Brasil torce pelo Canadá para entrar na ‘nova Davis’
Por José Nilton Dalcim
14 de setembro de 2018 às 12:51

Com aparência confusa no seu lançamento, a nova Copa Davis vai ficando mais clara com a disputa neste final de semana das semifinais do Grupo Mundial e da repescagem. E a melhor das notícias: o Brasil tem grande chance de entrar na luta por vaga à elite da Davis e jogar a fase final da competição em 2019.

Explicando.

A Davis agora terá um qualificatório especial, sempre em fevereiro, que será composto por 24 países, em 12 duelos. Os vencedores ganham direito de jogar a fase final em local único (Madri ou Lille), em novembro. O quali mantém o sistema de rodízio de sede conforme histórico dos duelos entre os países.

Esse quali de 2019 será composto pelos quatro países quadrifinalistas deste ano (Bélgica, Alemanha, Itália e Cazaquistão) e os oito vencedores da repescagem deste fim de semana, em andamento. Esses 12 países serão cabeças de chave do quali.

Os outros 12 participantes serão os 6 europeus, 3 asiáticos e 3 americanos com melhor ranking na Davis após a rodada deste fim de semana. E aí que o Brasil entra com grande chance. Como Argentina enfrenta diretamente a Colômbia, um deles vai entrar direto no quali e o outro fica para o critério de ranking.

Como pode se ver no quadro abaixo, se o Canadá mantiver seu favoritismo em casa diante da Holanda, então argentinos/colombianos, chilenos e brasileiros entram pelo critério de melhor ranking nas Américas. E lembrando que o Brasil pode jogar em casa, conforme o adversário sorteado para fevereiro.

ranking
A fase final da Davis terá os quatro semifinalistas deste ano (França, Espanha, Croácia e EUA), esses 12 qualificados de fevereiro e mais dois convidados da Federação Internacional.

Zwetsch fica
Segundo o presidente da CBT, Rafael Westrupp, a ‘nova Davis’ é boa para o Brasil. “Em termos de regulamento, não mudou muito, porque temos participado nos últimos anos do grupo 1 ou da repescagem. Mas em termos financeiros, houve incremento tanto para os jogadores como para as federações nacionais”. A Davis agora dará premiação aos países conforme as vitórias obtidas e terá uma tabela separada de remuneração aos jogadores. Todo mundo sai ganhando.

Claro que a preocupação de momento é a fase ruim que os principais profissionais brasileiros atravessam, sem contarmos um único nome no top 100. O presidente da Confederação descarta mudança no comando da equipe e diz que João Zwetsch está mantido como capitão.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Li q Rafa é o quarto na história a ter 700 semanas no top 10 da ATP. Como um mero baloeiro pode conseguir um feito desses? Pensei q qualquer um conseguiria…

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  2. Sérgio Ribeiro

    E a Nextgen decidindo quem seria um dos Finalistas da Copa Davis 2018. Com a surpreendente derrota de Cilic para Sam Querey , no Saibro, Coric de virada bate Tiafoe por 3 x 2 e a Croácia elimina o USA da Final. Aos 21, repete em cima dos Norte-Americanos o que já tinha feito na Casa deles em 2016. Não duvido que batam os Veteranos Franceses. E o Brasil teve 3 chances com GUGA, Meligeni e CIA …. Abs!
    ,

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      1. Sérgio Ribeiro

        Chance não foi apenas em Semi. Esta foi aqui em Floripa contra Hewitt e CIA no Saibro lentissimo ( depois de bater os Espanhóis em Casa ). Outras Quartas contra os Franceses e de novo contra Hewitt e CIA ,foram desperdiçadas com as duplas jogando bem. Exceto no 0 x 5 na Grama Australiana em que Leyton Hewitt mostrou o verdadeiro espírito de Davis com os mesmos 21 de Bornan Coric.

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  3. Sandra

    Dalcim, ser que devido a tantas guerras no leste europeu tudo lá, é mais sofrido ?? A Croácia ganhou no sufoco, a Sérvia quando ganha também é no sufoco…..

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  4. José Eduardo

    Dalcim…definitivamente alguns duelos lamentáveis na Repescagem do Grupo Mundial da Davis. Suíça vs. Suécia, por exemplo, tirando Laaksonen da Suíça, o duelo é digno de um nível future, com jogadores que dificilmente passariam de uma segunda rodada de um future aqui ou na Argentina. Lamentável! Um pouco questão do chaveamento tb…certamente o Brasil teria time pra estar disputando essa repescagem em condição de subir pra elite!

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  5. João ando

    André sã diz que falta paciência para Thomaz Bellucci …e que sente pressão no Brasil …os outros não sentem? ??Rogério ,Monteiro…estranho …o Thomaz precisa de um psicólogo do esporte

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  6. Oswaldo E. Aranha

    Dalcim, vendo o jogo da França contra Espanha gostei bastante do jogo do Pouille, que para mim ainda era pouco conhecido; pergunto: qual a idade dele, qual o ranking e se concordas que ele é um bom tenista. Desde logo obrigado pelas respostas.

