Incertezas cercam Nadal mais uma vez
Por José Nilton Dalcim
28 de dezembro de 2018 às 21:15

Rafael Nadal inicia outra temporada sob dúvidas, tanto na parte técnica como principalmente física. Não é novidade para ele. Foi assim em 2010, 2013, 2017… O espanhol sempre encontrou uma forma de se reinventar. Muitas vezes, adicionou elementos em seu jogo e ganhou alternativas táticas, como o backhand tão mais efetivo que adquiriu com a chegada de Carlos Moyá ao time.

O físico é outra questão, mais complexa, porque é a base de seu estilo. Caminhando para os 33 anos, ele já tentou jogar de forma mais agressiva, diminuir os ralis e usar melhor o saque. Não dura muito. Acaba recuando para devolver o saque e entrar nas trocas quando a coisa aperta. No saibro, manteve seu notável domínio nos últimos anos e certamente será o favorito em 2019, já que a superfície o machuca bem menos.

A quadra dura tem sido um repetido pesadelo. Seu reconhecido poder de adaptação, é fato, lhe deu grandes conquistas sobre o piso sintético, mas o preço costuma ser alto.

Em 2018, a agenda ficou reduzida a nove torneios, cinco deles no saibro. Fica então a outra dúvida: qual calendário irá escolher? A prioridade deverá ser a terra europeia. Fez nesta sexta-feira sua primeira partida em três meses, perdeu de virada e dificilmente jogará pelo terceiro lugar em Abu Dhabi. Aliás, talvez nem vá a Brisbane.

Há uma série de feitos a ser alcançados por Nadall no próximo ano. Vamos aos principais:

Grand Slam
– Vê novamente a chance de ser único a ganhar ao menos duas vezes cada Slam se reconquistar Melbourne.
– Se fizer duas finais, igualará Jimmy Connors (31) no terceiro lugar.
– Faltam apenas 3 vitórias em Slam para ser o terceiro na história a totalizar 250, repetindo Federer (339) e Djokovic (258).
– Com mais 17 jogos, chegará a 300 de Slam (só Federer fez isso até agora, mas Djokovic só precisa de um na Austrália para também ir a 300).
– Tenta se tornar o único, homem ou mulher, a ganhar 12 vezes um mesmo Slam.
– Concorre com Federer para ter mais finais num mesmo Slam (tem 11 em Paris contra 11 do suíço em Wimbledon)
– Se ganhar quatro partidas em Paris, será apenas o terceiro jogador na história a ter 90 triunfos num mesmo Slam (Federer soma na Austrália e Wimbledon, Connors no US Open).
– Concorre com Djokovic pelo quarto troféu no US Open, o que igualaria McEnroe no segundo lugar.
– Com 17 troféus, tem a chance de superar Federer se vencer todos os Slam da temporada.
– Com 87,3% de aproveitamento, tenta manter segundo lugar na Era Profissional (Borg tem insuperáveis 89,8%).

Geral
– Faltam 31 vitórias no circuito para superar Vilas e assumir quarto posto da Era Profissional
– Está a 12 vitórias no saibro para superar Muster (426) e assumir terceiro posto
– Qualquer título em 2019 e Nadal será único tenista na Era Pro a ter erguido troféus por 16 temporadas seguidas
– Disputa com Djokovic o recorde de títulos de Masters 1000 (tem 33 contra 32)
– Disputa com Federer o recorde de mais vitórias de Masters 1000 (tem 362 contra 364).
– Soma 486 semanas no top 2 e tem chance de superar o recorde de 528 de Federer.
– Soma 716 semanas seguidas no top 10 e tem grande chance de superar as 734 de Federer (liderança é de Connors, com 788).


Comentários
  1. Fonseca

    Mon Dieu!
    Suíça vence a Hopman Cup. E que fez o Federer na partida contra Zverev? Parece que reencarnou nele o Rafter, Edberg, Sampras, sei lá que mais… Saque e rede direto, incrível, o Zverev perdidinho…. “Mucho loco”.

