Os campeões mandam
Por José Nilton Dalcim
16 de maio de 2018 às 19:28

Três dos únicos quatro campeões que Roma viu desde 2005, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Alexander Zverev garantiram com folga a vaga nas oitavas de final do segundo mais importante torneio sobre o saibro europeu de todos os tempos. A quinta-feira de 16 jogos no Fóro Itálico promete ser eletrizante.

Nadal não fez mais que um treino, chegou ao 100º ‘pneu’ da carreira e reencontrará o também canhoto Denis Shapovalov, que ousou vencê-lo ano passado em Montréal. Com um tênis bem conservador, Djokovic se preocupou acertadamente mais com o resultado do que com o estilo e pode dar outro passo rumo ao duelo com Rafa, já que enfrentará o freguês Albert Ramos, canhoto que perdeu todos os 13 sets disputados contra o sérvio em cinco duelos. Zverev mostrou fácil adaptação às condições mais lentas de Roma e deve usar isso contra Kyle Edmund.

Fabio Fognini venceu o jogo mais disputado e técnico do dia diante de Dominic Thiem. Um espetáculo disputado palmo a palmo, com direito a lances de tirar o fôlego e cenas raivosas dos dois lados. Vindo de más campanhas, o italiano tem o público fanático a seu lado contra Peter Gojowczyk. Estou curioso para ver o que acontecerá se ele encarar Rafa nas quartas.

Também vibrante foi a virada de Kei Nishikori em cima de Grigor Dimitrov, saindo de 2/4 no terceiro set. Se passar por Philipp Kohlschreiber, pode cruzar outra vez com Djokovic, para quem perdeu dias trás em Madri. Por fim, Juan Martin del Potro dominou a juventude de Stefanos Tsitsipas e desafia David Goffin, estilos bem antagônicos. Quem passar, deve ter Zverev. O Masters romano está excelente.

A chave feminina tem um pouco de tudo, incluindo três norte-americanas (Venus, Keys e Stephens) ainda vivas. Rodada a rodada, Simona Halep e Carol Wozniacki lutam pela liderança do ranking e ambas têm jogos duros, contra Keys e Sevastova, respectivamente. A surpresa é a presença da grega Maria Sakkari nas oitavas, que tem uma disputa particular com Maria Sharapova para ver quem consegue ainda ser cabeça em Paris.

Aliás, as campeãs também estão mandando até agora em Roma: Elina Svitolina continua firme na defesa do título e Sharapova está atrás do tetra. Nenhuma outra entre todas as inscritas ergueu troféu no Fóro.

Um pouco de história
Nascido Internazioli d’Itália e transformado no Aberto da Itália quando surgiu a Era Profissional, o torneio de Roma já foi considerado o ‘quinto Grand Slam’ do circuito e é tradicionalmente o segundo mais importante do saibro europeu.

Até que o atual evento de Miami surgisse no calendário, o torneio italiano era o único do circuito a imitar os Slam e ter chaves masculina e feminina, ainda que disputadas em semanas consecutivas e não simultâneas. A tradição também pesa: surgiu em 1930, apenas cinco anos depois de Roland Garros, e está sediado no espetacular Fóro Itálico há nada menos que 83 anos.

O tênis italiano já foi uma potência sobre o saibro, mas perdeu paulatinamente seu lugar na história. Nicola Pietrangeli ganhou Roma pela primeira vez em 1957 e brilhou por uma década. Foi substituído por Adriano Panatta, maior profissional da casa na história, que fez uma mágica temporada em 1976: ganhou Roma em cima de Guillermo Vilas e logo depois faturou Roland Garros com a honra de ter sido o único a derrotar Bjorn Borg no saibro parisiense. O feminino conseguiu sucesso maior dentro de casa, com os títulos de Rafaella Reggi, em 1985, e de Sara Errani, em 2014.

Pouca gente se lembra, mas o tênis muitas vezes muito lento do Fóro Itálico não impediu que dois nomes nada íntimos do saibro erguessem o troféu: Vitas Gerulaitis foi bi, em 1977 e 79, e Pete Sampras faturou ali seu grande troféu sobre a terra em 1994, em curiosa final diante de Boris Becker. Também brilharam seis sul-americanos: Vilas, Jose-Luis Clerc, Andrés Gomez, Alberto Mancini, Marcelo Riós e, claro, Guga Kuerten.

