Brilhante! Mas Zverev não pode relaxar.
Por José Nilton Dalcim
13 de maio de 2018 às 22:57

Alexander Zverev não é agora apenas o jogador com mais vitórias na temporada. Ele também assumiu o segundo posto entre os que mais pontuaram desde janeiro, deixando Juan Martin del Potro e Rafa Nadal para trás. Mais uma vez, mostra versatilidade. Foi vice em Miami e obteve transição perfeita para o saibro, primeiro no 250 de Munique e agora com magnífico desempenho em Madri, sem falar na semi em Monte Carlo.

Já soma três títulos de Masters com 21 anos mal completados e abafa as críticas que sofreu até mesmo do ex-treinador Juan Carlos Ferrero. Usou é claro seu excepcional saque para permitir um único break-point ao longo de toda a semana em Madri, mas foi além disso. Moveu-se bem, contragolpeou, foi mais à rede e mostrou frieza quando não podia dar espaço ao adversário. Dominic Thiem sentiu isso na pele, baixou a cabeça e de novo escapou dele o sonho do primeiro grande troféu.

Mas há importantes tarefas ainda para Zverev. A primeira delas já começa na quarta-feira, quando estreará em Roma, condições bem menos velozes. Atual campeão e assim defendendo 1.000 pontos, ele não pode vacilar. Uma derrota precoce – e a sequência promete Frances Tiafoe, Lucas Pouille e David Goffin ou Del Potro nas três primeiras rodadas – pode lhe tirar a fundamental condição de cabeça 2 de Roland Garros.

A ameaça depende, claro, de grandes campanhas de Grigor Dimitrov e Marin Cilic. O croata é mais jogador de saibro e está justamente no lado inferior da chave, tendo possíveis duelos contra Diego Schwartzman, Pablo Carreño ou Kevin Anderson. O búlgaro não foi bem sequer nas condições mais velozes de Madri, encara uma perigosa primeira partida contra Kei Nishikori ou Feli López, além de Jack Sock e depois John Isner ou até Novak Djokovic nas quartas. Na verdade, até Delpo pode superar Zverev no ranking, mas para isso precisaria pelo menos da final.

Assim, parece bem provável que Zverev permaneça mesmo como número 3 e fique no extremo oposto de Nadal em Roland Garros, o que é um alívio e tanto. Se der sorte, poderá também se livrar de Thiem. Porque o que todo mundo ainda espera do alemão é uma campanha digna num Grand Slam. Seu histórico em Paris se limita a duas vitórias e duas derrotas (parou em Thiem na terceira rodada de 2016 e caiu para Fernando Verdasco na estreia do ano passado). Então está mais do que na hora de impor seu talento.

Thiem também fez um grande torneio em Roma no ano passado, derrotando Nadal nas quartas antes de dar vexame diante de Djokovic. O destino quis que ele novamente tenha chance de cruzar o canhoto espanhol na quarta rodada, desde que passe por Fabio Fognini ou Gael Monfils na estreia. É bem provável que Rafa esteja a sua espera, já que tem Fernando Verdasco ou Damir Dzumhur na primeira partida e depois quem sabe Tomas Berdych ou Denis Shapovalov.

Há outra expectativa grande em Roma em cima da essencial e necessária reabilitação de Djokovic, que jogará sob pressão ainda maior, já que defende 600 pontos do vice do ano passado. Felizmente, ele pegou Alexander Dolgopolov. Além de ter perdido todos os cinco duelos para o sérvio, o ucraniano só fez um jogo (e cinco games no 221º do mundo) desde o Australian Open. Melhor ainda, em seguida viria um qualificado.

Ainda assim, os 90 pontos de terceira rodada seriam perigosos para Nole, que está sob séria ameaça de cair para o 34º lugar do ranking e ficar sem condição de cabeça de chave em Roland Garros, mesmo com a ausência de Roger Federer. A vida não está fácil para Djokovic.


Comentários
  1. André Barcellos

    Nego descendo a lenha no Thiem mas esquecendo que o Fognini jogou demais no terceiro set!
    Vamos olhar pra quadra, gente. As coisas acontecem é lá…

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  2. Renato

    Novak jogou em quadra secundária no masters 1000, além de ter que jogar primeira rodada, pois não é cabeça de chave. E tem Djokovete que ficou nervosinha quando eu disse que ele está na segunda divisão do tênis. Kkkk

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    1. Rodrigues

      Dalcim

      Só chama a quadra Pietrangeli de secundária quem não a conhece!
      É, seguramente, a mais bela quadra de tenis do circuito!
      Começa que está abaixo do nível do chão (única no mundo)!
      É rodeada de obras de arte e tem parte do piso em mármore de carrara.
      A quadra em si é uma obra de arte e tenho certeza que qualquer jogador adora jogar lá exatamente por sua aura intimista, assim como um artista gosta de estar no melhor palco.
      Ruim mesmo é a quadra principal do Aberto de NY. Cabem mais de 25 mil pessoas e, lá de cima (com preço caro), só dá pra ver o jogador como um pequeno ponto!

