A chave para o sucesso
Por José Nilton Dalcim
10 de julho de 2018 às 20:48

Quartas de final masculinas colocam em quadra os três maiores tenistas do milênio, favoritos naturais num piso que privilegia tanto a experiência. Dá para surpreender? Vamos a um resumo do que se pode esperar desta quarta-feira em Wimbledon:

– Federer x Anderson
Mais um recorde ao alcance do suíço, que pode atingir 35 sets de invencibilidade rumo à 13ª semi em Wimbledon. Mas será que isso realmente importa para Federer? Duvido. Sua preocupação principal deverá ser o primeiro saque.

Anderson nunca tirou um set dele, mas tem um arsenal respeitável: ótimo serviço, base sólida, capacidade de ir à rede e trabalho de pés bom demais para quem mede 2,03m. O octacampeão anda econômico nos voleios, mas acredito que desta vez veremos bem mais. Palpite: Federer em três sets.

– Nadal x Del Potro
Delpo já deu a dica: se quiser ser competitivo contra Nadal, terá de ir mais vezes à rede, fazer de tudo para manter os games de serviço, usar obviamente o máximo do magnífico forehand e bater muito mais do que dar slices de backhand. Receita difícil, mas o argentino é competente.

A preocupar, o discurso de sempre: se sente cansado, tem feito recuperação física diária etc e tal. É bom lembrar que, semanas atrás em Paris, o canhoto espanhol atropelou. Nadal aliás tem se mostrado muito forte nas devoluções em Wimbledon também. Uma boa aposta: 3 a 0 para Rafa.

– Djokovic x Nishikori
Sérvio faz quase tudo melhor que o japonês, talvez com exceção ao forehand, coisa pequena. Os 13-2 no duelo direto explicam bem. Na grama, importam muito o saque e a devolução, e aí a distância fica maior. Não é à toa que Nole já venceu Wimbledon três vezes.

Nishikori para variar já mostrou problemas físicos, com dores no ombro direito, o que complica ainda mais a velocidade do primeiro saque. Sua maior chance seria uma tática de muito risco, o que incluiria até deixadinhas e voleios. Sou mais Djokovic, 3 a 0.

– Isner x Raonic
Para compensar, um jogo imprevisível. Tenderia a apostar em Raonic, que tem experiência maior em rodadas importantes de Slam e adora a grama, tendo feito boas partidas até aqui com muita subida à rede. Mas não me convenceu nos dois últimos jogos que fez.

Isner ganhou três dos quatro duelos. Observem: dos nove sets disputados entre eles, sete terminaram no tiebreak, com 4 a 3 para o americano. Deve ser novamente a tônica e só por isso eu vou de Isner, em quatro sets.

Rumo ao título
– Serena x Goerges
A multicampeã levou um susto, Camila Giorgi se manteve firme até o fim e exigiu que Serena Williams usasse todas suas armas para retornar à semi de Wimbledon e ficar a dois passos do 24º Grand Slam.

Mas não pensem que será fácil. A também veterana Julia Goerges é quem mais acertou aces no torneio até agora – 44, cinco a mais que a própria Serena – e já avisou: vai de franca atiradora na quinta-feira. Goerges derrotou a amiga pessoal Kiki Bertens de virada e faz sua primeira semi de Slam na mesma temporada em que atingiu um inédito top 10. Como se vê, 29 anos não são empecilhos.

– Kerber x Ostapenko
Que belo jogo fizeram Kerber e Kasatkina, pena que terminou em dois sets. A alemã usou a tão importante experiência e seu fabuloso poder de defesa para cobrir toda a quadra, lutando ferozmente pela vitória. A russa, 21 anos, tem muita mão e isso por vezes atrapalha a aplicação tática.

Kerber se prepare para correr mais ainda na semi diante de Ostapenko, autêntico duelo de ataque-defesa, inédito no circuito. A letã disparou 33 winners em cima de Cibulkova e não perdeu sets no torneio. Parece estar naquele estado de graça que a levou ao título de Paris no ano passado.