No feminino, Gabi Sabatini chegou ao tetra em seis finais disputadas. E Maria Esther Bueno viria a conquistar justamente em Roma o primeiro grande título de sua fabulosa carreira, ainda em 1958, repetindo o feito mais duas vezes, em 1961 e 1965.


Comentários
  1. Rodrigo S. Cruz

    Enquanto não sentiu o joelho, o Fognini dominou bem as ações contra o Nadal…

    Fez um grandíssimo primeiro set, em que teve chances de sair na frente, vacilou, depois foi quebrado e devolveu a quebra como se fosse algo fácil ou protocolar…

    Caiu muito de nível no segundo set, mas fazia parte da estratégia de guardar pro set decisivo.

    Já que o tênis BRUCUTU do nadal se baseia essencialmente em cansar o adversário…

    Mesmo assim, o jogo foi cheio de lances de efeito, de tirar o fôlego.

    Muitos winners dos dois lados, por parte do italiano.

    Chegou a dar uma passada cruzada de devolução com slice, com o Nadal subindo pra rede.

    Jogão…

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  2. Jefe

    Os novinhos estão chegando.
    Nadal arrasador.
    Números do Tenis alterados, senão vejamos:
    237.
    308.
    20.
    06.
    Números em ordem de dificuldade e importancia.
    Não são os únicos números do tenis, há outros legais também, mas são os maximos e absolutos.
    Talvez inalcançáveis.
    Curtamos.

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  3. José Eduardo Pessanha

    Dalcim,

    O Félix está nas quartas do Challenger de Lisboa. Enfrentará o local Pedro Sousa. Robredo também está nas quartas, assim como Taro Daniel e o chileno Garín. Aliás, teve gente aqui no blog que disse, uns anos atrás, que o Garín era mais talentoso que o Federer. Infelizmente não lembro o nome de quem disse um absurdo desses. rs

    Abs

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    1. José Nilton Dalcim

      Se não me engano, Félix pegará o terceiro português seguido. E curioso o Taro Daniel jogar Lisboa, já que mesmo top 80 ele terá de se aventurar no quali de Roland Garros na próxima semana.

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  4. RODRIGO AZEVEDO

    Dalcim, pelo o que pesquisei, somente Gaudio, Djokovic e desde semana passada o Thiem tem 3 ou mais vitorias sobre o Nadal no saibro. O restante do circuito tem no máximo 2 vitorias no barro sobre o touro. Pergunta, amanha vc acha que o italiano tem chance de entrar neste seleto grupo? Abs.

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  5. André Barcellos

    Ainda sobre o pneu 100 de Nadal, andei lendo uma estatística interessante.
    Só tem até o ano de 2014, mas é notável que Naddal foi quem mais levou pneus, dentre o chamado “big four”.
    Federer é quem levou menos.
    Apenas fatos. Sem muitas considerações ou blá blá blá:

    Federer (4)

    2008 RG F vs Nadal: 1-6, 3-6, 0-6
    1999 Queen’s Club R64 vs Byron Black: 3-6, 0-6
    1999 RG 1R vs Rafter: 7-5, 3-6, 0-6, 2-6
    1999 vs Monte Carlo R64 vs Vincent Spadea: 6-7(3), 0-6

    Nadal (12)

    2011 WTF RR vs Federer: 3-6, 0-6
    2011 Tokyo F vs Murray: 6-3, 2-6, 0-6
    2011 Doha R16 vs Lukas Lacko: 3-6, 6-4, 0-6
    2009 Rotterdam F vs Murray: 3-6, 6-4, 0-6
    2008 Chennai F vs Youzhny: 0-6, 1-6
    2007 Paris F vs Nalbandian: 4-6, 0-6
    2007 Hamburg F vs Federer: 6-2, 2-6, 0-6
    2006 Wimbledon F vs Federer: 0-6, 6-7(5), 7-6(2), 3-6
    2005 Monte Carlo F vs Coria: 6-3, 6-1, 0-6, 7-5
    2005 Buenos Aires QF vs Gaudio: 6-0, 0-6, 1-6
    2004 Lyon R32 vs J Benneteau: 3-6, 0-6
    2004 USO 2R vs Roddick: 0-6, 3-6, 4-6

