Torneios de base despencam no Brasil
Por José Nilton Dalcim
4 de outubro de 2017 às 23:19

Considerados o degrau mais importante na transição entre a carreira juvenil e o universo profissional, os torneios ‘futures’ praticamente desapareceram do calendário brasileiro nas três últimas temporadas.
O auge da crise para os meninos veio justamente em 2017, quando apenas três campeonatos dessa categoria serão realizados e todos agora em novembro. Isso quer dizer que não houve um único future masculino no país desde julho do ano passado. Os três previstos acontecerão em Santos, São Paulo e São Carlos, todos com a premiação mínima exigida que é agora de US$ 15 mil.

Este é o pior calendário de torneios de base para os homens desde que Gustavo Kuerten virou número 1 do mundo. Apenas cinco foram promovidos em 2002, mas a partir de 2006 veio um crescimento vertiginoso, principalmente porque a Confederação decidiu investir pesado, ajudando os promotores com arbitragem e bolas. Assim, houve 38 em 2009, 33 na temporada seguinte, o recorde de 37 em 2011.

Daí em diante, a queda foi gradativa. Em 2014, com a retirada dos subsídios da CBT, o calendário de futures masculinos caiu para 13, depois 9 em 2015 e 4 no ano passado, com o agravamento da crise econômica. A consequência imediata é que os pre-profissionais brasileiros tiveram de ir para o Exterior em busca de experiência e pontos, o que certamente limitou a aventura da maciça maioria.

O resultado é visível no ranking de simples da ATP. Na lista desta semana, estão classificados 61 brasileiros, mas apenas 11 deles entre os top 500. Seis anos antes, quando tivemos o maior calendário de futures, eram 89 pontuados e 25 deles entre os 500 primeiros.

Embora numericamente menos abastado, o tênis feminino ao menos tem mantido um padrão. Neste ano, foram nove torneios de base promovidos, dois deles de US$ 25 mil, um pouco inferior aos 11 do ano passado, sendo seis deles de US$ 25 mil. Novamente, o ano de 2011 foi o mais rico, com 20 ITFs promovidos, apenas um a mais do que em 2010. Fica muito claro perceber também a diferença: nesta semana, são 17 meninas brasileiras no ranking de simples contra 30 de seis anos atrás.

Não por acaso, Thiago Monteiro e Bia Haddad Maia subiram os degraus a partir dos futures e ambos começaram aos 14 anos. O cearense foi ganhar o primeiro título justamente num dos últimos torneios de 2011 e disputou nove futures aqui para saltar 300 posições no ano seguinte. Bia também faturou seu primeiro ITF em Goiânia há seis anos.

Qual a solução? A curto prazo, parece difícil. Torneios futures sofrem para conseguir pagar as despesas, que necessariamente já começam perto dos R$ 50 mil. Mesmo dando o mínimo de estrutura regulamentar, a conta beira os R$ 70 mil. E como o Brasil permanece em crise econômica, não está fácil arrumar patrocinadores. Vamos lembrar que são eventos pequenos, com raros tenistas conhecidos e portanto muito pouca mídia. Acredito que a principal solução seja a criatividade, buscar fórmulas atrativas de envolvimento do investidor, o que pode incluir clínicas, torneios amadores ou ações sociais paralelas.

Para complicar ainda mais, existe a regra internacional da ITF que exige a disputa de ao menos dois torneios próximos em semanas consecutivas para autorizar uma data. Claro que a CBT poderia voltar a dar algum apoio como fazia antes, principalmente com relação à arbitragem, já que bola não é o fim do mundo. Um bom caminho é negociar melhor valores com as equipes de arbitragem. Afinal, se o calendário crescer, todo mundo sai ganhando.

Como sempre insisto, é só com união das várias partes que o tênis começará a sair do buraco. Outra vez.