Cenas do 9º dia
– Dura derrota para Bruno Soares e Jamie Murray. Jogo disputado game a game, quatro horas de esforço, cinco sets em plena Central, que precisou ligar luzes e fechar teto para que o jogo terminasse hoje.
– Aos 40 anos, Mike Bryan atingiu a semi de Wimbledon ao lado de Jack Sock e voltará à liderança do ranking de duplas na segunda-feira. Contundido, o irmão Bob festejou lá de casa.
– Andy Murray comentará a rodada na BBC ao lado de Tim Henman. E acredita que Djokovic pode conquistar o título em cima de Nadal e Federer.
– Serena mostrou toda sua simpatia na saída da Central, ao ajudar um fã a manusear o celular e ela própria tirou a selfie desejada.


Comentários
  1. Fernando Pauli

    Disse uma vez aqui no blog que WB 2008 foi um divisor de águas no H2H entre Federer e Nadal, vejamos!
    Primeira Fase Miami 2004 até RG 2008, 17 jogos, 11 a 6 Nadal. Nove jogos no saibro, 8 a 1 Nadal. Dois na grama, 2 a 0 Federer e 6 na Hard, 3 a 3 empate. Note que nessa primeira fase, Federer jogou mais no saibro contra Nadal do que nos outros pisos, 9 a 8. Federer tinha físico e não se importava de enfrentar Nadal no saibro pois queria vencer RG, foram quatro encontros e quatro derrotas 1SF e 3 F. O divisor de águas veio em WB 2008, começa a segunda fase, WB 2008 até AO 2014, 16 jogos, 12 a 4 Nadal. Cinco no saibro, 4 a 1 Nadal, um na grama 1 a 0 Nadal, e 10 na hard 7 a 3 Nadal, nessa fase foi um massacre, pois Nadal “entrou na cabeça de Federer” de tal maneira que Federer perdia os jogos no emocional para Nadal. Notem que a quantidade de jogos no saibro diminuíram drasticamente. Na primeira fase foram 9 jogos em 4 anos, agora 5 jogos em 6 anos. Já na terceira fase Basel 2015 até M 1000 Shangai 2017 ( por enquanto ), foram 5 jogos só na hard e 5 a 0 Federer. Notem que Federer não jogou mais no saibro e não se enfrentaram mais em WB, curioso que na grama só se enfrentaram 3 vezes e consecutivas 2006, 2007 e 2008 e na final de WB. Ao optar por jogar apenas na hard, Federer tirou a desvantagem na hard. No total dos 38 jogos tem-se, 23 a 15, 3 na grama, 2 a 1 Federer ( a última foi WB 2008 ), 14 no saibro, 12 a 2 Nadal ( a última M100 Roma 2013 ) e 21 na Hard 11 a 10 Federer. Tomara que tenhamos um FeDal em WB 2018 após 10 anos, a ver.

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  2. Mário Fagundes

    Incrível mesmo é como as coisas mudam rapidamente entre os comentários. Cadê a turma que dizia que Nadal não chegaria longe em Wimbledon? E por onde andam aqueles que disseram que Djokovic não mais voltaria a ser protagonista no circuito? Pois é… E é óbvio que Delpo tem bola para vencer Nadal, mas terá de lutar muito pra conseguir esse feito. E Djokovic só não vence Nishikori se tiver num mau dia ou se tiver alguma lesão durante a partida. E Federer vai abaixar bastante a bolinha pra incomodar o gigante Anderson. O suíço deverá vencer em sets diretos.

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  3. alessandro sartori

    …acho que vamos ter semis sem surpresa, talvez a maior será Isner que deve melhorar ainda mais seu H2H contra o canadense…
    Dalcim, vi no outro post a eterna briga pelos números de quem é maior ou melhor, gostaria de saber uma coisa:
    Sobre quantidade de títulos ATP250 que cada um do top3 tem, porque acho que já a vários anos os tenistas praticamente nem jogam esses torneios, até os da série 500 eles pulam a maioria, então gostaria de saber quantos títulos de Atp250 tem cada um dos 3 gigantes ?

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  4. Alice

    Não vi ninguém falar, então vale ser ressaltado que, caso Del Potro vença Nadal nas quartas, o argentino assumiria o terceiro posto (#3) do ranking mundial, superando o jovem Zverev de 21 anos. E SIM, essa seria a sua melhor posição em toda sua carreira, logo…perto de completar 30 anos! Incrível, penso que com certeza seu tênis merecia semana (s) no top3 do ranking. Lembrando que Wawrinka e Ferrer, tenistas em atividade já conseguiram esse feito em suas respectivas carreiras, digo de ser número #3 do mundo nessa era do Big4 (Federer, Nadal, Djokovic e Murray), o que é com certeza, não só exemplar, porque é preciso muita consistência, mais também excepcional por estar bem debaixo dos melhores tenistas deste século.