    Djokovic (7)

    2012 Cincy F vs Federer: 0-6, 6-7(7)
    2011 Basel SF vs Nishikori: 6-2, 6-7(4), 0-6
    2010 IW R64 vs Mardy Fish: 6-1, 0-6, 6-2
    2008 Masters RR vs Davydenko: 7-6(3), 0-6, 7-5
    2007 Portugal Open F vs Gasquet: 7-6(7), 0-6, 6-1
    2005 USO 1R vs Monfils: 7-5, 4-6, 7-6(5), 0-6, 7-5
    2005 AO 1R vs Safin: 0-6, 2-6, 1-6

    Murray (11)

    2014 WTF RR vs Federer: 0-6, 1-6
    2010 Toronto R16 vs Monfils: 6-2, 0-6, 6-3
    2010 RG 3R vs Baghdatis: 6-2, 6-3, 0-6, 6-2
    2009 RG QF vs Fernando Gonzales: 3-6, 6-3, 0-6, 4-6
    2008 Toronto R16 vs Wawrinka: 6-2, 0-6, 6-4
    2008 Monte Carlo R16 vs Djokovic: 0-6, 4-6
    2007 Miami SF vs Djokovic: 1-6, 0-6
    2006 Paris Masters R16 vs Dominik Hrbaty: 6-7(6), 0-6
    2006 USO 4R vs Davydenko: 1-6, 7-5, 3-6, 0-6
    2005 USO 2R vs Arnaud Clement: 2-6, 6-7(2), 6-2, 7-6(4), 0-6
    2005 Wimbledon 3R vs Nalbandian: 7-6(4), 6-1, 0-6, 4-6, 1-6

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  6. Luiz Fernando

    Olha o Djoko pondo as garras p fora. Esta vivendo um momento turbulento, instável, mas nao tenho duvidas q voltara a brigar pela ponta e pelos principais títulos. Apenas torço p q isso acontece a partir da temporada de grama kkk…

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  7. Evaldo Aparecido Moreira

    De todos os jogos de hoje , o quais acompanhei , gostei de todos , Sacha e Edmund, muito bom , até o kokovic , jogou bem e solto hoje , só o saque um pouco a desejar , movimentação Boa, o que achou Mestre Dalcim !? Ah, o Baloeiro, Deus me defenda , o Shapolavov não soube pegar essas bolas, ou seja, neutralizar , faltou experiência neste quesito….mas o Nadal enfrenta o Foga, vai ser um jogão sem dúvida .

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  8. Sônia

    Amo o Sasha, mas nesse jogaço estava torcendo para o Kyle (gosto também) vencê-lo pois quero que o Sasha descanse e volte revigorado para o barrão francês (são 5 sets Sasha). Pelo que percebo, Sasha não quer concordar comigo rsrs e parece que quer mais um Master 1000 rsrs. Próximo jogo, nada contra voce Sasha lindão, mas vou torcer para o lindo Goffin. Beijos.

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  9. Gabi

    Ainda bem que o Del Potro não avançou.
    Muito chata essa demora dele em recolocar a bola em jogo.
    Eu sei que têm momentos em que realmente é necessário mais tempo para recuperar o fôlego. Mas com o argentino é sempre.
    E a próxima partida seria contra o Cilic, que tb demora.
    Já pensou Delpo x Nadal?

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  10. Luiz Fernando

    Rafa venceu bem e com mais facilidade do q eu imaginava, possibilidade (vencer c facilidade) q aliás foi citada ontem pelo Sérgio Ribeiro. O cara aparentemente voltou ao padrão MC/Barça e jogando assim é difícil encara-lo. Amanhã terá um adversário duro, acima de tudo pq o italiano é um jogador imprevisível, competente e talentoso. Mas não custa lembrar que as derrotas recentes de Nadal frente ao Fognini foram em maus momentos do espanhol (me lembro bem das derrotas no Rio, no saibro, e no USO), e o momento atual é completamente oposto.

