Esperança e exemplo
Por José Nilton Dalcim
13 de setembro de 2018 às 11:03

Ainda que ganhar um Grand Slam seja coisa rara, não é novidade para o tênis brasileiro se destacar nas categorias juvenis. Sucesso e esperança vêm desde a década de 1950, já colocaram muito nome no topo do ranking dos 18 anos mas poucas vezes resultou em grandes carreiras profissionais. O primeiro e principal motivo: a realidade entre os dois universos é gigantesca.

Thiago Wild se tornou o próximo da fila. Em sua última temporada nos 18 anos, fez duas campanhas exemplares em Roland Garros e no US Open, obtendo façanha sobre a quadra dura, barreira natural para o brasileiro. Melhor ainda, já conquistou dois torneios de nível future e assim está no top 500 do ranking profissional.

“Não tenho muito mais golpes ou potência para acrescentar, é mais afinar, deixar os detalhes cada vez mais cristalinos. A principal diferença é a intensidade que o profissional pede”, afirmou ele à Folha de S.Paulo. Felizmente, o esforçado técnico Arthur Rabelo, com quem está desde os 14, discorda: “Uma lacuna a ser trabalhada é a forma de definição dos pontos. Ele cria muitos espaços em quadra com seus golpes e assim poderia subir mais à rede e usar voleios. Nem sempre se deve depender da bola salvadora, da pancada incrível”, argumenta com máxima razão.

Há outros pontos a se lapidar, tão ou mais importantes. Thiago tem personalidade forte e por vezes difícil de ser domada, afirmam pessoas mais próximas. Não é raro ter atitudes inquietas em quadra. Inspirado pelo ídolo Rafael Nadal, vibra por vezes com exagero. “É uma forma de eu me sentir confiante”, explica o garoto. Rabelo sabe que é preciso dosar:  “O tenista tem que ter autoconfiança, hesitar pouco. Só não pode viajar na maionese achando que é mais do que já é. Vamos ficar com os pés no chão”, afirmou à mesma Folha.

Por fim, a ascensão de Wild chega num momento delicado do circuito. A partir de 2019, a ATP só irá pontuar os torneios challengers e assim quem estiver abaixo do top 200 terá de jogar os torneios de transição da Federação Internacional, que não darão mais pontos diretos no ranking. De olho nisso, sua equipe decidiu acertamente arriscar challengers no saibro sul-americano até o fim do ano, com a expectativa de dar um bom salto no ranking. A pressão começa agora e já será um bom teste.

O forte tênis paranaense
Outro ponto que merece reflexão é o trabalho de base exemplar feito pela Federação Paranaense ao longo dos últimos anos. Parece se tratar da entidade estadual mais redonda do tênis brasileiro, principalmente quando vemos a situação preocupante de Rio e de São Paulo, a fase difícil que passaram Rio Grande do Sul e Minas, a estagnação que ameaça outras tantas.

Estimativa apresentada no recente Workshop Tennis 10 mostra que o Paraná tem sido seguidamente o segundo estado com maior número de juvenis filiados à Confederação, com 209 nesta temporada, superado apenas pelos 489 de São Paulo. Aliás, em termos ‘kids’, ou seja até os 10 anos, também está logo atrás dos paulistas, com 128 a 79 registrados.

O Paraná segue uma perigosa tendência nacional que é a queda de filiados ativos, mas ainda assim a gestão de Sílvio Souza conta com 1.800 filiados pagantes, sendo 400 na faixa juvenil, e 6.000 ativos cadastrados, representando 53 clubes e academias.

O rico calendário tem 140 eventos e 12 mil jogos anuais. Destaque para o extenso evento de classes, com premiação em dinheiro, que possibilita intercâmnbio e motivação. O Paranaense de classes interclubes é hoje o maior evento por equipes do país, com mais de 1.300 participantes. No juvenil, o Londrina Cup, válido pelo ranking mundial e sul-americano, acontece há 32 anos seguidos.