    Ah, podemos ter também o sul-africano, Anderson superando Marin Cilic no ranking, no caso, vitória do Kevin sobre o Federer valerá o número #6 pra ele, o que também seria o seu melhor ranqueamento de carreira. E ainda, John Isner vencendo Milos Raonic, ultrapassaria Dominic Thiem e assumiria o posto #9, igualando assim a sua melhor posição.

    E olhe só os “saltos triplos” que podemos ter de Kei Nishikori e Djokovic, o japonês pularia do atual (ranking de momento) #19 para o número #12, ou seja, encostaria no Top10…ficando as portas com Schwartzman. Enquanto o multi-campeão, Novak Djokovic…saltaria do #23 para o #13, com o detalhe que em caso de derrotas (até prováveis) das “zebras” (pra mim e mais alguns..rs) Anderson e Isner, logo dois mega sacadores em Wimbledon…..o sérvio atingiria o posto de número #7 na corrida para o ATP Finals…e mal chegamos ao segundo semestre!

    Fedal, que se cuide! 😛

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    1. Isac Martins

      Olha, Alice.

      Só faltou mesmo o Nishikori. O Anderson já conseguiu e no momento que escrevo o Del Potro tá encaminhando a partida com 2×1 sobre Nadal em sets.

      Quase acertou tudo!

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  5. Renato

    Sobre a questão h2h e tal, já disse aqui que Federer tem vantagem contra o espanhol nas quadras duras e grama, perdendo apenas no saibro. Roger também tem esmagadora vantagem sobre Nadal em número de slam nos dois pisos. Não vou nem citar a questão técnica, beleza de jogo e popularidade, onde Federer leva ampla vantagem sobre o rival de barro. Também a de se levar em consideração os pouquíssimos confrontos na grama entre ja dois.

    Conclusão: Federer é mais completo e muito melhor que o espanhol. Não tem como questionar o inquestionável.

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    1. Eduardo

      E tenho dito!! O importante Renato é ter convicção absoluta sobre as coisas. Discutir para quê se você afirmou de maneira tão peremptória? A vida não é assim meu caro; usar como argumento o H2H nas duras, teoricamente a “praia do RF”, dizendo que leva vantagem (11×10)? me parece equilibrado, não?. E o H2H consolidado, não vale? saibro não é tênis também? E os títulos olímpicos, e o percentual de vitórias, e as Davis? e os 5 anos a menos? Acho que dá um molho danado essa discussão. No Brasil valorizamos muito os gênios, como é o caso de RF, sem dúvida. Mas e os mortais, como RN, que conseguem competir de igual para igual com RF? Essa postura sul americana de valorizar somente os gênios, salvadores da pátria, etc., nos custa muito, em vários setores da vida, inclusive no exemplo que tivemos na última sexta feira.

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  6. Fabio

    Dalcim, uma sugestão. Percebi que as notícias de Wimbledon e Roland Garros tem uma página separada para elas no site e se acessarmos essas notícias do evento não vemos algumas notícias não relacionadas ao evento. Vendo os comentários feitos nas derrotas dos brasileiros acho que poderia ser feito algo no sentido de não dar destaque a notícias negativas dos brasileiros, por mais que o site deva noticiar creio que a maioria das pessoas acessem as notícias porque está em destaque na lista e não porque estão interessadas no resultado dos jogadores e apenas destilam seu veneno, o que não acrescenta nada. É só uma sugestão. No mais, gostaria de parabenizar o blog e o site que acredito ser o único no país que serve como referência para mim e pelo que vejo para muitas outras pessoas que não tem a barreira do idioma e acessam o site por opção mesmo.

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    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado pela sugestão, Fábio, mas isso é inviável. Temos sim de noticiar tudo sobre os brasileiros. O que se espera é bom senso das pessoas. Comentários abusivos têm sido deletados.

