3 metros da linha de base, dando pancada na bola. Tem que mudar tudo, todos os atuais dirigentes como os atuais técnicos, não só na CBT, como nos clubes também. O tênis mudou, hoje joga-se quase em cima da linha encurtando o movimento, e nos saques que estão cada vez mais velozes o slace tem que entrar em ação. Ou treinam a nova geração incluindo jogo de rede e com variação de empunhaduras ou tchau!!!!!!!

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  34. Sônia

    Começa a final de Hua Hin (torneio feminino), início arrasador da ucraniana, poderia facilmente ter vencido por 6/0. Segundo set, a croata resolve colocar as emoções no lugar e devolve o mesmo placar, 6/2. Terceiro set, croata quebra mais uma vez a ucraniana, 5/2, vai sacar para o jogo e… ucraniana me pede atendimento médico, affffffff, alega problemas no joelho (???), affffff. Após mais de 10 minutos de atendimento, jogo é iniciado, ucraniana vira o jogo “correndo como uma lebre”, affffffffffff. Jogo vai para o tie-break e a ucraniana, infelizmente vence. Realmente Dalcim, essa ucraniana está “preparada”, tenho certeza que irá longe. Beijos.

    Responder
  35. Valestra

    Uma das mudanças que essa humilhação poderia trazer é na forma como são feitas as transmissões de TV aqui no Brasil.
    ESPN, BandSportvs e Sportv (especialmente esses últimos que têm direitos de muitos torneios e só têm 1 canal para transmitir “trocentos” jogos) e parar com essa palhaçada de sempre transmitir jogos de brasileiros qualquer que seja a fase do torneio, mesmo quando há outros jogos bem mais interessantes em andamento.
    Já será um avanço!

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Sou um dos poucos que acha isso também!

      Ninguém merece ficar vendo duplista brasileiro, quando ao mesmo tempo ocorrem jogos bem mais legais lá na simples…

      Se querem mostrar os brasileiros, então que se coloque um canal a mais pra transmitir…

      Responder
  36. Alan Costa

    Eu venho prestando atenção após entrevista desses jogadores e é evidente o despreparo emocial, jogadores sem motivação para algo maior em suas carreiras. Podem ser até tenistas bons mas muito, muito, muito longe dos nives minimos que esse esporte de alto nivel exige. externos 200s ou 100 do ranking…..e o que eles dizem é sempre continuar trabalhando, ou seja fazendo o mesmo de sempre se tiver como eles dizem em um dia bom quem sabe…..se voce quer realmente mudar o que esta ruim procure alternativas para fazer isso diferente, melhor, e aí sim voce poderá com muita persistencia e suporte correto mudar as expectativas… se não será sempre o mesmo do sempre…. como temos visto a decadas…
    Tenis no brazil é feito por armadores (comissões, tecnicos, metodologia de treinamento, infraestrutura só para citar alguns exemplos).
    Poderíamos ser uma das potencia do tenis sim, mas com esse modelo atual de niveis de treinadores e organização sempre seremos mais do mesmo, infelizmente.. Educação e trabalho com qualidade e comprometimento, isso sim comecaria mudar a cara desse esporte que aprendemos a amar. estou profundamente triste tambem…

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  37. Eduardo

    Principa culpado é o apático e incapaz João “barriga de boteco” Zwetsch. Vergonhoso e incompreensível este rapaz ainda ser o capitão da Davis. Deveria ser demitido antes de sair da quadra.

    O time do Brasil é ruim e sem brio, e se nem a dupla ajuda, aí fica impossível. O mais difícil de engolir é que o time da Bélgica, ao menos no papel, era inferior em todos os aspectos (ranking, experiência…).

    Peça pra sair, Zwetsch! Vergonha na cara faz bem tbm!

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  38. DIEGO PERES CHAVES

    Enquanto escolhermos o local de disputa porque alguem custeou vai ser assim. O amadorismo chega a ser patetico. Os jogadores perderem pode acontecer, agora escolher a altitude eh ridiculo. Temos mais eh q tomar porrada e deixar de ganhar dinheiro, pq no Brasil ng investe p ter retorno no medio e longo prazo. Quando o atleta ta no inicio ng ajuda, se ele explode aparecem varias empresas.