O mais relevante é que a Federação propõe um modelo competitivo para crianças, o sistema Play and Stay da Federação Internacional, e pauta suas ações em pesquisas junto aos treinadores para identificar potencialidades e necessidades.
Investe muito na qualificação dos técnicos. Desde 2014, sedia um Congresso Nacinal da CBT e promove um encontro de treinadores no segundo semestre. Dentro de alguns dias, organizará a 17ª Conferência Regional da ITF.

Vale também lembrar que o tênis do Paraná tem um longa história de tenistas de alto nível, desde Ivo Ribeiro, passando por Gisele Miró, Sérgio Ribeiro, Antônio Prieto e mais recentemente os irmãos Teliana e José Pereira. Pegadora de bola que chegou ao top 50 do mundo, Teliana foi bolsista do programa Talento Olímpico. O próprio pai de Thiago, Cláudio Wild, sempre fomentou o tênis no Oeste do Estado e formou bons jogadores.

Base é tudo. Que sirva de exemplo.

Desafio US Open
Claudio Teixeira Maia foi o único participante do Desafio para a final do US Open que cravou o placar da partida em que Novak Djokovic venceu Juan Martin del Potro por 6/3, 7/6 e 6/3. Ele portanto leva os dois prêmios: uma camiseta da coleção TenisBrasil a sua escolha e um voucher de 15% de desconto para compras até R$ 1.200 na Loja TenisBrasil.
Parabéns!


Comentários
  1. Marcílio aguiar

    Caro Dalcim como foi a carreira do Guga juvenil? Teve algum sinal de que seria o grande campeão que foi ou passou despercebido e explodiu em1997? Na época não me lembro de ter ouvido muito sobre ele antes do sucesso como profissional. Parabéns pelas excelentes publicações.

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, Guga foi um ótimo juvenil aqui no país e era uma aposta de bom profissional, mas obviamente ninguém jamais imaginaria tamanha sucesso nem tão rápido. Seu maior resultado juvenil foi o título de duplas em Roland Garros.

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  2. Eduardo

    Pessoalmente, certamente é uma grande vitória para ele e talvez lhe dê uma confiança a mais para seguir para o Profissional. Mas tenisticamente, ganhar torneio júnior já com 18 anos de idade não quer dizer absolutamente nada sobre o futuro no profissional. Ele jogou o torneio com diversos adversários abaixo da idade dele e nessa fase um ano faz muita diferença.
    Outra coisa, se ele acha que são só uns ajustes está muito mal orientado ou mal auto-orientado. A diferença é abissal. Tem juniores que vão para o profissional e mal conseguem ver a cor da bola. É outro mundo, especialmente dentro do Top 200. Tem que seguir trabalhando com autoconfiança e com bastante humildade a mais para conseguir ver a necessidade de evoluir constantemente.

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  3. Chileno

    À galera do “Se”, gostaria de deixar aqui minha modesta opinião…

    “Se” Djokovic estivesse na ponta dos cascos em 2017, é provável que tivesse abocanhado sim algum(s) Slam(s), e que Nadal e Federer não tivessem dividido todos os títulos entre eles. Concordo.

    “Se” Federer tivesse evoluído o backhand antes, ele talvez tivesse vencido algum(s) duelo(s) decisivo(s) nos quais encarou Djokovic em 2015.

    Pra mim, as duas afirmações têm fundamento, assim como outras mais esdrúxulas também (“se Federer tivesse um backhand de duas mãos, teria vencido mais Slams”, por exemplo). Mas no fim das contas, todas elas valem tanto quanto um pote de iogurte vencido. Nunca saberemos. Já dizia o ditado: “se meu pai usasse saia, eu tinha duas mães.”.

    E, o mais importante: pra mim, a regularidade é um dos aspectos mais importantes num esportista. E é aí que todos esses argumentos ruem. Se o Djokovic teve um problema físico/técnico entre 2016 e 2017, a responsabilidade é dele, por hesitar em se afastar do circuito pra se tratar, por optar por fazer um calendário tão exigente, por apostar num jogo tão físico, etc. Se o Federer não trabalhou o backhand antes, a responsabilidade é dele, já que ficou provado em 2017 que ele consegue sim, um desempenho muito melhor no golpe do que tinha tido até aquele momento. Então no fim, foram eles mesmos que abriram essas portas um para o outro, por não ter tido regularidade, seja por mal momento técnico, seja por problemas físicos.