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    1. GUSTAVO DE ALMEIDA

      Acho q Raonic ganhará do Isner e que Depois deve perder o jogo pro Nadal, mas ganhar pelo menos um set.
      Contudo, se Depois ganhar o primeiro set , acho q ele vencerá a peleja. Isso teria um impacto no ânimo, diminuindo o cansaço esperado por um dia a menos de descanso (mais uma vez).

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  7. Rodrigo S. Cruz

    (Nadalete Leme): ” São as federetes de sempre, né? Estrebucham, ficam machinhas, mas diante dos números apresentados, nadam falam. Federer é freguês e motivo de alegria para Nadal e Djokovic quando se encontram em Slams. Ah, sim. Djokovic fechou o Grand Slam, assim como o Rod Laver”.

    1) Você deve ter informações privilegiadas. Porque eu não sabia que a NABA do Aus Open 2017 tinha sido motivo de alegria para Rafa…

    2) Mentir é feio. O Djokovic nunca ganhou os 4 Slams no mesmo ano, como fez Laver.

    3) SENNA foi o melhor mesmo. E fazem coro comigo o próprio Schumacher (muitos risos) bem como 90% dos pilotos de Fórmula 1. Confira:
    https://www.youtube.com/watch?v=Wsvfd4sC0rI&t=219s

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    1. José Eduardo Pessanha

      O que eu acho mais engraçado é ver um coroa como o Leme não gostar de um tenista clássico como o Federer. O único cara da atualidade que apresenta um tênis vistoso como o de antigamente.
      Abs

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    2. Rubens Leme

      Rodrigo, tem um coitado revoltado aqui porque sou fã de Borg e vc me chama de Nadalete? Precisam se acertam de quem sou fã, rapaz! Ao menos, seu português não é tosco igual ao dele. E, sim, torço pro Borg, depois dele assisto tênis, mas ninguém proporcionou a mesma alegria para mim.

      Náo, de fato, Djoko não ganhou no mesmo ano, mas os venceu em sequência e acho que isso nós concordamos, certo?

      O que você chama de Naba foi um 3×2 e naquele dia torci pro Federer porque ele estava precisando muito daquele título. Mas naba foi mesmo a final de Roland Garros, de 2008: 6–1, 6–3, 6–0.

      É verdade, no momento ele está 5×0 contra Nadal, mas ainda assim está 15×23.

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  8. Alice

    Interessante, parece que agora quem tem “bloqueio mental” é o Nadal, já que está 5 a 0 em vitórias para o Federer nos últimos confrontos. Mas, se o suíço conseguiu a conversão, digo, se livrar do bloqueio mental, quem ousará dizer que o espanhol não consegue a tal sonhada conversão (vitória) também. Pois, alguém que conseguiu ter um retrospecto de 23-10 contra seu maior arquirrival, com certeza…não usou ‘apenas’ a sua força mental pra conseguiu tal dominância…

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    1. Viana

      Com todo respeito, queria dizer que discordo dessa opinião de bloqueio mental, tanto de Federer como de Nadal.
      O que acontecia é que o NAdal tinha o jogo que não combinava nada com o jogo do Federer…
      Era a criptonita do Federer… O forehand do Nadal cheio de spin machucava muito o backhand do Fedex, e todo mundo sabia disso.
      Além do fato de Nadal ser canhoto, outro fator que atrapalhava um pouco o Federer.
      Quando veio o AUS OPEN e o Federer começou a atacar com o backhand na subida e dentro da quadra, pegou o Nadal de surpresa e o deixou meio sem estratégia… apesar de ter sido um jogaçoooooo! Nos jogos seguintes… Federer massacrou mesmo.
      Óbvio que Nadal já pensou em uma ou mil estratégias para vencer esse novo Federer…
      A pergunta é: será que achou a resposta certa? Só veremos no próximo confronto. Apesar de WB favorecer bastante o suíço! Mas como disse Dalcim: NUNCA DUVIDE DE NADAL!!
      Pra finalizar: O que acontece é q esses 2 gênios do tênis sempre buscam maneiras de bater seu oponente, e em grande parte de suas carreiras, Nadal tinha a fórmula certa!!! Agora, parece que esta fórmula está nas mãos de Federer… Vamos ver, pois os 2 se reinventam a cada dia!!