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  39. Marco

    Dalcim. Quando o jorge rosa assumiu vi todos vocês da imprensa e os pais que recebiam hospedagem cinco estrelas gratuitos para jogar torneios juvenis do circuito correios elogiando a gestão dele. Inclusive por várias vezes lhe critiquei por achar que você estava sendo conivente por ter patrocinio dos correios neste site através do programa Bate bola. Sempre você me respondeu com cordialidade diga-se de passagem. A realidade foi que com a montanha de dinheiro que a cbt recebeu do patrocínio não tivemos resultado prático algum. O último tenista de qualidade que tivemos foi o Bellucci que já estava formado e conseguiu chegar no top 30 sem apoio da cbt. Não seria a hora de renovar a diretoria da CBT pois o westrupp nada mais é que a continuação da gestão Rosa. E o westrupp está recebendo quanto por mês agora que o correios não renovou o contrato? Pois se estiver próximo de 20.000 como era é um absurdo total.

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    1. José Nilton Dalcim

      Não entendi o que o patrocínio do Correios a uma seção jornalística, no caso o Bate Bola, tenha a ver com o caso. Durante o Bate Bola, entrevistamos e demos voz a todo mundo, incluindo os que criticavam a CBT. Veja lá nos arquivos quantas dezenas de vezes abrimos espaço para Meligeni, Koch, Oncins, ou quantas vezes cobrimos os eventos da Try Sports, que sempre foi a maior opositora à CBT. Desculpe, mas não aceito esse tipo de crítica.

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    1. Miguel BsB

      Gabi, estou em Brasília, nossa bela e tão criticada capital.

      Por incrível que pareça, apesar de ter citado o Patriots num comentário anterior, não sou fã do futebol que se joga com as mãos…

      Apesar de muita gente me recomendar acompanhar a NFL, eu já gosto e assisto tantos esportes que quis me poupar de ter de colocar mais um na grade. Rs Mas, se estiver em cs, talvez assista o superbowl.

      Eu até gosto do Maroon 5, mas se pudesse escolher, tenho uns 50 artistas na frente deles hehe

      Responder
      1. Miguel BsB

        Ah, minha estória com o Patriots vem de longe, quando morei nos EUA em 98, um grande amigo era de Maine, região da Nova Inglaterra, torcedor dos Patriots. Devido à nossa amizade, passei a torcer por eles Tb… Isso bem antes da hegemonia que eles estabeleceram e do Tom Brady Bundchen rs

        Responder
        1. Gabi

          Miguel BsB,

          muito obrigada por ter desenvolvido o tema!
          Muito legal vc ter morado lá, deve ter sido um período muito bacana e de muito aprendizado. Fora teu sotaque, que deve ser oteeeemo rs. E torcer pelo time do amigo é um motivo muito justo! Tb fiz mestrado fora do país e voltei torcendo…contra a equipe queridinha nacional.

          De fato, vc não sairia mais de casa se adicionasse mais um esporte na grade.

          Sobre as mãos, tenho de te dizer: é muito melhor ainda rs!
          Mas, no futebol, tb prefiro com os pés.
          O superbowl vale como espetáculo.

          Responder
  40. Miguel BsB

    Vi os 2 jogos de ontem… Marcelo Mello irreconhecível, totalmente sem ritmo, errou bolas e jogadas teoricamente tranquilas.

    O Monteiro joga um tênis horrível, o lugar dele é esse msm, 120 pra cima… Não tem nenhuma! Variação, saque mediano, nenhum jogo de rede, pouca cabeça, acha que tênis é só bater forte na bola, e nem isso ele faz bem.

    Concordo com a proposta do Dalcim. Esse capitão de nome impronunciável tem que pedir as contas e pegar o boné… Bota a molecada pra jogar, principalmente o Wild, e vê o que dá. Ao menos, vão ganhar experiência.