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  11. Paulo F.

    Que é eficiente, não resta dúvidas.
    Só Novak Djokovic conseguiu neutralizá-lo.
    Mas que é o estilo de jogo mais horrível da história do tênis isso que o Rafael Nadal pratica, ah é!

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  12. Miguel BsB

    Caro Dalcim, estou lendo um livro muito bom, chamado The Secret of Spanish Tennis, não sei se vc já leu…Recomendo a tds os colegas, sejam curiosos, jogadores, amadores, técnicos etc.(talvez os anti nadalistas ferrenhos não apreciem as considerações sobre o método espanhol de treino rsrs, mas que tem sido muito efetivo há decádas, isso é indiscutível).
    Mas, a minha pergunta é a seguinte: no livro, creio que escrito em 2014, o grande técnico Luis Bruguera, pai do Sergi Bruguera, cita como é incrível que, no seu país, o tênis seja praticado por cerca de 150 mil pessoas, e tenham tantos jogadores top 100 por tanto tempo, e tantos top 10 e 20. Diz, não sei se esses números são precisos, que, nos EUA, o tênis é praticado por 20 milhões de pessoas, e está abaixo da Espanha há um bom tempo em termos de resultado.
    Você sabe, ou já viu algum estudo, mensurando a quantidade de praticantes de tênis nos mais diversos níveis aqui no Brasil? (Somos 200 milhões de habitantes). Se não, arriscaria-se a dar um chute? rs

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    1. José Nilton Dalcim

      Esse número de praticantes na Espanha certamente está subestimado, Miguel. Acredita-se que tenhamos 1,5 milhão de praticantes no Brasil com alguma regularidade, ou seja, que joguem ao menos uma vez por semana. Infelizmente, jamais foi feito um estudo decente para determinar números. Não sabemos quantas quadras, professores, praticantees ou quanto de dinheiro circula no mercado. Absurdo.

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  13. Leonardo

    E tomee balão
    Serio msm ,respeito mt o nadal, mas esse estilo de jogo dele é mt pobre e feio , empobrece o ténis, so dá balão pra cima e esperar que o adversario erre.
    O que acha Dalcim ?

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    1. José Nilton Dalcim

      São estilos diferentes, Leonardo. Alguns apreciam, outros não. Mas acho que essa variação é o que torna o tênis um esporte tão espetacular.

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    2. Marcos Castillo

      Leonardo, apesar da pergunta não ter sido feita pra mim, quero opinar: não acho que o jogo do Nadal seja só dar balão. Saca bem, devolve bem, forehand machuca muito nas bolas mais altas e tb naquelas mais rápidas de inside-out, além da clássica paralela de contra-ataque na corrida. O backhand melhorou muito, as deixadinhas funcionam e o voleio, que todo mundo critica, pra mim é melhor do que 95% do top 100.
      Posto isso, acho que o que torna o jogo do Nadal chato de assistir, pelo menos no meu caso, é a soma de três fatores principais:
      – a carranca permanente;
      – o esforço que ele faz para tornar estes golpes eficientes, pois não parecem movimentos naturais;
      – os insuportáveis rituais desde o encontro com o adversário no sorteio da moeda, saltando como um lutador de boxe, até o momento final onde invariavelmente tira sua faixa da cabeça, sacode a rala cabeleira e vai cumprimentar o oponente.
      Agora, acreditar que um cara conseguiria conquistar tudo o que o espanhol já conquistou apenas dando balão e correndo, é subestimar demais o atleta, os adversários e o esporte. Abs!

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      1. Bruno

        Foi a melhor definição sobre o Nadal que eu já li aqui no blog.
        Só acrescentaria as formas como ele se comporta nas vitórias e derrotas.
        Quando perde,sempre não dá os créditos aos adversários e por incrível que pareça o faz,demonstrando uma falsa modéstia.
        Como diz a musa “Nunca serão “

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  14. Rodrigo S. Cruz

    Quando a gente acha que já leu toda FAROFA que há, nos depararmos com mais essa.

    Comparar Fabio Fognini com o “malabarista” travestido de tenista, Mansour Bahrami.

    Um jogador que nunca chegou a ser 190 do mundo, em simples.