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      1. Alice

        Pois é, Viana…as “fórmulas mágicas”. Pensaste que não poderia em tese um grande campeão “se deixar levar” seja pelo seu mental/emocional e/ou seja pelo lado estratégico/tático do adversário…Mas, o ser na teoria é uma coisa, na prática pode fugir do padrão…é o que me está parecendo. Nessas horas infundadas, porque não deveriam existir essa discussão, novamente, em tese…só um nome, digo, um grande tenista me vem a mente, Rod Laver. Pois, acredito eu que, não há disputa em que o australiano não esteja no páreo. Enfim, é por isso que eu ainda continuo o (Laver) considerando o MELHOR tenista de toda a história do tênis, já o maior, eu sinceramente, não faço ideia…só sei que na Era Profissional do tênis, não houve, até o presente momento…ninguém MAIOR que Roger Federer. Já da história é difícil dizer, pois muitos entram no páreo e os dados são de complicada comparação, tendo em vista que os “moldes” dessas análises oscilaram com o tempo, assim como as raquetes se ‘transformaram’…rs!

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  9. Sérgio Ribeiro

    Sobre os vencedores , nada a acrescentar. Só acho que teremos vários Tie- Breaks. Daí que alguns 3 x 0 podem não pintar, ate’ mesmo com o Craque. A WTA é tão doida que somente temos uma TOP 10 entre as 4 Semifinalistas. Mas 3 Campeãs de SLAM . Bota doideira nisso rsrsrs. Abs!

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  10. Efraim Silva

    Na torcida pela Serena e a Ostapenko na final. No masculino, acho que tá mais pra Federer e Novak, mas estou na torcida por mais um Fedal.

    Faltou o Murray para possivelmente ter as semifinais perfeitas.

    Qual a última vez que isso aconteceu?

    Responder
    1. Alice

      Efraim, acho que nossa percepção está andando no mesmo trilho. E acredite, com a ausência de Murray nas possíveis semifinais de Wimbledon-18 completará se 26 Grand Slam sem o quarteto (Federer, Nadal, Djokovic, Murray) reunidos juntos nas semis de um Major, a última ‘reunião’ foi no Aberto da Austrália de 2012, sim…mais de 6 anos atrás, naquele mágico ano em que cada um arrematou um Major, onde o campeão dessa última reunião foi um tal cara que está tentando voltar a ser O protagonista outra vez em um Grand Slam, ele mesmo, Novak Djokovic.

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  11. João ando

    A final feminina vai ser kerber e serena…e vai dar Angie em três sets….1/6 6/4 6/4. No masculino Roger x rafa…. e vai dar Roger 6/3 6/4 2/6 6/7 6/3 em 4 horas e 30 minutos de jogo…com Nadal levando advertência por excesso dr tempo nos intervalos do saque podendo até levar a perder o direito do primeiro saque e perda de ponto. ….

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  12. Mike

    se o Big 3 confirmar seus favoritismos, eles estarão na semifinal, só faltaria o murray pra ficar completo, que ironicamente estará comentando as partidas de seus rivais no quintal de sua casa na BBC, uma pena, espero que ele volte logo, faz muita falta pra dramaticidade do tenis.

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  13. Marcos Castillo

    Claro que vai ter o mimimi, dizendo:
    -Ah, mas foi só um jogo…
    Como o H2H voltou a ser pauta por aqui, resolvi fazer uma brincadeira e levantei alguns confrontos interessantes:
    •Ronald Agenor x Agassi
    •Safin x Sampras
    •Dustin Brown x Nadal
    •Saretta x Guga
    •Roddick x Djokovic
    •Jaime Oncins x Borg
    •Rafter x Federer
    •Santoro x Safin

    Acreditem que, em todos confrontos citados, o primeiro jogador leva vantagem sobre o segundo.
    Enfim, fiz essa compilação inútil de dados somente para dizer que o tal do H2H não serve pra nada…

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Bem relativo seu comentario, seria mais consistente se vc postasse quantos jogos um venceu sobre o outro. Pex, salvo engano, o glorioso D. Brown venceu Rafa duas vezes na grama (Halle e W), o q não caracteriza freguesia; já Rafa está 23×14 em Federer, com vitoria em final de GS em todos os pisos, choro em final de GS, sofrimento dos seus torcedores, são situações bem distintas…

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Atualiza esse h2h, L.F. Eram 23 x 10 mas passou para 23 x 15. Produto de 15 x 2 no Saibro para Rafa e 13 x 8 para Roger nos demais Pisos somados. Abs!