Futures no Brasil (masculino)
2017 – 4 previstos e 1 cancelado
2016 – 7 previstos e 3 cancelados
2015 – 9
2014 – 16 (3 cancelados)
2013 – 21 (3)
2012 – 36 (8)
2011 – 44 (7)
2010 – 38 (5)
2009 – 39 (1)
2008 – 35
2007 – 25
2006 – 22
2005 – 11
2004 – 14
2003 – 6
2002 – 5
2001 – 10
2000 – 2

ITFs no Brasil (feminino)
2017 – 10 (1 cancelado)
2016 – 11
2015 –  8 (1)
2014 –  8
2013 – 16 (1)
2012 – 14 (1)
2011 – 25 (5)
2010 – 21 (2)
2009 –  8
2008 – 10
2007 – 16
2006 –  3
2005 –  5
2004 –  5
2003 –  3
2002 –  3
2001 –  6
2000 –  2


Comentários
  1. Fernando Pimentel

    Dalcim, desculpe-me pelo tom do comentário, mas eu não poderia deixar passar batido dessa vez.

    A verdade é que esse Luigi F. tá se achando o maioral desse blog, querendo dar uma de “guru machão”. Cara abusado e debochado.. na minha opinião, apenas o fato de prestar serviços para a humanidade ajudando vítimas de desastres naturais, apesar de ser uma nobre atitude, não te faz um exemplo de cidadão. Ser um homem respeitoso e de caráter vai muito além disso.. eu nem te conheço, nem nunca me dirigi a você, mas posso afirmar que você não nos passa uma boa impressão com seus comentários ferinos.

    O mais engraçado é que você quer mostrar que é o intelectual em alguns momentos, mas acaba ficando tão infantil em outros, que chega ao ponto de se tornar antipático. Quando chama o Federer de Frauderer por exemplo, vejo que você é um típico hater encubado. Eu não gosto do Cristiano Ronaldo, mas reconheço que ele é um monstro de atleta e um exemplo de profissional. Eu não gosto do Michael Phelps, mas os feitos dele dispensam comentários. Não gosto do LeBron James, mas o cara já é uma lenda no basquete.. cada um tem seu gosto, mas entenda que criticar é diferente de ofender, algo que você mostra não saber diferenciar! E isso também vale, sem citar nomes, para os outros daqui que gostam de desfazer do Djoko e do Nadal, inventando apelidos de péssimo gosto para ambos em momentos inapropriados, buscando desmerecer os feitos deles.

    Sinceramente, se eu fosse você, pensaria em ser menos intolerante. Porém, cada um tem sua própria consciência, né? :/

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    1. Luiz Fernando

      Vc fala dele, criticando-o, e isso é um direito seu, afinal, opinião cada um tem uma. Só que não me lembro de vc criticar quem atribui as vitórias do Nadal e do Djoko a artifícios extra-quadra etc, vc poderia explicar pq suas críticas foram restritas ao postado p ele? No seu comentário vc cita os que tentam ridicularizar Nadal e Djoko, mas pq vc também não interveio especificamente nessas postagens, seu bom senso é seletivo? Pra bancar o politicamente correto e criticar as postagens alheias, as nossas devem ser coerentes com o q se apregoa q o outro deve fazer…

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  2. Juscelino Júnior

    Olá Dalcim!!
    Professor, o que achou do título do Nadal em Pequim? Fiquei surpreso sobre como ele dominou Kyrgios hoje, não deixando o australiano a vontade hora nenhuma para atacar.
    Abs.

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  3. Luiz Fernando

    Duas menções não poderiam faltar em mais esse conquista do Rafa, uma Kyrgios, que mostrou grande habilidade… para evitar pneus kkk, e outra, claro, a Nike, pois sem seu complô favorecendo o cara nenhuma dessas conquistas teria sido possível kkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Os bastidores do tênis devem estar fervendo…

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  4. Luiz Fernando

    Mais um atropelamento de Rafa em cima dos adversários e hj não há como lembrar de opiniões abalizadas emitidas nesse espaço: 1) Nadal acabou kkkk, de fato, de voltar a ser numero um e de vencer GS kkkk; 2) Não vence na quadra dura, não sabia q o USO e Pequim eram no saibro kkk; 3) claro, não há como não parabenizar os experts q abaixo “adivinharam o resultado” “2×0 fácil”, como esses caras são isentos e entendem de tênis, não há como não parabeniza-los pela expertise kkk; 4) venceu o USO pq a chave era fácil, essa de Pequim também era? kkk. Pra terminar: como os caras tão sofrendooooooooooooo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  5. Luigi F.