    Responder
    1. Miguel BsB

      Aliás, o Monteiro só ganhou do Tsonga naquele Rio Open pq o francês só veio pegar o cachê e conhecer o Rio de Janeiro…
      Nada mais distante em termos de qualidade técnica…

      Responder
  41. Jony Marcio Santos

    Dalcim. Olha, essa de hoje foi de doer. Mal comparando, lembrou um confronto com o Peru em Lima (anos 90), onde fizemos 2 a 0 no primeiro dia com relativa facilidade e acabamos tomando de 3 a 2, com direito a derrota do Cassio Motta pro Alejandro Aramburu no último dia da disputa. Aquela foi dolorida também, ainda que o Peru tivesse o excelente Jaime Yzaga naquela época. Lembra daquele confronto?

    Responder
  42. Maroc Ponti

    Nao podemos negar a importancia do Larri Passos na trajetoria do Guga para o posto de numero 1 do mundo por quase 1 ano (43 semanas). Assim pode-se dizer que sugeri-lo com tecnico do time brasileiro seria logicamente aceitavel.

    Responder
  43. Bruno Macedo

    É muito triste dizer que não temos matéria prima numa terra de 200 milhões de habitantes.

    Quantos talentos estão perdidos por aí, quantos talentos nunca viram um jogo de tênis, quantos talentos nunca pisaram numa quadra ou pegaram numa raquete?

    Quantos talentos o Brasil desperdiça nos esportes, nas ciências, nas artes… Trata-se de uma mal geral que respinga no tênis também.

    Responder
    1. Marcelo

      Bruno,

      Entre tantas bobeiras que lemos na internet (inclusive aqui) sua colocaçao é pontual, certeira. Trabalhei em uma escola pública e sempre me perguntei exatamente isso. O que estamos fazendo com os nossos talentos? É impressionante a capacidade que temos de obliterar a capacidade e até o entusiamo e de nossos jovens. Infelizmente nao se ve nenhuma movimentaçao para mudar isso. Um pecado.

      Um grande abraço Bruno e Dalcin.

      Responder
  44. Marcos RJ

    Essa derrota não é vergonha de forma alguma, foi o resultado que reflete bem a realidade do tênis nacional – isso sim uma vergonha! Nao vai aí nenhuma crítica ou demérito para os jogadores que fizeram o possível, mas não o bastante para serem competitivos e muito menos promissores no cenário mundial.
    Uma vitória agora seria como tentar “tapar o sol com a peneira” (como diria minha avó). Que bom que a casa caiu e por um placar contundente. Quem sabe assim se possa fazer as mudanças que façam alguma diferença lá na frente. Já pensou se ganhassem agora e fossem encarar os times completos em Novembro? isso sim seria um massacre de dar dó!

    Responder
  45. André

    Um pouco pretensão nossa querer disputar o grupo mundial tendo uma organização precária e tenistas fora do top 100. Não existe um único motivo que poderia ser citado como merecimento nosso. Não é hora de querer desfilar entre os grande do esporte, mas em repensar e formular um plano sério para alavancar o nosso tênis. Nosso time perdeu em casa do time B ou C da Bélgica, mas nossa realidade é exatamente essa. Não é culpa do Monteiro, do Rogério, Melo/Soares ou do capitão, tudo tem que ser revisto e refeito. Não vai ser uma simples mudança de comando que mudará isso.

    Responder
  46. Maurício Luís *

    O tênis brasileiro tá parecendo FIM DE FESTA de pobre.
    -pedaços de pão com carne moída esparramados pelo chão;
    -pilha de louça pra lavar na pia bagunçada;-
    -resto de cerveja vazando da latinha tombada na mesa;
    -dois vira-latas zanzando e lambendo restos;
    -um terceiro dormindo largado no canto: lambeu cerveja e ficou tonto;
    -uma nuvem de moscas cobre o salão;
    -o cunhado tá lá no sofá, largado e de ressaca.
    -Os amigos deram no pé, ninguém quis pegar uma vassoura… e ainda levaram pra casa o pouco de salgadinho que tinha sobrado.
    -A sogra tá vendo TV e não ajuda a limpar nada. Pior que já começou a musiquinha do Fantástico, e nem sinal dela pegar a mala e ir pra rodoviária.
    Enfim… será que dá pra ficar PIOR do que isso??