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  3. Fernando Pauli

    Tá difícil de não achar que o Thiem realmente é o superesTHIEMado mesmo. Caiu já no seu primeiro jogo! Tudo bem que foi para o maluco do Fognini, será que a confiança vai continuar a mesma para RG?

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  4. Gabi

    Eu gosto do estilo das roupas e das cores dos uniformes do Fognini.
    Pelo menos sai daquele feijão com arroz largo e sem graça que a maioria usa.
    Só não invente de fazer mil tatoos rsrs.

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  5. Sônia

    Excelente estratégia ThieMito, excelente, bora descansar, barrão da França está próximo. Enfrentar tenistas “protegidos” e em melhor de 5 sets, tem que estar com o físico em dia e descansado, tarefa árdua nesse mundinho injusto. Deixa a geração fraca (fraquíssima) se matar em Roma. Zverev, faça o mesmo lindo, caia fora logo. Beijos.

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  6. Renato

    Berdych, Tsonga, Monfis, Ferrer estão fazendo hora extra no circuito. Male má conseguem vencer atp-250. Masters 1000 e atp-500, nunca mais!

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  7. Luiz Fernando

    Dia com Thiem decepcionando e mostrando q apesar do grande potencial faltam a ele consistência e uma parte mental mais firme (possivelmente sua confiança desabou após a derrota do último domingo) e com Rafa atropelando e chegando ao pneu número 100, nada mais para um baloeiro unidimensional kkkkk. Vamos pras oitavas.

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  8. Paulo F.

    Fognini chato!
    Impediu a gente de dar boas risadas quando o superesTHIEMado fosse pipocar numa semi-final ou final, após tirar um grande jogador nas quartas.

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  9. Rodrigo S. Cruz

    O Fabio Fognini é o jogador mais espetacular do circuito.

    Incrível como esse cara consegue fazer o tênis parecer fácil.

    Slice, drop-shot, ótimas defesas, transição pra rede. Uma aula de tênis.

    Hoje ele constrangeu em quadra, o Dominic SuperesTHIEMado.

    E aquele lobby defensivo de costas?

    Porra, vai jogar tênis assim, em Roma mesmo!

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      1. João ando

        Dalcim .acho que o nick e um tenista que logo desaparece do circuito e um deslumbrado …ele me lembra um espanhol que não lembro o nome em 1996 eu estava na Europa ele ganhou dois atpstours e depois sumiu…qual era o nome mesmo dele dalcim???

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        1. José Nilton Dalcim

          Os bons espanhóis dessa época era o Albert Costa e o Berasategui, mas ambos tiveram boa carreira. Vendo os resultados, Carbonell e Carretero ganharam um ATP em 1996. Seria um deles?

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  10. Rodrigo S. Cruz

    Tá certo que o Shapovalov não pode ser considerado um adversário tranquilo.

    Mas o jogo do Berdych no saibro, é uma BOSTA!

    Três eliminações seguidas, na primeira rodada…

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  11. Sandra

    Dalcim você por acaso sabe se aquelas imutacies do Djokovic foram proibidas, ele tinha mais vidar quanto ao Zeverev o Sharapov eu nunca vi usam meninos que mal saíram das fraldas tão frios , quis dizer que eles não amarelam

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    1. Paulo

      Sandra, vc poderia fazer a gentileza de revisar teus comentários antes de publicar? Muitas vezes vêm com muitos erros de digitação que dificultam entender o que vc quis dizer!
      O mesmo vale para o João ando, para quem já sugeri isso antes!
      Muito obrigado!

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  12. Marcelo Calmon

    Nosso tenistas agora não passam nem da estreia em challengers. Perder pro Gulbis tudo bem, mas os outros !!!
    Tem que rezar muito pra darem sorte no quali de RG !!!
    Mas o destaque negativo dessa semana foi o lance do Nishikori !!! Lamentável !!! E ainda por cima num BP !!
    Lembro de um jogo da Venus em que ela foi prejudicada na contagem do TB e a adversária ficou bem quietinha !!
    Serena também foi bem prejudicada contra Cipriati num USOpen e chegou até a dizer que havia um complô contra ela.
    Mas nos dois casos envolvendo as Williams os árbitros foram afastados.