    Rafael Nadal preparou a quadra para a vitória diante de Nick Kirgyos. Fica claro para alguém que entenda sobre psicologia do esporte.

    O australiano levou uma entubada do touro miura, e depois saiu de quadra pulado igual um canguru. HA! HA! HA! HA!

    Quem torceu para o espanhol perder, quebrou a cara;bem feito.

    Vamos para Xangai. Abs!

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  6. Rodrigo S. Cruz

    E o PESSANHA quase acertou.

    Realmente foi 2 sets a 0, facinho, facinho.

    Só que PRO NADAL!

    (rs)

    6/2 e 6/1. Um massacre.

    Eu tô dizendo que o Ogro tá impossível…

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  7. Anderson Kleiner

    Parabéns pra Halep. Apesar de não gostar nada do estilo defensivo que tem dado tão certo no feminino e no masculino nos últimos tempos com as quadras mais lentas, a Halep, em que pese a falta de títulos, tem chegado às rodadas finais com muita consistência e merece seu lugar atual. Vamos ver se dá um passo a mais e consegue acumular títulos pra fazer jus ao #1 conquistado… Honestamente, não esperava que aquela mina dos seios gigantes (hehe) ia chegar ao topo do ranking tantos anos depois…

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  8. Sérgio Ribeiro

    Rafa Nadal não tem culpa de Dimi e Isner se borrarem todos ( com direito a 7 X 0 no Tie-break contra o Gigante ) . E Zverev realmente na dura, está num patamar ainda inferior. Agora, o que será que se passou com o Chefe do Morro nos bastidores da Laver Cup ? Esta’ jogando com uma consistência muito acima de antes da competição. O Espanhol se batê-lo ganha uma confiança absurda para os MASTERS . ABS!

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  9. Maurício

    A WTA deve estar de luto. Certamente teremos a número 1 mais fraca mentalmente em toda a história. A mulher não consegue nem ganhar torneios menores agora, só ganhou um esse ano… O que faz em grand slam é uma lástima para uma número um…

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    1. Anderson Kleiner

      Bateu na trave nuns 10 torneios, mas tem sido no geral muito melhor que o resto. Só a Muguruza tem se mostrado tecnicamente acima da média entre os tops, mas infelizmente não tem passado das quartas em quase nenhum torneio esse ano. A Svitolina ganhou três Premiers, mas em Slam também não tem feito nada relevante. Enfim, pro ranking Slam é bom mas não é tanto assim.

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  10. José Eduardo Pessanha

    Mestre, esse lance do Nuzman é uma coisa muito grave. E faz parte de um jogo de cartas marcadas que vai muito além do Brasil. Esse cara já era pra ter sido preso há muito tempo. Palmas pra Jackie Silva, nossa medalhista de ouro, que peitou esse cara há mais de 30 anos e que, por isso, teve que sair do país pra continuar sua carreira. Abs

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    1. José Nilton Dalcim

      Pena que eu nunca acredite que iremos até o fundo da coisa, Pessanha. Já, já estará com (ou quem sabe até sem) tornozeleira eletrônica “preso” em sua mansão carioca. Minha receita para minimizar a corrupção no Brasil é deixar esse pessoal na miséria absoluta, sem um tostão, sem casa para morar, sem emprego. Tirem deles a única coisa que realmente importa: o dinheiro. Aí nem precisamos nos preocupar com prisão, que ainda por cima sai do nosso bolso.

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      1. Rafael

        Aquela foto de comemoração, onde aparecem Lula, Cabral, Nuzman, Orlando Silva, etc, na época em que o Brasil foi “escolhido” para sediar as Olimpíadas (Alô COB, a África quer receber as parcelas não pagas) diz muita coisa.

        O que exatamente cada um deles estava comemorando ali? Pouco a pouco o motivo das comemorações vai sendo revelado.

        Gente podre, pútrida. Gente que vende a alma ao diabo para se perpetuar e se locupletar às expensas de órgãos públicos e entidades governamentais.

        Como a história só se repete… é impressionante. Oscar Wilde já escrevia sobre esses mesquinhos anseios humanos antes do ano 1900, em O Retrato de Dorian Gray.