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  2. Alison Cordeiro

    Cada dia em quadra para Nadal, Djoko e Federer é sinônimo de recordes sendo quebrados. O domínio deles é tão impressionante que faz os demais tenistas parecerem todos ruins. Nadal já acumulou tantas marcas no saibro que pode se aposentar tranquiliamente e não verá ninguém superá-lo. Segue para mais um ano como favorito no piso, especialmente em Roland Garros. Seu maior adversário é mesmo o físico, essencial para impor seu jogo e abalar a mente dos rivais. Mas depois de 11 troféus e seguidas surras em Federer e Djoko, nada vai arranhar sua história no piso, mesmo uma derrota para um deles (SE Federer jogar Paris) ou para a Next Gen. Vi alguns colegas de blog discutindo se haveria alguém capaz de vencer o Nadal no auge em RG, e a própria história já responde essa questão: somente Robin Soderling foi capaz desta façanha. Djoko esteve muito próximo, mas falhou. Quando venceu (e conta demais esta vitória, não tenho dúvida) foi nítido que Rafa estava longe do seu melhor. Mas esporte é esporte e o exercício de imaginação, embora válido, deve levar em conta que outros gigantes da história poderiam ganhar, mas a margem sempre seria favorável ao espanhol, que soube e sabe tirar tudo o que tem de melhor na terra batida.

    Torço para que 2019 ainda reserve mais alguns duelos históricos destes montros do Big 3. E um Fedal ou Nadal X Djoko em Paris seria um deles. Mas antes vejamos o que o AO nos traz, quem sabe uma final entre Federer e Djoko, já que Rafa corre por fora.

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  3. Kennys

    Feliz 2019 a todos!!
    Dalcim, as expectativas são grandes para a temporada de 2019; primeiro, temos muitos jogadores em ótima condições de competir com o big3, temos o Murray que esse ano deve voltar a incomodar, o Zeverev que é a principal ameaça juntamente com o Del Potro, tbm o Khachanov, Tsitsilas, Theim, o Anderson, Kyrgios, o Cilic, Raonic, o Dimitrov, Nishi, Stan…
    Acredito que o big 3 não terá tanta superioridade como nós anos anteriores.
    Continuo achando que até 2020 alguém da nova geração levará um Slam.
    Quais são suas expectativas?

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    1. José Nilton Dalcim

      Ainda vejo apenas o Zverev como alguém da nova geração com chances de incomodar os grandes nos Slam. Mas obviamente que torço para que haja maior competitividade. Neste momento, vejo a temporada muito favorável a Djokovic.

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  4. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, amanhã teremos Felix x Karlovic, pela terceira rodada de Pune. A chave do Felix está boa, quem sabe ele faça um bom torneio e se torne o primeiro jogador nascido nos anos 2000 a entrar no top 100.
    Abs

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  5. JosenirS

    Dalcim, em comparação com a Serena em número de SLANS o que você diria do desempenho do Federer, considerando que a Serena esteve menos presente no circuito por diversas razões?

    abraço,

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, não entendi exatamente o que você gostaria de comparar, Josenir. Mas acho que são dois universos muito distintos para se fazer paralelos. A começar que os Slam masculinos são em melhor de cinco sets, enquanto os femininos mantêm o mesmo padrão do circuito.

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  6. Sérgio Ribeiro

    Bem , depois de formado o BIG 3 em 2007 ( 12 Temporadas ) , também 8 SLAM escaparam de suas mãos. 3 para Andy Murray , 3 para STANIMAL , De Potro e Cilic. Ninguém do BIG 3 se lesionou ao mesmo tempo que o outro. Daí não tinha como a geração nova de Dimitrov , Nishikori, Goffin , e CIA se aproveitar de coisa alguma. Além da incrível longevidade do Suíço ( jogando em altíssimo nível muito mais tempo que Connors) , um sempre puxando o outro. Quem estava lesionado não queria saber de ficar olhando os outros dois dividindo os SLAM. Sair do TOP 10 não foi problema para os Três. A padronização dos Pisos também ajudou muito a alguns deles a manter a hegemonia. O Saque-Voleio do BigMac e de Pistol Pete foi para o espaço. A diferença de 11 anos de Wilander para Connors ( não venceu nenhuma do Sueco) agora é praticamente a mesma de Zverev, Tsitsipas e Cia para Novak e Rafa Nadal. Provavelmente teremos novidades a médio prazo. Abs!