    Massa!

    Mas também, né…

    Esperar o que, de quem impõe ao Bello que seja um duplista, ao tempo em que elege ninguém menos do que o fantástico, o sensacional, o supimpa, o (pam, pam, paam, rufem os tambores): ROGERINHO ! como o futuro do nosso tênis? (rs)

    Aposto que se o Bahrami fosse novo, ele também ia sugerir que o iraniano MIGRASSE (sic) para simples…

    Só uma coisa acerca dos tais conselhos:

    Please man, don’t do us anymore favors…

    Kkkkk

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  15. Gabriel Cardoso

    Dalcim, o lance da Pliskova deve ter deixado o Connors orgulhoso, hein kkkkj só um comentário adicional: a Venus foi campeã em 99,
    No mais seu blog é parada obrigatória pra me manter antenado e fazer um apanhado do dia a dia no circuito. Abraços.

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  16. Rubens Leme

    Dalcim, a gente vive lembrando os lesionados, mas não se falou naquele que para mim foi o maior talento desperdiçado deste século, o Tsonga.

    Para mim, a semifinal no Australian Open, de 2008, quando fez 3×0 no Nadal é um dos maiores exibições individuais que vi. E se olhar o VT do jogo, observará que o espanhol jogou bem, mas não podia fazer nada contra aquele francês que parecia flutuar em quadra, com um saque espetacular e golpes belíssimos.

    Se ele tivesse metade do apuro físico do Big 4, o mundo teria conhecido um Big 5.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Dizem que Tsonga não trabalhou a parte física da forma que deveria e isso o sujeitou a inúmeras contusões. Uma pena, realmente.

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    2. Miguel BsB

      Verdade! Aquela vitória contra o Nadal foi, plagiando a SPORTV, S-E-N-S-A-S-I-O-N-A-L.
      Jogou demais, com um tênis agressivo e plástico, subindo à rede e voleando magistralmente, como pouco se via e se vê….

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  17. Antonio Gabriel

    Novak continua totalmente estranho, acho que ele precisa de um grande desafio para quem sabe acordar desta letargia que anda rondando ele.

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  18. Pat Cash

    O que achou do erro grosseiro da arbitragem no jogo Pliskova vs Sakkari? Foi falta de fair-play da tenista grega não ter acusado a bola dentro?

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  19. Rubens Leme

    Dalcim, de Roma, me lembro bem da final de 1989, em que o argentino Alberto Mancini derrotou Andre Agassi, em cinco sets.

    Anos depois, veio fazer uma exibição em São Paulo com Jimmy Connors, Ivan Lendl e o Cássio Motta. Fui com um antigo professor de Jaguariúna, o Betinho (talvez você o conheça), lá no Ibirapuera. A todo hora o Betinho falava que o Mancini tinha o back mais bonito do circuito. Jogou muito, chegou a ser 8 do mundo.

    Esse quadrangular foi sensacional. No primeiro jogo, Cássio entrou com uma raquete velha, de madeira, e no meio da partida, o Connors pulou a rede, pegou a raquete dele, ficou olhando aquela relíquia, e resolveu jogar um game com ela. Fizeram a festa. A segunda partida nada teve de amistosa, com Lendl e Mancini soltando o braço.

    No dia seguinte, Connors se machucou durante a partida e Lendl levou o caneco.

    Bons tempos.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Lembro muito bem do Mancini e dessa exibição, Leme. O argentino tinha um jogo muito bonito mesmo, o Gaudio seguiu muito o padrão.

      Responder
        1. Rubens Leme

          JImbo era um showman. Jogo dele contra BIg Mac ou Ilie era certeza de lances espetaculares e muita confusão. E que dupla ele fez com o romeno.

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          1. João ando

            Não Lembro do jimbo contra nastase…peguei o final de carreira de nastase. ..agora o fpgnini nunca ganhou um torneio de expressão assim como o mansou…agora cara desgruda de mim parece carrapato…espera Thomaz chegar de novo ao top 25…kkkkk

  20. Rafael

    Djokovic QUER voltar a vencer. Ainda bem, isso é o que mais me preocupava. O guru nada mais é do que uma imposição, a qual ele TEVE que acomodar no staff, por conta das questões já discutidas. No entanto, até a questão de postar fotos olhando para a lua e as montanhas para “recarregar as energias”, o “abraçar de árvores” e o “jogar amor” para a torcida são um teatro ao qual ele está se forçando. O guru NÃO conseguiu fazer a lavagem cerebral em Djoko.