    Por isso, eu valorizo mais os recordes de regularidade do Federer. Eu acho mais impressionante as 310 semanas na liderança, e as 237 semanas consecutivas, do que os 20 Grand Slams. 310 semanas. O cara foi o tenista mais regular e com melhor desempenho do mundo por 6 anos inteiros. Ele conseguiu ser o melhor por 5 anos seguidos. É MUITA coisa. Enfim… só uns pensamentos sobre esse assunto.

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    1. Sérgio Cipriani

      Caro chileno, Federer não foi o melhor por 5 anos consecutivos. Foram 4 ( 2004, 2005, 2006 e 2007). O outro ano em que Federer venceu a corrida dos campeões foi em 2009. E discordando de vc, acho os 20 Slams mais incríveis e difíceis de serem superados. Caso Novak confirme às expectativas e assuma novamente a ponta do ranking, uma vez que ele parte já de 223, as 310 semanas de Federer vão sofrer uma grande pressão e, pela primeira vez, estarão sob considerável ameaça.

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      1. Geraldo Carvalho

        Concordando com vc, Sérgio, acho precipitado análises em que as carreiras destes jogadores não tenham terminado. A diferença de idade do Federer para o Djokovic, e até para o Nadal, é considerável.

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    2. Jefe

      Perfeitamente explicado.
      Desta forma, os números máximos do Tênis não foram alterados, senão vejamos:
      237.
      310.
      20.
      06.
      Sendo que os números estão em ordem de dificuldade e importância.
      Importante: Mesmo assim Nadal é um gigante e Djoco excelente jogador, e existem sim muitos outros números importantes também.

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      1. Sérgio Cipriani

        Chore e esperneie o quanto quiser… O 237 é um número dentro do 310… Apesar de difícil, não pode ser considerado um número máximo, pois o número de semanas consecutivas está contido no número de semanas totais. Teoria de Conjuntos da disciplina de Matemática… Seria a mesma coisa que dizer que os 11 títulos em RG de Rafa é um número mais importante que os 17 que ele conquistou. Não há lógica nisso.

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  4. João ando

    Torço muito para o wild ele tem uma autoestima muito alta .isso é bom para um tenista. E voltando ao assunto da Rebeca marino torco tb para que volte ao top20.tem apenas 27 anos

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  5. Luiz Fernando

    Com o Nadal em quadra esse confronto do FDS na Davis seria um passeio na França, degustando os ótimos vinhos da casa. Sem ele, tudo vira uma incógnita, pois o PBC e o RBA podem ser tudo, menos confiáveis. Além disso, a dupla francesa é excepcional, e jogando em casa eu chutaria comemoração tricolor com muita champanhe no domingo…

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  6. Eduardo

    Oi Dalcim, vi esse Thiago Wild jogando a semi de Roland Garros deste ano. Minha primeira impressão foi a pior possível. Pareceu-me um moleque muito mimado, arrogante e pedante. Até larguei de assistir o jogo pela metade depois de algumas atitudes que vi dele ali ao vivo. Pensando que nossos últimos grandes campeões em esportes individuais foram Senna e Guga, que eram exemplos de autoconfiança, mas sem jamais perderem a humildade, o que certamente contribuiu para o carisma de ambos, confesso que não foi nada animador. Espero sinceramente estar enganado, e que ele consiga nos dar muitas outras alegrias.

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    1. neuton

      Ele jogou um Future em Brasília esse ano. Chocou a torcida dando o dedo em quadra. Muitas pessoas em Brasília tiveram a mesma impressão que você, Eduardo.
      Essa idade é difícil e o tenis é um esporte que exige muito mentalmente. Vamos torcer para o amadurecimento chegar logo.