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    1. José Nilton Dalcim

      Ele é bem conhecido, Oswaldo, passou um bom tempo no top 20. Sim, sempre acreditei no potencial dele, um jogador muito versátil mas que ainda falha muito na escolha de jogadas e postura na hora da pressão.

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  7. Daniel de Melo Silva

    A Copa Davis sofreu com o envelhecimento do circuito. As grandes estrelas do tênis atual tem mais de 30 anos. Talvez uma mudança fosse realmente necessária no formato, mas não tão drástica. Eu imaginei até uma fórmula mais “branda”.
    Na minha fórmula o torneio teria três fases: classificatória, semifinal e final.
    Na fase classificatória, os 16 times formariam 4 grupos de 4 seleções, jogando entre si (2 jogos de simples, 1 de dupla, 3 sets) com uma sede (de um país pertencente a chave) em cada grupo. O vencedor de cada grupo avançaria as semis e os dois últimos de cada grupo disputariam uma repescagem nos mesmos moldes do torneio atual (5 sets, zonais e casa/fora).
    Os 4 times que avançarem na 1a fase jogam a semifinal e a final do mesmo modo que se joga atualmente.
    Acho que desse modo seria mais atrativo aos grandes nomes, pelo menos para estarem na semifinal e na final.
    O calendário seria reduzido, usando três datas, apenas (em fevereiro, abril e setembro).

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  8. Renato

    Willander está certo. Novak é o tenista menos vulnerável do circuito. Porém, o sérvio está muito longe de ser perfeito em todos os golpes que executa. Na minha opinião, o melhor tenista é aquele que mais se aproxima da perfeição na maioria dos golpes em um jogo de tênis, então não tem como questionar que Roger é o que mais executa próximo da perfeição. Repito: Novak SÓ tem o back e devolução melhor que o suíço, enquanto Roger é melhor que Djokovic em todos os outros critérios técnicos.

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    1. Chetnik

      E sobre a Davis, nenhum comentário? Kkkk, disfarça um pouco, Marquinhos, teu modus operandi é óbvio demais, cara. Mas você não consegue se controlar, né…

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  9. Gabi

    Luiz Fernando,

    rsrs.
    Ahhh e desde quando o Nadal vai à Paris a passeio rsrs?
    Tá certo ele, ficar na Maiorca querida dele, passeando de barco, com a família etc e tal.

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    1. Luiz Fernando

      E aí gata, tudo bem? Rafa enfrentaria esses dois franceses nas simples com um pé nas costas, mas teve q passar o bastão p PCB e Bautista Agut e vc viu no q deu kkk. Hj creio q a França sacramenta a vitória nas duplas. Paris é Paris, creio q Nadal deve gostar de vinho e o produto nacional frances não é ruim kkk…

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  10. Jony Marcio Santos

    Dalcim

    Seguindo essa linha de raciocínio, acho que a probabilidade do Brasil se qualificar para o quali é muito alta. Acredito que vai ser uma surpresa muito grande se o Canadá não se impor diante da Holanda. Se o confronto fosse em solo holandês, o panorama poderia mudar de figura, mas acho que, jogando em casa, os canadenses deverão prevalecer com certa facilidade. Agora em fevereiro, o panorama muda substancialmente. Nossos principais jogadores não vivem sua melhor fase (longe disso) e mais do que nunca o fator de jogar em casa pode ser a grande esperança de passarmos de fase. E mesmo assim as chances não são tão elevadas, pois poderemos pegar uma pedreira aqui (como a Argentina) que vai endurecer demais o confronto. Menos mal que muitas equipes acabam não utilizando suas forças máximas, muitas vezes em razão de contusões ou até mesmo desinteresse do tenista. Mas por ora tudo é no nebuloso campo das projeções. Certezas mesmo só virão a partir do final de semana. Vamos ficar na torcida.

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  11. Marcos RJ

    Houve muita polêmica em torno do falecimento do antigo formato da Davis, a perda da história, tradição, etc… No fim das contas se confirma o velho ditado dos Yankees: “money talks & bulshit walks” (ou em traducao livre… o dinheiro fala enquanto as besteiras passam). As federações estão contentes, as estrelas acabam participando como aconteceu na Laver Cup e com isso o público comparece e a receita ajuda a formação de novos talentos. E esporte tem seu lado romântico sim, mas para sobreviver tem que ser tratado como um negocio.

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  12. Rodrigo S. Cruz

    Mesmo que o Brasil tenha boas chances de disputa em 2019, com esse time atual, e na fase em que se encontra…

    Sinceramente, não me animo.

    Prefiro muito mais ver um tenista brasileiro se dando bem em torneios ATP, do que vencendo jogos na Davis…

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  13. Renatinho

    Dalcim, abaixo do qualificatório especial vai ser mantido normalmente a disputa das zonais ( ai funcionaria até como forma de subir no ranking das Américas , Asiático e Europeu) ? Outra pergunta: Como fica a situação dos países dos outros continentes nessa história ( pelo o que li além dos 4 quadrifinalistas e 8 vencedores da repescagem só tem vaga para o qualificatório especial 6 europeus, 3 asiáticos e 3 das Américas l)?

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