    O que acontece (eu acho) é que toda essa perturbação mexeu com o jogo dele. Acredito que em 2019 ele somará muitos pontos, já que aparentemente não terá muita coisa para defender.

    Fico aqui me perguntando: Será que essa pulada de cerca valeu tudo isso? O cidadão ficou tão desorientado com o mundo caindo nas costas dele que até anoréxico ele ficou, precisa de mais (um pouco mais) de massa muscular. Imagino toda vez que ele olha para o lado, vê o irmão, ao qual ele deu todas as condições $$$$ de praticar o tênis e o mesmo desistiu, mas tornou-se um encosto no staff, sempre com aquela cara de quem tá olhando mas não tá vendo (a típica expressão do depressivo).

    Djoko seria outro jogador se não tivesse toda essa bagagem extra. Talvez o certo seja o Nadal, esperando acabar a carreira para formar família.

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  21. REGIANE DIAS

    Quero deixar um comentário sim… parabéns MARIA SHARAPOVA… por mostra com TÊNIS aquela que mais te agrediu no pior momento. VC MOSTROU COM RAÇA QUE É TOP❤

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  22. Maria Flor

    Amei o Post.
    Parabéns pelo blog. É um ótimo espaço para se aprender e ver também vários pontos de vista sobre o tênis, o circuito e também sobre os jogadores.
    Eu tenho uma pergunta, é impressão minha ou o Shapovalov tem uma “preparação ” maior para os golpes?
    Entende minha pergunta? As vezes me lembro um pouco do Gulbis ….
    Isso influência no estilo e nos resultados que o tenista pode ter ?

    Não sei se me expliquei bem rsrs

    Obrigada 🙂

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, acho que ele tem uma preparação mais ampla, Maria. Poderia atrapalhar nos pisos mais velozes, em que a bola chega mais rápido, no entanto não vemos isso talvez porque ele tenha sido criado já em cima de uma quadra dura.

      Responder
  23. O LÓGICO

    Hoje, INFELIZMENTE, assistimos a volta do tênis BRUCUTU em ação kkkkkkkkkkkkkk, que tem como seu representante ÚNICO, o robozinho das encruzilhadas do inferno kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  24. Miguel BsB

    “Fabio Fognini venceu o jogo mais disputado e técnico do dia diante de Dominic Thiem.”
    Dalcim, na minha opinião, fizeram o jogo mais disputado e técnico não só do dia, mas do Ano! Ainda bem que estava em cs hj de manhã e pude ver esse jogaco. O Fognini, quando tá afim, e enfrenta um grande adversário, dá show. Apesar das diferenças, me lembrei daquele US open, acho que de 2015,que Tb tive o prazer de vê-lo fazer aquele jogaco e virar o jogo pra 3×2 contra o Rafa…

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  25. Paulo F.

    A quadra Pietrangeli pode ser a terciária do torneio.
    Mas com o jeito de anfiteatro, rodeada de estátuas que remetem à Roma antiga e com as arquibancadas também em mármore, torna-a uma das mais espetaculares do circuito, para quem tem bom gosto.
    Sensacional, né Dalcin?

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  26. Toshiro

    Mestre Dalcim, nos brindando mais uma vez com um texto de excelente qualidade! Se o mestre tiver tempo gostaria de ler uma análise sua a respeito do momento do Belucci no circuito. Abraço!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Já falamos bastante aqui do Bellucci, Toshiro. Eu não o vejo com problemas físicos, tenho visto quase todos seus jogos. Ele está sem confiança e sempre que o jogo aperta, acaba falhando. É uma situação complicada, que ele aliás já viveu outras vezes. Você precisa vencer para ficar confiante, mas o desejo excessivo de vencer cria ansiedade. Se não se consegue controlar isso, a coisa não anda. É triste, claro, ver um tenista com tanto potencial lá atrás do ranking, perdendo em torneios challenger.