    Sabe se aconteceu aluma punição para o árbitro do jogo Nishi X Feliciano ?

    abs

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    1. José Nilton Dalcim

      Não acredito que haja punição para o árbitro, porque foi um lance rápido e o juiz não tem recursos tecnológicos para checar.

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  13. Sérgio Ribeiro

    E os estudos sobre as chaves dos Torneios kkkkkk Botam possíveis encontros dos Trintões mais adiante ( Ferrer, Verdasco, Berdych e CIA ) e caem fora rapidinho. Shapovalov com pouquíssima experiência no Saibro mostrou uma sobra de jogo de pernas absurdo sobre o Theco . E até alguns poucos meses ainda postavam que não acreditavam na Next Gen . Fora o incansável Rafa Nadal , os outros não aguentam mais enfrenta-los nem em Saibro rápido como Madri .
    E o tempo passa tão rápido que já estamos em Roma. Enquanto isso um certo Suíço já deve estar quase pendurando as Sandálias rsrsrs Abs!

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      1. Sergio Ribeiro

        Não tem porque não acreditar que tenha visto o jogo , Marcos. O Marreteiro de ano e meio atrás , não iria pro terceiro Set com os zilhões de ENFS cometidos pôr Shapovalov. E ao mesmo tempo um Caminhão de Winners do Canadense com o Theco chegando atrasado em muitos deles. Berdych que na época com Ivasinevic, começou a se aventurar com sucesso a rede , não tem pernas nem para complementar uma segunda bola. Shapo ainda não consegue incomodar ninguém da nova geração no Saibro , a meu ver. Se cruzar com Rafa Nadal , mesmo também Canhoto, não seria surpresa um massacre. À conferir. Abs!

        Responder
  14. João

    Dalcim, boa tarde.

    Estão rolando alguns Futures no Brasil e fico curioso, quem jogam esses torneio são jogadores profissionais mesmo, dos que dão 6×0 no melhor cara do clube. Se um Federer, por exemplo, pega um cra desses de Future, dá jogo, conseguem fazer uns gamezinhos?

    Abs

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    1. José Nilton Dalcim

      Futures geralmente têm jogadores que estão saindo do juvenil ou iniciando a carreira profissional, mas também tem alguns bem mais velhos, até na casa dos 30, que tentam sobreviver da profissão. Sim, acho que a maioria desses jogadores pode tirar games dos tops num bom dia.

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      1. Bruno Souza

        Pois é, João e Dalcim. Basta lembrar de Marcus Willis, o britânico professor de tênis e jogador de ‘futures’ que venceu um torneio que dava uma vaga no ‘qualifying’ de Wimbledon/2016, batalhou no qualificatório e conseguiu seu lugar na chave principal, vencendo, ainda, a primeira rodada para então enfrentar Federer e ser derrotado por 6/0, 6/3 e 6/4. À época, ele era número 772 do mundo e mesmo assim conseguiu vencer 7 games.

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  15. Luiz Fernando

    Dalcim, muitos de nós zoamos em cima do Bello, mas esse cara já enfiou 60 no Djoko, numa época em q o sérvio era uma unanimidade. Como explicar essa queda exponencial? Seguramente não é algo simplesmente físico, técnico ou de confiança? Só pode ser algo que englobe vários detalhes, que me pareceram claramente exacerbados negativamente pela suspensão motivada pelo doping. Vc q é muito experiente, como analisaria a situação dele?

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que é isso, Luiz. O tênis é um esporte complexo então várias coisas se unem para o bem ou para o mal. Não vi problemas físicos em nenhum dos jogos dele, então acho que a parte mental tem sido responsável por 70% do problema.

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      1. PIETER

        Acho muito triste o que está acontecendo ao Bellucci no momento. Dalcim, você ainda Acredita que ele ainda pode vir a recuperar-se para voltar a ser um top 100? E o André Sá ainda está trabalhando com ele?

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        1. José Nilton Dalcim

          Sim, ainda está. Olha, o que me preocupa é que a fase de saibro está passando e nada de reação. Ranking despencou que entrar até em quali de ATP vai ficar bem difícil. Mas tênis ele tem.

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    2. Rodrigo S. Cruz

      Pois é, LF.