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      1. PIETER

        Mas segundo o próprio Thiago, ele agora medita todos os dias e tem alcançado melhor equilíbrio emocional, inclusive, e principalmente, dentro das quadras. Assim, os chiliques tendem a rarear, espera-se.

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  7. Jeremias

    Djokovic estava com problemas no braço nos 3 títulos de Federer. Nada de “só estava lesionado em Wimb 2017”. Ou a cirurgia dele não foi após o AO 2018 cara pálida? E outra, qual foi o título que Djokovic ganhou porque Nadal estava “lesionado” ou “mal fisicamente”? O ÚNICO deles que você pode usar esse argumento coerentemente é o RG de 2016. Mas nesse caso também teríamos de descontar o título de Federer de 2009. Djokovic é CLARAMENTE mais jogador do que Nadal nas outras quadras, fato que desautoriza completamente qualquer imputação de título de Djoko, quer seja no AO, quer seja em Wimb. quer seja no USO, à “lesão” ou “forma física” de Nadal. Isso é lorota. Não estou dizendo que Federer e Nadal não teriam vencido Slams nesse intervelo de 2017 até RG 2018(principalmente Nadal, por conta de RG), mas EVIDENTEMENTE eles NÃO TERIAM dividido esses 6 Slams entre eles se o sérvio estivesse sem problemas no cotovelo, o que mostra o quão esses dois realmente nasceram com “aquilo” virado pra lua.

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    1. Marcelo-Jacacity

      Nadal, Federer são fenômenos. É cristalino que sem o Djokovic o caminho dos dois ficou muito facilitado. Se o sérvio estivesse saudável em 2017 a meados de 2018 tanto o suíço como o espanhol nunca teriam dividido 6 títulos de Slam. Isso é notório, nem precisa pensar muito.

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      1. Marcelo-Jacacity

        Por fim, é importante deixar claro que não estou dizendo que o sérvio iria ganhar os 6 slams ou que a dupla da Suíça/Espanha não teria vencido nenhum major.

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      2. Sergio Ribeiro

        Na boa, Marcelo. Tem muito Cara que desapareceu do Blog muito tempo e volta deitando e rolando com a boa fase de Novak. E’ claro que podiam derrotá-lo mesmo com o Sérvio bem. Ele somente perdeu o N 1 em 2016 na última partida do FINALS para Andy Murray. E vamos recordar que foi batido em NOVE Finais de SLAM. Com direito a 2 para Andy e 2 para STANIMAL. Das 4 que perdeu para o Espanhol , somente UMA foi no Saibro. Daí a fazer afirmações que os outros não venceriam já e’ um tanto pretencioso, a meu ver. Abs!

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        1. Sergio Ribeiro

          Ps. A demora em fazer a cirurgia foi o motivo do rompimento com Agassi confirmado pelo Sérvio. Então ninguém tem na a ver com suas fracas atuações. O Suíço 6 anos mais velho , largou o segundo semestre todo de 2016 e correu para a Cirurgia. Abs!

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        2. Marcelo-Jacacity

          Sérgio Ribeiro,
          As pessoas comentam quando têm disponibilidade e estão afim nesse ou nàquele momento. Já comentei diversas vezes em derrotas acachapantes do Djokovic.
          E é natural algumas pessoas comentarem com mais regularidade dependendo da ocasião.
          No mais, não acho nada pretensioso achar que o Djokovic poderia atrapalhar Federer e Nadal no interstício citado. Assim como é natural pensar o mesmo quando o suíço e o espanhol se lesionaram, apesar de discordar, pois o sérvio estava voando. Nesse período específico (2015/2016).
          Cada um pensa da forma que achar melhor.

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    2. Jose Yoh

      Tem algo que eu venho insistindo aqui no blog que me parece bem óbvio, detesto escrever em maiúsculas mas acho que a maioria ainda não entendeu:

      – ADMINISTRAR LESÕES FAZ PARTE DA CARREIRA DE UM ATLETA.