      Responder
      1. Toshiro

        Entendo mestre. Fico realmente triste com os comentários que vejo sobre o Belucci. Um cara com 4 trófeus de nível ATP (+ 1 de duplas), fora as várias finais, inclusive em piso duro, sendo massacrado por muita gente. Ainda acho que a maior mancha da carreira do Belucci é o caso do doping, não sua sequência de derrotas. Espero que ele recupere seu ritmo e consiga jogar essa última fase de sua carreira em um bom nível.

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  27. Isaias

    Dalcim vc acredita que Sampras poderia ter vencido Roland Garros se tivesse mudado o tamanho da cabeça da raquete e as cordas?? Ele diz que quem sabe poderia ter vencido, ele tinha uma direita bem legal, mais vendo as declarações dele percebe se que ele fica muito mais chateado por não ter tentado algo diferente para tentar vencer Roland garros do que necessariamente não ter vencido. Me desculpe se já te fizeram essa pergunta antes ou se vc já falou sobre isso aqui no blog é que talvez eu não tenha visto por isso resolvi perguntar pra ver sua opinião Dalcim. Parabéns pelo Blog

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Olha, Isais, acho que não era uma questão de equipamento, mas de postura tática. Sampras – assim como Federer nos primeiros anos – se recusava a dar dois passos para trás da linha de base. Não há muita chance de você jogar contra grandes saibristas pegando sempre de bate pronto, porque seu golpe perde potência e você abre muito as paralelas. Ele nunca tentou essa adaptação, a meu ver. Abs!

      Responder
      1. Isaias

        Perfeito Dalcim, entendi, adaptação no Tênis é essencial realmente e é isso que assusta quando de se fala dos feitos de Bjorn Borg. Abraço Dalcim

        Responder
      2. Sérgio Ribeiro

        Na boa, Meu Caro Dalcim. Como se chega a CINCO FINAIS de Roland Garros, com um Backand simples, ou de uma mão sem pegar na Subida ? Como o Craque fez ? Se o Rei do Saibro esteve em seu caminho, azar de Rolanga. GUGA bateu Roger Federer, mas bateria Rafael Nadal ? Abs!

        Responder
  28. Marcelo Reis

    Não se jogar para perder, mas Thiem pode aproveitar esse tempo para descansar e tentar chegar mais longe em RG. O cara não consegue embalar …

    Não desmerecendo o Georgiano, mas ele não me parece jogador do ranking que é. Nadal atropelaria de qualquer jeito, mas quase que o cidadão toma 2 pneus, rsrs. Shapovalov vai dar mais trabalho.

    Novak continua uma incógnita.

    Responder
  29. Paulo Ricaro

    Dalcim,

    excelente post para quem gosta verdadeiramente de tênis.

    Parabéns pelo trabalho e continue nos brindando com seus ótimos textos.

    Responder
  30. Sandra

    Por mais que eu torça por Djokovic, se ele chegar na semifinal já é lucro, é uma curiosidade quem você acha que passa Nadal ou Sharapov??? Se o canadense passar , esse menino ainda vai muito longe ainda, ele é o Zverev

    Responder
      1. Sandra

        E que eu estou assustada com a rapidez que o canadense e o alemão estão indo, mais que isso parecem super preparados, muito bem assessorados

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        1. Alessandro Sartori

          Achei legal o convite ao frances Blancaneaux pro QF do GS frances, esse em 2016 foi campeao da chave juvenil, o jovem ficou pra trás se compararmos a carreira dos outros 3 que chegaram a semis naquela época, Shapovalov, Tsitsipas, Aliassime e o próprio Blancaneaux, reparem que todos os outros se tornaram mais conhecidos e avançaram mais em suas carreiras, Blancaneaux que nas semis derrotou a Shapovalov derrotou tbm na final Aliassime que havia derrotas nas semis Tsitsipas…esse tenis juvenil por muitas vezes parece “distorcer´´o futuro…

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    1. Fernando Brack

      Esta quadra, antes de ser batizada de Pietrangeli, se chamava Pallacorda, e foi, até a construção da nova Centrale, a principal do Foro Itálico.

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