        Responder
      2. Rodrigo S. Cruz

        Atualize a tua PLANILHA.

        Está 23 a 15.

        E com sério risco do farsante tomar 6 chicotes seguidos.

        Coisa que nem ele conseguiu fazer no suíço…

        Responder
      3. Marcos Castillo

        Não é relativo, LF.
        Deixei claro ser uma brincadeira.
        Obviamente que confrontos onde houve dois ou três jogos não podem ser levados a sério. A ideia era trazer apenas algumas curiosidades.
        Abs!

        Responder
      4. Kahlil

        Luiz Fernando, o placar correto é 23 x 15 e diminuindo a passos largos, sendo que tivemos 15 jogos no saibro contra apenas 3 jogos na grama!

        Responder
    2. Alessandro Siqueira

      Não sei se você já estudou estatística, mas nela existe algumas questões objetivas. Desvios padrão não são considerados, assim como amostras muito pequenas não são levadas em consideração. Sendo assim, não se pode comparar Dustin Brown x Nadal com Djokovic x Nadal. Uma coisa é uma mostra de 3 ou 4 jogos. Outra, completamente diferente, é a que contempla dezenas e dezenas de jogos.

      Dizem que a estatística é a arte de espancar os números até que eles confessem o que nos interessa. Talvez seja mesmo, mas parece bem evidente que, afastando os olhares ideológicos a partir da técnica correta, os números trazem considerações importantes.

      Responder
      1. Marcos Castillo

        Sim, Alessandro.
        Estudei estatística nos dois primeiros anos da faculdade de administração com o grande professor Sérgio Eboli Bonini, que disse à classe no primeiro dia de aula:
        “Estatística não serve pra p…nenhuma, pois se o cara tá com a cabeça no forno e o pé na geladeira, na média a temperatura tá boa, mas o cidadão tá morto”.
        Mais explicações sobre o teor do comentário na resposta ao Luiz Fernando.
        Abs!

        Responder
      2. Alice

        Perfeito, Alessandro. Mais do que certeiro, foi técnico na questão dos números, mais especificamente o que a estatística é capaz de nos mostrar através deles.

        Responder
    3. Sérgio Ribeiro

      O problema é que o rapaz que trouxe o assunto de volta, Marcos , tem Borg como um Deus. E o BigMac nas últimas 6 venceu 4 , sendo três em Finais de SLAM de maneira consecutiva .McEnroe fez de tudo para demove-lo da ideia de se Aposentar. Dá pra perceber que a Longevidade do Suíço e jogando em alto nível o deixa muito P**o !!! rsrsrs Abs!

      Responder
    4. João ando

      Marcos. Serve para algo sim.Serve para tenista que são inferiores tecnicamente que ganharam do borg .do Guga e do francês Santoro… para eles falarem que jogaram e ja ganharam…

      Responder
      1. Marcos Castillo

        Hahahahahahaha, boa Ando.
        Eu posso dizer que já levei o Rodrigo Simoni pro terceiro set, mas joguei como nunca e perdi como sempre…
        Abs

        Responder
    5. Adriano Pires

      Concordo com sua conclusão Marcos.
      O H2H é uma medida muito imperfeita de comparação de atletas porque falha no princípio de transitividade (se A>B e B>C, então A>C obrigatoriamente). Um caso emblemático no tênis é o do trio Nadal-Davydenko-Federer, pois, Federer tem H2H negativo contra Nadal, que tem um H2H negativo contra Davydenko, que tem um H2H contra Federer. Note-se que todos jogaram muitas vezes entre si ao longo de muitos anos (o H2H não é resultado de uma “fase ruim”, fim ou começo de carreira de alguém). Se Federer fosse “A”, Nadal “B” e, Davydenko “C”, então temos que A<B<C<A, o que resulta em A<A (???). Uma inconsistência, obviamente. Assim, minha percepção pessoal é que o H2H é um instrumento muito superestimado pelas pessoas. Para mim, títulos, ranking e percentual de vitórias na carreira sempre deveriam ser mais relevantes em qualquer comparação.
      Abs.