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  11. Rodrigo S. Cruz

    Duro admitir, mas esse Ogro está indigesto mesmo…

    Acho que pela primeira vez na carreira, ele vai fazer um segundo semestre tão forte quanto o primeiro.

    Ô siri “enjoento”.

    O cara chega em todas as bolas, de um lado pro outro parecendo um pára-brisa, até o oponente errar.

    E vem arriscando umas bolas com a maldita direita-gancho na paralela, e tem entrado tudo!

    Acho que só o chefe do morro tem chances de vencê-lo numa final, e mesmo assim por causa do saque…

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    1. Renato

      Sim, ele está bem. Mas é óbvio que ele está se aproveitando da “fraqueza ” do circuito, que está desfalcado de alguns cachorroes. Porém, acredito na Vitória de Kyrgios sem perder sets.

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  12. Sônia

    Bom dia Dalcim, finalmente Halep conseguiu a primeira posição no ranking. Voce viu o “técnico” (Andrei Pavel) que a orientou? rsrsrsrs. I told you, I told you rsrsrsrs. Beijos.

    Responder
      1. Sônia

        Rsrsrsrs… ela mudou de técnico Dalcim, levou o “segundo técnico” e não o primeiro. Sempre disse que ela precisava de um outro técnico. Está muito mais confiante, aguerrida e com um bom saque. Parada dura contra a Garcia, mas aposto na Halep. Beijos.

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    1. Sérgio Ribeiro

      ” Meu grande erro foi dispensa-lo em Miami. Pode ter me custado Roland Garros. Fui atrás dele , aprendi muito e o resultado esta’ aí ” Halep falando de como Darren Carril a fez enxergar que precisava muito de melhorar o Serviço ( passou a treinar o fundamento 1hora / dia ) , e com isso o Mental veio junto. Andrei Pavel e’ apenas um auxiliar ( ex-tenista Romeno ) . Tem apenas 26, já com duas Finais de SLAM, e por ironia atinge o N 1 batendo sua algoz de Paris. E com um STAFF de primeira linha, a meu ver. Abs!

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  13. Luiz Fernando

    Assisti ao terceiro set do jg do Rafa e fiquei impressionado, o cara jogou demais, voando na quadra como se estivesse no inicio do jg. Nao fossem alguns voleios medíocres em subidas equivocadas a rede diria que foi um set perfeito. Se jogar nesse nível amanha nao vejo como possa perder, embora veja Kyrgios com total chance de encara-lo; Zverev acho menos provável que o faca. Esse ano de Nadal compensa toda a mediocridade do ano de 2015, diria que sem duvida esta sendo um dos mais espetaculares da carreira, algo que, p nos q torcemos por ele, e simplesmente inacreditável que ocorra nesse momento.

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  14. Anderson Kleiner

    Se você massifica o esporte, mesmo futures terão casa cheia, pois mesmo quem não compete vai pra ver o amigo jogar, ou pelo simples fato de ser um esporte que pratica e conhece. Aí, com casa cheia, os patrocinadores vêm e gera o círculo virtuoso sustentável sem necessidade de patrocínio estatal. Claro que isso precisa de um apoio inicial forte das confederações e, acima de qualquer coisa, que o governo invista no esporte nas escolas. Não há segredo, a fórmula do sucesso é bem conhecida.

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  15. Arthur

    Acho que a prisão do Nuzman resume toda a desgraça do esporte brasileiro, Dalcim.
    Pena que aqueles que criticavam a eternização dos dirigentes, a eterna falta de transparência e os estouros de orçamento com coisas megalomaníacas como a Copa do Mundo e as Olimpíadas tenham sido tachados na ocasião de “traidores” e “pessimistas”.
    No fundo, o cenário de terra arrasada do tênis brasileiro é apenas mais um reflexo de todo esse quadro.
    Triste cenário deste pobre Brasil…

    Um abraço

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  16. Renato

    Acredito que se passar por Zverev, Kyrgios será o favorito para vencer o torneio. Por que? Simplesmente por ser melhor jogador neste tipo de piso e ter mais bola que todos os outros. Claro, Nadal tem os títulos, mas o australiano se sobressai perante o espanhol nas quadras duras no h2h. Alguém se lembra da surra que o espanhol levou em Cinci?