      E pior é que ele tem se CHAFURDADO tanto nesse TREMEDAL de lama em que se enfiou, que já começo a achar difícil ele sair…

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    1. Fernando Pauli

      A fama de amarelão do Berdych continua, após buscar um tie break que perdia de 5 a 1, empatou em 5 a 5, mais devido ao afobamento do canadense, aí teve um voleio na mão para ter o match point no seu saque, adivinha? Errrrooouuu, aí me perde o ponto no seu saque. Nos dois últimos pontos decisivos do jogo não segurou a pressão.

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  16. Marcelo Reis

    Retirado do Bola Amarela:

    “Ora, Zverev não sofreu qualquer break ao longo de toda a semana — e enfrentou apenas um break point, nos oitavos-de-final, diante de Leonardo Mayer — o que nunca tinha acontecido na história do ténis masculino desde que as estatísticas foram implementadas, em 1991.

    Nem Rafael Nadal, o melhor jogador de sempre terra batida com dezenas de títulos na superfície, alguma vez ganhou um troféu ATP em terra sem ser quebrado durante todo o evento. Um número impressionante.”

    Incrível mesmo.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Pois é, Marcelo!

      Eu mesmo havia destacado isso, naquela minha resposta pro Pessanha, quando ele pegou no pé do Thiem…

      Não dá pra ignorar que o Zverev jogou DEMAIS, a semana toda!

      E olha, que eu nem sabia que esse feito dele de não ser quebrado, havia sido único…

      Responder
    2. André Barcellos

      Olha, tenho certeza que Federer ganhou um torneio sem ser quebrado. Só não lembro qual, ao certo. Estou em dúvidas entre Halle ou Cinccinatti e em qual ano.

      Responder
        1. Bruno Souza

          Colchichina? O que “Vossa Senhoria” quis dizer?

          1 – Junção de colcha com China?
          2 – Cochinchina?
          3 – Colchicina?
          4 – Nem uma coisa nem outra, muito pelo contrário?

          No aguardo de sua resposta.

          Responder
      1. Bruno Souza

        André, você está correto. Não sei se ocorreram outras vezes, mas do meu conhecimento foram três:

        Doha – 2005
        Halle – 2008
        Cincinatti – 2012

        Responder
  17. Rafael

    Monteiro não passa da estreia em Challenger.

    Minha esperança agora vai pros familiares do Meligeni, que parecem bater uma bolinha de qualidade.

    Responder
  18. Jefe

    É muito bom para o TÊnis ver a novíssima geração em uma disputa rara de um título importante!!

    Sobre o esporte, os principais números voltaram a ser superados nesta semana, senão vejamos:

    237.
    309!!
    19.
    06.
    Números postados em ordem de importância e/ou dificuldade.
    Mais um momento importante para o esporte como um todo.

    Curtamos o circuito!

    Responder
  19. Felipe

    Boa noite!!

    E que papelão do japonês ao ganhar um ponto do Feliciano depois da bola quicar duas vezes na sua quadra e o juiz não perceber… Lamentável ele mesmo não parar o ponto… Quase impossível ele alegar que não percebeu…

    Responder
  20. O LÓGICO

    Bem, o robozinho se lacou. ÓTIMO kkkkkkkkkkkKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    E antes que venham com atasques no plano do politicamente correto, eu me declaro robôfóbico kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk e espero mais uma derrota do tênis satânico nessa semana kkkkkkkkkkkk

    CHUPA QUE É DE UVA M C das farmácias e L Felino kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    NUNCA SERÃO KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Responder
      1. José Eduardo Pessanha

        No campo das novidades (só que não), SuperesTHIEMado perdeu pro Fognini.
        Com relação ao velho papo do GOAT, o GOAT teria que aliar resultados a um jogo muito vistoso. Ou seja, tanto Nadal – que tem um jogo horroroso – quanto Borg, que tinha um jogo feio, jamais poderiam ser candidatos a essa honraria.
        Mestre, olho no Tsitsipas. Pra mim, será top 10 em alguns meses. Crescimento absurdo.

        Abs

        Responder
  21. Sandra

    Dalcim, porque o Djokovic estreou hoje??? Quantos jogos ele teria que jogar para ser campeão???? Rsssos , curiosidade apenas, o Nadal joga na quarta , então precisaria 5jogos para ser campeão? E o Djokovic seis??? Desculpe fiquei sem entender., já que ele não está entre os primeiros

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Como na maioria dos Masters, Sandra, os oito principais cabeças de chave estreiam diretamente na segunda rodada e portanto fazem cinco jogos até uma eventual final. Todos os demais terão de fazer seis se chegarem lá.