      Responder
      1. Adriano Pires

        Só complementando: o que concordo é com a conclusão de que o H2H é falho. Como outros apontaram corretamente, uma amostra muito pequena não diz necessáriamente muito. Davydenko e Nadal jogaram 11 vezes (6×5), o que, se não é muito, tão pouco pode ser desconsiderado. Note que, para que o princípio da transitividade seja quebrado no caso apresentado, eu não preciso que o resultado do H2H Davydenko-Nadal fosse uma lavada em favor do primeiro (6>5, o que basta). Finalmente, percentual de vitórias na carreira que me refiro é contra todos os atletas, no geral mesmo.
        Abs.

        Responder
  14. Alexandre

    Se tudo ocorrer dentro da normalidade, creio que seja impossível alguém vencer o Federer…assim como RG está para o Nadal, WB está para o suíço. Mas caso ele esteja no dia ruim em que nada dá certo, Djokovic é seu sucessor natural ao título.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Impossível não existe no tênis.

      Muito menos pra membros do Big 3…

      Mas que o Federer é favorito, só fanáticos café-com-leite ou clone, para duvidar.

      Responder
  15. Kelly

    Em relação aos tenistas mais bem ranqueados da ATP, alguém poderia me esclarecer, quem não é galinha morta em cada superfície, por favor? Porque, além do Big 3, não sei ao certo os que estão dentro dessa lista tão seletiva! O meu objetivo é de poupar energia nos próximos torneios e torcer somente nos jogos onde houver a verdadeira disputa.

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Mais fácil vc imaginar quem não é galinha morta kkk. E ainda tem o detalhe de quem é galinha morta em GS e não é em M1000 ou ATP 500, poderia citar um em especifico, que pergunta difícil hein Kelly…

      Responder
    2. Alice

      Kelly, analisando todos os comentários do blog aqui em: 3, 2, 1…

      Carregando resultados….

      Aguarde um momento….

      O resultado da respota é…

      !Inconclusivo!*

      HAHAHAHAH

      Responder
  16. Renato

    Concordo com os palpites do Dalcim.

    Admito que não esperava nada do espanhol no começo do torneio, mas é preciso admitir que ele está jogando muito bem. Ainda o coloco um pouco atrás de Novak e bem atrás de Federer.

    Alguns estão falando sobre a possibilidade de Nadal vencer Roger na final, mas não se esqueçam: O suíço vem de cinco vitórias seguidas contra o espanhol(algumas em quadras mais lentas que a grama de Wimbledon) e parece ter desenvolvido uma maneira diferente de enfrentar Rafael. Também parece não ter mais bloqueio mental.

    Responder
    1. PIETER

      Sim, é verdade mas não esqueça de que a última vez em que se enfrentaram foi ano passado. De lá para cá Nadal evoluiu muito como jogador e está cheio de confiança. E o Federer deu uma caída, seu backhand já não é mais o mesmo daquela época, sofrendo derrotas inesperadas este ano, inclusive na grama.
      E a última vez em que jogaram na grama foi há exatos 10 anos atrás, com vitória de Nadal.
      Assim, parece-me que o espanhol hoje em dia é muito mais ameaçador para o suíço, em uma eventual final de Wimbledon.
      Mas, certamente, seria uma final sensacional, digna de rivalizar com a final do Copa do Mundo de Futebol!

      Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Não.

      Desta vez, eu quero que o Djokovic ou o Nadal sobrevivam até domingo 15.

      Já passou da hora de trocar o ESPARADRAPO da boca desses fan-boys anti-Federer…

      Responder
  17. Luiz Fernando

    Quanto a opinião de Murray sobre Djoko, tenho postado q o sérvio é meu segundo favorito, depois de Federer, ou seja, concordo c ele…

    Responder
  18. Luiz Fernando

    Concordo com 75% da matéria, mas vejo Raonic com mobilidade muito maior do q Isner, e por isso mesmo mais capaz de chegar em bolas não decididas pelos serviços, o q dá a ele discreto favoritismo. Como tende a ser um jg de aces e tiebreaks, como exposto pelo Dalcim, deve haver grande equilíbrio.

    Responder
  19. Rubens Leme

    Potro foi mal hoje. TInha 40/15 sacando em 5/4 para fechar, perdeu o serviço e foi para o terceiro tie-break e quase para o quinto set. Sofreu demais quando Simon atacava sua esquerda, especialmente com bolas cruzadas. Não tem armas para tirar Nadal, sequer um set.