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  17. Rafael Wuthrich

    Dalcim, acabei de ler isso aqui: http://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/53513/Copa-Davis-faz-mudanca-radical-nos-Zonais-em-2018/

    Descaracterização total da competição. Mais: impede os simplistas de jogarem duplas em razão do desgaste, mata a competição como a conhecemos, impede que um jogador de nível baixo experimente melhor de 5 sets e abre total possibilidade de transformar os Slam em melhor de 3 sets – um sacrilégio.

    Estão acabando pouco a pouco com nosso amado esporte, Dalcim. E acho tiro no pé: perdem um dia de transmissão, chances de expor mais os patrocínios (que canal de esporte transmitirá 8 horas seguidas de Copa Davis no segundo dia?) e matam a tradição. Acham que isso chamará Federer, Nadal e outros tops pra jogar, que burrice e cegueira. Não satisfeitos em acabar com o 5o set longo agora vem isso. ITF tem que rezar mesmo para que o Big 4 só se aposente em 2025, porque se depender dela o tênis vai pro buraco.

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      1. Rafael Wüthrich

        Minha nossa. E, conhecendo como você conhece o circuito há 30 anos, acha mesmo que os melhores jogadores irão a essa versão caricata do que é/foi a Copa Davis, sem pontos no ranking ou premiação?

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        1. José Nilton Dalcim

          Alguns tenistas jogam pelo amor ao país, Wuthrich. E com a redução dos jogos, é capaz que alguns acabem indo, sim. Teremos de pagar para ver.

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        2. Sérgio Ribeiro

          Permita-me discordar , Caro Rafael. A ITF atendeu um pedido das Nações , dos Atletas e das TVs. O espírito que os jogadores apresentaram na Laver Cup, demonstra que a Davis precisava mudar. A possibilidade de um Quinto jogador convocado, abre um leque de opções. É possível que o menor desgate dos 3 Sets, traga as Feras de volta ao maior Torneio de Equipes. Até o Rei das Maratonas , Rafa Nadal, não fez nada para tentar impedir a queda da Espanha , assim como Del Potro e Federer. Nos SLAM nada muda. Esta’ na hora da ATP seguir o exemplo , e rever a padronização dos Pisos. E alguém reclama do Quinto Set com Tie-Break no SLAM Norte-Americano ? Ao menos , a meu ver, teremos progressos. A conferir! ABS !

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          1. Rafael Wuthrich

            O que é isso, meu bom Sergio, discordar faz parte de qualquer bom debate. Discordo do Dalcim há anos sobre o 5o set longo, e ele é quase unanimidade aqui sobre conhecimento do tênis.

            Sobre a Davis, entendo quando o Dalcim diz que os tenistas jogam por amor ao país. Porém, a Copa Davis foi idealizada tendo um pano de fundo as regras básicas: melhor de 5, disputas de simples e duplas. Claro que há coisas que podem ser aprimoradas – o 5o membro é uma boa ideia -, mas a diminuição dos sets, a impossibilidade de termos jogadores jogando simples e duplas, isso acaba com a graça da coisa.

            Outro ponto, é que não foi uma demanda das federações, mas da TV: com menor duração, em tese os jogos iriam mais facilmente pra grade. Por isso temo pelos Slam: a ânsia em ter tudo transmitido pode ter um gênio que proporá a mudança pra melhor de 3 sets. Se fizeram com a Davis, muito mais fácil fazer com os Slam.

            E repito: não acho que trará os tops. Embora haja natural ceticismo, o histórico demonstra que os jogadores topam jogar quando lhes dá na telha. Muito mais efetivo seria tratar a Davis como um Slam e cada vitória com pontos equivalentes. Mas os gênios tratam a competição como várzea. Ao revés: isso tende a afastar mais os melhores jogadores. Quem é que se disporá a ir ao outro lado do mundo jogar uma partida solitária em nome do país?

            O fato dos jogadores forçarem a barra por essas mudanças mostra que dão zero valor à competição. Provavelmente aprovariam 5 jogos no mesmo dia sem que tivessem que jogar mais que um jogo. Padronização idiota dos pisos demonstra isso.