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  7. Sérgio Ribeiro

    Na boa , meu caro Enoque . Permita-me discordar da grande maioria de seu embasamentos. 1. No período BJORN BORG de 74 a 82 ( NOVE temporadas ) , com a companhia de Connors, Vilas, e do Alemão naturalizado Norte-Americano McEnroe , tivemos 8 vencedores de SLAM diferentes dos 3 , devido à não existir a ridícula padronização dos Pisos. 2. BORG não “ desistiu” de brigar pelo N 1, a meu ver , e muito menos não gostava de jogar “ fora” da Europa. Perdeu TODAS as 4 Finais do USOPEN que jogou. Duas para o fenômeno BIG MAC e duas para Connors. Perdeu 3 de 4 Finais de SLAM para John , sendo 3 Consecutivas. Em seu último SLAM ( RG 81) , precisou de 5 Sets para bater outro jovem fenômeno, Ivan “ o terrível “ Lendl . Em 82 já aparece vencendo RG aos 17 anos seu compatriota Mats Wilander ( quase 6 mais jovem que ELE ). Daí o “ FUI “ aos 26. Connors ( quase 4 mais velho ) e McEnroe( quase 3 mais novo) , ainda venceram 3 SLAM cada, depois DELE. Conviveram com as Novas promessas , o primeiro até os 44 e o segundo até os 33 , mesmo ambos fora do TOP 5. A parada precoce do POP Star se deve também a varios problemas Extra-quadra. Abs !

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    1. Enoque

      Caro Sérgio,

      Neste caso peço ajuda para o mestre Dalcim, pois acho que o grande Borg ficou diminuído nos seus comentários.
      Uma coisa é inquestionável, o percentual de vitória dele é inalcançável, já que no final de carreira as derrotas acontecem.
      Podemos levar esta troca de ponto de vista para os próximos posts, abs.

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  8. Miguel BsB

    Muitos gostam de tentar projetar um hipotético confronto entre Guga X Nadal em RG. Alguns, inclusive, acham que o brasileiro teria boas chances de vitória…
    Discordo, apesar de ser grande fã do manezinho. Contra um Nadal sadio e no auge, teria 10% de chance, e olhe lá.
    Não existe possibilidade do espanhol perder no saibro parisiense, em melhor de 5,para um jogador com Back de 1 mão. Mesmo contra o excelente revés do brasileiro. Ele ia castigar a esquerda do Guga com forehands cruzados cheios de spin, como sempre fez contra Federer, recentemente contra o Thiem e até contra o Wawrinka. Além de se impor com sua força e preparo físico.
    Feliz ano novo Dalcim e companheiros de blog e de tênis!

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    1. Sérgio Ribeiro

      A maioria esquece do sufoco que o Manezinho passou , com o excelente Backhand de 2 mãos de Juan Carlo Ferrero no Saibro, Miguel. Com Rafa Nadal as chances seriam diminutas. Sua movimentação lateral, não era o seu forte. O Canhoto Espanhol venceria a grande maioria, a meu ver. Abs!

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  9. Renato

    Dalcim, já vou Kechimanovic jogar? 19 anos, 131 do ranking e acaba de atropelar o Léo Mayer na primeira rodada de Brisbane.
    Já tinha chamado a atenção por dar trabalho pro Verdasco nos em Miami no ano passado.

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  10. Renato

    Fazia tempo que o circuito não tinha tantos jogadores com capacidade pra vencer o big-3. Se Stan, Delpo, Cilic, Raonic, Anderson, Dimitrov, Fognini, Nishi e etc estiverem em forma podem vencer qualquer um dependendo do dia. E ainda tem Tsitsipas, Khachanov, Zverev, Minar, Shapo, Kyrgios…. O bicho vai pegar!

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  11. alessandro sartori

    Apesar do torneio exibição, o Djokovic sabia que pra ele, principalmente no primeiro jogo contra o russo valia e MUITO. A recente derrota na final de Paris e se acontecesse tbm nos UAE ja teria ares de acabou a hegemonia do BIG3, não sei o que vai ser do BIG3 em 2019, do Djokovic dá pra dizer que ganha pelo menos metade de tudo o que disputar, os maiores adversários pra mim vão ser Zverev e Kachanov, Dominic Thiem pra mim vai ficar pra trás…

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  12. Gabi

    Uma coisa é estar de bikini preto na praia sob um sol do meio dia no verão, outra é jogar tênis vestida de preto no veraozao de Perth, onde a Kerber e a Muguruza a estão se enfrentando agora.

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  13. Márcio Souza

    Salve, salve galera!

    Nadal de fato aparenta que a idade e o corpo ja estão recebendo as contas por tantos esforços nos últimos 10 anos.
    Todos sabemos que Nadal acima de tudo é um guerreiro e se entrega totalmente em quadra, gastando sua ultima gota de suor se preciso for, mas que não arrega pra ninguém.