      Responder
      1. Sandra

        Perdi o costume de ver o Djokovic jogando sem ser cabeça de chave, aliás quando abri o tênis Brasil hoje tive um bela surpresa ver o placar comentado do jogo do Djokovic, achei que você também tinha perdido as esperanças rsssos

        Responder
  22. Ulisses Gutierrez

    Dalcim,

    Não concordei muito com a entrevista do Nadal afirmando que ganhar ou perder Roma não interfere nada em RG. Ao meu ver caso ele seja eliminado cedo, ou principalmente para o Thiem nas quartas pode abalar consideravelmente a confiança do espanhol. Não que ele deixe de ser favorito, sempre será, mas vai colocar um pouco de dúvida nele, quem sabe até tirando um pouco da confiança. O que pensa mestre?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele não falou exatamente isso, Ulisses. Ele estava se referindo muito mais à derrota de Madri. Claro que uma queda precoce em Roma seria um sinal de alerta, mas ainda assim Roland Garros é um mundo à parte, com seus jogos em melhor de cinco sets. Se ganhar do Nadal em três é duro, imagine em cinco!

      Responder
  23. Sônia

    “Roger Federer has today returned to No. 1 in the ATP Rankings for the 309th week of his career”.

    Uau, uau, uau, uau… que número EXTRAORDINÁRIO (and counting) que FAÇANHA MAGNÍFICA.

    Isso me faz lembrar das hienas ironizando sobre a “tal semaninha” que faltava rsrs, fico imaginando como esses seres devem estar sofrendo agora rsrs, chorar com certeza não pois são “machos alfas” rsrs e choro… não pode rsrs.

    Sabemos que em qualquer esporte, tornar-se número 1 é a “MÁXIMA CONQUISTA”.

    Portanto, Roger Federer, SIMPLY THE BEST, GREATEST OF ALL TIME, clap clap clap clap clap clap clap clap… orgulho por ser sua fã.

    E aí? Alguém duvida que JAMAIS SERÃO, NUNCA SERÃO?

    Beijos.

    Responder
          1. Marcos Castillo

            Claro que pode! A crítica foi para a cópia descarada da piada, não pela escolha do personagem dela. Aliás, ótima escolha. Abs

    1. Rafael

      Roger é extraordinário mesmo, nem dá mais pra contestar ou questionar. sujeito a passar ridículo.

      Mas essas comemorações por esses Nos. 1 que caem no colo ele não precisa, essa atitude de seus torcedores me faz lembrar do Túlio Maravilha em fim de carreira, contando até gol em pelada de condomínio e em futebol de botão, pra chegar aos “1000” gols.

      Rio sozinho….

      Responder
  24. André Barcellos

    Parabéns para o Sasha, mas…mudando de assunto..
    Toda unanimidade é burra, mas Maria Sharapova chamar Nadal é GOAT é mexer no vespeiro!
    Tinha que vir da russa mesmo, que adora “causar”.
    No mais, não me admira que Maria prefira o espanhol. Uma jogadora que fica plantada na quadra, que baseia seu jogo na força, intimidação, “espírito aguerrido” e mal dá um slice, tinha que gostar mais mesmo do Rafa Nadal.

    Responder
    1. LUCAS JOSE CORREIA

      Grandes lendas do seus respectivos esportes sempre estarão envolvidas nessa questão, e queiramos ou não Nadal já é uma lenda do tenis. Se Sharapova vê em Nadal o maior do tênis , normal é a percepção dela .Pelé ou Maradona?Aqui mesmo no Brasil ,embora a maioria penda para Pelé ,já há quem ponha outra lenda ,Lionel Messi nessa briga…Eu sou Federista mas acho normal quem não o ache o Goat …Eu o considero mas cada um tem seus motivos.Será que nos Eua 100% dos aficcionados pelo basquete consideram Jordan o maior? Esse assunto sempre vai render opinioes diversas embora sempre haja um consenso …

      Responder
      1. Rafael

        Pois é. Ando lendo em “publicações esportivas” que as pessoas TEM que admitir que LeBron JÁ É maior que Jordan.

        LeBron é excepcional, mas não é melhor nem que Kobe Bryant, pra mim. Se fosse pra dizer quem está MAIS PERTO de Jordan, pra mim seria Kobe,

        Mas tudo bem, com a facilidade da inclusão digital, maximizar feitos hoje em dia tornou-se uma necessidade para CRIAR estrelas.