      Principalmente se já passou dos 30 anos. Quem economiza o corpo, encurta os pontos e pensa em longevidade ganha mais porque os atletas em geral jogam quase todos torneios baleados – eu digo muito baleados. Lesões em um esporte como tênis são inevitáveis. Veja o Nadal e a quantidade de tempo que passou lesionado na carreira. Com a qualidade que possui, com certeza teria ganho muito mais. Não adianta dizer que ganharia mais slams se estivesse bem, isso é consequência de suas próprias decisões de correr feito um louco em todos os pontos. Alguns chamam isso de “raça”. Não tenho dúvidas de que se o Federer quisesse ele correria muito mais nos pontos ou trocaria mais bolas. Só que a essa altura do campeonato um jogo nessa correria pode custar muito caro.

      – Escolher bem sua equipe também faz parte de uma carreira de sucesso. O sérvio parece ter dificuldades neste ponto. Passou parte importante da carreira enroscado com um guru e com o Agassi. Não sei quem é o nutricionista dele também, mas a escolha vegana acho totalmente inadequada.

      Jeremias, desculpe se pareci rude mas nada contra você. É que li centenas de comentários que poderiam ter esta mesma resposta aqui no blog. Abs.

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  8. Marcelo-Jacacity

    Não sabia desse grande trabalho da federação paranaense.
    Há muitos praticamente do tênis em nível amador aqui em Jacareí e São José dos Campos, e óbvio que em menor número tem tenistas que se aventuram no circuito profissional.
    Em um torneio em SJC pra diferentes niveis há cerca de dois meses, houve um jogo de exibição e vi o Igor Marcondes jogando, incrível o nível e a potência dos golpes dele, para o meu nível pangaré, é absurdo. Infelizmente teve esse fato do doping do Marcondes.
    Em relação ao Wild, estava no Ibirapuera e assisti a partida em que ele perdeu para o Berlocq. Ele começou voando, fez 1 a 0 e depois fisicamente sumiu.
    Gostei do jogo dele.

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        1. José Nilton Dalcim

          Tecnicamente? Poxa, já tivemos juvenis muito bons tecnicamente, Rodrigo. Orlando Luz foi um excepcional juvenil, talento puro. Mas ninguém, a meu ver, teve maior potencial do que Marcelo Saliola, que provavelmente você não viu jogar.

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          1. José Nilton Dalcim

            Com 15 anos, ele ganhou do Emílio Sanchez, então 12º do mundo, num ATP de Brasília. Já dá para você ter uma ideia do potencial.

          2. João ando

            Vi o Marcelo Saiola jogar .era muito talento mesmo..e uma incógnita por que não vingou. …mas acho que ele deve problemas extraquadras sérios…para mim eu não vi jogar acho que o pior drama nisso tudo foi foi Celso sacomandi que ganhava do mcenroe e do lendl e o Carlos eduardo chabailgoity .o chapeco que foi campeão do Orange Bowl 16 anos.Acho que ele era muito magro
            ..não tinha massa muscular coisa que o Fernando roese tinha por isso foi melhor profissional…o chapeco ainda tentou jogar uns torneios não oficiais com 27 anos mas não deu…

          3. João ando

            Rubens. A Claudia chabalgoity jogava mas era muito baixinha …vi ela treinar com a Sabatini e tomava 6/1 6/2…quando entrava o Egberto Caldas a Gabriela não fazia três games…a bola da claudia nao andava

  9. Rodrigo S. Cruz

    [/quote] “Thomaz na segunda rodada . Rumo ao top 50 e no final do ano que vem no finals”.

    Dãmmm

    ET, minha casa, telefone

    A TRISSOMIA do CROMOSSOMO 21 é uma condição realmente alarmante… (rs)

    Responder
  10. Renato

    Eu vejo nas páginas de notícias algumas entrevistas e questionamentos para Roger Federer, mas até agora não li nenhuma pergunta do tipo: Roger, o que aconteceu com seu backhand? Por que vc não conseguiu manter a consistência e qualidade de 2017?