    É uma pena ver um monstro como ele lutando contra o próprio corpo, mas isso inegavelmente um dia chegaria.
    Se o suco do tio Toni ainda tiver dentro do prazo de validade e ele estiver livre de contusões, acredito que ele levante mais uns dois canecos no saibro e pelo menos mais um fora dele esse ano.

    No saibro o cara é Rei, absoluto, um cavalo de tão forte e de como joga na terra batida.
    Li alguns comentários atrás de que numa hipótese do Djoko em forma e o Nadal em forma, o Cotonete teria alguma chance…eu discordo com todas as forças desse argumento.
    Todos os tenistas do circuito em seus melhores momentos técnicos, físicos e táticos contra o melhor Nadal no saibro e especificamente em RG, o Siri vence todos sem sombra de dúvidas.

    Eu particularmente pego muito no pé do Nadal e dos seus torcedores, mas é porque ele é monstro, não tem graça fazer piada sobre pangarés, e inegavelmente o cara é o MELHOR TENISTA DE SAIBRO que eu ja vi jogar.

    Hipoteticamente comparando a outros tenistas também excelentes no saibro de outras épocas, acredito que o Nadal talvez não vencesse todos, mas não faria feio e equilibraria muitos jogos contra outras lendas.
    Em uma eventual disputa com o nosso Guga em RG, o melhor Guga contra o melhor Nadal, acredito que daria Nadal, mas numa melhor de 3 acredito que pelo menos 1 o nosso manezinho ganhava, mas isso é só por suposição mesmo, ali dentro da Chatrier o bicho pegaria feio entre eles e seriam jogos de tirar o fôlego.

    Mas como ja disse, no saibro o espanhol domina e não me surpreenderia caso esse ano ele dominasse tudo de novo.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Chance de vencer o Nadal em RG, o Djokovic tem, sem dúvida.

      Assim como tem chance, em menor escala, outros jogadores de boa qualidade técnica no piso.

      O problema é quererem forçar a barra, ao tentar retirar o NOTÓRIO favoritismo do Nadal, naquela superfície.

      Isso é que não dá de jeito nenhum pra fazer.

      Rafael Nadal SEMPRE será favorito jogando no saibro, acima de qualquer tenista, inclusive o Djoko…

      Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Pra mim você não gosta de NADA que tenha a ver com a palavra “tênis”.

      Teu negócio nunca foi apreciar tênis.

      E sim apreciar o Djokovic…

      Responder
  14. Adriano Souza

    Dalcin, vc não acha q é muito cedo pra dizer q o Federer é o melhor da história? O Djokovic e o Nadal possuem idade e tenis pra superar ele, e tambem tem o fato de ser fregues dos 2. Dizer q o Federer é o melhor da história, é fanatismo puro

    Responder
    1. Renato

      Quem diz que não é é um ignorante. Os números estão aí. Novak é freguês de Stan em finais de slam, além de ser freguês de Roddick, Kyrgios, Karlovic e etc. Nadal é freguês de Brown, Davydenko, Novak e etc. Se for pra escrever besteira melhor não escrever nada.

      Responder
  15. Rodrigo S. Cruz

    Mais uma PÉROLA do Nick Kyrgios, ao dizer que se aposenta, se ganhar o AUS OPEN.

    Estou começando a ficar preocupado com ele.

    Não é incomum ver um jogador de grande talento, fazendo pouco caso da carreira.

    Se o Kyrgios deixasse de lado essas tolices, seria seguramente um Top 5.

    Responder
    1. Miguel BsB

      A pergunta é: será que ele se aposenta msm sem ganhar o Ausopen? O tênis não precisa de Nick Kirgios (quem, na fila do pão?). Ele que precisa e deve tudo que é ao tênis, inclusive nós do outro lado do mundo comentando sobre ele… Cara marrento e mimado, aposente-se logo e have a good Life mate!

      Responder
  16. Paulo F.

    Djokovic e Nadal dependem muito do físico para seu estilo de jogo e tática?
    Sem dúvidas, isso nem deveria ser discutido mais.
    Mas o preço que é cobrado para o Nadal é muito mais alto.