        Gosto muito do Anthony Joshua, mas quando vejo o que dizem dele, affe. Tomaria uma surra do Lennox Lewis em seus tempos áureos – pra ficar só na Inglaterra.

        E esse Verstappen? Faria mais sucesso no Velozes e Furiosos que na F1. No Brasil, já teria perdido a carteira. Mas lá, é ARROJADO e DESTEMIDO.

        Nesse sentido, gosto muito do Dalcim, que diz as coisas como elas são.

        Responder
  25. Ronildo

    Este final de semana houve a final de um ITF entre Orlando Luz e Felipe Megligene Alves. O placar foi de 7/6, 7/6 à favor de Megligene. Orlando Luz teve 3 set points no saque no primeiro set para fazer 6/3 e saque no segundo set para fazer 6/4. Acho Orlando Luz um excelente tenista. Ele já jogou com Taro Daniel e com o Gastão Elias e não foi trucidado em quadra. Perdeu as partidas normalmente como deveria perder. Porém ele precisa melhorar o saque de alguma forma. Ele foi campeão de duplas neste torneio ao lado de um egípcio. Acredito que se Orlando Luz tivesse uma condição financeira suficientemente boa para se concentrar apenas nas chaves de simples, ele teria vencido Megligene Alves até com certa facilidade, talvez até já estivesse jogando challengers. Orlando Luz está travando uma verdadeira batalha para se consolidar no tênis e seu maior inimigo é a falta de recursos. É a sina do esporte no Brasil. Megligene Alves, por sua vez tinha sido campeão de duplas ao lado de Luz no torneio anterior, mas desta vez optou por disputar apenas a chave de simples e foi campeão.

    Responder
  26. João ando

    Monteiro novo número um do brasil .114. Segundo rogerio Dutra 115.dalcim .jja te fizeram essa pergunta …o q uue esperar da nova geracao….? Karue sakmotto sorgii. Menezes? ???

    Responder
    1. João ando

      Deve ser triste para o gulbis levar a negra contra o Rogério…e deve ser mais triste ainda par o Dutra e Silva um tenista que aparentemente não volta ao top30

      Responder
  27. Chetnik

    Zverev com pouco tempo de carreira já fez mais do que Berdych, Ferrer, Tsonga…bem, claro que esses caras tem um histórico de regularidade e bons resultados em GS, mas o piá já tem 4 finais de MS e 3 títulos. Nada mau.

    E o Thiem não é de chegada mesmo rs. Mas não cravo mais nada, já quebrei a cara muitas vezes rs.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      E pra variar, o Ferrer caiu na primeira rodada de novo.

      Perdeu do Sock, que nem é grande coisa no saibro.

      Fim de carreira mesmo…

      Responder
  28. Fernando Pauli

    Nos M1000 de 2018 a predominância do big 4 já não existe mais, como bem observado pelo Marcelo Reis. Vejamos se em relação aos GS isso também venha a acontecer. Aposto que para 2019 aconteça a verdadeira transição, onde a nova geração assuma de vez os grandes torneios. E a partir de 2020 um novo big 4 possa começar a ser redefinido. Com pesar Federer tem esse ano e o próximo no máximo para ganhar GS. Quanto ao sérvio ainda há muitas dúvidas, mas também não tem muito tempo ou volta até o ano que vem ou fica para trás. Nadal terá suas chances em RG por no máximo mais 3 anos, acho difícil ele beliscar algum GS fora do saibro a partir do ano que vem. Bem já era a hora de uma nova geração de jogadores assumir a liderança nesse esporte que mais admiramos que jogamos. Mas uma certeza eu tenho esse big four vai deixar saudades.

    Responder
  29. Renato

    Por onde será que anda a Alice??? Foi só o robozinho vencer dois atpzinhos-500 no barro que ela apareceu, mas sumiu na mesma velocidade depois que o baloeiro foi atropelado pelo Thiem. Kkkk

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  30. Kelly

    Dalcim, ficou evidente que o Thiem não demonstrou a mesma intensidade na final, se comparada as duas partidas anteriores. Surgiu-me a dúvida se, o que acabou influenciando mais, tenha sido o aspecto emocional, a menor inspiração para impor sua técnica primorosa, ou algum outro motivo. Por favor, você poderia detalhar a sua opinião? Muito obrigada.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que em primeiro lugar ele entrou tenso, como aliás admitiu na entrevista oficial. Depois, Zverev sacou bem e foi para cima o tempo todo, não lhe dando aquele tempo necessário de preparar os golpes. Por fim, acho que Thiem se desesperou um pouco com a situação e voltou a ser apressado em alguns momentos fundamentais na partida. De qualquer forma, temos de dar acima de tudo créditos à excelente atuação do alemão. Abs!