            Temo pelo futuro do esporte nas mãos dessa gente.

  18. alessandro sartori

    Fugindo um pouco do assunto, o que deve tá despencando tbm é a audiencia do tenis feminino no Brasil, que sempre foi mostrado pela Bandsports e o hoje tem esse lixo do canal Sony, os caras são ruins demais, sem contar que toda hora acontece a mesma coisa, quartas de final dos torneios acontecendo ao vivo e o canal mostrando VT do mesmo torneio, varias vezes acontecendo isso nas ultimas semanas, agora mesmo mais um exemplo, o jogo entre Garcia e Svitolina acabou de acabar as 13:37 hs e os caras mostrando VT de partida que aconteceu na madrugada, não dá pra entender como uma porcaria dessa compra o evento e mostrado todo picado e o povo ainda reclamava do Bandsports…

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  19. Laiane

    Ótimo texto , infelizmente era uma coisa esperada , pois com tanta corrupção na maioria das Confederações desportivas deste país e com a crise econômica e política alguns sairiam afetados , nesse caso , injustamente foram aqueles que não são responsáveis por toda a sujeira. Retrocesso total, e levaram uma vida para investigar o COB e toda a farra da Olimpíada, coisa que os “pessimistas” (me incluo) já estavam calejados de saber , e os ufanistas teimavam em não enxergar.

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  20. Luiz Fernando

    Vi que Rafa venceu bem e sem sustos, indo p a semi, na qual me parece favorito frente a Dimitrov, a despeito deste viver seu melhor momento no circuito. Também vi q Kyrgios atropelou o genial Darcis e, salvo engano, é quem está jogando o melhor tênis em pequim. Se enfrentar Zverev na semi será uma partida das mais interessantes, apostaria no australiano. Pena q o horário atrapalha tudo.

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  21. Miguel BsB

    O que podemos esperar de um país em que o presente governo (?) reduziu em 87% (!) o orçamento do Ministério do Esporte? Que extinguiu ou atrofiou programas como o bolsa atleta? A tendência é essa mesmo, infelizmente

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  22. Luiz Pereira

    É bem o padrão 8 ou 80: ou somos o país com maior número de futures ou fazemos 4 por ano. É claro que a crise internacional tem peso nessa situação, mas o ideal seria um crescimento gradual. Dalcim, como era o cenário, em linhas gerais, nos anos 80 e 90, época de crise financeira braba, mas de Mattar, Oncins e outros?

    Responder
  23. Luiz Fernando

    Assisti um resumo do segundo set e achei Rafa bem firme do fundo da quadra, muito bem na defesa, mantendo a tendencia de ir a rede sempre q possível. Porem, ja ha um bom tempo, suas devoluções deixam muito a desejar, muitas ficando curtas, oferecendo toda a possibilidade do adversário dominar os pontos. Por isso sistematicamente ele vem tendo problemas ao enfrentar grandes sacadores, q sera o caso do jg contra Isner amanha. Qualquer erro no seu serviço poderá redundar numa perda de set e ai tudo vai se complicar. Creio q deve vencer, mas se nao estiver num bom dia para devolver a situação pode pender p o desastre.

    Responder
  24. Marcio

    Puxa, as discussões voltaram com tudo no último post, de novo!
    Não esqueçamos que os números do Tênis são :
    237.
    302.
    19.
    6.
    Torçamos para que sejam superados, é o que nos resta como expectadores.

    Responder
  25. Pieter

    Excelente levantamento, mais uma vez, Dalcim.
    Vergonhosa é a palavra para definir a involução da situação do tênis brasileiro.
    A ruína econômica legada ao nosso país por uma súcia de criminosos, como vemos, segue arruinando por muito tempo, ainda, infelizmente…

    Responder
  26. Caio Miguel Puhl

    Parabéns pelo post, Dalcim. Acredito que esse tipo de texto não deve dar muito retorno pro Blog, mas é muito importante de vez em quando voltar ao tema do Esporte dentro do Brasil. Grande Abs!