    E Serena vai calando aqueles que a chamaram de gorda e a ridicularizaram pelas suas formas. Já já volta ao número 1.

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    1. Alice

      Rubens, gostei. Mas, enfim…eu tenho pensado e não é de hoje e nem de ontem, você acredita que Novak Djokovic possa voltar a ganhar mais título(s) de Grand Slam e quem sabe voltar ao topo (ser número #1) de novo?

      Pois penso que, ele está evoluindo desde sua cirurgia, o progresso está sendo muito bom mesmo..e eu já lhe “tiro” Wimbledon” dá conta, porque não acredito nesse instante que ele consiga vencer o Major britânico, ele é capaz sim, mas EU não acredito…digo/penso que o sérvio não esteja “preparado” pra tal façanha, mas ele está ai, não? De pé nas quartas…Só que parece me uma questão de tempo para Nole voltar a ser um grande protagonista como vem sendo até aqui em Wimbledon2018. E eu, sinceramente, não tenho a menor dúvida que ele voltará ao Top5 do tênis mundial em breve…é…parece que Zverev, Cilic e Del Potro terão que chegar a um consenso, pois Djokovic mesmo agora com seus 30 anos completados é capaz de jogar um melhor tênis do que qualquer um desses citados. Agora, nós podemos ter a ‘certeza’ de que os admirados do sérvio (fãs) podem respirar mais aliviados…e isso é bom, mesmo sendo o BigFour, pra mim sempre será bom..haha

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      1. Sérgio Ribeiro

        Pois é , Alice . Mas 08/08/2018 Roger faz 37. Rafa Nadal fez 32 em Rolanga e Andy e Novak 31 completados em junho com diferença de apenas uma semana. Abs!

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        1. Alice

          Às vezes, eu acho que é melhor eu RIR, porque não é possível, Sérgio. Dando uma passadinha no ranking as conclusões mais incrédulas, ainda são reais:

          Fedal (Federer e Nadal), número #2 e #1 do mundo = ainda continuam no topo, no apogeu….

          Djokovic = ainda está em forma, não descartemos para a conquistas de títulos importantes mais à frente…

          Murray = fora de forma, porém é um multi-campeão e se voltar a forma se torna candidato a qualquer título…

          Acho que ou estão dando Ctrl C e Ctrl V no ranking, ou realmente estamos voltando no tempo e não estamos a perceber…acho que talvez daqui a pouco aparece o Agassi dentro da quadra, fortão devolvendo muito lá atrás….ai vem o Sampras, sacando que nem o Kyrgios no segundo serviço…não duvido de eu ainda ver o canhoto Laver conquistar mais uma vez os 4 GS no mesmo ano…Socorro! HAHAHA

          Espero, que seja só uma falta de manutenção no sistema da ATP…acontece, ainda temos falhas tecnológicas. 🙂

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      2. Rubens Leme

        Tudo é possível, Alice. Quem diria, no final, de 2016, que Fedal voltariam a reinar em 2017 e 2108 ganhando os 6 Slams até agora? Djokovic nunca tinha tido uma contusão grave e acho que seu principal problema ainda é pessoal que deve estar atrapalhando o seu mental mais do que as dores.

        Se conseguir ajeitar tudo, tem ainda um longo caminho, até porque sabe vencer a dupla como ninguém. E por ser mais jovem que os dois, pode perfeitamente ser dominante novamente. Até mesmo o Murray. Aposto muito mais neles do que em um Dimitrov, Kyrgios e até o Zverev.

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        1. Alice

          Com certeza, Leme. Apostaria também muito mais em Djokovic e Murray do que em Kyrgios e Dimitrov, agora o Zverev…é interessante, porque o jovem realmente ao meu ver está em uma crescente…mas uma vez integrante do quarteto, sempre integrante do Big4 …hahaha!

          Gente…quando é que vão destronar esse quarteto??, lá se vão mais de 14 anos e meio…! E eu, pelo visto, BEM otimista…pensava que no máximo até 2020…poderia enfim, estar todos se não quase todos (3/4) aposentados, mas que nada…pelo andar das coisas, mais 3 anos de domínio é o mínimo..rs!

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