    Responder
      1. Maurício Luís *

        Fim de festa de rico, os empregados, mordomo e governanta cuidam de tudo… E o melhor é que a sogra vai embora logo, porque não pode perder o avião.

        Responder
  47. Rodrigues

    Dalcim

    Fundo do poço!
    Já ha algum tempo que acho que a dupla brasileira não funciona porque os dois tem algum problema pra resolver desde a separação. (não vi os jogos, aqui onde estou não consegui achar um meio de ver os jogos brasileiros).
    Quando estou no Brasil, meu clube ocupa as quadras dois, tres meses por ano para jogos do campeonato brasileiro e vejo alguns garotos com bons golpes mas que nunca passam de professores de tenis.
    É triste isso….

    Responder
  48. André Luiz

    A CBT pensa pequeno. E quanto mais pensa pequeno, menor fica.

    É complicado falar em renovação quando a Confederação despreza o Centro Olímpico de Tênis, alegando que não pode bancá-lo.

    Então o cenário é esse daí, e tende a ficar pior com o passar do tempo. O tênis brasileiro está se adequando ao real tamanho que a CBT tem.

    Responder
  49. Sérgio Cipriani

    Em meus tempos de Força Aérea, quando fazia parte da equipe de pentatlo militar, tínhamos o seguinte lema: “É bom porque é ruim, seria melhor se fosse pior!” Acho que isso poderia ser aplicado aqui… que continuemos a sofrer derrotas como essas e humilhações cada vez mais vexatórias… quem sabe assim não surja alguém com vergonha na cara, se levante e promova a mudança que tanto o esporte no Brasil precisa…. Do jeito que está, vitórias ilusórias somente vai nos manter no fundo do poço…

    Responder
  50. Rodrigo S. Cruz

    Que vergonha!

    Uma das melhores duplas do mundo, e conseguem perder pra dois pés-rapados belgas!

    Me fez lembrar daquele dia, em que a seleção de futebol do Brasil empatou com um combinado francês, antes da Copa de 94…

    Kkkkk

    Depois dessa, até o Bellucci ganhou 100 anos de PERDÃO!

    Kkkkkk

    Responder
  51. PIETER

    Em que pese a tristeza e frustração com essa derrota, há que se entender que com os nossos jogadores atuais não se pode sequer sonhar com campanhas muito vitoriosas.
    Uma pena mas é o que temos no momento.

    Responder
  52. Marcelo-Jacacity

    Depois de derrotas ridículas, contra Japão e República Dominicana, hoje, infelizmente, não me surpreendi com o resultado.
    Em relação a caça às bruxas, seria uma caça que já passou da hora. Já deveria ter ocorrido a mudança da equipe técnica há muito tempo.
    O tênis do Brasil tem que ficar no Zonal mesmo. O nível é esse e ponto final.
    Temos que ser otimistas, porém realistas, sem devaneios. Em um futuro distante, novos nomes poderão surgir e o Brasil poderá ascender ao grupo mundial.

    Responder
    1. Marcelo-Jacacity

      Obs. Derrotas inesperadas contra a Rep. Dominicana sem Estrella Burgos, porém o Brasil triunfou no 5º jogo. Já contra a Colômbia o Brasil conseguiu a proeza de ser eliminado pela 1ª vez na história para os colombianos.
      Enfim, é tanta derrota que a gente se acostuma.

      Responder
  53. Guilherme

    Há tempos o tênis brasileiro só dá vexame. Apenas os duplistas conseguem resultados, por enquanto. Na era Guga perderam a grande oportunidade de alavancar o esporte no Brasil construindo quadras e aproveitando o entusiasmo dos jovens com as vitórias do fenômeno catarinense. Agora fiam sentados esperando surgir outro Guga. Pobre esporte brasileiro.

    Responder
  54. Rubens Leme

    Desastre é ter dois jogadores tão ruins como melhores simplistas. Ter Rogerinho e Thiago é fim de feira demais. Desastre é não ter nenhum jogador que saiba jogar em quadra dura ou que vá à rede. Só temos “comedores de terra” que, ainda por cima, se mexem mal, jogam bem atrás da linha e não possuem um plano B. E agora a CBT, que nada faz pelo tênis, fará menos ainda sem o dinheiro público.