    Responder
  27. Pedro

    Dalcim, como funciona na França? Se eu não me engano, vi na TV alguém comentar sobre o tênis francês e como eles investem. Em relação aos jogos recentes, a Halep acabou com a Sharapova, o que aconteceu? A russa estava com algum problema? Federer joga 3 torneios este ano?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A França tem um tremendo calendário profissional de todos os níveis, Pedro, e também possui muitos torneios não válidos pelo ranking, que não apenas agitam a temporada como também permitem que muito tenista sobreviva com isso, ganhe experiência. A estrutura é gigantesca, dando oportunidade parecidas para homens e mulheres, tem um investimento maciço no tênis juvenil (são cerca de 300 mil cadastrados no país) que é a base de todas as coisas.

      Responder
      1. Pedro

        Mas se eu não me engano, neste mesmo programa de TV, acho que foi o Pelas Quadras, eles falaram que estes tenistas contribuíam com mensalidades, o que gerava uma renda fixa bem grande a Federação. É isso mesmo? 300.000 inscritos em tênis coloca o esporte bastante popular. Em um país de primeiro mundo fica mais fácil porque até a renda é maior, facilitando tudo. Popularizar o esporte no Brasil é um grande desafio, visto que ele ainda é um esporte de elite devido ao custo mais elevado em comparação com outros de baixo custo como o futebol. Dar aquela vontade extra a filhos de pessoas com mais acesso a dinheiro é complicado, visto que de uma maneira mais genérica, os mesmos não estão brigando pela sobrevivência, seria mais um luxo, o que talvez explicasse um pouco a falta de empenho de alguns brasileiros quando comparados aos espanhóis por exemplo. E a outra seria mesmo a parte psicológica do brasileiro, um pouco mais emotiva do que o resto, também dificultando em um esporte de sangue frio.

        Responder
  28. Rafael Wuthrich

    Minha nossa, Dalcim. Mas nem digo que seja só o caso de ausência de investimento: hoje Carlos Nuzman foi preso, o que dá boa ideia de como há desperdício do investimento esportivo.

    Responder
    1. Gabi

      Que tal um boicote geral? Durante uma semana, ninguém vai aos estádios e ninguém assiste a nenhum programa esportivo, para exigir uma radical “limpeza” também nos esportes.

      Alem disso, o Brasil deveria ser banido dos próximos Jogos Olímpicos, por ter comprovadamente trapaceado na escolha da sede. Essas punições tb poderiam mostrar ao povo brasileiro que não dá pra levar vantagem em tudo e tolerar a roubalheira.

      Responder
  29. Patrick Simao

    Dalcim, acha uma boa a proposta da ITF de reduzir o ranking pra 750 tenistas e colocar alguns ITFs como torneios de base? Pra dar certo esses torneios deveriam estar sempre por todo o mundo, ja que os tenistas não viajariam sem ganhar o mínimo de grana?

    E a ITF subsidia subsidia colabora financeiramente com os Futures?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não entendi por que deveria haver limitação de tenistas no ranking, Patrick. Acho que os futures/ITFs foram criados como torneio de base justamente para dar oportunidade a quem está ingressando no circuito ou tenta uma recuperação. Sim, a ITF costuma subsidiar futures em regiões que não tem tradição ou tem mínima estrutura. Chegou a fazer isso aqui no Brasil.

      Responder
      1. João ando

        Encontrei hoje o professor Ricardo Viegas que formou a tenista Joana Cortez na Ilha do governador no RJ.ele acha sim que deve limitar o ranking ,em 750,800 TENISTAS pois alguns ficam 10 ,15 anos jogando e não tem resultado nenhum e quando tem 35 anos se não for dar aula de tênis o que vai fazer da vida…se não gostar…temos alguns exemplos aqui ,mas prefiro não citar nomes…até já chegaram a 80 ,90 do mundo mas hoje São 126 200 do mundo e não melhoram ,e quem paga o pato e o pai…

        Responder
  30. Otavio Neves

    Bom dia Dalcim. É verdade o que vc falou. Agora, fica a pergunta. Por que a CBT não faz um Future sequer no COT???
    A FTERJ, mesmo com dificuldades financeiras, vem fazendo torneios lá… E a CBT? Tudo bem não mudar sua Sede pro Rio, mas ignorar a existência do COT aí já é demais…. O ano vai acabar e a CBT ainda não fez nada lá…. E tudo que é feito no COT dá mídia!!! Será que é tão difícil assim fazer 3 Futures no COT, arranjar uns patrocinadores para um evento num lugar que ainda dá tanta mídia?
    E fazer isso logo, enquanto as instalações do COT ainda estão em bom estado geral sim… É só a CBT ter um pouco mais de iniciativa e atuar igualmente em TODOS os Estados do BRASIL…
    Abraço!