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    1. Aurélio Passos

      Consolidação de Zverev?? Ele continua quase um “zero à esquerda” em Slams… apanhou de Nole em Shanghai e no round robin em Londres. Sim, teve grande performance na final.
      Mas “cinsolidação” ainda falta…

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  17. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, é difícil fazer uma previsão, pois o tênis é muito dinâmico, mas você acredita que Kyrgios estaria dominando o circuito hoje se tivesse encarado a carreira com mais foco?
    Abs

    Responder
  18. AUGUSTO

    Boa Tarde Dalcim!
    Sabe dizer se os torneios da WTA serão novamente transmitidos pelo canal SONY, ou se houve alguma mudança?, o BANDSPORTS?
    Poderia me explicar como funciona esses aplicarivos que transmitem todas as partidas de tênis!, quanto custa, se é caro?, enfim…
    Obrigado…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Parece que Sony irá abrir mão, mas não se sabe quem irá comprar os direitos femininos. O app oficial da ATP/WTA não mostra os Grand Slam, nem a Copa Davis. Não me parece caro, desde que você use bastante.

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  19. Luiz Fernando

    Grande partida entre Djoko e Anderson, com o servio tendo acabado de perder uns 3 matchpoints. O sul-africano, de forma surpreendente, está jogando muito bem do fundo da quadra, encarando o adversário superior nesse fundamento em muitas situações. Fiquei mais otimista com Rafa, pois imaginava Djoko atropelando Anderson.

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  20. Ernesto

    Essa foi demais: Tem a chance de empatar com Federer se vencer todos os Slams da Temporada.
    Parece filmes da Marvel, com infindáveis efeitos especiais porém zero de roteiro!
    Existem coisas que ao serem externadas beiram o ridiculo.

    Responder
  21. Luiz Fernando

    O grande inimigo de Rafa tem sido ele mesmo, em razão de suas escolhas erradas. Esse ano já anunciou seu retorno a Laver Cup, justamente o torneio que o sobrecarregou no final de 2017, quando ele vinha voando. Mas como ele é ainda muito jovem e inexperiente as coisas tendem a melhorar kkk…

    Responder
  22. Enoque

    Porque o big 3 continua, sistematicamente, retornando ao circuito mesmo após passarem por longo períodos com problemas físicos?
    Os grandes nomes dos anos 1960 até 2000, conseguiam se manter no topo durante 2, 3 ou no máximo 4 anos, e após qualquer período de baixo rendimento ou problemas físicos, significava a perda irreversível da manutenção do domínio do ranking, porque, nestes momentos, as jovens promessas assumiam de maneira definitiva a liderança. Sendo assim, os veteranos que tentavam retomar a liderança não encontravam mais espaço no topo e acabavam se frustrando por estar fora do top 5.
    A diferença agora, é que Federer, Nadal e Djoko já perceberam que podem passar por períodos de recuperação física e retornar com chances de disputar a liderança, sempre entre eles mesmos. Contando inclusive com a chance de contusão de 1 deles, o que torna a disputa somente entre 2 oponentes.
    Se as novas gerações tivessem aproveitado os momentos de fraqueza do big 3 e se mantida na liderança, provavelmente eles já teriam se retirado do circuito, porque não se contentariam em permanecer fora do top 5.

    Responder
    1. Enoque

      No final de 1981 Borg desistiu de brigar pela liderança do ranking e pouco tempo depois abandonou oficialmente o circuito.
      Com isto, 3 tenistas detinha o domínio total do circuito, cada 1 na sua especialidade:
      Connors era o Federer da época,
      Vilas era o Nadal da época;
      Mc Enroe era o Djoko da época.
      Tudo indicava que os 3 iriam ganhar os principais torneios, cada um na sua especialidade.
      Ledo engano, no ano seguinte o Lendl já ganhou 1 Slam, e na sequência, ano sim ano não, foram aparecendo grande tenistas como: Wilander, Edberg e Becker.
      Com isto o Connors ganhou sem último Slam em 1983 e 1 vice em 1984.
      Vilas foi vice em RG em 1982 contra Wilander (com apenas 17 anos).
      Mc Enroe ganhou seu último Slam em 1984 (aos 25 anos de idade) e 1 vice em 1985, ambos conta Lendl.
      A partir daí o circuito foi ficando gradativamente mais difícil pra eles.
      Mc Enroe, mesmo sendo um dos maiores da história, se convenceu que não podia mais brigar pela liderança do ranking com menos de 30 anos de idade.
      Connors até permaneceu por mais tempo, mas só ganhou torneios pequenos, por isto o recorde de 109 torneios.
      Lendl, Wilander, Edberg e Becker não eram melhores que Connors e Mc Enroe, apenas eram mais jovens com maior vigor físico e disposição.
      Nadal começou a subir no ranking em 2004 e Djoko em 2006. De 2008 até 2018 houve tempo suficiente para o surgimento de uns 4 ou 5 nomes de peso, fato que não ocorreu.
      É quase certo que Zverev vai assumir a liderança do ranking um dia, já que está muito bem assessorado na preparação física e psicológica, planejamento, além de ser treinado por Lendl, mas, isto só vai ocorrer pela falta de grandes nomes entre os 23 e 28 anos de idade.