    Nem sei porque as pessoas se impressionam com estas derrotas. Enquanto os técnicos brasileiros não entenderem que precisamos parar de forma saibristas para challengers sul-americanos e começar a investir em quadra dura e com outro perfil, só iremos andar para trás.

    Responder
  55. Alison Cordeiro

    Resultado normal considerando o que os simplistas já entregaram até hoje. Anormal para nossa dupla tão vencedora. A derrota, quando existia uma expectativa de vitória, é sempre muito doída. Mas olhando o tênis brasileiro hoje, é totalmente normal.

    Responder
  56. Mauricio

    Concordo com tudo, menos com a frase final, “Das potências americanas, somos os únicos de fora. “…Nunca fomos potência no tênis; tirando Guga, quem realmente pode-se dizer que está na historia do tenis masculino brasileiro?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, houve bons jogadores de Copa Davis, Maurício. Temos 3 semifinais, duas antes do Guga, e campanhas dignas com Mattar, Motta e Oncins.

      Responder
      1. Walter Guimaraes

        Sim, tivemos momentos históricos, mas concordo que não podemos, nem devemos, usar a expressão “potência do tênis”. Triste analisar o ranking. Preocupante não ver nenhum tenista masculino numa chave de grand slam. Um viva à Bia Haddad. E a CBT ainda tem que explicar muita coisa. Como o convênio do Ministério do Esporte para “preparação da equipe olímpica e paraolímpica” de 2016. Recursos usados para pagamento de treinadores e passagens de jogadores ligados ao Larri Passos. Dos olímpicos, a Teliana deve ter recebido um par de passagens aéreas. Para o Pan de 2015, apenas jogadores treinados pelo “corpo técnico” da CBT que foram, “para dar experiência”. Vingaram?? Bem, já mudei o foco. Mas para mim, sim, precisa mudar tudo.

        Responder
  57. Jaime

    Como sempre, uma análise bem feita e equilibrada do Dalcim. Aproveito para perguntar: a politicagem na CBT permite uma renovação satisfatória da equipe técnica da Davis?

    Responder
  58. João ando

    João svzwtez não joga…a dupla tinha obrigação moral de ganhar …independentemente do Melo estar bem ou não …se não estivesse que colocasse outro jogador …Thiago e Rogério teriam que ganhar seus jogos…agora quem poderia ser o técnico…kirmayr …accioly…temos poucos nomes para técnicos….

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Mas pra quê tanta preocupação?

      Já se esqueceu da sua profecia brilhante?

      ” Rogerinho, inho, inho (e põe inho nisso) é o futuro do tênis brasileiro”.

      kkkkk

      Responder
  59. Maurício Luís *

    Pra falar a verdade, mesmo que nos classificássemos pra final da Davis, jogando deste jeito não passaríamos da primeira rodada nem a porretada. Jogaram que nem uma capivara. Que ó…

    Responder
  60. Sark

    Dalcim, particularmente em relação a qualidade técnica dos jogadores brasileiros, são muito defensivos, tanto Thiago, quanto Rogerinho, e quando vão ao ataque, mostram dificuldade e ansiedade. Isso sem contar o jogo de rede zero…O que acha?

    Aaaah… e quanto aos duplistas, o Marcelo Melo devolveu MUITO mal hj, parecia eu, e olha que não é difícil me superar neste quesito…kkk

    Abs

    Responder
  61. periferia

    Perder não quer dizer nada…..o Brasil não tem capacidade de disputar nenhuma competição de Nações…..medíocre é um termo que não cabe ( mediano)…..não somos nem mediano…..o técnico não é o culpado….culpado é quem permite ele continuar a frente do time brasileiro………ser brasileiro não é fácil….gostaríamos de um país justo…..com políticos honestos….um salário digno….um trabalho digno …..sem tragédias por descaso….e depois de tudo isso….uma equipe de tênis descente (afinal ainda gosto do jogo).

    Responder

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