      Responder
  31. Marcelo

    Dalcim,

    1)Dá para dizer que nos 2 próximos torneios os maiores adversários do Nadal são as contusões?
    2)Dá para colocar o Sasha como um dos candidatos (mais de 20% de chance) a terminar a temporada como No 1?

    É incrível o que aconteceu com um cara como o Kyrgios. Se tivesse mais organização e cabeça estaria brigando com o Sasha para ver quem assumiria o trono depois do FAB4.

    Abraços,
    Marcelo.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Contusões? Mas não vejo qualquer problema físico com ele, Marcelo. Acho que seu maior adversário podem ser a ansiedade e/ou pressão por voltar ao desempenho perfeito de Monte Carlo e Barcelona. No entanto, Rafa é experiente demais e a meu ver saberá administrar muito bem isso. Sim, Sascha tem uma chance porque pode somar muitos pontos nos três Slam que faltam e já mostrou qualidade nos Masters. Se partimos do princípio que Nadal e Federer precisam defender muitos pontos, a matemática ajudará o alemão se ele se ajudar em quadra. Abs!

      Responder
    2. Luiz Fernando

      Mais pressionado e desacreditado do q em RG 2014 impossível, e ele foi la e ganhou. Mesmo q perca na primeira rodada em Roma, algo bem improvável, ainda sera franco favorito em RG.

      Responder
      1. Bruno Souza

        Por vezes seu amor pelo Nadal parece daqueles que torcem para um time de futebol e sequer sabem o nome do goleiro. Em 2014, o espanhol chegou em Roland Garros portando os títulos do ATP 250 de Doha, do ATP 500 do Rio e do Masters 1000 de Madri, adidos aos vice-campeonatos do Australian Open, do Masters 1000 de Miami e do Masters 1000 de Roma, ou seja, com uma ótima campanha na temporada. Mesmo com as derrotas precoces em Monte Carlo e Barcelona, a grande questão era Djokovic, pois ele era um real desafiante ao título, muito em função da memorável batalha em Paris no ano anterior, da vitória em Roma na final daquele ano e, claro, da boa fase vivida pelo sérvio. Desta forma, pela primeira vez em uma década, Nadal não chegava como favorito máximo, mas também muito longe de estar desacreditado.

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        1. Rodrigo S. Cruz

          Perfeito, Bruno.

          Desacreditado como, se teve campanhas tão boas no próprio semestre?

          O LF deve ter se confundido com algum outro ano.

          Ou então BEBEU, antes de postar isso

          (rs)

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  32. Renato

    Diferente de muitos, penso que o Zverev é sim o segumdo melhor jogador de saibro ao invés do Thiem. Seus títulos dizem tudo. Agora, está na hora dele vencer o frango-miura no saibro….

    Vamos ver se o austríaco não está cansado pra engolir o baloeiro novamente.

    Dalcim, é impressão minha ou o quique da bola em Roma é mais baixo que em Madri?

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  33. Luiz Fernando

    Falta a Zverev uma campanha marcante em GS, seja ele qual for, pois até agora suas participações foram pífias. Se teve uma evolução também do ponto de vista físico, como se apregoa, talvez seja a hora…

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  34. Marcos Castillo

    Dalcim, a sequência do Zverev tá dureza mesmo: além dos que vc citou, pode pegar o Edmund logo no segundo jogo (acho que o britânico está melhor que o Pouille), e na rodada seguinte pode ter um dos bons moleques que se enfrentam para ver quem será o adversário do Delpo.
    Por outro lado, achei difícil tb a chave do Nadal. Apesar de favorito, um possível caminho com Verdasco, Shapovalov, Thiem e Djokovic (#euacredito) até a final não é nenhuma moleza.
    Achei essa chave uma das mais bacanas dos últimos torneios. Abs!