      Responder
      1. Marcelo-Jacacity

        Enoque,
        Faz sentido o que você disse, porém, creio que o Big-3 está muito acima de Connors, McEnroe, Lendl e qualquer outro. Federer, Nadal e Djokovic fazem os demais tenistas parecerem irrelevantes. Méritos do Big-3 e em menor grau, demérito de todo o resto do circuito que não chega junto nos Majors. Exceção feita ao Murray, Wawrinka, Cilic e DelPotro. É pouquíssimo tenista subindo o nível nos Slams.

        Responder
      2. Miguel BsB

        Sim, é o que eu digo: essa nextgen herdará o circuito simplesmente pq esse cairá no colo deles após o big 3.
        Só discordo da comparação Connors/Federer. Nada mais distante tenisticamente e de personalidade. Só cabe a comparação de longevidade no circuito…

        Responder
      1. Enoque

        Não resta dúvida que o Big 3 estabeleceu um domínio jamais visto e dificilmente acontecerá novamente.
        O mérito do Connors foi a longevidade, número de vitórias e títulos e o mérito do Mc Enroe foi ter interrompido o domínio do Borg, este sim um dos maiores da história.
        Obs. O Borg não gostava de sair da Europa e dominou o circuito uns 3 anos baseado nas vitórias em RG e WB, além de ser quase imbatível em qualquer torneio europeu. Acho que só foi 1 vez no Austrália Open. Chegou a ter um percentual de vitórias bem acima dos 90%.

        Responder
  23. Evaldo Aparecido Moreira

    Grande mestre, boa noite
    Vi hoje, um pouco do jogo Nadal, 03 meses sem jogar, com cirurgia feita recentemente, ficou nítido no jogo dele, falta de ritmo, e na parte técnica, também, embora sempre nas entrevista, ele menciona que está tudo bem, principalmente o físico, que ele ressaltou, Nadal nessa parte, não recua rsrsrsrsrs.
    Concordo que, sendo ele agressivo, funciona, mas como você frisou bem Dalcim, ele recua sempre, chegando a ficar ate 3 m, atrás da linha de base.
    Nadal e Djokovic, são jogadores, cujo físico, era e são sua essência nos dias de hoje, e o tempo cobram o preço, fato, antes que falem besteiras, a parte técnica, nem discuto, eles tem suas qualidades, e sobre o calendário dos dois, vemos o porque de terem cortado na navalha os torneios.
    Sobre Federer!?. Federer é Federer…., me impressiona como este cidadão, está nos principais recordes do circuito, abissal demais.
    Dalcim, feliz ano novo, com saúde, trabalho e muita paciência, kkkkkkk.

    Responder
  24. Renato

    Dá próxima vez vou desenhar: Nadal, em forma, contra Novak,em forma, em Roland Garros venceria dez de dez jogos. O espanhol só perdeu em 2015 porque estava muuuuito, mas muuuuuito longe do ideal. Novak é o maior freguês de Rafa em Paris.

    Em qualquer outro piso ou slam, o sérvio aí sim é favorito se os dois estiverem jogando seu melhor.

    Responder
    1. Alexandre Maciel

      Não só o Djoko. Qualquer outro jogador tomará dez surras seguidas do Rafa em forma e sobre o saibro lento.

      Nadal saudável sobre o saibro lento 10 x 0 Qualquer outro jogador do circuito.

      O cara de fato é incrivelmente difícil de ser batido nessas circunstâncias. Seu maior desafio vai ser manter a hegemonia, visto que a idade está chegando e o desgaste físico é inevitável.

      Responder
      1. Fernando Pauli

        Não é a toa que Federer no auge de sua forma, não fez nem cócegas no Nadal em RG, nas vezes que se enfrentaram, e não faria agora e nem nunca.

        Responder

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