    Responder
  31. julio

    Dalcim, Dustim Brown roda o circuito inteiro numa kombi, e tem um argentino que rodou o circuito inteiro morando na europa, utilizando treinadores temporários, compartilhando treinadores.
    Pode-se fazer o mesmo, largar tudo isso aqui e ir para lá, na cara e na coragem, sem papai e mamãe, vivendo de uma forma nômade, mas já fazendo uma transição do juvenil para o profissional de uma forma mais contundente.
    Assim em pouco tempo se vai saber o real potencial do jogador, sem contar com um crescimento mental de forma exponencial.
    O amor ao tênis seria posto a pova.
    A Austrália já tem uma base na Europa, isso significa que esta idéia não é tao inovadora assim, basta segui-la.
    Me perdoem se estou sendo um pouco impetuoso, porque estou tendo uma idéia que não vou seguir agora, mas se eu fosse um jogador de 16 anos não teria a mínima dúvida em segui-la, porque idéias, sonhos e ideais são obtidos gratuitamente, basta somente ter bastante imaginação, e se a tivermos mas não as colocarmos em prática, viram utopia.

    Um grande abraço a todos.

    PS.: Dalcim que vc acha disso, poderia-se melhorar isso?

    Grato.

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    1. José Nilton Dalcim

      Em 2004 eu escrevi um artigo em que sugeria atitudes sos candiatos à CBT. Entre os itens, base juvenil em Buenos Aires e base profissional em Portugal. O custo seria baixo e bem dividido. Abs

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  32. marcilio aguiar

    Infelizmente no esporte brasileiro, em geral, o único crescimento é em direção aos escândalos financeiros nas diversas confederações e a quantidade de dirigentes indo para a cadeia. Já foi assim com Judô, Tenis, Futebol, Volley, Natação e agora o COB.

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  33. ivan kley

    Falaste tudo José Nilton, realizamos aqui no Itamirim clube de campo se não me engano, 3 futures seguidos de U$ 10.000, 3 CNIPS, Um Challenger, volto a dizer seguidos, concordo com a união de todos , todos ganham. Outro exemplo bom , fazemos a 9 anos a copa SC Internacional de Tênis grupo 4 ITF, 14 e 16 COSAT e, KIDS E 12 anos , ao custo de R$15,500,0 0(podem acreditar é este o valor ), temos apoio da Prefitura/FMEL Lei de Incentivo(que libera aquele valor de R$15.500,00 ( com isenção de imposto Municipal na qual a empresa HEUSI nos repassa este imposto) temos permutas de hotéis, Clube FCT com Aua Mineral e troféis, bolas da Tretorn, árbitros CBT, alguns eventos iguais com a mesma pontuação custam 20 ou 50 vezes mais>
    Este ano de 2017 temos de 02 a 07 de outubro 290 atletas de 10 países, todos ganham, clube (sócios) economia da cidade(hotéis restaurantes comércio etc… mas quem ganha mais são os atletas que podem pontuar sem sair de casa e o Tênis do Brasil, só lembrando o campeão da 1 COPA SC foi TIAGO MONTEIRO.
    ABS

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  34. Fernando Filho

    Dalcim, obrigado pelo texto. O Orlando Luz está há pelo menos dois anos estagnado, e parece que não vem cuidando tão bem do físico. Acabou de ser eliminado na primeira rodada em Campinas… Na sua visão quais são as perspectivas para o futuro? Ele ainda pode chegar à elite do circuito mundial (top 100) ?

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  35. Ivan Sampaio

    lembro-me que inclusive saiu uma matéria aqui mesmo no TB, não lembro o ano, creio que entre 2011 e 2013, a qual falava que o Brasil naquele momento era um dos países com a maior quantidade de challengers e futures do mundo. O que acontece agora é surpreendente e lamentável.

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