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  35. Sergio Ribeiro

    Dominic sentiu a pressão. Sasha ao contrário. As críticas de Juan Carlo Ferrero fizeram bem ao Moleque. Seu PAI treinador ( e Misha seu irmão), estão lapidando um Campeão na acepção da palavra. Deixando as babaquices de lado, os dois Contemporâneaos ( não 5 ou 6 ) , mas 3 de diferença , mostraram que Zverev está bem mais perto do BIG FOUR do que EU supunha. Foi exigido em todo Torneio a fundo, e mostrou em TODOS os fundamentos, uma real superioridade. Serviço , jogo de fundo e porque não , jogo de rede . Não quer dizer que já esteja muito perto do ” Rei do Saibro”. Em Roma , num eventual encontro com Dominic ou Alexander , apostaria NELE. O garoto me emocionou com seu jeitão de GUGA . Abs!

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  36. Marcelo Reis

    De 2017 pra cá, quando Nadal não levou no saibro, Zverev herdou, rs:

    Masters 1000 Roma 2017: Nadal perde pra Thiem, que perde pra Novak, que perde pra Zverev.
    Masters 1000 Madrid 2018: Nadal perde pra Thiem, que perde pra Zverev.

    Para os supersticiosos:

    Ganhar do Nadal no saibro = não levantar a taça, rsrsrs.

    P.S. Hoje, nada que o Thiem tivesse feito teria evitado a derrota. O Zverev foi implacável.

    O ano de 2018 em grandes torneios (GS & M1000):

    AO: Federer
    Indian Wells: Del Potro (1º M1000 da carreira!)
    Miami: Isner (1º M1000 da carreira!)
    Monte Carlos: Nadal
    Madrid: Zverev

    Ou seja, todos campeões diferentes e alguns debutando, rsrs. Rumo ao meio do ano! A coisa está boa.

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  37. Ricardo - DF

    O Thiem se consolida na arte de nos decepcionar… Mas um jogo impecável do Zverev.

    Com o arsenal de golpes que o austríaco tem, é de se lamentar que o mental não esteja no mesmo nível.

    Será que vai ter que esperar, como Wawrinka, p.ex., até os 28 ou 29 anos para amadurecer e deslanchar ?

    Saibro nova geração: Zverev, Thiem, Tsitsipa devem concorrer pela sucessão de Nadal. Faltou alguém ?

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  38. Rodrigo S. Cruz

    [QUOTE] “Ainda assim, os 90 pontos de terceira rodada seriam perigosos para Nole, que está sob séria ameaça de cair para o 34º lugar do ranking e ficar sem condição de cabeça de chave em Roland Garros, mesmo com a ausência de Roger Federer. A vida não está fácil para Djokovic”.

    O Dolgopolov é sempre uma incógnita.

    Por pior que esteja no ranking pode, de repente, dar um estalo e virar ameaça.

    Se ele gostar do jogo, o sérvio que se cuide…

    Hashtag “AJUDE” Djokovic.

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  39. Sandra

    Ta difícil mesmo para o Djokovic!!! Uma dúvida , como você explica ele ter conseguido ganhar do Bóric que está em ascenção e ter ganho do Nikishore , que havia acabado de vir de uma final com Nadal?..foram os dois que jogaram mal??? Obrigada

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    1. José Nilton Dalcim

      Foram dois bons jogos de Djokovic, com certa irregularidade dos adversários. O que está faltando é consistência ao sérvio. Ele faz bons e maus games e geralmente tem sentido pressão na hora do aperto, o que indica mesmo uma dificuldade emocional com o momento ruim.

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  40. Rubens Leme

    A ATP já atualizou o ranking e o Brasil está precário. Temos 2 jogadores no Top 200, mais dois no Top 300 e três até 400.

    Tá certo que já vivemos dias negros, mas não me lembro de ver algo assim parecido, Dalcim. Em momentos piores, tínhamos um top 100, ao menos.

    Só para comparação, a Argentina tem os mesmos 7 tenistas, somente no Top 100, sendo um top 10 e outro um top 15. E mais cinco entre os 200, outros cinco até 300 e mais quatro até 40, 21 no total, o triplo de nós.

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    1. José Nilton Dalcim

      Já tivemos alguns períodos sem top 100, Leme. Mas sem dúvida o momento é bem preocupante. Como sempre gosto de lembrar, o calendário de torneios por aqui está muito pequeno e aqueles challengers que ajudavam muito a moçada a se manter perto do top 100 não existem mais.

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      1. Renato Toniol

        Dalcim,
        Como você falou em challenger, me veio a lembrança do Aberto de São Paulo.
        Há alguma possibilidade deste torneio voltar ao calendário?
        Qual a situação atual? Seria interessante se o Tenisbrasil fizesse uma reportagem à respeito.
        Abs.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não há novidades, Toniol. O antigo promotor tem pesada dívida com a ATP e é muito provável que o torneio nunca mais se realize.

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