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  11. Geailton

    Palavras do próprio “rei” do tênis sobre jornalistas não reconhecerem os méritos de outros campeões quando ele não ganha. Não veremos isso na imprensa nacional.

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  12. Beto Pacheco

    Oi, Dalcim. Sou assessor de imprensa da Secretaria de Estado do Esporte e do Turismo do Paraná. Primeiro, ótimo texto e ficamos felizes em acompanhar o desenvolvimento e reconhecimento do tênis paranaense por você aqui apresentado. Só uma retificação: a Teliana ainda é bolsista do programa Talento Olímpico do Paraná (categoria Embaixador, por sua participação na última Olimpíada e importância como referência em seu esporte), programa este que atende outros 1.600 atletas e técnicos no Paraná, das categorias de base ao alto rendimento. E uma curiosidade, o Thiago Wild já foi bolsista do programa também, nos anos de 2013 e 2014, quando ainda estava aqui no estado. Abraço.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Geralmente a família, alguns mais sortudos tem algum patrocínio. Torneios maiores costumam dar hospedagem e alimentação, ficando então só a passagem por conta dos juvenis.

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  13. Luiz Henrique

    Boa tarde, Dalcim!

    Hipoteticamente, Stan vs Delpo, Final de AO OPEN OU US OPEN, ambos no melhor de suas formas, on fire, em quem você apostaria ?

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  14. Luiz Vitrio

    Que bom que o próprio técnico reconhece os pontos fracos do pupilo. Esses jovens, quando se destacam, é só deslumbramento, rede social, muita expectativa, e voo de galinha. Alem disso, quando será que o Brasil vai preparar os jovens tenistas para jogar em pisos rápidos, e não apenas no saibro? Só essa mudança no foco de piso já aumentaria muito as chances de sucesso dos garotos no futuro.

    Responder
  15. Paulo Roberto de Araújo Prestes

    As entrevistas que ví do Wild ele sempre me pareceu muito arrogante. Não que tenha sido “obrigação” dele ganhar esse US Open, mas ele jogou com jogadores até 2 anos mais novos que nessa fase faz uma diferença tremenda!!! Que tenha cabeça no lugar pra evoluir.

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  16. AKC

    Não conheço bem essa fase de transição, às vezes conversando com colegas de clube ouço muitas reclamações do tipo: “Jogador brasileiro é preguiçoso, filhinho de papai” etc. Até acho que em parte procede essa questão cultural, mas não vou julgar. Mas vejam a diferença de um jogador europeu que está nesta fase: 1) em primeiro lugar, o equipamento para ele não será tão caro; 2) Se o carinha mora, digamos, na Bélgica, ele terá um custo baixíssimo se quiser pegar um avião e disputar uma das centenas de torneios pequenos que têm na Itália, na França, na Suécia, na Espanha, onde for, cheio de bons jogadores; 3) Terá tb um custo baixíssimo de hospedagem e alimentação; 4) Terá apoio não só financeiro de Federações e Academias, mas de diversos profissionais de bom nível. E no Brasil? Equipamentos caros, viagens caras, meia dúzia de torneios de nível não tão alto, improvisos…. Fica difícil mesmo equiparar.

    Guga foi um ponto fora da curva e eu atribuo isso às dificuldades que passou, que geraram garra e resiliência que moldaram seu talento inato. Mas ainda assim não explica o fenômeno Guga, pois vários outros jogadores brasileiros tiveram experiências parecidas e não se tornaram top 10.

    Responder
  17. Luiz Evandro

    Nós brasileiros estamos desesperados por um novo Guga, e pressionamos demais todos os nossos tenistas. Quando um brasileiro perde em challenger, são mais de 30 comentários descascando os caras. Quando ganha, não tem nem 10 comentários. Me parece que o pessoal torce contra.

    Responder
  18. Bruno

    Não me lembro bem,acho que foi no Brasil open neste ano,parecia mesmo vibrar com exagero,soando prepotência.fiquei com uma má impressão.
    Tomara que seja somente isso.

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